27/02/2020 – O condômino pode fazer alterações na fachada do imóvel?

Antes de mais nada, é importante saber que fachada é tudo aquilo que compõe a área visível das faces de um imóvel. Ela pode ser externa (frente, laterais e fundo do prédio) e interna (corredores e portas dos apartamentos, garagem e outros espaços de área comum).

 

Para mudar fisicamente a estética da fachada, deve-se seguir regras estabelecidas na convenção de condomínio ou no regulamento interno. Isso vale tanto para condomínios verticais como para os horizontais. Na ausência de disposição nas leis condominiais, deve haver deliberação em assembleia. O quórum para aprovar alteração na fachada é a unanimidade dos condôminos.

 

Via de rega, a convenção estabelece como deve ser feita a padronização dos espaços, indicando materiais, cores e todo o necessário para manter a harmonia do condomínio.

Se o condômino resolve alterar a fachada do prédio por conta própria, o síndico pode notificá-lo e pedir, inclusive, para que faça os ajustes necessários para restabelecer o padrão original.

 

Importante ter em mente que a colocação de vidros incolores, desde que aprovada em assembleia, não é alteração de fachada. Porém, se o condômino colocar cortinas junto aos vidros, isso configurará alteração na fachada externa, sendo necessária a unanimidade de votos.

 

A colocação de telas de proteção, por sua vez, não precisa ser decidida em assembleia, por ser um item de segurança, mas sua cor sim.

 

Já quanto à troca de porta do apartamento, é preciso unanimidade de votos. Há locais, porém, que permitem a padronização por andar.

 

Fonte: Revista Área Comum

 

14/02/2020 – Desperdício e resto de obra: saiba como evitar

Planejamento e organização são essenciais durante uma reforma

 

Você quer ter a casa dos sonhos, planeja, economiza e compra material para construir ou reformar. Aí, dá aquela passadinha na reforma e vê aquele resto de obra, cimento estragando ao tempo, peças de pisos jogados para todo lado, sobras de materiais que foram pedidos a mais desnecessariamente e lixo. Algumas construções chegam a desperdiçar absurdos 30 a 35% do consumido na produção dos edifícios. Isto significa que, para cada três unidades residenciais, comerciais ou industriais, estão jogando no lixo uma quarta construção.

 

A boa notícia é que existem obras em que uma parcela mínima de materiais é jogada fora. Reduzir o desperdício melhora o prazo de execução e diminui o custo das obras. Quanto menor o desperdício, menores os resíduos de construção como papelão, metais, madeira, gesso, plástico, restos de concreto e cimento.

 

Algumas atitudes são positivas para evitar o desperdício. Separamos algumas dicas essenciais para melhorar o uso dos materiais:

 

Não deixe resto de obra

 

A atitude é o primeiro passo. Muita gente vê a obra toda bagunçada e deixa pra lá. Ou acha que não tem nada a ver com isso. Exigir uma obra organizada e limpa é seu direito e evita dor de cabeça. Imagina depois de tudo terminado você descobrir que aquela cuba especial que comprou para a pia da cozinha está toda arranhada por falta de cuidados?

 

Seja participativo, visite a sua obra, mesmo que tenha profissionais para te ajudar. É só ter um pouco de disposição para entender o básico e assumir o controle da sua obra. Você precisa entender quais os momentos críticos que você deve acompanhar, identificar bons profissionais (arquiteto, engenheiro, eletricista, pedreiro, gesseiro) e contar com ele para aplicar os materiais que você escolheu bem antes de adquirir com todo cuidado!

 

Planeje a obra

 

Providenciar projetos de arquitetura e projetos complementares (estrutural, hidráulica, elétrica) bem elaborados é o segundo passo. Com eles é possível calcular corretamente a quantidade de materiais e comprar somente o necessário e no momento certo de uso.

Assim como alimentos e medicamentos, alguns materiais de construção tem validade. Fique atento e organize o recebimento dos pedidos: Peça materiais de acordo com o andamento da obra, comprando a quantidade ideal de cada etapa.

 

Mantenha a organização

 

Não importa se é a construção de um prédio ou a reforma de uma casa: organizar e armazenar corretamente os materiais é muito importante.

 

O local onde se armazenam os materiais que serão utilizados (cimento, ferro, madeira e as ferramentas) é chamado canteiro de obra. Tudo bem que em pequenas reformas esse lugar vai ser um canto da casa coberto, uma varanda ou uma garagem, mas seja ele de qualquer tamanho observe:

 

1 – Se é um local de fácil acesso, bem localizado e sem obstáculos para armazenar e transportar os materiais e equipamentos com facilidade.

 

2 – Se permanece limpo. Evite sujeira para que não haja acúmulo de entulho e atrapalhe na movimentação.

 

3 – Se estão cuidando do armazenamento: não adianta jogar um material em cima do outro de qualquer maneira. As telhas, blocos e ferro devem ser empilhados com cuidado, para que não haja nenhum tipo de problema, assim como os sacos de cimento e argamassa que devem ficar longe de umidade. Fique atento.

 

Materiais adequados

 

Escolher o material adequado para o seu tipo de obra e uso é muito importante. Você pode fazer o telhado ruir se usar uma madeira de baixa qualidade. Fique de olho na qualidade. Nem sempre o material mais barato deixa a obra – como um todo – mais barata. Prefira os materiais certificados.

