03/12/2020 – Sem dor de cabeça: dicas de reformas simples para valorizar o imóvel

É muito comum as pessoas associarem reformas a obras estressantes, que demoram para terminar e sempre consomem mais recursos do que o previsto inicialmente. Mas a realidade é que existem algumas opções de reformas simples que podem ser feitas sem dor de cabeça e que prometem dar uma revitalizada na aparência do imóvel, tornando-o mais atraente e confortável. Gostaria de saber quais são essas reformas? Então continue lendo até o final:

Iluminação que traz vida nova

De nada adianta ter um imóvel bem decorado e organizado se a iluminação dele não estiver em dia. Ambientes mal iluminados acabam se tornando desconfortáveis e perdem boa parte de sua beleza. Por isso, uma boa dica de reforma simples é inserir mais pontos de luz nos ambientes, além de valorizar a iluminação natural com janelas mais amplas e vidros claros. Um excelente aliado para esse tipo de reforma são os trilhos de luz, que permitem ampliar os pontos de luz sem a necessidade de fazer muito quebra-quebra.

Cheiro de pintura fresca

Além do desgaste natural da tinta com o passar dos anos, as paredes também costumam sofrer com manchas e arranhões que comprometem o seu visual. Para resolver esse problema, nada melhor do que investir em uma pintura nova e dar uma repaginada nas paredes da casa. Você pode optar tanto por tons mais neutros e clássicos, como o branco e o bege, quanto por tonalidades mais ousadas, como o vermelho ou até mesmo o preto, desde que elas combinem com o estilo decorativo do imóvel. 

Pequenos cuidados com o banheiro

As reformas no banheiro costumam ser as mais problemáticas, já que envolvem tubulações de água e esgoto e podem demorar semanas ou até meses para serem concluídas. Mas se o seu banheiro não está tão ruim assim e precisa apenas de alguns cuidados, uma boa dica é trocar o espelho por um modelo maior e substituir armários simples por móveis planejados e feitos sob medida. Com essas duas mudanças você já irá perceber que seu banheiro ficará como se estivesse novo!

Bancada multifuncional na cozinha

O tempo em que as cozinhas serviam apenas como local de preparo das refeições ficou para trás. Hoje em dia elas são uma das áreas sociais da casa, e boa parte das famílias gostam de se reunir nela enquanto saboreiam alguns pratos deliciosos. Assim como no caso do banheiro, a reforma da cozinha é mais complexa, mas é possível dar vida nova a esse cômodo através da simples mudança da bancada. Optar por uma bancada nova pode fazer com que sua cozinha se torne mais elegante de forma simples e prática. Algumas opções de materiais que podem ser usados na bancada são os tradicionais granitos e mármores, ou os modernos silestone e quartzo stone.

Pisos acolhedores para os dormitórios

Os quartos são ambientes que devem estimular sensações de conforto e aconchego, e isso começa pelo piso. Mas se você não gostaria de fazer uma obra com quebra-quebra para remover o piso antigo, saiba que existem algumas opções.

Pisos vinílicos e laminados que podem ser instalados sobre seu piso atual e em poucas horas o trabalho estará pronto.

Integração é a palavra-chave

Quem está por dentro das últimas tendências no universo da decoração sabe que a moda agora são os ambientes integrados. Isso se aplica principalmente à cozinha e à sala de estar ou jantar.

Reduzir o excesso de paredes entre esses cômodos faz com que eles se tornem mais amplos, iluminados e confortáveis, também tornar o imóvel mais moderno. Por isso, se você gostaria de ir um pouco além na reforma de sua casa, aposte na integração de ambientes como uma ótima solução para torná-la mais valorizada.

Fonte: Imovél Web

22/05/2020 – A fachada do prédio está em risco?

Previsto em lei, o cuidado com a conservação da estrutura é vital para segurança e valorização dos imóveis

Mais que o cartão de visitas do edifício, a fachada é um ótimo termômetro para identificar se a manutenção da estrutura está em dia. Prédios com fissuras, trincas, bolhas e descascamento são o retrato de que algo não vai bem e a situação está merecendo uma atenção especial do síndico e condôminos.

