06/07/2020 – Quarentena no condomínio: Como cuidar da manutenção

Nesta quarentena, as obras em condomínios estão suspensas, porém, é preciso uma continuidade das manutenções importantes e emergenciais, devendo postergar apenas as não prioritárias. As reparações diárias, como a limpeza, não só devem continuar, como devem ser ampliadas.

Vale ressaltar, que as manutenções diárias, como a limpeza, não só devem continuar, mas devem ser ampliadas.

Veja a seguir como diferenciar uma manutenção emergencial e como funcionários e os profissionais terceirizados devem agir no condomínio de forma segura.

 

Na quarentena, só deve ser realizada manutenção emergencial?

A manutenção emergencial é aquela que não pode esperar, pois traz dano ao imóvel e coloca em risco a segurança dos usuários.

Entram nesse perfil obras relacionadas a vazamento de água, gás, elétrica e elevadores, entre outros. O que é importante precisa ser efetuado. Não é possível deixar de fazer os procedimentos de manutenção, principalmente os de caráter emergencial.

O que não for importante ou estiver relacionado à melhoria dos ambientes deve ser adiado.

 

Obras durante o período de quarentena no condomínio

Em relação às obras, segue a regra de que só deve fazer aquelas emergenciais e que comprometam o bem comum. As obras que não têm emergência devem ser suspensas, sejam elas da área comum ou das unidades.

Até as obras dos apartamentos que não estejam enquadradas como emergenciais devem ser bloqueadas pelo síndico, inclusive, amparada pelo Projeto de Lei 1179/2020.

As manutenções preventivas para o elevador, gerador, entre outros não pode esperar, pois afetam diretamente o funcionamento adequado do condomínio e pode colocar em risco a segurança de todos. E devem ser feitas com a ajuda de profissionais especializados e, claro, estes devem seguir todas as regras para prevenção ao Covid-19.

 

Manutenção do elevador

A manutenção dos elevadores, sem dúvida, é uma das obras que deve ser considerada de emergência durante o período de quarentena nos condomínios. Além da desinfecção, que deve ser constante, a manutenção desse equipamento não pode parar, pois se enquadra no rol dos serviços essenciais e não estão em quarentena.

O SECIESP, Sindicato das Empresas de Conservação, Manutenção e Instalação de Elevadores do Estado de São Paulo, em conjunto com a ABEEL, Associação Brasileira das Empresas de Elevadores, elaboraram uma cartilha com dicas de uso dos elevadores nas edificações como medidas preventivas à pandemia do Coronavírus.

 

Limpeza na quarentena

A limpeza deve ser intensificada no período de quarentena.

Um dos pontos de maior atenção no que diz respeito à manutenção é a limpeza e higienização das áreas comuns, principalmente nas áreas de acessos diários dos moradores como portões de entrada do edifício, acesso as garagens, elevadores, halls dos andares, maçanetas, além dos corrimãos. Outro ponto importante é a disponibilidade de álcool gel nas áreas de circulação.

Outra medida que pode ser adotada, visando evitar ao máximo a circulação de pessoas pelo condomínio, diz respeito a coleta do lixo. Em muitos casos o recolhimento era de responsabilidade do próprio condômino, mas em alguns condomínios, passou a ser realizada pelos funcionários em horário pré-determinado. Assim, apenas as pessoas devidamente equipadas circulam pelo condomínio diminuindo ou evitando qualquer tipo de contágio.

 

Cuidados com funcionários e prestadores de serviços

Caso a obra seja considerada emergencial e tenha mesmo que acontecer é necessário que os profissionais do condomínio ou terceirizados sigam orientações e cuidados para que evitar a contaminação das pessoas e para a própria segurança.

Entre as orientações sugeridas pela Coordenadoria de Vigilância em Saúde, da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo estão:

 

-Utilização EPIs, equipamento de proteção individual, como máscaras e luvas;

-Disponibilizar para uso dos funcionários local para lavagem frequente das mãos com sabonete líquido e toalhas de papel descartável;

-Disponibilizar álcool gel para uso dos funcionários em pontos estratégicos de fácil acesso;

-Desinfetar equipamentos;

-Manter a ventilação natural do ambiente de trabalho sempre que possível.

 

Todas essas orientações devem ser seguidas não só na manutenção do condomínio, mas também nas unidades de cada condômino. A mudança de hábitos e a adoção desses cuidados mínimos podem ajudar na contenção da pandemia e manter a saúde de todos que, por conta da atividade, muitas vezes, não podem se manter em casa, em isolamento social.

