04/05/2020 – Idosos devem redobrar cuidados com saúde mental durante quarentena

O distanciamento social é a única maneira efetiva de conter o avanço rápido do coronavírus. A recomendação dos especialistas é que a medida seja seguida à risca por todos. Em especial, pelas pessoas acima de 60 anos, que fazem parte do grupo de risco. O psiquiatra Carlos Celso Serra Azul, que atua no Hospital de Saúde Mental Professor Frota Pinto (HSM), da rede pública da Secretaria da Saúde, do Governo do Ceará, afirma que os idosos devem ter uma atenção maior com a saúde mental neste período.

 

De acordo com o psiquiatra, alguns idosos podem desenvolver transtornos mentais, principalmente aqueles relacionados à ansiedade, estresse e depressão. “A vulnerabilidade social, a limitação da rotina e a distância dos familiares são alguns aspectos que tendem a alterar o estado emocional, afetando a saúde mental. Embora seja necessária nesse momento, a limitação da rotina do idoso pode desencadear algum transtorno”, alerta.

 

Para enfrentar este momento de maneira saudável, evitando problemas emocionais e psíquicos, a recomendação é que os idosos realizem o máximo de atividades dentro de casa. “Tem que ocupar o tempo e criar uma rotina com exercícios físicos, meditação, conversas por videoconferência com os familiares e com a realização de atividades que sejam prazerosas”, completa.

Além disso, é fundamental manter uma alimentação saudável e prezar por um sono reparador. Para os que usam medicação e fazem algum tipo de tratamento, a recomendação é dar continuidade às orientações médicas.

 

Mal de Alzheimer

 

Devido à pandemia, os idosos com mal de Alzheimer podem apresentar algumas alterações comportamentais. A recomendação para os cuidadores é que mantenham a rotina de atividades dentro de casa. O Hospital de Saúde Mental Professor Frota Pinto (HSM) está atendendo os casos mais graves na emergência da unidade, que funciona 24 horas.

 

Fonte: Governo do Estado do Ceará

03/05/2020 – Pesquisa on-line avalia impacto da COVID-19 na saúde mental dos brasileiros

Questionário elaborado por portal de psicólogos mapeia como a pandemia vem afetando a saúde mental, emoções e atitudes dos brasileiros. Ele avalia indicadores de ansiedade e depressão, adesão ao isolamento, consumo de notícias sobre a COVID-19 e expectativas sobre o presente e futuro. Mais de 1500 já participaram. Os primeiros resultados serão divulgados em 25 de Maio.

 

Entender os impactos da pandemia sobre a saúde mental é importante para que a sociedade repense suas prioridades, do ponto de vista emocional e das relações. Mudanças inesperadas de rotina, sensação de solidão, novos hábitos, instabilidade financeira, incerteza quanto ao futuro. A pandemia de COVID-19 e as medidas de isolamento social para contê-la vêm gerando preocupações com aspectos da vida que estão além da saúde física em si.

 

É razoável considerar que a saúde mental e emocional das pessoas tenha sido impactada pela pandemia, de alguma forma. Mas, em que medida isto aconteceu? Como as emoções, sentimentos e atitudes das pessoas foram afetadas? Para responder algumas dessas perguntas, o portal Nossos Psicólogos lançou a pesquisa on-line “COVID-19 e a Saúde Mental do Brasileiro”, elaborada para mapear como a pandemia afetou a visão das pessoas sobre suas vidas no presente e nas expectativas para o futuro, em comparação ao que eram antes do novo coronavírus. Até 04 de maio já haviam participado mais de 1500 brasileiros de 26 estados e mais 11 países. A pesquisa pode ser respondida em apenas 4 minutos, em rebrand.ly/cv19psi.

 

“A pesquisa avalia alguns indicadores ligados à ansiedade e depressão, como ânimo e disposição geral, irritabilidade, padrões alimentares, consumo de álcool, sentimentos mais comuns, entre outros, sempre considerando a forma como as pessoas se sentem atualmente em comparação a antes da pandemia”, explica Helder Conde, coidealizador do portal Nossos Psicólogos e um dos organizadores da pesquisa. “Algumas das perguntas são baseadas em outros questionários internacionais de avaliação de ansiedade e depressão, como o GAD-7 e o PHQ-9, elaborados por pesquisadores da Universidade de Columbia, em Nova Iorque.”, explica.