Para garantir a qualidade das fachadas é fundamental seguir um programa de cuidados periódicos. A manutenção envolve uma série de serviços, partindo dos mais básicos, como uma simples lavagem predial ou uma nova pintura, até serviços mais complexos, como a troca de revestimentos, tratamento de fissuras ou até mesmo a troca de todo o reboco da fachada. Tudo isso para manter não só a valorização do patrimônio, como a segurança de todos.

Construído em 1974, o condomínio Animaria passou por uma grande reforma, já que apresentava rachadura e problemas nas ferragens de sustentação das sacadas. Em Balneário Camboriú, um dos primeiros prédios construídos na cidade em 1974 escapou por pouco de ter sérios problemas na fachada. Com sacadas suspensas, que se deterioraram com o passar do tempo, o condomínio só passou por uma avaliação técnica após muita insistência da síndica Sandra Chidiac, que há 10 anos administra o local. E o primeiro sinal de que as coisas não estavam muito bem veio justamente do apartamento dela, que identificou há pelo menos um ano uma rachadura horizontal na estrutura. Consequência da falta de ferragens de sustentação.

Para convencer os condôminos da necessidade do reparo, a síndica contratou um engenheiro para a elaboração de um laudo oficial. E foi só com as fotos e o documento em mãos que ela conseguiu a aprovação da obra.

“O prédio é muito antigo e como estamos praticamente na frente do mar, temos fatores que aceleram a deterioração. As nossas sacadas são suspensas e estavam cedendo. Pela falta de estribo, o pouco de ferragem que tinha estava começando a envergar. Talvez se os outros administradores tivessem dado mais atenção, não teríamos chegado a essa situação mais grave”, comenta Sandra. No projeto de retrofit de fachada, com recuperação estrutural, foi investido cerca de R$ 168 mil, sendo que os moradores aproveitaram a obra para fazer a troca das janelas de metal para PVC, material com maior durabilidade.

Histórico de manutenções

Todo prédio tem um histórico de manutenções efetuadas durante sua existência. O desafio do gestor está em saber se elas foram bem executadas e dentro prazo correto. “Infelizmente alguns maus prestadores de serviço apenas ‘maquiam’ quando é necessária uma intervenção mais séria, aproveitando-se da falta de conhecimento dos administradores. Com o passar dos anos, os sintomas demonstram o ‘estresse’ da estrutura e aí o método de recuperação pode tornar-se muito mais caro que o imaginado. Ou situações mais graves, como casos de desplacamentos ou desmoronamentos. No caso do edifício Animaria, conseguimos fazer as obras necessárias, sem perder os padrões arquitetônicos”, explica Michael Willian Chulek, diretor da empresa responsável pela obra no empreendimento.

Entre as dicas para não incomodar-se no futuro, ele destaca três cuidados: manutenção preventiva é mais barata que a corretiva; antes de sanar os efeitos, é necessário eliminar as causas; e a mais importante, procure referência do prestador a ser contratado – como obras executadas, conhecimento técnico para execução e quadro de colaboradores qualificados. “Nossa região é litorânea, com fatores climáticos consideráveis. A cada ano contate um profissional para uma vistoria visual da fachada e estrutura. De acordo com os sintomas, faça a manutenção necessária o mais breve possível, isto irá refletir em economia e longevidade ao seu patrimônio”, reforça Chulek.

Precisa de reforma?

Os problemas mais comuns são descolamento de revestimentos, infiltrações, trincas, fissuras e oxidação de armadura. Na maioria dos casos são ocasionadas pela falta de manutenção. De acordo com o arquiteto Thiago Hanemann, cada tipo de acabamento exige um tipo de manutenção periódica, conforme norma técnica que rege o desempenho de cada material utilizado numa edificação. Desde 2014 a NBR 15.575 orienta nesse sentido e cabe aos profissionais da área, fornecedores e aos síndicos atenderem às suas especificações.

“Se tomarmos como exemplo uma pintura, a norma recomenda que a durabilidade mínima seja maior que oito anos. Mas para que se atinja essa durabilidade é necessário utilizar materiais e mão de obra qualificada para executar o serviço. Da mesma forma que o usuário deve realizar as manutenções mínimas recomendadas pelo fabricante em seu manual técnico”, comenta o especialista. Ele ainda destaca que nem sempre é necessário ter uma patologia para que se faça uma reforma. Existe também a possibilidade de fazer o retrofit, que consiste basicamente em trazer novas tecnologias e um design atual para o prédio, preservando as principais características do projeto original.