Fonte: Viva o Condomínio

26/06/2020 – Precauções na convivência com infectados pela Covid-19

O cenário ideal para uma pessoa contaminada é o de ausência completa de contato físico com outros. Entretanto, o que fazer quando ela divide casa com terceiros? Confira os cuidados necessários para evitar possíveis infecções:

 

1 – Como permanecer isolado em casa?

 

É conveniente dispor de um quarto exclusivo para ela, sendo recomendável o não compartilhamento de banheiro. Evitar, na medida do possível, estar com o paciente em outros cômodos da casa, mantendo pelo menos um metro de distância.

– Colocar o lixo do paciente em uma lata com tampa dotada de um saco em seu interior com fecho hermético;

– Garantir uma boa ventilação e uma janela com acesso à rua;

– Para minimizar o contato, o paciente tentará se comunicar com o resto dos parentes ou coabitantes por meio do telefone celular;

– Limitar a circulação pela casa a situações estritamente necessárias;

– Ao sair da sala, recomenda-se o uso de máscara e uma correta higiene das mãos com água e sabão ou um desinfetante à base de álcool.

 

2 – Como limpar a casa?

 

É imprescindível realizar uma limpeza diária completa para evitar novas infecções. Atenção especial deve ser dada às superfícies em que a pessoa infectada possa ter tocado.

– A pessoa responsável pela limpeza deve usar máscara e luvas;

– Para a limpeza, deve ser usada uma solução de água sanitária: uma parte do desinfetante para cada 49 de água;

– Limpar diariamente todas as superfícies de contato frequente: maçanetas, mesas, interruptores, torneiras, vasos sanitários, telefones e teclados;

– A louça e os utensílios devem ser lavados com água quente e sabão, de preferência em uma máquina de lavar louça para alcançar os 60 °C;

– A roupa do paciente pode ser lavada separadamente com o detergente habitual em uma temperatura entre 60.º e 90 °C. Deixar secar totalmente.

 

3 – O que deve ser feito com os resíduos?

 

Um tratamento correto dos restos gerados pode evitar possíveis contágios. É essencial usar elementos de limpeza descartáveis, isolar corretamente o lixo em um saco plástico e fazer uma higiene pessoal completa depois do tratamento desses resíduos.

– Jogar as luvas e a máscara no lixo e lavar as mãos em seguida;

– O lixo deve estar dentro de um saco plástico fechado;

– A toalha da pessoa infectada deve ser usada uma única vez e colocada em um balde específico.

 

Fonte: Prefeitura de São Simão

 

16/06/2020 – Secovi Rio e Cedae simplificam o parcelamento das contas

Dentre as diversas medidas temporárias de enfrentamento ao novo coronavírus, o Governo Estadual editou decretos, autorizando a CEDAE a prorrogar o vencimento das faturas relacionadas ao consumo de água e tratamento de esgoto dos meses de março a junho de 2020, em 60 (sessenta) dias após da data originalmente estabelecida como vencimento. Bem como, facultou ao usuário o parcelamento das faturas, dentro do exercício financeiro de 2020.

 

Posteriormente, o Governo do Estado sancionou a Lei nº 8.769/20, vedando a interrupção de serviços essenciais por falta de pagamento, pelas concessionárias de serviços públicos, assim como determinou que o débito consolidado durante as medidas restritivas não poderão ensejar a interrupção do serviço, devendo ser cobrado pelas vias próprias, sendo vedadas a cobrança de juros e multa.

 

A Cedae implementou essas medidas, conforme se verifica das informações constantes no seu portal (https://www.cedae.com.br/covid).

 

Em situações normais, o pedido de parcelamento deveria ser feito pessoalmente em uma das agências da Cedae. Contudo, em virtude da pandemia do novo coronavírus, o atendimento presencial nas agências está suspenso, devendo os contatos serem feitos através da Central de Atendimento 0800 2821 195, Canal Surdo-mudo 0800 2823 059.

 

O Secovi Rio, objetivando auxiliar os síndicos dos condomínios e as administradoras nessa empreitada, oficiou o presidente da Cedae com o intuito de encontrar uma forma alternativa mais prática e dinâmica para a formalização desse parcelamento, ocasião em que também solicitou a imediata suspensão das ameaças de corte e cobrança de multa por atraso no pagamento, já identificadas em algumas contas.

