18/01/2021 – Decisão de reabrir áreas comuns volta a ser dos condomínios

Os condomínios da cidade do Rio voltam a decidir se liberam ou não as suas áreas comuns, segundo decreto 48.423 de 2021 publicado na última quarta, dia 13, no Diário Oficial do município. A determinação revoga o decreto 48.279 do final de 2020, que proibia a utilização de espaços como piscinas, saunas e churrasqueiras.

Para o advogado Leandro Sender, a decisão da Prefeitura é coerente. “Já que outras áreas de lazer de hotéis e clubes, além das praias estão liberadas, não teria sentido restringir os espaços dos condomínios. Importante ressaltar que esta reabertura tem que levar em conta todos os cuidados para evitar a propagação da Covid-19, como utilização de máscaras, distanciamento, limpeza frequente dos ambientes e álcool em gel, entre outras soluções”, destaca Sender.

O também advogado André Luiz Junqueira explica a nova sistemática de alerta, de acordo com a resolução: a cada semana, o Centro de Operações de Emergência vai divulgar qual é a faixa de risco de contágio da Covid-19 na cidade. Os níveis de alerta são 1, 2 e 3, risco moderado, alto e muito alto, respectivamente. “O anexo desta resolução enquadra diversas atividades nestes três níveis distintos de risco e determina como elas podem ser realizadas e exploradas”, diz Junqueira.

Ele alerta ainda para que os síndicos e os administradores de imóveis tenham atenção, pois diversas disposições são aplicáveis a condomínios. “É um decreto que tem tanto medidas permanentes quanto medidas variáveis. As permanentes é preciso obedecê-las sempre e as variáveis vão alterar de acordo com o nível de risco que o Centro de Operações de Emergência vai divulgar”, explica. Por isso, complementa o especialista, é importante que o gestor fique atento em qual risco o condomínio se enquadra e qual dos itens do anexo terá que obedecer.

Fonte: Mercado Imobiliário Net

13/01/2021 – 5 previsões de como ficarão as cidades após a Covid-19

Depois de 2020, o mundo certamente não será o mesmo. Com a pandemia de coronavírus, muitos hábitos mudaram: nossa relação com os outros e com a casa, a maneira de trabalhar e a preocupação constante com a saúde. Mas, em vez de recontar esta história, por que não olhar para frente e prever o que de bom pode se esperar de 2021 que não aconteceria sem um 2020 definido pela pandemia?

Confira cinco soluções de curto prazo para as cidades e sistemas de transporte:

Centros sem carros

Hoje, os centros urbanos estão mais vazios. Há indicadores de que quando a pandemia terminar, muitas empresas permanecerão em regime de home office, seja ele integral ou parcial. Menos trabalhadores diários no centro da cidade significam menos empresas que dependem deles para a sua clientela, especialmente restaurantes e varejo. Sem estes empreendimentos, há menos atrações para os visitantes. Tudo isso significa que os centros urbanos terão que se reinventar radicalmente para sobreviver a essa ameaça existencial à sua relevância.

Como primeiro passo, muitas cidades aproveitarão a oportunidade para finalmente abandonar os carros. Isso liberará nossos espaços nas ruas. Podemos esperar que algumas avenidas se transformem em feiras livres, outras abrigarão food trucks e restaurantes pop-up.

Os restaurantes terão mais espaço para refeições ao ar livre. Os shows e festivais voltarão às orlas. Teremos mais tráfego de pedestres, oferecendo suporte a mais empresas. Ar mais limpo e ruas mais silenciosas serão um bônus.

Mais serviços de entrega

A pandemia foi um grande impulso para a entrega de alimentos. Muitos restaurantes tiveram que criar protótipos e implantar rapidamente seus próprios serviços de entrega ou fazer parceria com UberEats, iFood e Rappi para sobreviverem. Esses serviços provavelmente persistirão, mesmo quando já pudermos jantar juntos em um ambiente fechado.

Talvez o mais importante seja que esse modelo de produtos e de serviços que vão para os clientes – em comparação com nosso modelo tradicional de pessoas que vão para os produtos e serviços – se expandirá muito além dos restaurantes. Os perigos de 2020 ensinaram as melhores empresas a atender seus clientes onde estão, o que pode significar ir pessoalmente ao local de serviço e em um dia apostar em uma experiência móvel em outro.

Na prática, como será? Podemos esperar, por exemplo, que fornecedores especializados, como lojas de bicicletas, comecem a oferecer serviços de reparo e ajuste diretamente na casa do cliente. Ou que livros e bibliotecas sejam ofertadas também de forma direta, que barbearias se tornem móveis e que o personal trainer instrua o treino em sua própria garagem.

