29/09/2020 – Como criar um manual de segurança do condomínio

O manual de segurança do condomínio é um documento que estabelece normas e rotinas. Elas devem ser seguidas por moradores e funcionários com o objetivo de evitar a ação de criminosos. Fugir da violência é o motivo pelo qual muitas pessoas optam por morar em apartamentos. No entanto, nem todas se dão conta de que, para que as medidas de prevenção tenha eficácia, é preciso que haja não só tecnologia e funcionários trabalhando na vigilância, mas, principalmente, que as regras e os protocolos sejam rigorosamente cumpridos.

Ter um documento como o manual de segurança do condomínio é importante porque torna claro para todos o que deve ser feito em cada situação. O síndico, que deve zelar pelo cumprimento das regras, está embasado pelo que foi estabelecido previamente. Da mesma forma, os moradores podem auxiliar e cobrar uns aos outros em prol do objetivo comum de garantir que todos estejam seguros.

Passos fundamentais para a criação do manual de segurança do condomínio

Criar um manual de segurança do condomínio não pode ser uma atitude unilateral, ou seja, o síndico ou um grupo de pessoas não podem definir as regras sozinhos. Também não é possível simplesmente copiar o documento de um outro local. Afinal, cada condomínio possui suas particularidades, pontos fortes e fracos, e necessidades específicas que devem ser colocadas em pauta. Sendo assim, veja alguns passos fundamentais antes da criação do manual de segurança do condomínio:

Mapeamento dos recursos e fragilidades

Antes mesmo de levar o assunto para a discussão de todos, é interessante que os responsáveis pelo condomínio preparem uma pauta de reunião exclusiva para o assunto “segurança”. Nesse caso, os recursos podem ser divididos em:

  • Materiais — grades, câmeras, portões, alarmes, sistemas de monitoramento, sensores etc;
  • Humanos — gestores e funcionários capacitados com frequência;
  • Rotinas — acordos que orientam sobre como fechar grades quando levar o lixo para fora, abertura do portão para entregadores ou prestadores de serviço , cuidados na entrada da garagem, etc.

Nesse ponto, é fundamental colocar no papel o que o condomínio dispõe atualmente em relação a segurança e o que pode ser melhorado. A pessoa ou o grupo responsável pela elaboração do manual de segurança do condomínio podem reunir informações como:

  • Quais são os equipamentos tecnológicos existentes?
  • O nível de capacitação dos funcionários para operar esses recursos?
  • Existem pontos cegos ou brechas na segurança do condomínio?
  • As rotinas do condomínio estão expostas perigosamente e podem ser facilmente identificadas por bandidos?

Discussão em assembleia

Com as respostas para as perguntas anterior — e outras que possam surgir — é possível ter um ponto de partida para melhorias. Se não há câmeras, por exemplo, o síndico pode levar para assembleia a proposta com alguns orçamentos, fornecedores, formas de uso, etc.

A contratação ou o treinamento de um funcionário são fundamentais. Afinal, simplesmente ter alguém cuidando da portaria pode não ser o bastante. Pelo contrário, por estar totalmente ciente sobre tudo que ocorre na rotina, quando mal treinada, essa pessoa pode ser o alvo principal do bandido para compreender o que acontece e agir com maior eficácia.

As rotinas também deve ser discutidas: entrada e saída de moradores e visitantes, abertura do portão para alguém que está entrando, realização de atividades sempre no mesmo horário, etc.

Fonte: Intelbras

06/07/2020 – Quarentena no condomínio: Como cuidar da manutenção

Nesta quarentena, as obras em condomínios estão suspensas, porém, é preciso uma continuidade das manutenções importantes e emergenciais, devendo postergar apenas as não prioritárias. As reparações diárias, como a limpeza, não só devem continuar, como devem ser ampliadas.

Vale ressaltar, que as manutenções diárias, como a limpeza, não só devem continuar, mas devem ser ampliadas.

Veja a seguir como diferenciar uma manutenção emergencial e como funcionários e os profissionais terceirizados devem agir no condomínio de forma segura.

 

Na quarentena, só deve ser realizada manutenção emergencial?

A manutenção emergencial é aquela que não pode esperar, pois traz dano ao imóvel e coloca em risco a segurança dos usuários.

Entram nesse perfil obras relacionadas a vazamento de água, gás, elétrica e elevadores, entre outros. O que é importante precisa ser efetuado. Não é possível deixar de fazer os procedimentos de manutenção, principalmente os de caráter emergencial.