 

Independentemente dessa medida, cujo resultado pode demandar algum tempo, é importante que o usuário (consumidor), formalize o pedido de parcelamento junto a Cedae. Caso encontre algum óbice nesse atendimento, solicitamos que nos informem a dificuldade encontrada com o envio do protocolo, registro de reclamação ou qualquer outro documento hábil que a comprove, para que com informações documentadas possamos reclamar junto à CEDAE em nome do nosso setor.

 

Fonte: Secovi Rio

15/06/2020 – Como executar serviços condominiais durante a pandemia

RIO – Em época de pandemia, muitos condomínios têm proibido a entrada de prestadores de serviço no prédio para evitar o aumento da circulação de pessoas pelas áreas comuns. No entanto, há algumas leis que obrigam a execução de serviços dentro de um determinado período de tempo, já que são preventivos. Permitir ou não permitir? Eis a questão para muitos administradores.

 

Bruno Gouveia, síndico profissional, lembra que há serviços preventivos obrigatórios, exigidos por lei, que devem ser feitos no prazo solicitado. É o caso da manutenção do sistema de combate a incêndio, da manutenção e do relatório anual de inspeção dos elevadores e, ainda, da limpeza dos reservatórios de água.

 

— Conforme previsto na Lei 8.808/20 (sancionada no início de maio pelo governador Wilson Witzel), os edifícios podem proibir as obras não emergências. Contudo, existem alguns serviços que são preventivos e obrigatórios, amparados por legislação. A entrada deve ser permitida, desde que os prestadores de serviços estejam utilizando equipamentos de proteção e cumpram os procedimentos de higienização estabelecidos pelo empreendimento para conter a disseminação do vírus.

 

No início do ano, com a contaminação da água fornecida pela Cedae, a orientação era de que os síndicos postergassem a limpeza da caixa d’água. Logo depois, veio a disseminação do coronavírus e a necessidade de isolamento social e o serviço, novamente, foi adiado em muitos condomínios. Foi o caso de um prédio residencial da Zona Sul.

 

— A última limpeza da caixa d’água foi em maio do ano passado. Seis meses depois, cumprindo o prazo legal, já estava com a limpeza agendada para dezembro quando houve uma grande falta d’água na cidade, bem naquela semana. Remarcamos para janeiro e veio a geosmina… Não fazia sentido limpar a caixa e reencher com aquela água insalubre. Em março, a qualidade da água melhorou e reagendamos a limpeza. Aí foi a vez do coronavírus. Não me sinto segura em trazer alguém de fora para mexer na nossa água neste momento de grande contágio da doença — conta a síndica, que prefere não se identificar.

 

Paulo Codeço, supervisor da Precisão Empreendimentos Imobiliários, salienta que mesmo com a pandemia não existe uma proibição da realização da limpeza dos reservatórios nos condomínios, sendo necessário apenas o uso de roupa apropriada, uso de máscara, luva e bota de borracha. Tudo esterilizado:

 

— A impermeabilização é responsável pelo desempenho do reservatório onde a água é armazenada; a higienização é responsável pela limpeza e desinfecção da água, portanto efetuar esses serviços é de extrema importância para manter a qualidade da água utilizada para o consumo dos condôminos.

 

Ele salienta que é preciso procurar empresa preparada e especializada para realização de limpeza de caixa d’água, sempre em cumprimento a normas impostas pelo Inea:

 

— Após a limpeza, o síndico deve exigir que seja feita coleta de água para análise bacteriológica, com o objetivo de fornecer dados que indiquem que a água está potável e, após o resultado, solicitar certificado para afixar no quadro de avisos do condomínio. Os funcionários devem estar com equipamento de proteção

 

Reservatórios, extintores e dedetização

 

Segundo recomendação da Anvisa, a limpeza dos reservatórios deve ser feita semestralmente, ou seja, a cada 180 dias (ou após a realização de obras no depósito de água). Os extintores e mangueiras devem passar por revisão a cada 12 meses.

 

O síndico tem o poder de realizar a contratação de prestadores de serviços, autorizar a execução e manutenção dos itens que primam pela saúde e segurança dos condôminos, afirma Bruno Gouveia, síndico profissional da Cipa.