Embarque de aeronave sem filas

Os processos que as companhias aéreas usam para embarcar seus passageiros têm estado abaixo do ideal por décadas. É tão terrível que, para algumas rotas de curta distância, os passageiros podem passar mais tempo esperando no portão e embarcando na aeronave do que realmente voando.

Em 2020, as melhores companhias aéreas aproveitaram a oportunidade para desenhar novos processos de embarque. Embora ainda não tenham surgido, espera-se que venham alguns truques notáveis: primeiro, levar-nos a um portão do aeroporto muito mais perto do embarque e, segundo, dar-nos as boas-vindas a bordo sem ter esperado em uma fila. Nada disso terá acontecido sem nossas novas aversões à aglomeração.

Raio-x além do aeroporto

As filas para embarcar na aeronave não são as únicas que sofrerão uma reforma. Mesmo antes da pandemia, muitos aeroportos lutavam para evitar a aglomeração de passageiros no raio-x. Além disso, esses pontos de verificação ainda não se beneficiaram de um processo de design voltado para o futuro. Todas essas caixas de plástico representam a teimosa persistência dos sistemas criados há duas décadas, após os ataques terroristas de 11 de setembro.

Em 2021, espera-se novos processos que ampliem a triagem de segurança fora da área física do aeroporto, como pontos de controle em locais descentralizados, que forneçam transporte diretamente para além do ponto de controle de segurança no aeroporto.

O primeiro desses locais descentralizados ainda estará na propriedade do aeroporto, mas, eventualmente, surgirão em outros lugares mais distantes, incluindo estações de trânsito e talvez até grandes hotéis.

Tudo ficará mais limpo

Vamos encarar: antes de 2020, nem todos nós estávamos lavando as mãos com tanta frequência. Nossas casas, escritórios, academias e outros espaços do dia a dia não estavam sendo limpos como deveriam. Nossas interações uns com os outros e com esses espaços muitas vezes estavam longe de ser higiênicas, como evidenciado por todos os tipos de mau comportamento – desde deixar de cobrir tosses e espirros a cuidados públicos inoportunos.

Mas a pandemia nos deu uma nova apreciação – e demanda – por limpeza. Essa mudança em nosso comportamento é muito mais do que algo bom de se ter, pois as medidas que implementamos para refletir nossa nova ênfase em saúde e limpeza nos ajudarão a evitar os piores efeitos da próxima pandemia.

Fonte: Revista Casa e Jardim

05/01/2021 – Conheça o plano de combate ao Covid-19 da Prefeitura do Rio

Inicialmente, cerca de 2,6 milhões de pessoas serão vacinadas e 343 novos leitos estarão disponíveis aos infectados por COVID-19 no Rio de Janeiro

Prefeitura do Rio apresentou, na manhã deste último domingo (03/01), o plano inicial de enfrentamento à COVID-19 na cidade. O anúncio foi feito após uma reunião do prefeito Eduardo Paes (DEM) com integrantes do secretariado municipal, que contou ainda com a participação do governador do Estado Cláudio Castro (PSC) e de outros representantes dos governos federal e estadual.

Entre as ações planejadas, estão a vacinação da população, a abertura de novos leitos de internação, a ampliação da testagem e a ativação do Centro de Operações de Emergências em Saúde – COE COVID-19 RIO. Também será lançado um aplicativo para que as pessoas possam fazer a autonotificação de casos.

– Nós queremos que haja uma integração nas ações de combate à COVID-19 entre a Prefeitura e o Governo do Estado. Uma das medidas que os secretários já estão tomando é integrar todas as normas, resoluções, regulamentos para o cidadão. Vamos trabalhar em conjunto, em parceria. Vamos centralizar a nossa ação num trabalho de conscientização – disse o prefeito Eduardo Paes, após a reunião no Palácio da Cidade, em Botafogo.

O prefeito frisou que, em relação à vacinação, vai seguir o Programa Nacional de Imunização, a ser anunciado pelo Ministério da Saúde. E o governador garantiu que o estado do Rio está preparado para iniciar a vacinação assim que o governo federal liberar o calendário.

 Na semana passada já chegaram oito milhões de seringas e, ainda em janeiro, (vamos receber) mais oito milhões. Tenho a  certeza de que, se a vacinação começasse na quarta-feira, estaríamos 100% preparados.

