25/01/2021 – 3 sugestões para reduzir sua produção de lixo fora de casa

Buscando alternativas mais sustentáveis em 2021? Um dos caminhos é reduzir a produção de lixo dentro e fora de casa. Para isso, incluir opções inteligentes, que agridam menos o nosso planeta, são necessárias. A engenheira de produção Patricya Bezerra traz algumas dicas para serem adotadas na rua, confira abaixo.

Monte seu próprio kit sustentável

Uma ótima estratégia para quem está buscando diminuir a produção de lixo é montar um kit com utensílios duráveis. “Pode até parecer difícil, mas depois que você monta seu kit e começa a levá-lo para os lugares, você vê o quanto consegue diminuir a quantidade de lixo gerada ao longo do seu dia”, comenta Patricya.

Leve, sempre que possível, uma ou duas ecobags, caso você queira comprar alguma coisa na rua; um kit básico para alimentação com canudo, talheres e copos reutilizáveis; se você não quiser/tiver como levar, veja se o local oferece opções duráveis, evitando sempre os descartáveis. Quando puder, opte pelo guardanapo de pano, e tenha sempre algumas embalagens reutilizáveis. Assim, você pode comprar seus alimentos e armazená-los de maneira adequada e ainda levar as sobras, caso queira.

Vai comer na rua?

Se você precisar comer na rua, existem algumas sugestões para diminuir ao máximo a produção de lixo nesses casos. Se for tomar um sorvete, por exemplo, prefira sempre a casquinha, que é comestível. Se for a padaria, peça sempre para que os alimentos venham em embalagens de papel, para depois fazer a separação adequada do lixo.

O lanchinho do dia

Que precisamos nos alimentar bem é um fato, afinal, nosso corpo precisa de energia para executar as tarefas ao longo dia. Por isso, as dicas relacionadas aos nossos “lanchinhos” valem não só para as crianças, como para os adultos, e além de serem mais sustentáveis, são também mais saudáveis. Snacks e bolachas: a melhor maneira de transportá-los é em potinhos de vidro ou em sacos de tecido. Hoje existem opções especiais para isso no mercado, que são reutilizáveis e conservam o alimento fresco. Quanto às bebidas, leve sempre uma garrafa de água com você, e se preferir, faça sucos naturais em casa, pois assim você evita comprar opções industrializadas na rua. Balas e chicletes: uma ótima opção aqui, além de muito mais saudável, são as frutas secas, que tem o próprio açúcar da fruta e podem ser levadas em saquinhos de pano para qualquer lugar.

“Hoje é muito mais fácil tentar diminuir a quantidade de lixo que produzimos; afinal, estão surgindo inúmeras ferramentas que nos ajudam nessa tarefa. Basta termos consciência do que estamos fazendo. Consumir na rua requer dedicação e esforço da nossa parte, principalmente em dizer não aos descartáveis, mas não é uma tarefa impossível”, finaliza.

Fonte: Ciclo Vivo

04/02/2020 – Saiba mais sobre a coleta seletiva em condomínios

Cientes da importância da coleta seletiva para a qualidade de vida e ambiental dos condôminos e do seu entorno (rua, bairro e cidade), bem como para atendimento da legislação ambiental, é crescente a iniciativa dos administradores de condomínios residenciais em promoverem a implantação desta atividade de forma permanente nos empreendimentos.

 

Alguns procedimentos são necessários para iniciar um programa de coleta seletiva:

 

• mobilizar os condôminos para adesão e sucesso do programa, por meio da comunicação interna, encontros e palestras;

 

• produzir material de educação ambiental para orientar os condôminos sobre a maneira correta de separar os resíduos para a reciclagem de forma a não haver perdas e priorizando os 3 Rs: Reduzir, Reutilizar e Reciclar;

 

• treinar funcionários da limpeza e manutenção para encaminhar à reciclagem o material reciclável separado e descartado pelos condôminos;

 

• realizar levantamento do material descartado (por tipo e quantidade) para elaborar a logística de retirada pela cooperativa de reciclagem;

 

• promover parceria com a cooperativa de reciclagem mais próxima para destinação do material e prever uma taxa mensal (serviço e/ou combustível);

 

• disponibilizar um espaço para acomodação do material reciclável coletado com acesso para a retirada da cooperativa de reciclagem;

 

• elaborar relatório de metas e resultados para avaliação e melhoria do programa.

 

O programa de coleta seletiva implantado traz benefícios ambientais em razão da correta destinação dos materiais recicláveis, que serão reaproveitados como matéria-prima para novos produtos.

 

Além disso, também tem grande papel social, uma vez que contribui com a geração de renda dos catadores(as).

 

Nos períodos de comemorações de final de ano, verificamos o aumento de resíduos gerados (embalagens de presentes, descartáveis de festas, garrafas, latinhas de bebidas, entre outros), sendo ainda mais importante a correta destinação dos materiais.