O que não for importante ou estiver relacionado à melhoria dos ambientes deve ser adiado.

 

Obras durante o período de quarentena no condomínio

Em relação às obras, segue a regra de que só deve fazer aquelas emergenciais e que comprometam o bem comum. As obras que não têm emergência devem ser suspensas, sejam elas da área comum ou das unidades.

Até as obras dos apartamentos que não estejam enquadradas como emergenciais devem ser bloqueadas pelo síndico, inclusive, amparada pelo Projeto de Lei 1179/2020.

As manutenções preventivas para o elevador, gerador, entre outros não pode esperar, pois afetam diretamente o funcionamento adequado do condomínio e pode colocar em risco a segurança de todos. E devem ser feitas com a ajuda de profissionais especializados e, claro, estes devem seguir todas as regras para prevenção ao Covid-19.

 

Manutenção do elevador

A manutenção dos elevadores, sem dúvida, é uma das obras que deve ser considerada de emergência durante o período de quarentena nos condomínios. Além da desinfecção, que deve ser constante, a manutenção desse equipamento não pode parar, pois se enquadra no rol dos serviços essenciais e não estão em quarentena.

O SECIESP, Sindicato das Empresas de Conservação, Manutenção e Instalação de Elevadores do Estado de São Paulo, em conjunto com a ABEEL, Associação Brasileira das Empresas de Elevadores, elaboraram uma cartilha com dicas de uso dos elevadores nas edificações como medidas preventivas à pandemia do Coronavírus.

 

Limpeza na quarentena

A limpeza deve ser intensificada no período de quarentena.

Um dos pontos de maior atenção no que diz respeito à manutenção é a limpeza e higienização das áreas comuns, principalmente nas áreas de acessos diários dos moradores como portões de entrada do edifício, acesso as garagens, elevadores, halls dos andares, maçanetas, além dos corrimãos. Outro ponto importante é a disponibilidade de álcool gel nas áreas de circulação.

Outra medida que pode ser adotada, visando evitar ao máximo a circulação de pessoas pelo condomínio, diz respeito a coleta do lixo. Em muitos casos o recolhimento era de responsabilidade do próprio condômino, mas em alguns condomínios, passou a ser realizada pelos funcionários em horário pré-determinado. Assim, apenas as pessoas devidamente equipadas circulam pelo condomínio diminuindo ou evitando qualquer tipo de contágio.

 

Cuidados com funcionários e prestadores de serviços

Caso a obra seja considerada emergencial e tenha mesmo que acontecer é necessário que os profissionais do condomínio ou terceirizados sigam orientações e cuidados para que evitar a contaminação das pessoas e para a própria segurança.

Entre as orientações sugeridas pela Coordenadoria de Vigilância em Saúde, da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo estão:

 

-Utilização EPIs, equipamento de proteção individual, como máscaras e luvas;

-Disponibilizar para uso dos funcionários local para lavagem frequente das mãos com sabonete líquido e toalhas de papel descartável;

-Disponibilizar álcool gel para uso dos funcionários em pontos estratégicos de fácil acesso;

-Desinfetar equipamentos;

-Manter a ventilação natural do ambiente de trabalho sempre que possível.

 

Todas essas orientações devem ser seguidas não só na manutenção do condomínio, mas também nas unidades de cada condômino. A mudança de hábitos e a adoção desses cuidados mínimos podem ajudar na contenção da pandemia e manter a saúde de todos que, por conta da atividade, muitas vezes, não podem se manter em casa, em isolamento social.

Fonte: Viva o Condomínio

20/05/2020 – Festa em apartamento põe em risco saúde de vizinhos

A isolamento tornou a vida em condomínio mais restrita. Quando o assunto é festa, fatores como o barulho e a presença de convidados externos podem incomodar os vizinhos e gerar riscos para a saúde. Segundo o advogado Rodrigo Karpat, o ideal é adiar festas e comemorações para depois da pandemia.

 

“É um momento crítico, com muita contaminação”, justifica. Neste momento, ele recomenda apostar nas alternativas virtuais e, em casa, limitar a interação com quem mora junto. Caso um morador queira tocar violino na sacada, por exemplo, a mesma ação que relaxaria algumas pessoas, poderia prejudicar outras. Além disso, iniciativas do tipo precisam da autorização do síndico para acontecer.