Em seguida, o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, apresentou o plano de enfrentamento à COVID-19. A cidade deverá ter, até o fim de janeiro, 343 novos leitos para atendimento aos casos da doença. Além de 193 novas vagas na rede pública, a Prefeitura publicou, no Diário Oficial deste domingo, um chamamento para contratar 150 leitos da rede privada. Já os equipamentos e profissionais do Hospital de Campanha do Riocentro serão remanejados para os hospitais Ronaldo GazollaSouza AguiarSalgado Filho Hospital Universitário Clementino Fraga Filho.

– Todos os recursos serão empenhados, ao máximo, para garantir o funcionamento de todo o sistema de saúde do Rio – destacou Soranz.

Também neste domingo, foi publicado um decreto que dá total transparência à ocupação e abertura de leitos na rede municipal de saúde, com acesso pelo portal http://smsrio.org/censo. O secretário de Saúde informou que, atualmente, existem 1.493 leitos livres na cidade. Mas ressaltou que é necessário haver uma central de regulação única das vagas nos hospitais.

– (A transparência) Não funcionará se a gente não tiver uma regulação única e trabalhar de maneira integrada com os três entes – governos federal, estadual e municipal.

Sobre a vacinação, Soranz explicou que, de início, o objetivo é o de imunizar 2,6 milhões de pessoas nas primeiras quatro etapas do plano de vacinação, a partir do cronograma do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde.  A estratégia envolverá 450 pontos de vacinação na cidade, a maioria nas Clínicas da Família e Centros Municipais de Saúde, com 10,5 mil profissionais envolvidos. 

A tendência é a de que, na primeira fase, deverão ser imunizados trabalhadores da saúde, pessoas a partir de 60 anos, pessoas com comorbidades, professores, indígenas, quilombolas e profissionais das forças de segurança e salvamento e serviços essenciais, além de funcionários do sistema prisional.

A Prefeitura também prevê ampliar a testagem de casos suspeitos de COVID-19. Inicialmente, deverão ser testadas cerca de 450 mil pessoas. As unidades de saúde oferecerão os testes de maneira fácil e sem burocracia. Pelo aplicativo Rio COVID-19 será possível realizar a autonotificação e o agendamento do teste diagnóstico, caso seja indicado.

Haverá ainda um monitoramento da situação epidemiológica para identificar as áreas com necessidade de maior atenção e fortalecimento das ações de proteção à vida. Um boletim semanal será divulgado com a situação de toda a cidade, dividida por região administrativa (RA).

– É fundamental identificar precocemente quem pode estar doente ou transmitindo a doença. Informar quando teve, onde mora, olhar o rastreamento do contato e fazer o georeferenciamento dos casos – enfatizou Soranz.

O Diário Oficial deste domingo traz ainda a composição do Centro de Operações de Emergências em Saúde – COE COVID-19 RIO, que funcionará nas dependências do Centro de Operações da Prefeitura do Rio (COR) e atuará em parceria com o Comitê Especial de Enfrentamento da COVID-19 (CEEC), composto por especialistas das três esferas governamentais.

As atribuições do COE COVID-19 RIO são planejar, organizar, coordenar e monitorar as ações de enfrentamento à doença; elaborar protocolos e análises relacionadas à situação epidemiológica na cidade; divulgar informações relativas à emergência de saúde pública; e deliberar sobre os estágios de aplicação das medidas protetivas para cada Região Administrativa (RA) do município.

Fonte: Diário do Rio

14/12/2020 – Confira as novas medidas contra a Covid-19 no Rio

Estacionamento na orla volta a ser proibido nos fins de semana e feriados, mas praias continuam liberadas

Nesta quinta-feira (10/12), a Prefeitura do Rio anunciou novas medidas para combater a Covid-19. Segundo as novas regras, está proibido o estacionamento na orla nos fins de semana e feriados. Entretanto, as praias continuam liberadas. Bares, restaurantes e casas noturnas não terão o funcionamento alterado pelas medidas. Ainda não foi divulgado quando as novas medidas entrarão em vigor.

As regras foram definidas nesta quarta-feira (09/12), em uma reunião entre o prefeito Marcelo Crivella, o governador Cláudio Castro e os secretários de Saúde Municipal e Estadual no Palácio da Guanabara, sede do Governo do Estado.

As novas medidas anunciadas são:

  • Escalonamento dos horários de funcionamento da indústria (a partir das 7h); dos serviços (a partir das 9h); e do comércio (a partir das 11h), para evitar aglomeração nos transportes públicos.
  • Proibição de estacionamento na orla nos fins de semana e feriados;
  • Cancelamento das áreas de lazer nas orlas de Copacabana, Ipanema e Leblon e no Aterro do Flamengo aos domingos e feriados (as pistas, portanto, não serão fechadas ao trânsito de veículos);
  • Proibição do uso de áreas comuns de lazer em condomínios, onde não são usadas máscaras, como saunas e piscinas.