 

— Em caso de sinistro por falta de manutenção, o síndico será responsabilizado civil e criminalmente por todas as ações não tomadas, seja por imprudência, negligência ou imperícia — explica ele.

 

Outro serviço que não deve ser esquecido em tempo de pandemia é a dedetização, que deve ser feita a cada seis meses. Um serviço que vem sendo muito utilizado é a sanitização, modalidade recente de higienização de áreas comuns, lembra Maria Saldanha, coordenadora de gestão predial:

 

— Prestadores de serviço de manutenção essencial têm autorização para trânsito em numero reduzido a fim de minimizar os riscos.

 

Fonte: EXTRA

02/06/2020 – Cuidados essenciais no Condomínio durante Pandemia

Técnico em manutenção sugere que síndicos façam um ‘checklist’ para verificar equipamentos, como bombas e elevadores, e as principais instalações dos prédios.

Com o objetivo de diminuir o avanço do coronavírus, muitos condomínios do Rio fecharam suas áreas de uso comum. Entretanto, não é aconselhado um abandono de cuidado com elas ou com instalações que ficam isoladas, como bombas e instalações de gás.

Depois de mais de dois meses fechadas é preciso ficar atento à manutenção para evitar problemas ainda maiores.

Mesmo com fluxo menor de moradores no prédio, alguns equipamentos requerem cuidados específicos, como destaca o gerente de negócios, Alan Galvão.

“Muitos equipamentos, quando permanecem fora de uso, se deterioram e podem ficar danificados a ponto de terem que ser substituídos”, explica Galvão.

Galvão lembra que peças como bombas de piscina, maquinário das saunas, esteiras, geradores e aparelhos de ar-condicionado, mesmo que não estejam sendo utilizados, precisam ser ligados de vez em quando.

Já a gerente de condomínios Arlete Fernandes, diz que a última orientação que passou aos síndicos foi a suspender qualquer obra que não seja emergencial.

“Os síndicos dos 40 prédios que administro estão bem tranquilos e conscientes. Fecharam os espaços de lazer, como piscinas que foram tratadas e cobertas. E os porteiros-chefes e zeladores ficam encarregados de colocar equipamentos, como os aparelhos de ar-condicionado dos salões de festa para funcionar durante 15 minutos diariamente. Todo mundo está muito atento aos cuidados com os equipamentos, até porque as empresas de manutenção também reduziram o ritmo de trabalho por causa do coronavírus”, disse Arlete.

Para que nenhum cantinho do condomínio seja esquecido durante o isolamento social, o especialista em manutenção Jorge Santos sugere que síndicos façam um ‘checklist’ para verificar equipamentos e as principais instalações dos prédios.

Confira abaixo o que merece atenção especial:

Gás – os casos de vazamento acontecem, em geral, nas áreas privativas;

Elevador – além da atenção em relação à limpeza e à desinfecção de painéis e botões, também deve ser feita a manutenção dos componentes elétricos e mecânicos;

Combate a incêndio – a validade de extintores e mangueiras deve ser sempre verificada;

Gerador de energia – também merece cuidado, pois deve atender o condomínio de forma contínua e eficaz, sem interrupções;

Portões, alarmes e circuito fechado de TV – equipamentos essenciais precisam estar sempre em dia para não comprometer a segurança do condomínio;

Caixas de gordura e esgoto – a limpeza deve ser intensificada já que as pessoas estão por mais tempo em casa, o que aumenta os resíduos;

Limpeza de reservatório de água – é importante a verificação da vedação das tampas das caixas d’água e cisterna para evitar a entrada de sujeira ou insetos que contaminem a água;

Bombas – fazer o revezamento garante o abastecimento dos reservatórios e cisternas até os pontos de consumo, evita alagamentos de garagens pelo lençol freático, elimina vazamento de esgoto e proliferação de insetos;

Manutenção das válvulas redutoras de pressão – dispositivo que regula a pressão d’água nas tubulações hidráulicas e elimina a possibilidade de vazamento ou rompimento por alta pressão.

 

Manutenção de elevadores e jardins

 

A síndica Patrícia Faria, do Edifício Presidente Penna, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, pensou em manter o elevador de serviço desligado para reduzir custos, mas a medida não deu certo.