 

“É necessário ter ponderação e se colocar no lugar do outro. No interior de outras unidades pode ter gente doente, se recuperando, em luto, etc”, diz o advogado Alexandre Berthe. Decretos estaduais e municipais impedem aglomerações por causa da pandemia. Devido o excesso de pessoas circulando no prédio, Karpat destaca que uma festa com convidados externos pode colocar a saúde de vizinhos e funcionários do condomínio em risco.

 

O síndico não pode interferir dentro da unidade e nem proibir que as pessoas entrem. Porém, ele deve zelar pelo interesse coletivo. Assim, caso um morador perturbe o sossego e coloque os outros em risco, o síndico deve aplicar advertência e, se for o caso, multa. Síndicos e vizinhos também podem chamar a polícia e, se necessário, entrar com ação na Justiça.

 

Desde que a pandemia começou, o síndico Reginaldo Queiroz, 48 anos, tem acompanhado as recomendações das autoridades de saúde para implementá-las em um condomínio da Chácara Klabin (zona sul). No prédio, é necessário utilizar máscaras e as áreas comuns estão fechadas. Além disso, ele orientou os moradores a evitarem receber visitas neste período. “O pessoal aceitou muito bem e até agora não tivemos nenhum problema.”

 

Queiroz também é dono de uma administradora de imóveis. A empresa teve contato com um caso de uma festa, com som alto até a madrugada e vários moradores na mesma unidade, em um condomínio na zona leste. Houve muita reclamação e “isso gerou um desconforto bem grande”. A situação resultou em multa.

 

Fonte: Cidade Verde

20/02/2020 – Atenção com a manutenção e instalação dos aparelhos de ar-condicionados

Verão, calor, os moradores começam a se preocupar em resfriar o ambiente. O alerta vermelho acende quando o assunto é a instalação e manutenção de aparelhos de ar-condicionado e split.

 

Normas de segurança devem ser obedecidas, como a NBR 16280/2014, Norma de Reformas das Edificações, conforme orienta o engenheiro civil Alexandre de Novaes: “Toda obra está embasada por estudo prévio. É preciso ter respaldo profissional para mexer na estrutura predial. Não pode furar viga nem pilares e, para condomínios antigos, o ideal é que seja feito um projeto de retrofit para rever a tubulação e instalações elétricas e demarcar os locais de instalação”, explica.

 

No Condomínio Solar das Orquídeas, no bairro Coqueiros, em Florianópolis, o síndico Willian Savi conta que, após ler matérias com alertas e cuidados para instalações e manutenções de ar- condicionado, implementou algumas regras de segurança. Para realizar a instalação do aparelho, o morador precisa ter autorização do síndico obtida mediante apresentação de Anotação de Responsabilidade Técnica – ART da empresa que fará o serviço. “Dessa forma evitamos fatalidades e também protegemos o condomínio de responder civil ou criminalmente por algum dano”, diz.

 

Instalação

 

Para instalar o aparelho é necessário observar alguns itens fundamentais e um deles é a potência compatível da rede elétrica. O técnico em Climatização e Refrigeração, Paulo Cerafim, explica que o ar- condicionado deve ter ponto elétrico exclusivo. “O aparelho não pode compartilhar tomada com TV ou qualquer outro equipamento, pois pode danificar o produto, ou mesmo causar curtos-circuitos e incêndios”, alerta. Além disso, a rede elétrica do condomínio precisa suportar a voltagem. Essa análise, realizada por um profissional habilitado, irá evitar possível sobrecarga das instalações no edifício.

 

A escolha do local externo para a instalação do condensador é um ponto analisado cada vez com mais critério pelos condôminos a fim de aprovar um projeto que valorize a estética da fachada do prédio. O arquiteto André Lucas Chambarelli, de Florianópolis, explica que este equipamento não pode ficar confinado. “A função do condensador é expelir o ar quente e não pode ficar em espaço fechado, se não superaquece”, explica.

 

Chambarelli recomenda caixa protetora para garantir o padrão estético do condomínio: “cada morador pode comprar um equipamento diferente, tamanhos variáveis e tipos. Com essa caixa o aparelho fica protegido e a visualização fica padronizada”.

 

Economia

 

A recomendação aos condomínios é programar as instalações e manutenções no inverno, período em que este serviço é oferecido por melhor preço, conforme orienta o técnico Paulo Cerafim. “Os moradores já estão percebendo que se preparar antes é mais viável. Instalações nesta época são mais caras, porque a demanda é grande”, diz.

