19/10/2020 – Mais tempo em casa requer consumo consciente, dizem especialistas

Este outubro é momento de reflexão para o “Dia do Consumo Consciente”. Esta data foi instituída pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), no Brasil, para conscientizar a população sobre os problemas socioambientais que os padrões atuais de produção e consumo estão causando ao planeta Terra e aos próprios seres humanos. Para especialistas, os dias de isolamento social por conta da pandemia devem formar um momento propício para repensar os padrões de consumo desnecessários.

Segundo pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria), 53% dos brasileiros estão endividados, e 28% contraíram as dívidas após o início do isolamento social. Diante disso, de cada 4 brasileiros, 3 vão manter o nível de consumo reduzido após a pandemia.

Pesquisa divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) citou dados do serviço de georreferenciamento do Google, mostrando uma queda de 71% da circulação de consumidores no varejo de rua, shoppings, livrarias e cinemas. Em outro estudo, 78% dos entrevistados disseram que buscam sair de casa somente para o necessário. Além do panorama econômico, esse momento pode indicar uma ressignificação dos padrões de consumo dos brasileiros. Apenas 24% dos brasileiros praticam o consumo consciente, segundo o Instituto Akatu, em 2018.

Bruno Yamanaka, analista de metodologias do Instituto Akatu, Organização Não Governamental que trabalha pela conscientização social do consumo consciente, diz que, como a maior parte das pessoas está passando mais tempo dentro de casa, houve um aumento do uso de água, de energia elétrica e também na geração de resíduos.

Bruno aponta algumas dicas de fácil adesão: ”Aproveitar ao máximo de luz solar para iluminação, retirar os aparelhos da tomada quando não estiverem sendo usados, pois eles consomem energia mesmo desligados, fechar a torneira ao escovar os dentes e ensaboar as louças e aproveitar a água usada da máquina de lavar roupas”. Segundo Bruno, são simples dicas que, ao longo prazo, fazem grande diferença nas contas da casa e no meio ambiente.

No cenário de pandemia, no qual as pessoas fazem grandes compras para evitarem frequentes idas ao supermercado, Bruno aponta a importância do planejamento das compras. ”Além das pessoas não comprarem em excesso, evitando que as pessoas fiquem tentadas a possíveis promoções de produtos desnecessários, elas acabam comprando apenas o que precisam e vão se deslocar menos”. Ele também explica que é necessário refletir a respeito da quantidade de resíduos usados e qual a melhor forma de reduzí-los, reutilizá-los e reciclá-los.

“A gente pode dizer que, entre as muitas mudanças que estão acontecendo é possível que algumas perdurem. Uma tendência forte que está acontecendo é o home office, o trabalho remoto. A gente tem visto que as empresas estão adotando cada vez mais e isso tem dado muitos bons resultados. O trabalhor não tem que se deslocar até o trabalho, ou seja, ele vai reduzir gasto de transporte e, ao mesmo tempo, reduzir suas emissões”.

Outros pontos de vista proporcionados pela pandemia são: o estilo de vida de consumir entre as pessoas. ”As pessoas estão vendo que o que elas fazem afeta os outros e o que os outros fazem afeta elas também, e essa visão pode ser associadacom uma economia compartilhada, ou seja os interesses estão relacionados”, explica o analista.

Mudança de consumo?

Segundo a socióloga Carolina González, a pandemia foi um evento inesperado que alterou os padrões de consumo da sociedade, como por exemplo o baixo consumo de produtos locomotivos, mas que não necessariamente causará uma mudança de hábitos socioambientais.

”Não se tem feito campanhas de conscientização neste sentido. Mas, o que se tem feito é um discurso da retomada da economia, o que significa voltar aos padrões anteriores de consumo”, explica a socióloga. Carolina ressalta o cuidado ”uma vez que a pandemia esteja solucionada, os padrões de consumo tendem a voltar ao que eram, e com uma voracidade ainda maior, porque a pandemia terá um impacto econômico muito grande e será preciso reequilibrar a economia”. Neste caso, a socióloga alerta para o consumismo compulsivo.