 

“Os elevadores são muito antigos e começaram a dar problema. O elevador de serviço era desligado às 22h e religado às 6h. Só que na hora de religar, ele dava defeito e tinha de chamar a manutenção. Percebemos que era melhor deixá-lo ligado do que ter aquele entra e sai de técnicos circulando pelo prédio, nesse momento de isolamento social”, disse Patrícia, que diz que desde o início da pandemia higieniza até as bolsas dos entregadores para evitar o contágio no prédio.

 

No Edifício Garanhuns, em Laranjeiras, também na Zona Sul, a síndica Adriana Lorete suspendeu as obras que estavam previstas na cisterna e na tubulação de esgoto, na garagem. O parquinho para as crianças foi fechado, mas ela manteve a manutenção do jardim.

 

“Não é um serviço essencial, mas tem uma senhora que desce todos os dias para pegar sol. Outros moradores passeiam com o cachorro em horários diferentes, então mantivemos o jardineiro, que mantém a área limpa e cuidada. Não dispensamos nenhum funcionário, até porque o trabalho aumentou. Todos os dias os corredores, os faxineiros passam pano com água sanitária e borrifam álcool nos três elevadores, na escadaria da entrada, no hall e corredores e escadas dos 13 andares do prédio”, disse Adriana, que fez uma escala de 12 horas de serviço por 36 horas de descanso para que eles não precisem trabalhar diariamente.

 

Além da distribuição de Equipamentos de Proteção Individual para os funcionários do condomínio e da disponibilização de álcool 70° e em gel na portaria e nos acessos ao prédio, tanto Patrícia quanto Adriana tiveram de aprender a lidar com problemas que surgiram após a quarentena.

 

Como os restaurantes das ruas próximas ao prédio de Patrícia fecharam, os ratos passaram a invadir a lixeira do edifício, em busca de comida. Ela teve de providenciar serviços de dedetização e desratização de emergência. A pandemia também trouxe outro tipo de inconveniente para a portaria.

 

“Aqui em Copacabana tem muito botequinho funcionando e parece que as pessoas estão bebendo mais. As brigas aqui nas redondezas aumentaram e a gente teve de contratar um vigia para evitar as arruaças e aglomerações aqui na porta”, contou Patrícia.

 

No Garanhuns, Adriana usou da criatividade para evitar a entrada de entregadores. As encomendas já pagas pela internet são recebidas pelo porteiro – de luvas e máscara – e colocadas numa mesinha de armar instalada num dos três elevadores. No caso de entregas mais volumosas, de supermercados, o porteiro pega as encomendas num carrinho que fica na garagem e despacha pelo elevador.

 

“O elevador também funcionava como quadro de aviso, onde os moradores eram informados sobre o que acontecia no condomínio. Como agora a frequência no elevador é bem menor, criei um grupo do condomínio no Whatsapp e todo mundo é informado sem precisar correr riscos”, conclui Adriana.

 

Fonte: G1

01/06/2020 – Visite o Theatro Municipal do Rio gratuitamente pela Internet

Pelo site, visitantes vão poder conhecer a construção por dentro e saber mais sobre a história do prédio.

 

A partir desta segunda-feira (1), o Theatro Municipal do Rio de Janeiro oferece uma visita guiada pela internet para que os visitantes possam conhecer o interior da construção e entender um pouco mais sobre a história de um dos palcos mais tradicionais do país.

 

A medida foi a estratégia adotada pelo museu para dar continuidade às visitas guiadas, que atraíam cerca de 600 pessoas por semana, antes da pandemia.

 

Para fazer o tour virtual, basta acessar o site do Theatro Municipal e acompanhar a programação, que é gratuita.

 

A visita começa no Salão Assyrio, onde já foram realizadas muitas festas. Em seguida, o visitante acompanha a guia até a sala de espetáculos, com 2,3 mil lugares. Depois, o visitante sobe virtualmente as escadas e pode ver os vitrais e afrescos nas paredes.

 

“Uma visita como se a pessoa que está visitando fosse a câmera que está entrando pelo Theatro. E eu acho que é uma oportunidade para todo mundo que está fora do Rio e, mesmo quem está dento do Rio de Janeiro, em tempos de isolamento, poder visitar o Theatro Municipal”, diz Aldo Mussi, presidente do Theatro Municipal do RJ.

 

Os artistas do Theatro também encontraram um jeito de continuar mantendo contato com o público. Por meio de vídeos, eles mostram como estão se preparando para voltar aos palcos, e os visitantes podem acompanhar os momentos de estudo dos artistas em casa.