 

Outro quesito aconselhado por especialistas é a preferência por equipamentos de tecnologia “inverter”. Cerafim explica que este componente reduz o consumo de energia, pois tem uma velocidade variável dos compressores, fornecendo uma quantidade precisa de energia para resfriar o ambiente, de acordo com a necessidade. “Neste tipo de aparelho o compressor não tem que parar e recomeçar para manter a temperatura desejada. Se instalado corretamente, o morador pode perceber até 60% de economia no consumo de energia elétrica”, conclui.

 

Sobrecarga de energia

 

Uma questão de segurança básica é a sobrecarga com a instalação do aparelho de ar-condicionado em apartamentos nos edifícios mais antigos, cuja fiação de energia pode não aguentar a carga do equipamento.

Nesse caso, a inadequação da potência elétrica do imóvel em relação à potência elétrica do aparelho de ar-condicionado pode gerar superaquecimento dos fios, o que pode acarretar em curtos-circuitos e até incêndios. O problema também pode ser gerado pela utilização concentrada em horários de pico.

 

Por isso, nos casos de condomínios antigos, o ideal é que um engenheiro elétrico seja contratado para determinar se a rede suporta o acréscimo de carga sem comprometer a segurança dos moradores nem o centro de medição de acordo com a entrada de energia aprovada pela concessionária.

 

Fonte: Condomínios SC

17/02/2020 – Saiba como síndicos e moradores podem atenuar problemas causados por crise da água

Por enquanto, não há perspectivas de a Cedae solucionar questões referentes à estação de tratamento do Rio Guandu

 

RIO – A crise da água no Rio continua sem perspectiva de ter fim. Nos condomínios, síndicos e moradores têm dúvidas sobre a melhor forma de agir. Por prudência, o síndico pode tomar algumas medidas.

 

— A primeira delas é contratar ajuda técnica para verificar se a água que está sob responsabilidade comum está adequada para o consumo que se presta. E é necessário garantir que todos saibam a qualidade da água que estão consumindo — sugere Caroline Roque, sócia do escritório Coelho, Junqueira & Roque Advogados.

 

Paulo Codeço, supervisor de administradora de empreendimentos imobiliários, concorda:

 

— Estamos diante de um produto com qualidade duvidosa e de valor expressivo para o condomínio. Nesse momento, temos água com presença de geosmina e de coloração diferenciada. Cabe ao síndico manter os condôminos e funcionários informados de que não se trata de um problema do condomínio e sim da concessionária de serviço público — aconselha.

 

Sem desperdício

 

Outra dúvida comum: é preciso limpar e esvaziar a cisterna? Ou isso não adianta nada, já que a água está vindo com problema?

 

Marcelo Borges, diretor de Condomínio e Locação da Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (Abadi) sugere que tudo seja feito com bastante cautela. Afinal, explica ele, a água é um componente significativo no orçamento do condomínio, perdendo apenas para a folha de pagamento.

 

— A orientação é não tomar a medida drástica de esvaziar as caixas d’água e reenchê-las. Por enquanto, não há notícia de que a água que encherá as caixas novamente terá a mesma qualidade de antes da crise.

 

Para evitar o desperdício da água já armazenada, o ideal é que o condomínio a utilize para fazer a limpeza das áreas comuns.

— É importante ir utilizando essa água. O síndico deve monitorar toda essa situação, estar em contato com a Cedae e manter a comunicação com os condôminos — destaca Borges.

Alguns condomínios estão comprando água mineral para o uso dos funcionários.

 

— É uma situação injustificável e insustentável o que os consumidores estão passando. Ser obrigado a ter gastos com água mineral enquanto a concessionária de água sequer acena a possibilidade de desconto na conta de água que está imprópria para consumo. Mas, sim, vale comprar água mineral, devendo o consumidor registrar e guardar cada gasto que está tendo para eventual pedido de reembolso e, principalmente, caso sofra alguma enfermidade, buscar atestado médico conclusivo da causa — diz Caroline Roque.

 

Um leitor do Morar Bem enviou um e-mail relatando que o condomínio onde morar quer instalar um filtro para melhorar a qualidade da água e já tem assembleia marcada para decidir sobre o assunto: “Nesses momentos preocupantes, as pessoas tendem a ir pelo primeiro palpite que aparece, e esquecem detalhes técnicos e aí é que mora o problema. Como fazer esta escolha?”.