Estratégias

Para aqueles que mantêm o consumo compulsivo ainda que no digital, Lara compartilha algumas estratégias: ”Reduzir o acesso aos sites de compra, não deixar salvo o número do cartão para aumentar o tempo de decisão da compra, refazer o planejamento financeiro para verificar as verdadeiras necessidades, pedir ajuda das pessoas para o controle financeiro, realizar práticas de relaxamento ou outras atividades que garantem o seu bem-estar para além das telas e também fazer terapia”.

A psicóloga também ressalta a importância de fazer uso de terapias, que podem ampliar o autoconhecimento e ainda auxiliar a organizar mudanças comportamentais de pessoas que praticam o consumismo.

”O autoconhecimento tanto do comportamento emocional como o de agir em busca de compensações das faltas sentidas, auxilia no questionamento das necessidades de consumo e da adequação das emoções frente às necessidades aprendidas, podendo assim criar um repertório comportamental de contracontroles para diminuir ações rumo a distrações das dores com o consumismo, e criar também novos repertórios para acessar o que é de real necessidade”, aconselha a profissional.

Fonte: Jornal de Brasília

01/10/2020 – Como vamos andar de elevador a partir de agora?

Além dos cuidados de higiene de cada usuário, novas soluções já surgem no mercado

Os elevadores são equipamentos indispensáveis para o transporte de pessoas nas grandes metrópoles. Com a pandemia de COVID-19, os cuidados acerca dos processos de higienização e as normas de utilização de elevadores, escadas e esteiras rolantes foram reforçados por condomínios, administradoras e por usuários. Definitivamente, a pandemia deixa como legado um novo protocolo de utilização desses equipamentos.

Com a retomada gradativa da atividade econômica na maioria dos estados brasileiros, foi necessário adotar medidas efetivas para viabilizar a utilização segura destes meios de transporte.

Exemplos são as capas protetoras para a botoeira dos elevadores, que facilitam a higienização constante sem danificar esse componente. E os dias de elevadores cheios acabaram, pelo menos até que haja uma vacina ou que a situação esteja totalmente controlada.

Assim, diversos condomínios passaram a solicitar para as empresas de manutenção que a capacidade dos elevadores seja temporariamente reduzida, lembrando que os modelos mais modernos não partem com excesso de peso.

Para evitar aglomerações nos halls dos condomínios, em especial nos edifícios comerciais, estão à disposição os sistemas de gerenciamento de tráfego.

Além disso, botoeiras touchless, chamadas do elevador pelo celular (isso mesmo, já existe) e soluções que utilizam cartão tipo RFID (de aproximação), são soluções que eliminam a necessidade de contato das mãos para chamar o elevador.

E não para por aí. Elevadores também podem contar com renovadores de ar de alta vazão que aumentam a circulação de ar nas cabinas, diminuindo a quantidade de microorganismos em suspensão dentro do equipamento.

Já os shoppings centers têm utilizado soluções de higienização dos corrimãos das escadas rolantes através de incidência de radiação ultravioleta.

Porém, os cuidados também fazem parte do dia a dia dos usuários. Durante esse momento excepcional, o uso de máscara, a higienização constante das mãos e o distanciamento com o respeito ao limite de pessoas no mesmo elevador, são ações que também auxiliam a evitar a propagação do vírus.

Por fim, orientação e comunicação estão no topo da lista das tarefas para os edifícios residenciais e comerciais. Apostar em treinamento para que os funcionários atuem corretamente quanto à higienização dos equipamentos, comunicar usuários por meio de informativos ou mídia eletrônica dentro dos elevadores sobre a importância de seguir as novas normas, e até valer-se de adesivos e outros recursos que reforcem a informação sobre atitudes básicas pessoais e coletivas, é prioritário neste novo cenário.