 

Fonte: G1

29/05/2020 – Crianças e Home Office: Adaptações que trazem harmonia ao lar

O “novo normal” que será vivido pós-pandemia da Covid-19 impactará também a vida das crianças. Com mais tempo em casa, a difícil tarefa em manter os pequenos ocupados com atividades além eletrônicos se tornará permanente.

 

Assim como a criação de uma rotina, é superimportante para as crianças a organização do espaço delas, pois a permanência delas em casa se tornou um desafio para os pequenos e para os pais, que precisam alinhar a educação dos filhos, brincadeiras e entretenimento com o home office.

 

O escritório Go Up Arquitetura, especializado em soluções para reformas, percebeu o aumento na demanda de adaptações de casas e apartamentos nos últimos meses, desde o começo da quarentena, através de um trabalho que chamam de Fast Decor, onde o escritório projeta intervenções e melhorias no espaço daquele lar, e os clientes fazem as transformações em casa, coordenados à distância.

 

“Tivemos um aumento de 50% na busca por esse tipo de projeto, inclusive para apartamentos com crianças. Como as pessoas não saem de casa, muitas buscam maneiras de adaptação a baixo custo, criativas e que elas mesmo possam fazer. Inclusive, podemos incluir a atividade com a criançada, que adora”, revela Juliana Silva, arquiteta e sócia da Go Up Arquitetura, de São Paulo.

 

Como sugestão, as arquitetas da Go Up Arquitetura Amanda Mori e Juliana C. Silva, sugerem algumas ações que podem ser feitas e adequar espaços para os pais em home office e a criançada em home schooling. “As dicas são fáceis de implementar e podem ser feitas por quem mora em casa ou apartamento, mesmo que pequeno. Um profissional de arquitetura pode projetar a melhor forma de adaptação e indicar os móveis e utilidades e até mesmo os melhores locais para encontrá-los com facilidade”, explica Amanda Mori, sócia da Go Up Arquitetura e responsável por projetos.

 

Essas dicas são muito fáceis de implantar e podem ser feitas por quem mora em qualquer tipo de casa ou apartamento, mesmo que pequeno. É só planejar e botar a mão na massa para fazer o “Home Schoooling” e o “Espaço Seguro”

 

Espaço Seguro

 

Durante o Home Office dos pais, como dica, pode-se separar dois ambientes da casa para as atividades e da rotina da criança, enquanto os pais trabalham.  O primeiro deles, seria o “Espaço Seguro”, um ambiente propício para criança ficar por pequenos períodos sem supervisão direta (enquanto os pais estão em uma reunião, por exemplo e não podem ter interrupções), onde ela  poderá criar, desenvolver, estudar, ler e fazer qualquer atividade com autonomia. Segundo Juliana, o ‘Espaço Seguro’ deve ser livre de quinas, móveis fáceis de subir e sem objetos que possam oferecer risco. “Pode ser o quarto da criança ou então uma varanda pequena.

 

O local deve ser claro, preferencialmente de luz natural, organizado e estimulante de atividades individuais como pintar e desenhar, para a criança se divertir sem necessitar de acompanhamento dos pais. Se puderem disponibilizar de uma parede ainda para essa criatividade, melhor ainda. Depois, nada que uma nova “mão de tinta” não resolva”, ressalta a arquiteta da Go Up Arquitetura.

 

Amanda Mori, profissional da Go Up Arquitetura sugere um espaço de trabalho compartilhado – o “Home Schooling”. Este é um ambiente híbrido e funcional. Por exemplo, se os pais estão fazendo Home Office na mesa da sala, é interessante manter um espaço na mesma mesa para a criança fazer suas atividades escolares juntos, com o apoio dos pais quando necessário. ”

 

Caso a criança não tenha idade e altura suficiente para compartilhar uma mesa tamanho adulto, existem diversas mesas e cadeiras infantis que podem ser inseridas neste contexto, e que podem fazer, ainda, parte da decoração da casa, mantendo o ambiente organizado mesmo nas horas de descanso”, revela Mori.

 

 

Fonte: TERRA

25/05/2020 – Home office: saiba quais são os direitos dentro dos condomínios

Hoje os lares são ambiente de home office e local de entretenimento, o bom senso para ambos é o ideal

home office tem sido uma opção para muitos brasileiros. Os condomínios residenciais, neste momento de pandemia, acabaram se tornando também, um ponto comercial para aqueles que estão fazendo trabalho remoto.