Além disso, já havia sido anunciada a autorização para que shoppings e Centros Comerciais ficassem abertos 24 horas, para evitar aglomerações nos meios de transporte e nas compras de Natal.

A Prefeitura afirma que os ambulantes legais que atuam na orla receberão cestas básicas enquanto durarem as novas medidas. Algumas das medidas anunciadas nesta quinta, como a proibição de estacionamento da orla, já tinham sido tomadas em outros momentos da pandemia. As atividades foram retomadas, mas com a alta de casos que o Rio de Janeiro enfrenta, as medidas se mostraram necessárias novamente para evitar aglomerações.

Fonte: Diário do Rio

06/07/2020 – Quarentena no condomínio: Como cuidar da manutenção

Nesta quarentena, as obras em condomínios estão suspensas, porém, é preciso uma continuidade das manutenções importantes e emergenciais, devendo postergar apenas as não prioritárias. As reparações diárias, como a limpeza, não só devem continuar, como devem ser ampliadas.

Vale ressaltar, que as manutenções diárias, como a limpeza, não só devem continuar, mas devem ser ampliadas.

Veja a seguir como diferenciar uma manutenção emergencial e como funcionários e os profissionais terceirizados devem agir no condomínio de forma segura.

 

Na quarentena, só deve ser realizada manutenção emergencial?

A manutenção emergencial é aquela que não pode esperar, pois traz dano ao imóvel e coloca em risco a segurança dos usuários.

Entram nesse perfil obras relacionadas a vazamento de água, gás, elétrica e elevadores, entre outros. O que é importante precisa ser efetuado. Não é possível deixar de fazer os procedimentos de manutenção, principalmente os de caráter emergencial.

O que não for importante ou estiver relacionado à melhoria dos ambientes deve ser adiado.

 

Obras durante o período de quarentena no condomínio

Em relação às obras, segue a regra de que só deve fazer aquelas emergenciais e que comprometam o bem comum. As obras que não têm emergência devem ser suspensas, sejam elas da área comum ou das unidades.

Até as obras dos apartamentos que não estejam enquadradas como emergenciais devem ser bloqueadas pelo síndico, inclusive, amparada pelo Projeto de Lei 1179/2020.

As manutenções preventivas para o elevador, gerador, entre outros não pode esperar, pois afetam diretamente o funcionamento adequado do condomínio e pode colocar em risco a segurança de todos. E devem ser feitas com a ajuda de profissionais especializados e, claro, estes devem seguir todas as regras para prevenção ao Covid-19.

 

Manutenção do elevador

A manutenção dos elevadores, sem dúvida, é uma das obras que deve ser considerada de emergência durante o período de quarentena nos condomínios. Além da desinfecção, que deve ser constante, a manutenção desse equipamento não pode parar, pois se enquadra no rol dos serviços essenciais e não estão em quarentena.

O SECIESP, Sindicato das Empresas de Conservação, Manutenção e Instalação de Elevadores do Estado de São Paulo, em conjunto com a ABEEL, Associação Brasileira das Empresas de Elevadores, elaboraram uma cartilha com dicas de uso dos elevadores nas edificações como medidas preventivas à pandemia do Coronavírus.

 

Limpeza na quarentena

A limpeza deve ser intensificada no período de quarentena.

Um dos pontos de maior atenção no que diz respeito à manutenção é a limpeza e higienização das áreas comuns, principalmente nas áreas de acessos diários dos moradores como portões de entrada do edifício, acesso as garagens, elevadores, halls dos andares, maçanetas, além dos corrimãos. Outro ponto importante é a disponibilidade de álcool gel nas áreas de circulação.

Outra medida que pode ser adotada, visando evitar ao máximo a circulação de pessoas pelo condomínio, diz respeito a coleta do lixo. Em muitos casos o recolhimento era de responsabilidade do próprio condômino, mas em alguns condomínios, passou a ser realizada pelos funcionários em horário pré-determinado. Assim, apenas as pessoas devidamente equipadas circulam pelo condomínio diminuindo ou evitando qualquer tipo de contágio.

 

Cuidados com funcionários e prestadores de serviços

Caso a obra seja considerada emergencial e tenha mesmo que acontecer é necessário que os profissionais do condomínio ou terceirizados sigam orientações e cuidados para que evitar a contaminação das pessoas e para a própria segurança.