Fonte: SindicoNet

18/09/2020 – Conheça 3 tecnologias anticovid essenciais

Medição de temperatura em grupo, identificação do uso de máscaras e lotação máxima de pessoas são alguns dos recursos dos dispositivos

Pensando em ajudar a manter os cuidados e seguir os protocolos de segurança, o tecnólogo Rubens Branchini listou três principais tecnologias anticovid que todo lugar deve ter para ampliar a sensação de segurança das pessoas presentes:

Câmeras termográficas:

Facilitam a medição de temperatura das pessoas em lugares de grande movimento, por serem fixadas na entrada dos estabelecimentos e evitarem aglomeração (diferente daqueles aparelhos manuais, que tornam inviável a aferição de pessoa por pessoa). As câmeras conseguem medir a temperatura de até 15 clientes ao mesmo tempo e se alguém estiver com a temperatura de 37,8 graus ou mais, disparam um alerta.

Direct Flow – Dispositivo que controla a entrada e acusa lotação máxima de pessoas:

Colocado geralmente na porta, o sistema direct flow (fluxo direto) é um painel que avisa quantas pessoas ainda cabem no ambiente, autorizando apenas o limite programado. Depois disso, avisa aos outros que eles vão precisar esperar mais um pouquinho para entrar. É possível ainda entregar dados mais detalhados do monitoramento como horários em que o local foi mais procurado e quando há mais homens ou mulheres.

Câmeras de reconhecimento facial e identificação do uso de máscaras:

As câmeras que fazem o controle de acesso facial liberam as catracas sem que o funcionário ou convidado precise tocá-la. E, em tempos de pandemia, ainda mede a temperatura e checa se a pessoa está sem febre. De acordo com Branchini, a escolha é ideal para condomínios residenciais, centros empresariais ou clubes. “Você faz o pré-cadastro dos que frequentam o local e eles nem precisam avisar o porteiro”, afirma o especialista.

Fonte: Jornal de Uberaba.

06/08/2020 – A tecnologia na realização de assembleias condominiais

Novo jeito de se reunir, virtualmente, ainda gera dúvidas por parte dos síndicos, dos moradores e das administradoras de condomínios.

 

Por causa da pandemia do novo coronavírus e o distanciamento social para evitar o contágio, muita coisa mudou nos condomínios pelo interior de São Paulo. Uma delas, considerada importante pela saúde do condomínio, é a assembleia.

 

Ela não deixou de existir, mas mudou de formato. As assembleias virtuais têm despontado como alternativas às presenciais. Mas, esse novo jeito de se reunir ainda gera dúvidas por parte dos síndicos, dos moradores e das administradoras de condomínios.

 

A principal dúvida é em relação às convenções, que muitas delas não preveem a modalidade eletrônica de assembleia. Até porque, nunca imaginou que uma pandemia poderia vir e fazer com que as pessoas se isolassem.

 

Segundo o Secovi, o Sindicato da Habitação em São Paulo, é possível realizar assembleia eletrônica, desde que a convenção não tenha alguma cláusula que proíba.

 

“A assembleia virtual é muito democrática, porque viabiliza ainda mais o comparecimento dos condôminos. Há casos em que o número de presentes tem dobrado. Em outros, até mesmo atingido o quórum de 100%”, disse a advogada Moira Toledo, diretora executiva da vice-presidência de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi.

 

A tecnologia tem ajudado nas assembleias, como os programas de reuniões virtuais. “Felizmente, temos notado como tecnologias que já eram acessíveis, porém pouco utilizadas, têm ganhado espaço no dia a dia das pessoas e das empresas”, diz Riad Elia Said, diretor regional do Secovi.

 

Fonte: G1

24/07/2020 – Assembleias em tempo de pandemia

O Protocolo de Reabertura da ABADI, em parceria com a Secovi Rio, disponibilizou aos síndicos, etapas detalhadas sobre como e quando as áreas comuns em condomínios deveriam ser abertas. Já na Fase 4, o documento prevê como legal a volta das assembleias presenciais.