Personais Trainers, professores, profissionais liberais, entre tantos outros seguem trabalhando dentro das exigências de cada atividade, mas todos dentro casa.

A conciliação entre as atividades, é o que têm gerado grandes reclamações por parte dos vizinhos, e os síndicos de muitos condomínios estão tentando administrar a situação, haja vista que, um personal trainer, por exemplo, precisa se movimentar, realizar saltos e corridas em casa, enquanto um advogado, requer silêncio para concluir suas atividades.

Home office dicas

Jefferson Franco Rincão, mais conhecido com o DJ Fefo, ele foi convidado por uma empresa para fazer três vezes na semana, das 17:30 da tarde às 19:30 da noite, um happy hour pelo site de conversas Zoom, para que os colaboradores tivessem um momento de confraternização.

Entretanto, alguns vizinhos reclamaram à síndica, que o som vindo da casa do DJ estava muito alto, o que acarretou uma advertência a ele. Porém, até onde vai o limite de som para cada um? Ser DJ é o trabalho do Jefferson e diante deste momento, foi o que salvou a renda familiar.

“Eu o orientei que fizesse uma medição dos barulhos em decibéis para saber se ultrapassava do limite normativo, 55 decibéis de acordo com a NBR 10.151/2000, para o período diurno (7hrs às 20 hrs); pois estando dentro da exigência legal as reclamações não prosperam, e o morador tem direito de exercer suas atividades laborativas da mesma forma que qualquer outro profissional”. conta Sabrina Rui, Advogada em direito imobiliário.

Fefo comenta que, o setor de entretenimento foi o primeiro a parar perante pandemia, e será o último a voltar à normalidade, já que este gera aglomerações. Depois que a empresa o contratou, ele continuou fazendo as lives, e logo após 40 minutos do primeiro dia, o interfone voltou a tocar em sua casa, Jefferson enviou uma mensagem ao porteiro dizendo que estava trabalhando e que acabaria às 19:30 como combinado. No dia seguinte, chegou à notificação para ele, sobre barulho e conversa alta.

“Como é o meu trabalho, as lives foram a solução mais rápida para manter o meu público e contratantes informados. No primeiro ocorrido, em 15 minutos o meu interfone começou a tocar e chegaram mensagens no meu WhatsApp, então parei com o som”.

Sabe-se que tem sido difícil conciliar casa, filhos, home office, entretenimento e a preocupação com a saúde no isolamento, entretanto todos têm o direito de trabalhar.

“A conversa entre síndico e moradores deve ser clara, podendo haver algum acordo sobre os horários que todos estejam avisados que acontecerá mais barulho, fora isso, é necessário a compreensão dos moradores para aqueles que precisem realizar o home office com atividades que possam gerar ruído, afinal estamos todos diante de uma mesma situação, nos mantendo como podemos”. advogada Sabrina finaliza.

Um caso parecido ocorreu também essa semana com o DJ Alok, que convidado pela rede de televisão Globo, realizou uma live em sua casa e obteve reclamações dos vizinhos.

Fonte: Ricmais

21/05/2020 – Vizinhos ajudam-se com troca e venda de itens

Aproximação de comunidade beneficia quem precisa de auxílio

A recomendação de isolamento social afastou amigos e parentes que moram distantes, porém proporcionou a proximidade de vizinhos. Com mais tempo e necessidades, condôminos e moradores unem-se para enfrentar a crise em várias cidades do Brasil.

Um exemplo é o que acontece em um condomínio na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Moradores decidiram vender produtos e fazer serviços para os vizinhos. O bistrô que costuma vender lanches e alguns itens básicos de mercearia, agora, expõe os produtos e divulga trabalhos locais.

– Nós não cobramos nada para expor os produtos dos moradores. Tem artesanato, máscaras de pano, livros, comida e também serviços, que a gente divulga. Nos elevadores e no aplicativo do condomínio também são feitas as propagandas do que os condôminos estão fazendo. Todo mundo acaba ganhando – declarou a funcionária Joyce.

A autônoma Teresa Maciel vende doces e viu a possibilidade de ajudar os moradores realizando entregas. Afirmou ainda que a união vai além.