Os problemas mais comuns são descolamento de revestimentos, infiltrações, trincas, fissuras e oxidação de armadura, dentre outras, sendo que na maioria dos casos são ocasionadas pela falta de manutenção. “O descuido com a estrutura pode comprometer a segurança das pessoas e ocasionar consequências incalculáveis ao condomínio. Essa segurança não se limita apenas aos seus usuários, como também na queda de partes da fachada do prédio na calçada, que pode colocar em risco todos os pedestres em trânsito nas imediações da edificação”, destaca. Como dica, ele aponta que os gestores deveriam investir em um plano de manutenção de todo o empreendimento, que deve ser elaborado sob a orientação de um arquiteto ou engenheiro, contemplando as exigências das Normas Técnicas.

De olho na legislação

Para não correr riscos com ações judiciais, o advogado Gustavo Camacho reforça que a reforma profissional é fundamental, também para que as intervenções feitas na fachada sejam executadas dentro da lei. “A primeira providência é a realização de um projeto junto a um engenheiro ou arquiteto.

Com o estudo pronto, é obrigatória a realização de uma assembleia especialmente convocada para aprovar a realização da benfeitoria pretendida com quórum de 100% dos condôminos, em caso de alteração da estrutura ou do projeto arquitetônico do prédio, e de maioria simples dos presentes quando não houver mudanças na estética do edifício”, explica. Além disso, toda e qualquer alteração no projeto arquitetônico original deverá ser autorizada por seu criador.

Entre outros pontos que deverão ser observados pelo síndico está o manual do proprietário (NBR 14037) elaborado pela incorporadora/construtora, além de seguir a NBR 5674, que estabelece o plano de manutenções preventivas para a edificação. Todos os danos ocasionados às unidades autônomas e a terceiros decorrentes de ausência de manutenção e o não cumprimento da norma implicarão em responsabilidade civil do condomínio.

Fonte: Condomínios SC

11/09/2019 – Até mesmo pintar as paredes pode se tornar um problema no aluguel

Quando o contrato de aluguel está em vigor e você está morando como inquilino em um imóvel alugado, até mesmo uma pintura na parede pode causar problemas. A Lei do Inquilinato define diversos fatores para contratos de locação, mas é comum surgirem dúvidas sobre o assunto.

“Quando nos mudamos para um local novo, é normal tentar deixá-lo mais parecido com o seu gosto, mas grandes reformas requerem a autorização do proprietário e podem ter um custo alto se for preciso voltar ao que era antes”, conta Dra. Sabrina Rui, advogada em direito tributário e imobiliário.

Além de reformas que podem precisar ser desfeitas, o inquilino também precisa arcar com outros custos comuns, apesar de não ser o proprietário. Tais como: despesas de condomínio, IPTU – desde que convencionado no contrato, zelo pela propriedade – pois danos causados mesmo que não intencionalmente devem ser ressarcidos, e, é claro, o próprio aluguel.

Apesar disso, o inquilino também tem direitos. “Pode firmar o contrato de locação mesmo sem um fiador, valendo-se de outras garantias como a caução e/ou seguro fiança; e, qualquer problema na estrutura do imóvel que não tenha sido influenciado pelo inquilino e precisa de reparos é dever do proprietário; e, ainda tem direito a ser ressarcido de todo o fundo de reserva pago durante a locação do imóvel que faça parte de condomínio. Vale lembrar também, que caso do proprietário decida vender o imóvel, o locatário tem o direito de preferência para a compra, em mesmas condições de igualdade com eventuais terceiros.”, explica a Dra.

Os contratos precisam ter itens bem especificados e o locatário deve prestar atenção em cada um, para que não saia no prejuízo depois. “Algo que não se pode deixar passar e a destinação do imóvel, que pode ser para temporada, comercial ou residencial. Há componentes diferentes para cada um”, relata.

Para ter tranquilidade em um móvel alugado, é importante conhecer bem seus direitos e deveres como inquilino, e caso haja qualquer problema, contatar um advogado que possa ajudá-lo para não acabar perdendo dinheiro ou até mesmo a moradia.

Fonte: Paranashop