As deliberações, convenções e votações que estavam ocorrendo puramente virtualmente devido às medidas de isolamento, poderão voltar a ocorrer em ambientes físicos, desde que protocolos sanitários e de proteção sejam obedecidos à luz das Regras de Ouro da Prefeitura do Rio. Pensando nisso, disponibilizamos a você gestor, um guia sobre como desenvolver uma assembleia de sucesso:

 

1. Crie um cronograma bem estabelecido: evite possíveis percalços de filas, atrasos ou desencontros. Estabeleça os moldes de funcionamento previamente, informando a todos sobre os horários, regras, localidade e todos os passos da reunião;
2. Divulgue de forma ampla: não hesite em contatar todos os condôminos e participantes através de meios de comunicação remota: telefone, e-mail  e WhatsApp. Procure abreviar possíveis contatos físicos para a divulgação e não se esqueça dos moradores que potencialmente não tenham acesso aos meios digitais necessários;
3. Crie pautas objetivas: mantenha o encontro em tempo reduzido, diminuindo problemas não emergenciais e priorizando a agilização e dinamicidade de resoluções e votações;
4. Organize os papéis: designe o presidente e secretário antemão à reunião, reduzindo os processos e com ampla concordância dos envolvidos;
5. Oriente sobre as etiquetas em momentos de tosses ou espirros;
6. Identifique potenciais faltas: opte por contatar pessoas do grupo de risco ou com sintomas da Covid-19 e peça uma presença online das mesmas, retirando riscos à saúde coletiva.

 

Esses passos fundamentais para realizar uma assembleia mais segura para todos, necessitam de uma abrangência comunitária para evitar iminentes imprevistos. Os passos precisam estar acompanhados de convenções já estabelecidas e fundamentais:

 

→ Uso compulsório da máscara facial em todos os momentos da assembleia e em áreas comuns;

→ Uso individual ou de pessoas da mesma unidade nos elevadores do condomínio;

→ Higienização completa do espaço escolhido antes e após o evento;

→ Evitar manuseio de objetos e documentos de terceiros;

→ Disponibilização de álcool em gel 70%, água corrente próxima, sabão e papel toalha descartável;

→ Prezar por ambientes ao ar livre. Quando não viável, priorize espaços arejados e ventilados, preferencialmente com janelas e portas abertas em toda a duração;

→ Em salas de uso comum, centros de convenção ou auditórios, funcione apenas com ⅓ da capacidade total ou com o máximo de 1 pessoa a cada 4 m²;

→ Mudanças poderão ocorrer, mas com o devido agendamento e comunicação prévia.

 

Saiba organizar sua assembleia de modo a garantir segurança para todos os presentes. Quando possível, escolha as Assembleias Híbridas, modelo no qual os moldes presenciais e virtuais mesclam-se e obedecem aos interesses de síndicos e moradores que não podem participar fisicamente. 

Garanta sempre a transparência e organização, promovendo acessibilidade ostensiva aos condôminos e participantes que queiram estar junto das decisões condominiais. A Zirtaeb coloca-se a disposição para auxiliá-lo nesse momento de incertezas, aconselhando sempre que necessário por meio de plataformas online e por telefone. 

 

Fontes: ABADI; Secovi Rio.

20/07/2020 – Assembleias Virtuais: decisões condominiais sem aglomeração

A pandemia modificou a organização de muitos condomínios: processos presenciais, como assembleias e reuniões, precisam respeitar regras de isolamento e suas realizações foram postas em dúvida. Entretanto, deliberações, votações e questões gerais aos condomínios necessitam desse sistema para serem colocadas em prática e levadas à diante.

Com a demanda crescendo, a alternativa proposta na lei 14.010 – e já publicada no Diário da União – confere às assembleias a possibilidade de ocorrerem de forma completamente online, até dia 30 de outubro (podendo ser estendida). Essa adesão tecnológica apenas adiciona uma nova opção às, já possíveis, assembleias híbridas e determina um novo modelo e formato de funcionamento.

 

A Era Digital em condomínios

Em adaptação ao cenário global, diversos meios e empresas construíram novas maneiras de relacionamento e tomada de decisões, e não seria diferente no âmbito condominial. Essa convivência virtual tem sido apresentada como uma solução e tem impactos diretamente positivos onde é empregada.

Pesquisas demonstram o sucesso de assembleias digitais como substitutas para os encontros presenciais, o engajamento que costuma variar entre 20% e 30% nas tradicionais, salta para 70% e 80% quando consideramos a prática online. Condôminos que não costumam participar, encontram nela uma facilidade maior de presença, desenvolvendo uma colaboração coletiva mais ostensiva.

