12/01/2021 – Como cuidar dos pets no calor

Se para nós, humanos, o calor intenso já traz forte mal-estar, as sensações ruins podem ser ainda maiores nos animais de estimação. Por conta disso, é essencial tomar alguns cuidados especiais com nossos pets neste período.

As altas temperaturas podem fazer com que cachorros e gatos fiquem desidratados, ofegantes ou que cheguem até a desmaiar. Para evitar situações desconfortáveis para o seu melhor amigo de quatro patas, conversamos com a veterinária Karoliny Iorgov e listamos algumas dicas e cuidados para seguir nos meses mais quentes. Confira!

1. Hidratação

Beber bastante água nos dias quentes não é uma recomendação que vale só para nós, humanos, mas também para os nossos animais de estimação. É fundamental que os pets se mantenham hidratados durante o dia para repor o que foi perdido por meio da transpiração. Para isso, segundo Iorgov, é necessário espalhar diversos potes de água pela casa.

2. Exposição solar e hora do passeio

A exposição solar é outro fator que exige muito cuidado nos dias quentes. De acordo com a veterinária, alguns animais precisam utilizar filtro solar. Portanto, é importante conversar com um veterinário para saber se o seu pet faz parte desta lista e entender qual é o produto mais aconselhado. Em geral, os cães brancos com focinho rosado necessitam de bastante filtro solar nestes dias.

Apesar de ser um momento relaxante e muito importante para a saúde dos pets, é preciso se atentar também com a hora dos passeios nos dias quentes. Para evitar que os cachorros sejam fortemente expostos ao sol, os horários mais recomendados para levá-los para passear são, de manhã, das 7h às 9h, ou a tarde, das 16h às 19h. Mesmo seguindo estes horários, que são mais frescos, ainda é importante checar se o chão está com uma temperatura confortável. “Se você acha que seria ruim para você andar sem calçado, jamais leve seu pet. Eles são muito mais sensíveis que os humanos”, explica a veterinária.

Nesta hora, os cuidados devem ser ainda maiores com animais braquicefálicos, como os pugs, bulldogs, shih tzu ou pequinês, por exemplo. Estas raças possuem uma tendência maior a desenvolver problemas respiratórios e, por conta disso, o passeio pode não ser recomendado em dias quentes. Se o seu melhor amigo de quatro patas é de uma destas raças, é importante levá-lo ao veterinário para saber se há alguma restrição.

3. Alimentação

Se nós preferimos alimentos mais frescos no calor, já dá para esperar que nossos animais de estimação também possuem este mesmo desejo. Além da alimentação habitual, alimentos refrescantes, como cenoura, maçã, melancia e melão também são aconselhados. Para os gatos, a ração úmida é uma ótima opção em temperaturas mais altas.

Algumas frutas, que costumam ser bem refrescantes, podem ajudar a manter a alta imunidade nos animais, mas é importante que os donos tomem alguns cuidados para não alimentar os pets com alimentos que podem trazer danos à saúde. As frutas cítricas e o caqui, por exemplo, podem causar irritação no estômago dos pets. Já as uvas são tóxicas para os animais e podem causar lesões renais. Além disso, o abacate pode causar vômitos e a cereja pode conter cianeto e prejudicar o transporte de oxigênio celular. Por fim, as bananas são bastante calóricas. Por conta disso, deve-se manter um consumo moderado para que os animais não sofram com obesidade ou diabetes.

Fonte: Casa Vogue

24/12/2020 – Espaço Pet é tendência em condomínios residenciais

Que eles ocupam lugar de destaque no coração de seus donos, ninguém duvida. Os animais de estimação fazem parte das famílias brasileiras.

Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019, divulgada recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou que 46,1% dos domicílios possuem pelo menos um cachorro. Já os gatos estão em 19,3% dos lares brasileiros. Ao todo cães e gatos estão presentes em 47,9 milhões de domicílios. Já os números levantados pelo IBGE e atualizados pela inteligência comercial do Instituto Pet Brasil apontam que cada vez mais pessoas e famílias buscam um animal de estimação para companhia, dar e receber afeto.

Com base em levantamentos do IBGE, a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) revela que o país ocupa a terceira colocação em número de animais domésticos e só perde para China (417 milhões) e Estados Unidos (232 milhões). Os números de 2018 indicam a presença de 139,3 milhões desses animais. São 54,2 milhões de cães, 39,8 milhões de aves, 23,9 milhões de gatos, 19,1 milhões de peixes e 2,3 milhões de outras espécies (répteis, anfíbios e pequenos mamíferos). O Brasil já tem mais cães e gatos do que crianças em seus lares, segundo o IBGE.

Atento a demanda, o mercado imobiliário lança projetos com espaço pet – áreas dedicadas especialmente aos moradores de quatro patas. E os nomes são variados: pet park, pet play, pet garden. Em comum, o bem-estar dos bichinhos.

A arquiteta e urbanista Juliana Elias comenta que os projetos arquitetônicos acompanham a demanda das famílias e os espaços pet em empreendimentos imobiliários já são considerados um diferencial na hora da escolha pelo imóvel. “Espaços assim facilitam a rotina com os pets, trazendo mais qualidade de vida para eles e seus donos”, pontua.