Entre as orientações sugeridas pela Coordenadoria de Vigilância em Saúde, da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo estão:

 

-Utilização EPIs, equipamento de proteção individual, como máscaras e luvas;

-Disponibilizar para uso dos funcionários local para lavagem frequente das mãos com sabonete líquido e toalhas de papel descartável;

-Disponibilizar álcool gel para uso dos funcionários em pontos estratégicos de fácil acesso;

-Desinfetar equipamentos;

-Manter a ventilação natural do ambiente de trabalho sempre que possível.

 

Todas essas orientações devem ser seguidas não só na manutenção do condomínio, mas também nas unidades de cada condômino. A mudança de hábitos e a adoção desses cuidados mínimos podem ajudar na contenção da pandemia e manter a saúde de todos que, por conta da atividade, muitas vezes, não podem se manter em casa, em isolamento social.

Fonte: Viva o Condomínio

26/06/2020 – Precauções na convivência com infectados pela Covid-19

O cenário ideal para uma pessoa contaminada é o de ausência completa de contato físico com outros. Entretanto, o que fazer quando ela divide casa com terceiros? Confira os cuidados necessários para evitar possíveis infecções:

 

1 – Como permanecer isolado em casa?

 

É conveniente dispor de um quarto exclusivo para ela, sendo recomendável o não compartilhamento de banheiro. Evitar, na medida do possível, estar com o paciente em outros cômodos da casa, mantendo pelo menos um metro de distância.

– Colocar o lixo do paciente em uma lata com tampa dotada de um saco em seu interior com fecho hermético;

– Garantir uma boa ventilação e uma janela com acesso à rua;

– Para minimizar o contato, o paciente tentará se comunicar com o resto dos parentes ou coabitantes por meio do telefone celular;

– Limitar a circulação pela casa a situações estritamente necessárias;

– Ao sair da sala, recomenda-se o uso de máscara e uma correta higiene das mãos com água e sabão ou um desinfetante à base de álcool.

 

2 – Como limpar a casa?

 

É imprescindível realizar uma limpeza diária completa para evitar novas infecções. Atenção especial deve ser dada às superfícies em que a pessoa infectada possa ter tocado.

– A pessoa responsável pela limpeza deve usar máscara e luvas;

– Para a limpeza, deve ser usada uma solução de água sanitária: uma parte do desinfetante para cada 49 de água;

– Limpar diariamente todas as superfícies de contato frequente: maçanetas, mesas, interruptores, torneiras, vasos sanitários, telefones e teclados;

– A louça e os utensílios devem ser lavados com água quente e sabão, de preferência em uma máquina de lavar louça para alcançar os 60 °C;

– A roupa do paciente pode ser lavada separadamente com o detergente habitual em uma temperatura entre 60.º e 90 °C. Deixar secar totalmente.

 

3 – O que deve ser feito com os resíduos?

 

Um tratamento correto dos restos gerados pode evitar possíveis contágios. É essencial usar elementos de limpeza descartáveis, isolar corretamente o lixo em um saco plástico e fazer uma higiene pessoal completa depois do tratamento desses resíduos.

– Jogar as luvas e a máscara no lixo e lavar as mãos em seguida;

– O lixo deve estar dentro de um saco plástico fechado;

– A toalha da pessoa infectada deve ser usada uma única vez e colocada em um balde específico.

 

Fonte: Prefeitura de São Simão

 

16/06/2020 – Secovi Rio e Cedae simplificam o parcelamento das contas

Dentre as diversas medidas temporárias de enfrentamento ao novo coronavírus, o Governo Estadual editou decretos, autorizando a CEDAE a prorrogar o vencimento das faturas relacionadas ao consumo de água e tratamento de esgoto dos meses de março a junho de 2020, em 60 (sessenta) dias após da data originalmente estabelecida como vencimento. Bem como, facultou ao usuário o parcelamento das faturas, dentro do exercício financeiro de 2020.

 

Posteriormente, o Governo do Estado sancionou a Lei nº 8.769/20, vedando a interrupção de serviços essenciais por falta de pagamento, pelas concessionárias de serviços públicos, assim como determinou que o débito consolidado durante as medidas restritivas não poderão ensejar a interrupção do serviço, devendo ser cobrado pelas vias próprias, sendo vedadas a cobrança de juros e multa.

 

A Cedae implementou essas medidas, conforme se verifica das informações constantes no seu portal (https://www.cedae.com.br/covid).