Todavia, essa solução deve ser previamente informada a todos envolvidos, de modo a incentivar e incluir participantes potencialmente alheios aos meios eletrônicos. Saliente sempre sobre sua praticidade, objetividade e dinamicidade e  oriente de forma didática os modos de uso.

 

O que não pode faltar!

Assim como a assembleia presencial, a assembleia virtual precisa passar por todos os trâmites legais e processuais. A Convenção Condominial deve ser respeitada e em toda sua duração é importantíssimo ser cauteloso quanto à transparência e idoneidade, evitando assim, impugnações ou discussões judiciais.

Convocação geral: através de meios de comunicação remota, os condomínios deverão informar da ação, incluindo tudo sobre as etapas da sua realização, utilização, escolha das ferramentas, até a forma de manifestação do condômino e a aprovação de mudanças. A organização é fundamental para obter sucesso e produtividade.

Papéis previamente designados e votação: apesar da não obrigatoriedade, o modelo tecnológico organiza-se melhor com a designação eleitoral de um presidente e um secretário para a assembleia, desde que os mesmos obtenham meios concretos de acesso à plataforma escolhida. Essas atribuições são mais favorecidas com o apoio de um controller (coordenador digital), que com total domínio do software, facilita contagem de votos bem como controla a condução e fluxo das informações recebidas.

Escolha correta de plataforma: sua seleção deve garantir segurança identitária, administrativa e judiciária acerca de todos presentes. O software utilizado, sem exceções, precisa dar oportunidade de voto e manifestação para todos condôminos presentes, validando sua participação na assembleia. 

Uma boa opção é o Zoom, programa online para reuniões que viu seu número de usuários pular de 10 milhões em dezembro de 2019 para mais de 200 milhões em abril de 2020. Com vídeo de alta qualidade, permite até 1000 participantes, compartilhamento de tela e informações, recursos de colaboração e gravação de tudo na nuvem.

 

Durante esse período de isolamento e incertezas, é importante voltar-se aos meios tecnológicos legais para as decisões condominiais. Com a certeza de acessibilidade geral e uma maior participação comunitária nas deliberações do local, os gestores e administradoras saem mais convictos sobre as decisões tomadas. 

Aqui, na Zirtaeb, sempre que necessário nos encontramos digitalmente pelo Zoom com síndicos e procuramos solucionar os problemas e necessidades que atingem o condomínio. Não hesite em nos contatar e agendar potenciais reuniões online, pois mesmo distantes fisicamente, estamos sempre próximos de você.

 

Fontes: Estadão; Altairtavares; ABADI.

06/07/2020 – Quarentena no condomínio: Como cuidar da manutenção

Nesta quarentena, as obras em condomínios estão suspensas, porém, é preciso uma continuidade das manutenções importantes e emergenciais, devendo postergar apenas as não prioritárias. As reparações diárias, como a limpeza, não só devem continuar, como devem ser ampliadas.

Vale ressaltar, que as manutenções diárias, como a limpeza, não só devem continuar, mas devem ser ampliadas.

Veja a seguir como diferenciar uma manutenção emergencial e como funcionários e os profissionais terceirizados devem agir no condomínio de forma segura.

 

Na quarentena, só deve ser realizada manutenção emergencial?

A manutenção emergencial é aquela que não pode esperar, pois traz dano ao imóvel e coloca em risco a segurança dos usuários.

Entram nesse perfil obras relacionadas a vazamento de água, gás, elétrica e elevadores, entre outros. O que é importante precisa ser efetuado. Não é possível deixar de fazer os procedimentos de manutenção, principalmente os de caráter emergencial.

O que não for importante ou estiver relacionado à melhoria dos ambientes deve ser adiado.

 

Obras durante o período de quarentena no condomínio

Em relação às obras, segue a regra de que só deve fazer aquelas emergenciais e que comprometam o bem comum. As obras que não têm emergência devem ser suspensas, sejam elas da área comum ou das unidades.