 

Fonte: Revista área comum

27/01/2020 – Tampinhas e lacres geram recursos para projetos sociais

Condomínios engajam-se nas campanhas que visam preservar o meio ambiente

 

Dois projetos sociais desenvolvidos em Santa Catarina estão conquistando cada vez mais adeptos. Em comum, eles almejam preservar a natureza e ainda promover a solidariedade. Um deles é o Ecopet, projeto que recolhe tampinhas descartáveis para ajudar animais em situação de rua ou de abandono. Recicladas, ao invés de irem para o lixo, as tampinhas geram recursos para castração de cães e gatos e retornam para a indústria. “Encontrar um animal na rua abandonado, além de muito triste, é uma questão de saúde pública. E o plástico é o maior problema ambiental que enfrentamos atualmente. Então, a ideia foi unir os dois problemas”, explica Natália Nardi, idealizadora da campanha.

 

No Residencial Central Park, as embalagens padronizadas incentivam a participação dos moradores na campanha

Os primeiros trabalhos iniciaram em 2016, quando Natália trouxe a proposta da cidade gaúcha de Caxias do Sul, sua terra natal. Pouco tempo depois, conseguiu o apoio da cuidadora de cães, Ana Pacheco, e o projeto foi lançado oficialmente em abril do ano passado. Hoje, são 320 pontos de coleta espalhados por Florianópolis, Palhoça, São José e Biguaçu. De acordo com as voluntárias, o engajamento das pessoas tem trazido bons resultados. Só para exemplificar, no mês de agosto foram arrecadadas – apenas na Ilha – quase 5 mil tampas e tampinhas, um volume suficiente para castrar 65 animais, entre cães e gatos.

 

O material recolhido é levado para uma empresa de reciclagem de Palhoça, que compra o plástico, e o dinheiro financia as cirurgias que são feitas em quatro clínicas veterinárias da Ilha e do Continente – para tutores que se cadastram e entram numa lista de espera -, e também na forma de mutirão nas comunidades carentes.

Como participar – Os condomínios podem utilizar uma garrafa de água de cinco ou 10 litros e guardar as tampas de produtos de higiene, remédios, sucos, leite, iogurtes, garrafas pet e até de margarina e sorvete. “É algo simples e todas as pessoas podem ajudar e fazer a diferença em se tratando também de sustentabilidade”, garante Natália – que é responsável pela coleta no Continente – e Ana na Ilha. Em média, é necessário cerca de 120 quilos de tampinhas para castrar um cão de até 15 quilos. Ou seja, o equivalente a 10 sacos de lixo de 100 litros. A coleta pode ser feita no local por voluntários do projeto ou em pontos espalhados na Ilha e no Continente.

 

Lacre solidário

 

Campanha socioambiental que, ao recolher lacres das latas de bebidas e trocar por cadeiras de rodas, beneficia pessoas e entidades necessitadas. Por meio disso, busca desenvolver uma cultura voltada ao cuidado com o meio ambiente, com o consumo consciente e, principalmente, com o ser humano. Ativada há cinco anos em Blumenau por jovens do Projeto Pescar, a campanha é coordenada pela Fundação Fritz Muller, em parceria com o Rotary Clube de Blumenau.

“Também contamos com a contribuição de patrocinadores que apoiam atividades como impressão de material de divulgação, arrecadação, coleta, divulgação e transporte”, diz a coordenadora de projetos de Responsabilidade Social da Fundação, Elissa Maria Retcheski, ao destacar a evolução da campanha.

Em 2012, eram 33 postos de coleta em seis cidades catarinenses. Hoje, o número saltou para 250 postos de arrecadação em sete estados e 48 cidades. Só no ano passado, a campanha arrecadou 5 toneladas de lacres revertidas em 87 cadeiras de rodas que foram doadas para pessoas físicas e jurídicas de 14 cidades catarinenses.

Como participar- Os condomínios que tiverem CNPJ poderão se inscrever como posto de coleta. Porém, se quiserem contribuir somente arrecadando os lacres com seus moradores, podem procurar os postos de coleta mais próximos das suas localidades para realizar a entrega. Os endereços dos locais de arrecadação estão disponíveis no site da campanha. Em média, cerca de 90 quilos de lacres equivalem a uma cadeira de rodas.

Informações pelos telefones (47) 3057-8001 e 3057-8015. www.campanhalacresolidario.com.br

Condomínio dá exemplo

O Edifício Residencial Central Park, que fica no bairro Saco Grande, em Florianópolis, vem dando bom exemplo. Desde o início do ano, o condomínio mobilizou os moradores para aderir ao Projeto Ecopet Tampas Tampinhas. Fez um comunicado através do grupo de WhatsApp explicando o objetivo e como participar da campanha. No início, foram colocadas caixas de papelão em cada um dos 12 blocos do condomínio.

Neste mês de setembro, foram lançadas novas embalagens e duas novas campanhas: Lacre Solidário e ReÓleo. “A esposa do síndico, Andressa Aguiar Soares, confeccionou bombonas de 10 litros de água para coleta de tampas e também uma garrafa pet, cortada ao meio, para arrecadar lacres de latas de bebidas”, diz o subsíndico Volnei Farias Medeiros. Responsável pelo recolhimento dos materiais, ele diz que todos os domingos transfere as tampas das embalagens para um recipiente maior. E no final de 15 a 30 dias, Volnei liga para as voluntárias buscarem o material.

“No último dia 10, recolhemos uma bombona de 20 litros, duas de 10 litros e duas caixas de papelão com tampas maiores”, comemora Volnei ao destacar a participação efetiva das 108 unidades do edifício, que reúnem cerca de 240 moradores.

 

Fonte: Condomínio SC