 

Fonte: O Globo

22/01/2020 – Integração de condôminos: como fazer o novo morador ser bem-vindo

A harmonia entre os condôminos é essencial para manter a segurança no condomínio. No caso da chegada de um novo morador, isso é ainda mais importante de se atentar. É comum haver a troca de residentes, sejam proprietários dos imóveis ou inquilinos. Isso ocorre com uma certa frequência e o síndico deve se preparar para manter a boa convivência entre as pessoas nessas ocasiões.

 

Promover o bom relacionamento entre aqueles que não tiveram tempo de desenvolver laços entre si pode ser uma tarefa bastante desafiadora. Mesmo que a resolução de conflitos entre os vizinhos não seja obrigação da administração do condomínio, eles acontecem e atrapalham o clima entre os demais moradores e funcionários.

 

Além dos desgastes de relacionamento, a rotatividade dos moradores do local também pode ser um fator de risco para a segurança do condomínio. O novo morador que chega vai levar um tempo para conhecer todos os vizinhos – e pode ser que isso nunca aconteça. Mas os responsáveis pelo controle de acessos devem saber quem é o residente recém-chegado e orientá-lo para que ele entre no esquema de segurança.

 

Sabemos do desafio de integração de um novo morador em um residencial. Para contribuir com essa tarefa, preparamos esse post com dicas para organizar práticas de recepção e inclusão do recém-chegado à rotina do condomínio.

 

Vamos lá?

 

Boas práticas para receber bem o novo morador

 

Para manter um bom clima e a segurança de todos, qualquer ação que vise integrar os vizinhos é muito bem-vinda, não é mesmo? Se você é o síndico do condomínio, ajude nessa missão!

 

É normal você perceber que esse desafio aumenta quando um novo morador chega ao local. Mas uma série de boas práticas na integração dos condôminos podem ajudar você a contornar esse desafio.

 

Veja algumas delas que você pode implementar já:

 

Prepare um Guia de Segurança

 

Elabore um documento que contenha todas as informações e rotinas relacionadas à segurança do condomínio

 

Oriente sobre uso de tags, senhas ou outro dispositivo de acesso, apresente os aplicativos usados, se for o caso, e os meios de comunicação disponíveis para contato entre os condôminos e destes com o síndico.

 

Para validar a proposta, apresente o projeto do guia na assembleia de moradores. Construa o documento em conjunto, se houver adesão. Fale da importância da aplicação do guia para que o novo morador seja instruído e destaque que todos devem cumprir as ações previstas nele.

 

Você pode usar como argumento o fato de que todos os condôminos já foram recém-chegados em algum momento e faça-os pensar sobre como gostariam de ser recepcionados.

 

Apresente o Regimento Interno

 

É de suma importância que o novo morador conheça aquilo que está previsto no regimento interno. Assim o síndico apresenta as regras de uso das áreas comuns como piscina, salão de festas, garagem, playground, quadra esportiva, academia, sauna e churrasqueira, entre outras. As normas de convivência e o uso adequado destes espaços devem ser do conhecimento de todos para que sejam respeitadas.

 

Disponibilize o acesso ao conteúdo da Convenção do Condomínio

 

A convenção condominial também deve ser apresentada ao novo morador, para que ele saiba como são os processos e as principais normas do residencial, em caráter mais abrangente. É por meio dele que o novo morador saberá quais são os critérios para eleição de síndico, subsíndico, conselho fiscal de contabilidade, entre outras questões.

 

Oriente sobre o cadastro na portaria

 

É um importante passo para garantir a segurança de todos. Já nos primeiros dias do novo morador, recepcione-o e dê orientações para que se cadastre no sistema de portaria do condomínio. Garanta que sejam registrados o nome, o telefone para contato e uma fotografia atualizada de todos que vão habitar o apartamento. O mesmo funciona para regras de garagem e outros tipos de acessos ao condomínio.

 

Promova atividades de convivência

 

Atividades conjuntas são importantes ferramentas para a integração de condôminos, já que promovem um melhor relacionamento entre os moradores. Sabemos que é difícil encontrar um momento em que todos tenham disponibilidade para participar. Uma sugestão é planejar um calendário de confraternizações. Reservar um momento para anunciar a presença dos novos vizinhos é uma atitude bastante simpática de recepção e integração.

