12/02/2020 – Campanhas internas em condomínios

Presente em boa parte dos condomínios, as campanhas internas podem e devem ser consideradas um importante meio de comunicação entre síndico e condôminos. Elas servem como ferramenta essencial no trabalho de busca pela conscientização da comunidade condominial.

 

Em um condomínio, onde residem pessoas dos mais diferentes perfis, nem sempre há entendimento geral sobre questões que envolvam o regimento interno ou ações a serem tomadas. Para unificar esse entendimento e até aproximar as pessoas da realidade, as campanhas cumprem bem a função.

 

Contudo, para que a divulgação proposta na campanha interna aconteça de maneira eficaz, o envolvimento da comunidade condominial é essencial. Nesse ponto, entra o importante papel do síndico. Sua ação é determinante no alcance da conscientização desejada, que é conseguida somente com o atendimento de algumas tarefas básicas. Entre elas, vale destacar a definição clara sobre o foco da campanha, bem como os motivos para realizá-la. Tudo isso, dando aos condôminos o protagonismo para o sucesso de cada ação.

 

Outra atuação fundamental do síndico diz respeito à estruturação e preparação de cada campanha interna. É onde tudo começa. No caso de uma campanha de separação de lixo, por exemplo, estruturar quem buscará os lixos, ensinar os condôminos como realizar a separação e garantir local onde os lixos permanecem separados são alguns dos cuidados que devem ser tomados, de forma que a campanha seja bem sucedida. Sem essa etapa de preparação, nenhuma campanha terá o resultado desejado.

 

Outros tipos de campanhas

 

Entre os tipos de campanhas internas realizadas dentro dos condomínios, além da reciclagem de lixo, acima citada, temos aquelas ligadas diretamente à saúde, como as campanhas de vacinação. Essas, inclusive, têm se tornado uma tendência no universo condominial. As vantagens são para todos. O síndico traz essa comodidade para o condômino, ele se sente valorizado por essa iniciativa do síndico e da empresa envolvida nessa parceria. Os funcionários também engajam-se bastante nesse tipo de iniciativa e todos saem ganhando.

 

Outras campanhas internas muito comuns são aquelas envolvendo as questões sociais, como as campanhas de doação de agasalhos, brinquedos e alimentos, entre outras. Nesses modelos, a coletividade pensa para além de seus muros, unindo-se em prol da sociedade, ajudando os menos favorecidos. Trata-se de uma forma ímpar de integrar universos discrepantes como é o condomínio e, em muitas vezes, o seu entorno.

 

Engajamento, um grande desafio

 

Independentemente do tipo de campanha a ser realizada, ela só acontece de forma eficaz se houver engajamento dos condôminos, o que se traduz num grande desafio para os síndicos, uma vez que não é nada fácil engajar diferentes pessoas que, muitas vezes, em comum possuem tão somente o endereço de residência.

 

O sucesso nesse desafio passa por algumas estratégias. O foco é uma das mais importantes. Qualquer que seja a campanha, é fundamental focar e mostrar aos condôminos a importância que o engajamento naquela ação terá, simultaneamente, tanto individualmente quanto para a coletividade.

 

Achar o ponto certo no ato de chamar a atenção das pessoas é igualmente estratégico. Sob esse aspecto, vale lembrar que as pessoas geralmente atentam-se apenas para seus próprios interesses e, para conseguir atrair a atenção geral, o condomínio deve fazer uso de diferentes recursos. A elaboração de cartazes e adesivos, assim como a gravação de rápidos vídeos, peças a serem expostas em elevadores, no hall de entrada ou na garagem, entre outros locais, são alguns exemplos de recursos. Além de serem colocadas em pontos estratégicos do condomínio, essas criações podem ser enviadas por whatsapp ou por aplicativos especialmente desenvolvidos para aquela comunidade condominial. Em campanhas mais complexas, outra estratégia importante é o convite de palestrantes para abordar e esclarecer aos condôminos o assunto em questão.

 

Em cada estratégia escolhida, o que se deve ter em mente é alcançar o emocional do condômino. Nesse sentido, um recurso altamente eficaz jamais deve ser esquecido pelo síndico: o diálogo. É válido ressaltar que, no cumprimento de sua função, o síndico exerce o papel de gestor de pessoas. Uma conversa esclarecedora e bem informativa com condôminos mais influentes, que se comunicam bem com os demais moradores, por exemplo, pode facilitar a disseminação e o engajamento da coletividade em uma determinada campanha e fazer total diferença.

 

Fonte: Revista Área Comum

07/01/2020- Conta de luz: saiba se vale a pena aderir à tarifa branca

Programa foi criado para incentivar a redução do consumo de energia nos horários de grande demanda. Mas, antes de aderir, o consumidor tem que calcular se será vantajoso.

 

Um programa do governo vai permitir que consumidores paguem menos pela energia elétrica. Mas só é vantajoso para quem souber usar a energia na hora certa. Muita gente ainda não sabe como funciona a novidade.

 

“Ouvir falar, eu já ouvi. Agora, o que falta muito é informação. Como funciona, como deve funcionar, quais os benefícios, quais os contras”, diz um morador de Brasília.

 

A tarifa branca foi criada para incentivar a redução do consumo de energia nos horários de grande demanda. Com ela, quem adotar o hábito de consumir fora dos chamados horários de pico vai pagar menos pela energia. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) diz que com essa modalidade de tarifa é possível reduzir a conta de luz em até 20%.

 

O programa existe desde 2018. Inicialmente, para quem consome mais de 500kwh/mês. No início do ano passado, foi estendido para quem consome mais de 200kwh. Nessa nova fase, todos podem aderir. De acordo com a Aneel, mais de 40 milhões de casas e comércios estão aptos a participar. Consumidores de baixa renda não podem participar do programa porque têm a energia subsidiada, e não teriam vantagem com a mudança.

 

Quem tiver interesse precisa pedir à companhia de energia elétrica a troca do medidor de energia da casa. Para conseguir reduzir a conta de luz é preciso evitar o consumo no horário de maior demanda, que, em geral, vai das 17h30 às 21h30.

 

Nesse horário, o ideal é não usar os grandes vilões do consumo em casa, como ar-condicionado, chuveiro elétrico, máquina de lavar e ferro de passar roupa.

 

Mas atenção: quem aderir à tarifa branca e concentrar o consumo de energia dentro do horário de pico, vai pagar mais caro, pois o custo é mais alto que o da tarifa convencional. A Aneel recomenda que o consumidor pese bem se a tarifa branca é vantagem para ele.

 

“Aquele consumidor que conseguir mudar o seu hábito de consumo e deslocar o seu consumo para as demais horas do dia terá de fato economia. Agora, caso o consumidor não tenha essa flexibilidade, é mais interessante ele não fazer o uso da tarifa branca, ficar na tarifa convencional, porque ele corre o risco de pagar mais caro”, disse André Pepitone, diretor-geral da Aneel.

 

Quem fizer a adesão e não perceber vantagem pode pedir para voltar ao sistema convencional.

 

Fonte: G1