 

Em situações normais, o pedido de parcelamento deveria ser feito pessoalmente em uma das agências da Cedae. Contudo, em virtude da pandemia do novo coronavírus, o atendimento presencial nas agências está suspenso, devendo os contatos serem feitos através da Central de Atendimento 0800 2821 195, Canal Surdo-mudo 0800 2823 059.

 

O Secovi Rio, objetivando auxiliar os síndicos dos condomínios e as administradoras nessa empreitada, oficiou o presidente da Cedae com o intuito de encontrar uma forma alternativa mais prática e dinâmica para a formalização desse parcelamento, ocasião em que também solicitou a imediata suspensão das ameaças de corte e cobrança de multa por atraso no pagamento, já identificadas em algumas contas.

 

Independentemente dessa medida, cujo resultado pode demandar algum tempo, é importante que o usuário (consumidor), formalize o pedido de parcelamento junto a Cedae. Caso encontre algum óbice nesse atendimento, solicitamos que nos informem a dificuldade encontrada com o envio do protocolo, registro de reclamação ou qualquer outro documento hábil que a comprove, para que com informações documentadas possamos reclamar junto à CEDAE em nome do nosso setor.

 

Fonte: Secovi Rio

15/06/2020 – Como executar serviços condominiais durante a pandemia

RIO – Em época de pandemia, muitos condomínios têm proibido a entrada de prestadores de serviço no prédio para evitar o aumento da circulação de pessoas pelas áreas comuns. No entanto, há algumas leis que obrigam a execução de serviços dentro de um determinado período de tempo, já que são preventivos. Permitir ou não permitir? Eis a questão para muitos administradores.

 

Bruno Gouveia, síndico profissional, lembra que há serviços preventivos obrigatórios, exigidos por lei, que devem ser feitos no prazo solicitado. É o caso da manutenção do sistema de combate a incêndio, da manutenção e do relatório anual de inspeção dos elevadores e, ainda, da limpeza dos reservatórios de água.

 

— Conforme previsto na Lei 8.808/20 (sancionada no início de maio pelo governador Wilson Witzel), os edifícios podem proibir as obras não emergências. Contudo, existem alguns serviços que são preventivos e obrigatórios, amparados por legislação. A entrada deve ser permitida, desde que os prestadores de serviços estejam utilizando equipamentos de proteção e cumpram os procedimentos de higienização estabelecidos pelo empreendimento para conter a disseminação do vírus.

 

No início do ano, com a contaminação da água fornecida pela Cedae, a orientação era de que os síndicos postergassem a limpeza da caixa d’água. Logo depois, veio a disseminação do coronavírus e a necessidade de isolamento social e o serviço, novamente, foi adiado em muitos condomínios. Foi o caso de um prédio residencial da Zona Sul.

 

— A última limpeza da caixa d’água foi em maio do ano passado. Seis meses depois, cumprindo o prazo legal, já estava com a limpeza agendada para dezembro quando houve uma grande falta d’água na cidade, bem naquela semana. Remarcamos para janeiro e veio a geosmina… Não fazia sentido limpar a caixa e reencher com aquela água insalubre. Em março, a qualidade da água melhorou e reagendamos a limpeza. Aí foi a vez do coronavírus. Não me sinto segura em trazer alguém de fora para mexer na nossa água neste momento de grande contágio da doença — conta a síndica, que prefere não se identificar.

 

Paulo Codeço, supervisor da Precisão Empreendimentos Imobiliários, salienta que mesmo com a pandemia não existe uma proibição da realização da limpeza dos reservatórios nos condomínios, sendo necessário apenas o uso de roupa apropriada, uso de máscara, luva e bota de borracha. Tudo esterilizado:

 

— A impermeabilização é responsável pelo desempenho do reservatório onde a água é armazenada; a higienização é responsável pela limpeza e desinfecção da água, portanto efetuar esses serviços é de extrema importância para manter a qualidade da água utilizada para o consumo dos condôminos.

 

Ele salienta que é preciso procurar empresa preparada e especializada para realização de limpeza de caixa d’água, sempre em cumprimento a normas impostas pelo Inea:

 

— Após a limpeza, o síndico deve exigir que seja feita coleta de água para análise bacteriológica, com o objetivo de fornecer dados que indiquem que a água está potável e, após o resultado, solicitar certificado para afixar no quadro de avisos do condomínio. Os funcionários devem estar com equipamento de proteção

 

Reservatórios, extintores e dedetização

 

Segundo recomendação da Anvisa, a limpeza dos reservatórios deve ser feita semestralmente, ou seja, a cada 180 dias (ou após a realização de obras no depósito de água). Os extintores e mangueiras devem passar por revisão a cada 12 meses.