Até as obras dos apartamentos que não estejam enquadradas como emergenciais devem ser bloqueadas pelo síndico, inclusive, amparada pelo Projeto de Lei 1179/2020.

As manutenções preventivas para o elevador, gerador, entre outros não pode esperar, pois afetam diretamente o funcionamento adequado do condomínio e pode colocar em risco a segurança de todos. E devem ser feitas com a ajuda de profissionais especializados e, claro, estes devem seguir todas as regras para prevenção ao Covid-19.

 

Manutenção do elevador

A manutenção dos elevadores, sem dúvida, é uma das obras que deve ser considerada de emergência durante o período de quarentena nos condomínios. Além da desinfecção, que deve ser constante, a manutenção desse equipamento não pode parar, pois se enquadra no rol dos serviços essenciais e não estão em quarentena.

O SECIESP, Sindicato das Empresas de Conservação, Manutenção e Instalação de Elevadores do Estado de São Paulo, em conjunto com a ABEEL, Associação Brasileira das Empresas de Elevadores, elaboraram uma cartilha com dicas de uso dos elevadores nas edificações como medidas preventivas à pandemia do Coronavírus.

 

Limpeza na quarentena

A limpeza deve ser intensificada no período de quarentena.

Um dos pontos de maior atenção no que diz respeito à manutenção é a limpeza e higienização das áreas comuns, principalmente nas áreas de acessos diários dos moradores como portões de entrada do edifício, acesso as garagens, elevadores, halls dos andares, maçanetas, além dos corrimãos. Outro ponto importante é a disponibilidade de álcool gel nas áreas de circulação.

Outra medida que pode ser adotada, visando evitar ao máximo a circulação de pessoas pelo condomínio, diz respeito a coleta do lixo. Em muitos casos o recolhimento era de responsabilidade do próprio condômino, mas em alguns condomínios, passou a ser realizada pelos funcionários em horário pré-determinado. Assim, apenas as pessoas devidamente equipadas circulam pelo condomínio diminuindo ou evitando qualquer tipo de contágio.

 

Cuidados com funcionários e prestadores de serviços

Caso a obra seja considerada emergencial e tenha mesmo que acontecer é necessário que os profissionais do condomínio ou terceirizados sigam orientações e cuidados para que evitar a contaminação das pessoas e para a própria segurança.

Entre as orientações sugeridas pela Coordenadoria de Vigilância em Saúde, da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo estão:

 

-Utilização EPIs, equipamento de proteção individual, como máscaras e luvas;

-Disponibilizar para uso dos funcionários local para lavagem frequente das mãos com sabonete líquido e toalhas de papel descartável;

-Disponibilizar álcool gel para uso dos funcionários em pontos estratégicos de fácil acesso;

-Desinfetar equipamentos;

-Manter a ventilação natural do ambiente de trabalho sempre que possível.

 

Todas essas orientações devem ser seguidas não só na manutenção do condomínio, mas também nas unidades de cada condômino. A mudança de hábitos e a adoção desses cuidados mínimos podem ajudar na contenção da pandemia e manter a saúde de todos que, por conta da atividade, muitas vezes, não podem se manter em casa, em isolamento social.

Fonte: Viva o Condomínio

26/06/2020 – Precauções na convivência com infectados pela Covid-19

O cenário ideal para uma pessoa contaminada é o de ausência completa de contato físico com outros. Entretanto, o que fazer quando ela divide casa com terceiros? Confira os cuidados necessários para evitar possíveis infecções:

 

1 – Como permanecer isolado em casa?

 

É conveniente dispor de um quarto exclusivo para ela, sendo recomendável o não compartilhamento de banheiro. Evitar, na medida do possível, estar com o paciente em outros cômodos da casa, mantendo pelo menos um metro de distância.

– Colocar o lixo do paciente em uma lata com tampa dotada de um saco em seu interior com fecho hermético;

– Garantir uma boa ventilação e uma janela com acesso à rua;

– Para minimizar o contato, o paciente tentará se comunicar com o resto dos parentes ou coabitantes por meio do telefone celular;

– Limitar a circulação pela casa a situações estritamente necessárias;

– Ao sair da sala, recomenda-se o uso de máscara e uma correta higiene das mãos com água e sabão ou um desinfetante à base de álcool.