 

Além disso, a pesquisa também avalia a adesão das pessoas às medidas de isolamento social, a visão delas sobre a importância de acatar ou não estas medidas, a frequência no consumo de informações sobre a pandemia e de que forma os noticiários influenciaram nesta adesão.

 

“Frente à instabilidade trazida pela COVID-19, consideramos que seria importante perguntar também sobre as expectativas e o grau de otimismo das pessoas com relação ao futuro”, destaca Solange Maia, coidealizadora do portal e organizadora da pesquisa. Segundo ela, “os resultados preliminares já mostram que quase 85% das pessoas, das mais diferentes faixas etárias, consideram que a pandemia tem ou terá impacto razoável ou grande em suas vidas financeiras – o que pode gerar inseguranças, incertezas e mudanças efetivas de padrão de vida e comportamento, com impacto direto sobre a saúde mental e emocional.”

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o Brasil ocupa a liderança mundial no ranking de ansiedade. Quando se fala em depressão, o país está entre os quatro com a maior incidência da doença – que é a principal causa de incapacidade no mundo, segundo a entidade. Pesquisadores da Universidade de Munique, na Alemanha, apontam a depressão como fator de risco importante para outros problemas de saúde também potencialmente graves, como as doenças cardiovasculares, diabetes, doença de Parkinson, câncer, além de aumentar a propensão ao abuso de substâncias (drogas e álcool) e estar intimamente relacionado aos casos de suicídio, para o qual o Brasil ocupa a 8ª posição mundial.

 

“Entender os impactos da pandemia sobre a saúde mental é importante para que a sociedade como um todo possa entender suas dores, medos, esperanças e possa repensar suas prioridades, inclusive do ponto de vista emocional e das relações humanas”, destaca Solange Maia. “Esperamos, com esta pesquisa, ajudar a mapear algumas destas questões e ter pistas de como o brasileiro vem lidando, do ponto de vista emocional, com esta nova realidade tão cheia de incertezas”, conclui.

 

Os primeiros resultados da pesquisa serão divulgados em 25 de maio, mas ela continuará ativa até que a OMS declare oficialmente o fim da pandemia causada pelo novo coronavírus.

 

Fonte: Portal Comunique-se

07/04/2020 – Isolamento social traz preocupações com a saúde mental

O isolamento social para conter a disseminação do coronavírus pode acarretar em outros problemas, como stress, depressão e ansiedade. Por isso, ao manter o distanciamento social é preciso tomar alguns cuidados.

 

No Brasil temos a tradição de manter o contato físico para nos cumprimentarmos, de estarmos reunidos, a cultura da aproximação. Assim, o afastamento social tem sido um desafio e um momento para repensarmos nossas atitudes e hábitos, afirmou a superintendente de Saúde Mental da SES-GO, Candice Rezende.

 

Evite excesso de informação

Neste momento de isolamento social, as pessoas devem evitar o excesso de informações. Por exemplo, o indivíduo deve limitar a quantidade de noticiários que acompanha no dia. A repetição constante das informações e o exagero ou falsas notícias podem deixar a pessoa em estado mental de constante alerta, prejudicando o relaxamento e a capacidade de discernimento.

Procure ocupações

Procure manter a mente ocupada durante o período de isolamento social. Busque aprender uma nova atividade, leia um livro, faça um curso virtual, ligue para amigos e familiares, teste novas receitas, entre outras coisas.

Realize atividade física

Hoje em dia, a internet disponibiliza vários matérias para se exercitar sem sair de casa. A atividade física ajuda a promover a sensação de bem-estar, assim como melhora o funcionamento de todo organismo.

Evite pensamentos negativos

As pessoas devem buscar coisas para ocupar a mente, evitando pensamentos negativos. Adote medidas de autocuidado, como hidratar o cabelo, corte e faça as unhas.

O importante é voltar atenção para o autocuidado físico e mental durante o isolamento social.

Home office

Para obter melhor resultado trabalhando em casa, crie uma agenda e rotina para seu trabalho. Escolha um cômodo tranquilo para realização das atividades e estabeleça um cronograma para executar pausas.

 

Fonte: Eu quero investir