 

O síndico tem o poder de realizar a contratação de prestadores de serviços, autorizar a execução e manutenção dos itens que primam pela saúde e segurança dos condôminos, afirma Bruno Gouveia, síndico profissional da Cipa.

 

— Em caso de sinistro por falta de manutenção, o síndico será responsabilizado civil e criminalmente por todas as ações não tomadas, seja por imprudência, negligência ou imperícia — explica ele.

 

Outro serviço que não deve ser esquecido em tempo de pandemia é a dedetização, que deve ser feita a cada seis meses. Um serviço que vem sendo muito utilizado é a sanitização, modalidade recente de higienização de áreas comuns, lembra Maria Saldanha, coordenadora de gestão predial:

 

— Prestadores de serviço de manutenção essencial têm autorização para trânsito em numero reduzido a fim de minimizar os riscos.

 

Fonte: EXTRA

02/06/2020 – Cuidados essenciais no Condomínio durante Pandemia

Técnico em manutenção sugere que síndicos façam um ‘checklist’ para verificar equipamentos, como bombas e elevadores, e as principais instalações dos prédios.

Com o objetivo de diminuir o avanço do coronavírus, muitos condomínios do Rio fecharam suas áreas de uso comum. Entretanto, não é aconselhado um abandono de cuidado com elas ou com instalações que ficam isoladas, como bombas e instalações de gás.

Depois de mais de dois meses fechadas é preciso ficar atento à manutenção para evitar problemas ainda maiores.

Mesmo com fluxo menor de moradores no prédio, alguns equipamentos requerem cuidados específicos, como destaca o gerente de negócios, Alan Galvão.

“Muitos equipamentos, quando permanecem fora de uso, se deterioram e podem ficar danificados a ponto de terem que ser substituídos”, explica Galvão.

Galvão lembra que peças como bombas de piscina, maquinário das saunas, esteiras, geradores e aparelhos de ar-condicionado, mesmo que não estejam sendo utilizados, precisam ser ligados de vez em quando.

Já a gerente de condomínios Arlete Fernandes, diz que a última orientação que passou aos síndicos foi a suspender qualquer obra que não seja emergencial.

“Os síndicos dos 40 prédios que administro estão bem tranquilos e conscientes. Fecharam os espaços de lazer, como piscinas que foram tratadas e cobertas. E os porteiros-chefes e zeladores ficam encarregados de colocar equipamentos, como os aparelhos de ar-condicionado dos salões de festa para funcionar durante 15 minutos diariamente. Todo mundo está muito atento aos cuidados com os equipamentos, até porque as empresas de manutenção também reduziram o ritmo de trabalho por causa do coronavírus”, disse Arlete.

Para que nenhum cantinho do condomínio seja esquecido durante o isolamento social, o especialista em manutenção Jorge Santos sugere que síndicos façam um ‘checklist’ para verificar equipamentos e as principais instalações dos prédios.

Confira abaixo o que merece atenção especial:

Gás – os casos de vazamento acontecem, em geral, nas áreas privativas;

Elevador – além da atenção em relação à limpeza e à desinfecção de painéis e botões, também deve ser feita a manutenção dos componentes elétricos e mecânicos;

Combate a incêndio – a validade de extintores e mangueiras deve ser sempre verificada;

Gerador de energia – também merece cuidado, pois deve atender o condomínio de forma contínua e eficaz, sem interrupções;

Portões, alarmes e circuito fechado de TV – equipamentos essenciais precisam estar sempre em dia para não comprometer a segurança do condomínio;

Caixas de gordura e esgoto – a limpeza deve ser intensificada já que as pessoas estão por mais tempo em casa, o que aumenta os resíduos;

Limpeza de reservatório de água – é importante a verificação da vedação das tampas das caixas d’água e cisterna para evitar a entrada de sujeira ou insetos que contaminem a água;

Bombas – fazer o revezamento garante o abastecimento dos reservatórios e cisternas até os pontos de consumo, evita alagamentos de garagens pelo lençol freático, elimina vazamento de esgoto e proliferação de insetos;

Manutenção das válvulas redutoras de pressão – dispositivo que regula a pressão d’água nas tubulações hidráulicas e elimina a possibilidade de vazamento ou rompimento por alta pressão.

 

Manutenção de elevadores e jardins

 

A síndica Patrícia Faria, do Edifício Presidente Penna, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, pensou em manter o elevador de serviço desligado para reduzir custos, mas a medida não deu certo.