 

Outra opção é promover ações de trocas entre moradores, que podem ser de roupas, brinquedos, eletrodomésticos e até móveis parados nos apartamentos. Vale até estimular o recolhimento de sucatas, reunir doações de agasalhos ou outras ações com fim social que não exigem a presença física e simultânea de todos. Além de promover a integração, são ações sustentáveis e que fazem o bem à comunidade.

 

Apresente as regras de separação de lixo

 

Na maioria dos condomínios, há regras específicas para separação de lixo. Se você já elaborou um plano de reaproveitamento e destinação de resíduos, então apresente as regras para que o novo morador saiba como fazer o descarte correto. Dê orientações de como proceder com óleo usado, com os lixos secos e orgânicos, e o que fazer com os rejeitos.

 

Essas pequenas ações de integração dos condôminos farão com que todos os moradores, tanto antigos quanto novos, sintam-se acolhidos, mantenham um clima amistoso e preservem a segurança do local.

 

Fonte: Kiper

15/01/2020 – Perfil dos porteiros: síndico deve estar atento na hora de contratar

Há muito tempo já não vemos mais aquele típico perfil dos porteiros de novela em condomínios: uma pessoa idosa, de cabelo grisalho e com dificuldades de interatividade com a internet. Com o avanço da tecnologia, esses profissionais passaram a buscar cada vez mais cursos de aperfeiçoamento com o objetivo de se adequar seja para continuar no emprego, ou retornar ao mercado de trabalho.

 

A característica desse “novo” profissional é estar mais preparado tecnologicamente, possuir conhecimento em diversos assuntos relacionados ao dia a dia do condomínio e, ainda, ser prestativo e comunicativo com os moradores. Por causa de sua grande responsabilidade o síndico, ou a administradora do condomínio precisa estar atento na hora da contratação desse profissional.

 

Confira algumas dicas na hora de contratar um porteiro:

 

Defina o perfil dos porteiros

 

O primeiro passo na hora de contratar um novo porteiro é definir o perfil que se almeja desse profissional. De nada adianta o síndico contratar um porteiro com dificuldades em tecnologia se a portaria do condomínio for toda eletrônica. Portanto, uma boa ideia seria convocar uma reunião para definir as exigências e as necessidades desse novo profissional.

 

Analise a experiência do candidato

 

Definido o perfil do profissional que será contratado, observar o tempo de experiência do candidato como porteiro poderá ser um diferencial. Atente-se para o tempo de permanência em empregos anteriores e questione o candidato sobre os motivos de saída. Se achar necessário, ligue para o antigo local de trabalho do pretendente.

 

Entreviste os candidatos

 

Lembre-se que quem está sendo entrevistado é a pessoa que está buscando a vaga. Portanto, apenas comande a entrevista. Escute mais do que fale e procure elaborar perguntas abertas para que ela possa se expressar. Dessa forma você poderá conhecer melhor o candidato. Em determinado momento da entrevista, procure ser direto, faça questões pessoais, de forma sutil, como por exemplo, sobre questões familiares. Essa é uma boa estratégia para compreender as necessidades e características dos candidatos.

 

Realize testes

 

Existem testes psicológicos que ajudam na identificação das características dos candidatos. Por meio desses exames é possível identificar algum desvio de perfil do profissional para a vaga, o que pode comprometer o desempenho do porteiro para as atividades na função. Para esse tipo de atividade recomenda-se a contratação de um especialista, que será responsável por analisar os resultados obtidos nos testes. Os exames mais comuns durante um período de seleção são:

 

Teste de personalidade

Esse teste tem a finalidade de traçar a personalidade do indivíduo para entender o seu comportamento.

 

Teste de raciocínio lógico

Tem por objetivo avaliar a capacidade cognitiva do candidato por meio de testes práticos e teóricos.

 

Teste de ação concentrada

A principal característica desse exame é medir a concentração do candidato durante um período pré-determinado.

 

Contratação de novo perfil dos porteiros exige planejamento

 

Como se vê, a contratação de um novo porteiro para o condomínio exige planejamento e merece atenção por parte do síndico. Um bom porteiro representa os primeiros olhos do ambiente e precisa ser um profissional de confiança do empreendimento. Sendo assim, os funcionários da portaria são de extrema importância e precisam ser bem escolhidos.

 

Fonte: Viva o condomínio

02/01/2020 – Condomínios: férias exigem um up de segurança

Nas festas e férias de fim de ano, as garagens vazias dos condomínios denunciam a ausência dos moradores.