Opinião compartilhada pelo médico veterinário Joaquim Diogo, que orientou projetos de pet park em condomínios horizontais em Cuiabá. Para ele, itens como o conforto e a disponibilização dos brinquedos para as atividades em distâncias adequadas devem ser cuidadosamente observados.

“Um espaço com obstáculos e desafios para o pet brincar e gastar energia é saudável, além claro do pet park oferecer um local destinado ao passeio diário para os pets, com espaço para ele correr e brincar”, comenta o médico veterinário. “Outra dica é quanto ao horário dos passeios, que devem privilegiar o início da manhã ou fim de tarde, por conta do calor e da temperatura do chão”, alerta.

Até um tempo atrás, muitas dúvidas persistiam se pet em condomínios poderia ou não transitar em áreas comuns.

As decisões da Justiça mostram que o condomínio não pode proibir o morador de ter um animal de estimação. A proibição só é válida para casos em que o animal representar risco à segurança, à higiene ou à saúde dos demais moradores.

De acordo com o artigo 1.335, inciso I, do Código Civil, é direito do condômino usar, fruir e livremente dispor de suas unidades. Por isso, impedir esse direito, quando seguidas as devidas regras, é inconstitucional. Nem mesmo as regras internas, como a convenção do condomínio, pode sugerir tal proibição. É possível determinar, entretanto, regras para as áreas comuns do condomínio.

Para a empresária Marlene Sylveira, dona de dois cães de pequeno porte, passear com os pets é compromisso diário, tal qual sua prática de atividade física.

Moradora de condomínio horizontal, ela comenta que os bichinhos ficam ansiosos para correr pela área verde e isso reflete no emocional dos cães. “Eles precisam se movimentar e brincar, são parte da família”, acrescentou.

O consultor de negócios Anderson Richard pontuou que a inserção de pet park nos novos projetos de condomínios residenciais veio atender uma demanda percebida em pesquisa com seus clientes e comunidade. “Para projeção dos novos projetos, é preciso ouvir as famílias em sua diversidade, perceber seus anseios. Nos condomínios mais recentes lançados, o espaço pet park tem chamado a atenção de quem tem bichinho de estimação ou sonha em ter”, finaliza.

Fonte: Viva o Condomínio

14/03/2020 – Pets em condomínios: Regras básicas para facilitar a convivência 

O Dia Nacional dos Animais, comemorado 14 de março, surgiu para estimular debates sobre todos os animais. Com o passar dos anos, a data ganhou uma maior abrangência, com seu objetivo de buscar a conscientização a respeito dos cuidados dos animais, sejam eles domésticos ou selvagens. 

 

Dentro dos condomínios residenciais, ainda existe aquela velha discussão entre os vizinhos. Afinal, o condomínio pode proibir que os moradores criem animais de estimação dentro de suas casas? 

 

A resposta é não. Os condomínios não podem proibir a presença de animais domésticos no interior das unidades residenciais, entretanto, podem regular sua permanência e trânsito nas áreas comuns.

 

É importante que os donos dos animais tenham bom senso para que a boa convivência no condomínio não seja afetada. As maiores reclamações que os vizinhos distribuem em relação aos animais é sobre barulho excessivo, mau cheiro, e sujeira. Separamos algumas dicas para facilitar esse convívio.

  • Cuidar da saúde do seu animal para evitar a transmissão de doenças.
  • O recolhimento das fezes é obrigatório.
  • É obrigatório o uso de coleira para circular pelo condomínio.
  • Respeite os locais proibidos.
  • Seu animal é de grande porte ou costuma ser agressivo? Não deixe de usar a focinheira.

02/10/2019 – Projeto garante por lei presença de animais em condomínios; entenda

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) analisa um projeto de lei que reconhece o direito de criação de animais domésticos em condomínios.
O PL 4.969/2019 é de autoria do senador Styvenson Valentim (Podemos-RN) e dá ao condômino o direito de criar os animais em seus apartamentos. Desde que, claro, atenda aos requisitos do prédio, como não provocar danos ou colocar a segurança dos outros moradores em risco.
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Em entrevista ao Senado Notícias, o senador assinala que “não há razão por que a sua criação seja vedada pelas convenções ou regimentos internos dos condomínios de edifícios, o que, no nosso entender, será capaz de regular o tema de maneira mais razoável e adequada”.
Enquanto faz um cafuné no seu animal de estimação, você deve estar achando estranho a autorização formal para criar cães e gatos em condomínios. O síndico ou comissões de moradores não podem vetar a presença dos bichos domésticos.
Mas, acredite, o impedimento acontece. Por isso o posicionamento da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que autorizou a presença de animais domésticos em condomínios baseada no caso de uma moradora que entrou com ação para poder criar sua gata no apartamento onde mora.
Quanto ao PL 4.969/2019, o projeto tramita em decisão terminativa na Comissão de Constituição e Justiça e aguarda o recebimento de emendas. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil possui por volta de 132,4 milhões de animais domésticos.
Fonte: Hypeness