 

2 – Como limpar a casa?

 

É imprescindível realizar uma limpeza diária completa para evitar novas infecções. Atenção especial deve ser dada às superfícies em que a pessoa infectada possa ter tocado.

– A pessoa responsável pela limpeza deve usar máscara e luvas;

– Para a limpeza, deve ser usada uma solução de água sanitária: uma parte do desinfetante para cada 49 de água;

– Limpar diariamente todas as superfícies de contato frequente: maçanetas, mesas, interruptores, torneiras, vasos sanitários, telefones e teclados;

– A louça e os utensílios devem ser lavados com água quente e sabão, de preferência em uma máquina de lavar louça para alcançar os 60 °C;

– A roupa do paciente pode ser lavada separadamente com o detergente habitual em uma temperatura entre 60.º e 90 °C. Deixar secar totalmente.

 

3 – O que deve ser feito com os resíduos?

 

Um tratamento correto dos restos gerados pode evitar possíveis contágios. É essencial usar elementos de limpeza descartáveis, isolar corretamente o lixo em um saco plástico e fazer uma higiene pessoal completa depois do tratamento desses resíduos.

– Jogar as luvas e a máscara no lixo e lavar as mãos em seguida;

– O lixo deve estar dentro de um saco plástico fechado;

– A toalha da pessoa infectada deve ser usada uma única vez e colocada em um balde específico.

 

Fonte: Prefeitura de São Simão

 

16/06/2020 – Secovi Rio e Cedae simplificam o parcelamento das contas

Dentre as diversas medidas temporárias de enfrentamento ao novo coronavírus, o Governo Estadual editou decretos, autorizando a CEDAE a prorrogar o vencimento das faturas relacionadas ao consumo de água e tratamento de esgoto dos meses de março a junho de 2020, em 60 (sessenta) dias após da data originalmente estabelecida como vencimento. Bem como, facultou ao usuário o parcelamento das faturas, dentro do exercício financeiro de 2020.

 

Posteriormente, o Governo do Estado sancionou a Lei nº 8.769/20, vedando a interrupção de serviços essenciais por falta de pagamento, pelas concessionárias de serviços públicos, assim como determinou que o débito consolidado durante as medidas restritivas não poderão ensejar a interrupção do serviço, devendo ser cobrado pelas vias próprias, sendo vedadas a cobrança de juros e multa.

 

A Cedae implementou essas medidas, conforme se verifica das informações constantes no seu portal (https://www.cedae.com.br/covid).

 

Em situações normais, o pedido de parcelamento deveria ser feito pessoalmente em uma das agências da Cedae. Contudo, em virtude da pandemia do novo coronavírus, o atendimento presencial nas agências está suspenso, devendo os contatos serem feitos através da Central de Atendimento 0800 2821 195, Canal Surdo-mudo 0800 2823 059.

 

O Secovi Rio, objetivando auxiliar os síndicos dos condomínios e as administradoras nessa empreitada, oficiou o presidente da Cedae com o intuito de encontrar uma forma alternativa mais prática e dinâmica para a formalização desse parcelamento, ocasião em que também solicitou a imediata suspensão das ameaças de corte e cobrança de multa por atraso no pagamento, já identificadas em algumas contas.

 

Independentemente dessa medida, cujo resultado pode demandar algum tempo, é importante que o usuário (consumidor), formalize o pedido de parcelamento junto a Cedae. Caso encontre algum óbice nesse atendimento, solicitamos que nos informem a dificuldade encontrada com o envio do protocolo, registro de reclamação ou qualquer outro documento hábil que a comprove, para que com informações documentadas possamos reclamar junto à CEDAE em nome do nosso setor.

 

Fonte: Secovi Rio

15/06/2020 – Como executar serviços condominiais durante a pandemia

RIO – Em época de pandemia, muitos condomínios têm proibido a entrada de prestadores de serviço no prédio para evitar o aumento da circulação de pessoas pelas áreas comuns. No entanto, há algumas leis que obrigam a execução de serviços dentro de um determinado período de tempo, já que são preventivos. Permitir ou não permitir? Eis a questão para muitos administradores.