Há quem emende o Natal só volte para casa no fim de janeiro, outros saem depois, mas voltam só depois do Carnaval. Seja como for, planejar essa ausência é tão importante quanto acertar o roteiro de viagem.

Seguradoras estimam que o número de vazamentos e problemas elétricos aumente até 25%, nesta época do ano, porque as pessoas saem de casa sem fazer a manutenção ou desligar sistemas com risco de curto circuito. Há também o aumento do volume de invasores que podem vandalizar o imóvel e roubar objetos e dinheiro da família ausente. Na dúvida, mantenha o pagamento do seguro, em dia.

Para evitar transtornos, quem mora em uma casa ou sobrado deve ficar atento a regras simples de segurança patrimonial que ajudam a disfarçar a temporada fora de casa. A primeira dica é manter a campainha desligada, porque pessoas mal intencionadas podem usá-la para checar se há pessoas na casa. Luzes acesas o dia todo são uma evidência de casa vazia, então, se não puder contar com temporizadores ou sensores programados de acendimento de luzes externas, peça ajuda de um parente ou vizinho de confiança. A mesma pessoa pode recolher a correspondência e manter a frente da casa em ordem.

Alarmes e sensores de movimento devem ser testados antes de sair de férias. Outra medida preventiva é desligar aparelhos elétricos e eletrônicos da tomada, checar se não há vazamentos (pode-se fechar o registro de água e o de gás), verificar trancas e travas nas portas e janelas. Caso prefira, deixe alguém “morando” na residência até a volta da família.

No condomínio

Também no fim de ano, a movimentação de entrada de pessoas e encomendas nas portarias de prédios e condomínios horizontais aumenta bastante. Há gente nova, familiares e hóspedes dos moradores. Ao mesmo tempo, boa parte dos moradores está fora e, nesse vai e vem de visitantes, há o aumento do risco de invasão de uma ou outra unidade por pessoas que aproveitam a distração dos porteiros ou má fé de funcionários das unidades ou do próprio condomínio.

Especialista em condomínios, Amilton Saraiva afirma que é necessário cuidado redobrado com a entrada de pessoas na portaria. “Os que receberão amigos e familiares em casa devem entregar uma lista na portaria com os nomes, para que sejam melhores identificados, e mesmo assim, quando chegarem devem ser anunciados pelo porteiro”, afirma.

Saraiva destaca ainda que os entregadores não podem ter acesso à área interna se o morador não estiver ou não autorizar.Orientar essa movimentação cabe aos profissionais de portarias que devem estar mais atentos e ser ágeis para impedir que a grande movimentação se torne um risco para o condomínio.

Seja discreto

Uma orientação que cabe à todos, inclusive quem mora me imóveis fora dos condomínios, é manter a discrição. Mantenha a privacidade sobre os detalhes da viagem: local, data de saída ou chegada. A justificativa é que esse tipo de informação pode vazar seja por um comentário de vizinhos ou funcionários da residência. Eles podem, inocentemente, comentar com alguém de fora que pode não ser uma pessoa bem intencionada.

Para quem mora em condomínios, as providências de segurança são as mesmas da residência, mas também é importante avisar o zelador previamente informado e o condômino também deve fazer uma autorização, caso queira que alguma pessoa, ou empregado entre no apartamento ou casa durante a ausência.

Gente de confiança

O profissional de portaria mais antigo conhece a rotina do condomínio e certamente notará a ausência de algum morador, mas um temporário não. Por isso, é recomendável que os porteiros sejam contratados através de empresa terceirizada confiável, que ofereça um treinamento especializado de atendimento, discrição e segurança preventiva.

Saraiva diz ainda que a empresa especializada nesse tipo de mão de obra leva essa particularidade em conta e só vai contratar um substituto depois de verificar o histórico profissional e pessoal do porteiro, inclusive os antecedentes criminais, conduta e indicação. Assim, diminui-se o risco de que uma pessoa com falsas referências seja contratada .