– A gente tem que se ajudar. Eu faço bolos, por exemplo, e estou vendendo aqui. É bom para conseguir uma renda extra, que preciso. Mas o mais importante é ajudar quem está precisando mais. Uma idosa que precisa fazer compras, alguém que está em falta de um alimento eu vou lá e dou, ou alguém que precisa que cuide das crianças. Minha vizinha da frente está saindo para trabalhar, aí eu ajudo com a filha dela, por exemplo – declarou.

CONTRIBUIÇÃO DA TECNOLOGIA

Além das informações passadas pelos avisos do condomínio ou pelo boca a boca, aplicativos também crescem com o intuito de melhorar a comunicação entre vizinhos. O carioca Guilherme Martins precisava de um ferro de passar emprestado depois do dele ter quebrado. Ele então usou o aplicativo chamado Tem Açúcar? e resolveu a questão.

APOIO A PESSOAS COM COVID-19

A síndica Aline Gama conta que a união entre os moradores é incentivada para melhorar a vida em comunidade. Afirma que os funcionários foram orientados de forma diferenciada para proceder com pessoas que foram diagnosticadas com o novo coronavírus.

– Tivemos um casal que ficou isolado em casa depois do marido testar positivo. Então, fizemos um esquema diferente de retirada de lixo e abastecimento de alimentos para o casal. Eles evitaram passar pelas áreas comuns do prédio e puderam voltar às atividades normais depois de se curarem – relata.

O condomínio repetiu o que foi feito em outros prédios da sua região, como os condomínios Green Coast e West Coast e que são exemplos de outras cidades brasileiras. Baseado nos exemplos dessas comunidades, confira maneiras que vizinhos podem se apoiar durante a crise.

-Compra e venda de produtos feitos pelos moradores;

-Prestar serviços aos vizinhos, como consertos domésticos, faxina ou cuidar de crianças e idosos;

-Oferecer alimentos ou refeições para quem está com falta de suprimentos em casa;

-Aulas particulares para quem está com dificuldades de acompanhar conteúdo de aulas online;

-Oferecer uso do computador e internet para quem não possui em casa;

-Fazer compras e outros serviços na rua para pessoas do grupo de risco.

Fonte: Pleno News

20/05/2020 – Festa em apartamento põe em risco saúde de vizinhos

A isolamento tornou a vida em condomínio mais restrita. Quando o assunto é festa, fatores como o barulho e a presença de convidados externos podem incomodar os vizinhos e gerar riscos para a saúde. Segundo o advogado Rodrigo Karpat, o ideal é adiar festas e comemorações para depois da pandemia.

 

“É um momento crítico, com muita contaminação”, justifica. Neste momento, ele recomenda apostar nas alternativas virtuais e, em casa, limitar a interação com quem mora junto. Caso um morador queira tocar violino na sacada, por exemplo, a mesma ação que relaxaria algumas pessoas, poderia prejudicar outras. Além disso, iniciativas do tipo precisam da autorização do síndico para acontecer.

 

“É necessário ter ponderação e se colocar no lugar do outro. No interior de outras unidades pode ter gente doente, se recuperando, em luto, etc”, diz o advogado Alexandre Berthe. Decretos estaduais e municipais impedem aglomerações por causa da pandemia. Devido o excesso de pessoas circulando no prédio, Karpat destaca que uma festa com convidados externos pode colocar a saúde de vizinhos e funcionários do condomínio em risco.

 

O síndico não pode interferir dentro da unidade e nem proibir que as pessoas entrem. Porém, ele deve zelar pelo interesse coletivo. Assim, caso um morador perturbe o sossego e coloque os outros em risco, o síndico deve aplicar advertência e, se for o caso, multa. Síndicos e vizinhos também podem chamar a polícia e, se necessário, entrar com ação na Justiça.

 

Desde que a pandemia começou, o síndico Reginaldo Queiroz, 48 anos, tem acompanhado as recomendações das autoridades de saúde para implementá-las em um condomínio da Chácara Klabin (zona sul). No prédio, é necessário utilizar máscaras e as áreas comuns estão fechadas. Além disso, ele orientou os moradores a evitarem receber visitas neste período. “O pessoal aceitou muito bem e até agora não tivemos nenhum problema.”

 

Queiroz também é dono de uma administradora de imóveis. A empresa teve contato com um caso de uma festa, com som alto até a madrugada e vários moradores na mesma unidade, em um condomínio na zona leste. Houve muita reclamação e “isso gerou um desconforto bem grande”. A situação resultou em multa.

 

Fonte: Cidade Verde