 

Bruno Gouveia, síndico profissional, lembra que há serviços preventivos obrigatórios, exigidos por lei, que devem ser feitos no prazo solicitado. É o caso da manutenção do sistema de combate a incêndio, da manutenção e do relatório anual de inspeção dos elevadores e, ainda, da limpeza dos reservatórios de água.

 

— Conforme previsto na Lei 8.808/20 (sancionada no início de maio pelo governador Wilson Witzel), os edifícios podem proibir as obras não emergências. Contudo, existem alguns serviços que são preventivos e obrigatórios, amparados por legislação. A entrada deve ser permitida, desde que os prestadores de serviços estejam utilizando equipamentos de proteção e cumpram os procedimentos de higienização estabelecidos pelo empreendimento para conter a disseminação do vírus.

 

No início do ano, com a contaminação da água fornecida pela Cedae, a orientação era de que os síndicos postergassem a limpeza da caixa d’água. Logo depois, veio a disseminação do coronavírus e a necessidade de isolamento social e o serviço, novamente, foi adiado em muitos condomínios. Foi o caso de um prédio residencial da Zona Sul.

 

— A última limpeza da caixa d’água foi em maio do ano passado. Seis meses depois, cumprindo o prazo legal, já estava com a limpeza agendada para dezembro quando houve uma grande falta d’água na cidade, bem naquela semana. Remarcamos para janeiro e veio a geosmina… Não fazia sentido limpar a caixa e reencher com aquela água insalubre. Em março, a qualidade da água melhorou e reagendamos a limpeza. Aí foi a vez do coronavírus. Não me sinto segura em trazer alguém de fora para mexer na nossa água neste momento de grande contágio da doença — conta a síndica, que prefere não se identificar.

 

Paulo Codeço, supervisor da Precisão Empreendimentos Imobiliários, salienta que mesmo com a pandemia não existe uma proibição da realização da limpeza dos reservatórios nos condomínios, sendo necessário apenas o uso de roupa apropriada, uso de máscara, luva e bota de borracha. Tudo esterilizado:

 

— A impermeabilização é responsável pelo desempenho do reservatório onde a água é armazenada; a higienização é responsável pela limpeza e desinfecção da água, portanto efetuar esses serviços é de extrema importância para manter a qualidade da água utilizada para o consumo dos condôminos.

 

Ele salienta que é preciso procurar empresa preparada e especializada para realização de limpeza de caixa d’água, sempre em cumprimento a normas impostas pelo Inea:

 

— Após a limpeza, o síndico deve exigir que seja feita coleta de água para análise bacteriológica, com o objetivo de fornecer dados que indiquem que a água está potável e, após o resultado, solicitar certificado para afixar no quadro de avisos do condomínio. Os funcionários devem estar com equipamento de proteção

 

Reservatórios, extintores e dedetização

 

Segundo recomendação da Anvisa, a limpeza dos reservatórios deve ser feita semestralmente, ou seja, a cada 180 dias (ou após a realização de obras no depósito de água). Os extintores e mangueiras devem passar por revisão a cada 12 meses.

 

O síndico tem o poder de realizar a contratação de prestadores de serviços, autorizar a execução e manutenção dos itens que primam pela saúde e segurança dos condôminos, afirma Bruno Gouveia, síndico profissional da Cipa.

 

— Em caso de sinistro por falta de manutenção, o síndico será responsabilizado civil e criminalmente por todas as ações não tomadas, seja por imprudência, negligência ou imperícia — explica ele.

 

Outro serviço que não deve ser esquecido em tempo de pandemia é a dedetização, que deve ser feita a cada seis meses. Um serviço que vem sendo muito utilizado é a sanitização, modalidade recente de higienização de áreas comuns, lembra Maria Saldanha, coordenadora de gestão predial:

 

— Prestadores de serviço de manutenção essencial têm autorização para trânsito em numero reduzido a fim de minimizar os riscos.

 

Fonte: EXTRA