 

“Os elevadores são muito antigos e começaram a dar problema. O elevador de serviço era desligado às 22h e religado às 6h. Só que na hora de religar, ele dava defeito e tinha de chamar a manutenção. Percebemos que era melhor deixá-lo ligado do que ter aquele entra e sai de técnicos circulando pelo prédio, nesse momento de isolamento social”, disse Patrícia, que diz que desde o início da pandemia higieniza até as bolsas dos entregadores para evitar o contágio no prédio.

 

No Edifício Garanhuns, em Laranjeiras, também na Zona Sul, a síndica Adriana Lorete suspendeu as obras que estavam previstas na cisterna e na tubulação de esgoto, na garagem. O parquinho para as crianças foi fechado, mas ela manteve a manutenção do jardim.

 

“Não é um serviço essencial, mas tem uma senhora que desce todos os dias para pegar sol. Outros moradores passeiam com o cachorro em horários diferentes, então mantivemos o jardineiro, que mantém a área limpa e cuidada. Não dispensamos nenhum funcionário, até porque o trabalho aumentou. Todos os dias os corredores, os faxineiros passam pano com água sanitária e borrifam álcool nos três elevadores, na escadaria da entrada, no hall e corredores e escadas dos 13 andares do prédio”, disse Adriana, que fez uma escala de 12 horas de serviço por 36 horas de descanso para que eles não precisem trabalhar diariamente.

 

Além da distribuição de Equipamentos de Proteção Individual para os funcionários do condomínio e da disponibilização de álcool 70° e em gel na portaria e nos acessos ao prédio, tanto Patrícia quanto Adriana tiveram de aprender a lidar com problemas que surgiram após a quarentena.

 

Como os restaurantes das ruas próximas ao prédio de Patrícia fecharam, os ratos passaram a invadir a lixeira do edifício, em busca de comida. Ela teve de providenciar serviços de dedetização e desratização de emergência. A pandemia também trouxe outro tipo de inconveniente para a portaria.

 

“Aqui em Copacabana tem muito botequinho funcionando e parece que as pessoas estão bebendo mais. As brigas aqui nas redondezas aumentaram e a gente teve de contratar um vigia para evitar as arruaças e aglomerações aqui na porta”, contou Patrícia.

 

No Garanhuns, Adriana usou da criatividade para evitar a entrada de entregadores. As encomendas já pagas pela internet são recebidas pelo porteiro – de luvas e máscara – e colocadas numa mesinha de armar instalada num dos três elevadores. No caso de entregas mais volumosas, de supermercados, o porteiro pega as encomendas num carrinho que fica na garagem e despacha pelo elevador.

 

“O elevador também funcionava como quadro de aviso, onde os moradores eram informados sobre o que acontecia no condomínio. Como agora a frequência no elevador é bem menor, criei um grupo do condomínio no Whatsapp e todo mundo é informado sem precisar correr riscos”, conclui Adriana.

 

Fonte: G1

01/06/2020 – Visite o Theatro Municipal do Rio gratuitamente pela Internet

Pelo site, visitantes vão poder conhecer a construção por dentro e saber mais sobre a história do prédio.

 

A partir desta segunda-feira (1), o Theatro Municipal do Rio de Janeiro oferece uma visita guiada pela internet para que os visitantes possam conhecer o interior da construção e entender um pouco mais sobre a história de um dos palcos mais tradicionais do país.

 

A medida foi a estratégia adotada pelo museu para dar continuidade às visitas guiadas, que atraíam cerca de 600 pessoas por semana, antes da pandemia.

 

Para fazer o tour virtual, basta acessar o site do Theatro Municipal e acompanhar a programação, que é gratuita.

 

A visita começa no Salão Assyrio, onde já foram realizadas muitas festas. Em seguida, o visitante acompanha a guia até a sala de espetáculos, com 2,3 mil lugares. Depois, o visitante sobe virtualmente as escadas e pode ver os vitrais e afrescos nas paredes.

 

“Uma visita como se a pessoa que está visitando fosse a câmera que está entrando pelo Theatro. E eu acho que é uma oportunidade para todo mundo que está fora do Rio e, mesmo quem está dento do Rio de Janeiro, em tempos de isolamento, poder visitar o Theatro Municipal”, diz Aldo Mussi, presidente do Theatro Municipal do RJ.

 

Os artistas do Theatro também encontraram um jeito de continuar mantendo contato com o público. Por meio de vídeos, eles mostram como estão se preparando para voltar aos palcos, e os visitantes podem acompanhar os momentos de estudo dos artistas em casa.

 

Fonte: G1