ANTECIPE OS PRINCIPAIS ERROS DE CONDUTA

O aumento no número de assaltos a condomínios e a criatividade dos bandidos têm desafiado não apenas as autoridades, mas quem administra ou guarda residências e condomínios. Para Newton Nunes, diretor de Condomínios, o disfarce tem se tornado uma estratégia frequente. O bandido veste o uniforme de funcionário do condomínio ou de alguma empresa prestadora de serviço, pode se transfigurar de entregador, e vai buscar o acesso mais fácil aos apartamentos. Entregadores de gás, encanadores e até funcionários de organizações de caridade são personagens utilizados, revela. “Orientamos os porteiros sobre a importância de cobrar identificação de todos os entregadores e mensageiros antes de abrir o portão. O responsável pela segurança jamais pode permitir a entrada de desconhecidos antes de pedir autorização para o morador”, explica.

Para facilitar a organização na portaria, Nunes orienta os porteiros para que conheçam todos os moradores e que, quando outras pessoas circularem no condomínio, sejam primeiro liberadas pelos moradores, depois os nomes e documentos de identidade devem ser anotados em um caderno. Isso vale até para qualquer entregador ou profissional que terá acesso ao apartamento. Pode-se até exigir a apresentação do RG.

Os profissionais trabalhando temporariamente no prédio (instaladores, operários, eletricistas, etc.) devem ser identificados e acompanhados por pessoas de confiança, como o zelador ou moradores.

“Os porteiros não devem assumir o papel de herói porque colocam a vida em risco e podem prejudicar mais ainda a segurança dos moradores. Eles devem ter acesso a um telefone para acionar a polícia via 190 ou o sistema de segurança do condomínio”.

Fonte: Viva o Condomínio

30/12/2019 – Cuidado redobrado no fim de ano: Confira as dicas de segurança

 

 

O fluxo de visitantes nos condomínios aumenta no fim de ano. Com a chegada das festas e das férias e do verão, nossos olhares precisam estar sempre atentos em relação à segurança. Por isso, é preciso redobrar a atenção com a entrada de terceiros na portaria, e não esquecer de informar com antecedência sua lista de convidados. Separamos algumas dicas para você curtir as férias de verão sem grandes preocupações: 

  • Entregas

Na época de festas, normalmente, aumenta o recebimento de encomendas. É importante que os porteiros e zeladores estejam bem orientados quanto à entrada dos entregadores. O condômino também pode ajudar indo até a portaria para receber a encomenda, evitando a entrada de estranhos no prédio. 

 

  • Festas e confraternizações

Se você vai convidar familiares e amigos para sua casa no fim de ano, ajude a portaria no controle de visitantes, pois é tão importante quanto o controle de entregas. Forneça previamente uma lista com o nome de seus convidados, para que o porteiro permita a entrada somente das pessoas que estiverem na relação.

 

  • Ausência de moradores

Este é um período que os moradores aproveitam para viajar. Por isso, é importante que os condôminos deixem avisados aos porteiros o período da viagem, assim, eles poderão ficar atentos à qualquer movimentação estranha. 

 

Alguns bandidos aproveitam a grande movimentação de pessoas e entregas para agir. Então, é importante que os moradores estejam sempre bem atentos. A segurança do condomínio depende de um trabalho em conjunto. Faça sua parte!

 

29/12/2019 – Fique atento: Entregas no condomínio

 

 

As entregas de encomendas costumam ser um assunto polêmico, pois trata-se diretamente da segurança interna do condomínio. O ritmo da nossa vida anda tão acelerado que hoje em dia, existe até aplicativos com entregas de compras de supermercado. 

 

Entretanto, existem bandidos que se aproveitam do disfarce de entregador para realizar assaltos nos condomínios. Por isso, os condôminos devem sempre estar atentos em relação à sua própria segurança. 

O condomínio para atender as demandas de todos e receber todas as entregas, é preciso realizar algumas adaptações que garantam a segurança geral. A legislação em relação a entregas é clara ao dizer que os entregadores devem ficar do lado de fora dos portões. Mas existem algumas possibilidades:

– Disponibilizar carrinhos como os de supermercados para carregar e descarregar encomendas grandes.

– Contratar um entregador interno.

– Cadastrar previamente os entregadores do comércio local.

– Avisar o porteiro quando tiver encomendas previstas e o morador buscar depois.o síndico precisa enaltecer, dentro do universo condominial, a importância das normas de segurança. Para isso, pode fazer uma reunião, incluindo moradores e funcionários, para explicar melhor sobre os processos e sua relevância.

 

É essencial que os moradores entendam a importância dos procedimentos em relação à entrega, sempre colaborando e ajudando a manter o prédio mais seguro para todos. Se preciso, o síndico deve fazer uma reunião incluindo moradores e funcionários para explicar sobre esses processos e sua relevância.