Além disso, você pode usar materiais sustentáveis. Alguns materiais podem custar um pouco mais caro no começo, mas farão você economizar dinheiro depois. Luminárias eficientes, com lâmpadas LED, e torneiras economizadoras, ou com arejador ponta (para espalhar e usar menos água) são investimentos que valem a pena porque ajudam a reduzir suas contas.

 

Você também pode procurar por materiais usados e de demolição para usar em sua obra. Por exemplo, em lojas de reciclagem de vidros e espelhos é possível encontrar esses itens com grande desconto.

 

Etapas da obra

 

Outra coisa importante é estar atento a supervisão da execução da obra, monitorando se o uso dos materiais está correto.É preciso planejar bem a reforma, prestar bastante atenção aos detalhes e contratar bons profissionais para construção.

 

Lembre-se que refazer coisas malfeitas gera muito desperdício. Veja algumas etapas campeãs de desperdício e fique de olho:

 

– Rebocar parede: Se o assentamento dos tijolos não foi bem feito e a parede está torta e com barrigas, o pedreiro vai usar muito mais argamassa para nivelar na fase em que for fazer o acabamento da parede.

 

– Transporte de cimento e areia: A areia para preparar a argamassa (cimento, areia e água) geralmente é transportada em carrinhos ou latas. Se o monte de areia estiver perto do local onde for preparada a argamassa, evita-se perda no caminho. Com o cimento é importante ter duas latas iguais para medir a água e o cimento. Se usar a mesma, forma-sse uma crosta no fundo da lata e o cimento vai grudando ali, o que aumenta o consumo sem necessidade

 

– Assentamento de revestimentos: Os revestimentos de pisos e paredes são artigos caros e fáceis de quebrar. Devem ser armazenados e manuseados com cuidado para evitar perdas. Na hora de assentar, peças com pequenas lascas podem ser aproveitadas para recortes. E pensar na disposição das peças também é importante, por exemplo pisos na diagonal tem mais recortes e também maior desperdício.

 

– Pintura de parede: Não adianta eliminar imperfeições no reboco com massa corrida. A massa corrida deve ser uma camada fina para dar uniformidade, cuidado pra não gastar a toa. A tinta tem que ser de boa qualidade, assim usa-se uma quantidade menor para cobrir mais área. Observe também se está havendo desperdício da tinta na aplicação: é só olhar para o chão e ver quanto de tinta está ficando por ali.

 

Mantenha a ideia inicial

 

Tenha certeza do que quer fazer antes de iniciar a obra. Mudar de ideia no meio do caminho leva a ter que desfazer partes já prontas… esse só mais uma coisinha, não é nada demais. Cuidado. Mudar e refazer gera muito desperdício de material, tempo, serviços e dinheiro.

 

Fonte: Viva o condomínio

01/11/2019 – Impermeabilização e sustentabilidade

Faz tempo que a preocupação com a preservação do meio ambiente é discutida. Durante todo esse tempo aprendemos que, independentemente do tamanho da nossa ação, por menor que seja nosso esforço, estaremos contribuindo para um ambiente mais sustentável. Por isso, quando o assunto é obra, todas as etapas, através de pequenas atitudes, podem contribuir para um uso consciente dos recursos naturais. Vamos falar hoje sobre Impermeabilização e sustentabilidade.

Sustentabilidade e impermeabilização: como aliá-las?

Tal qual os encanamentos ou a fiação elétrica de uma edificação, a impermeabilização também fica escondida por detrás de pisos e paredes, mas nem por isso deixa de desempenhar um papel muito importante na edificação.

E, seja pela ação do tempo ou pelo emprego de materiais inadequados, é um item super comum de apresentar defeitos e necessitar de reparos.

O que pouca gente parece se dar conta (dada a negligência nas construções quando o assunto é impermeabilizar), é que a impermeabilização bem feita garante a longevidade da edificação, e é essencial para evitar patologias.

Nesse sentido, ao garantir a longevidade da edificação, a impermeabilização é grande aliada da sustentabilidade. 

Isso porque os recursos naturais utilizados na construção da edificação estão sendo preservados, e não precisarão ser utilizados novamente.

Mas, então, toda impermeabilização é sustentável? Não é bem assim…

Na grande maioria das vezes, quando a impermeabilização falha e as infiltrações aparecem, o único reparo possível é a substituição da camada impermeabilizante.

Assim, quando você se depara com os sistemas tradicionais, essa troca só é possível se todo o revestimento do piso e o contrapiso forem quebrados e removidos, gerando um volume de entulho significativo.

Além disso, para a aplicação de uma nova manta, que é derivada de petróleo, será necessário utilizar adesivos também derivados do petróleo, e sobretudo fogo, que usa como combustível o GLP, também derivado do petróleo.

Quando um procedimento precisa ser refeito muitas vezes durante a vida útil de uma edificação, esse uso dos derivados de petróleo deve ser feito muitas vezes (e, a cada refazimento, novo entulho é produzido).

Portanto o uso de energia não renovável está presente em 100% dessa operação, colocando esse método na contramão da sustentabilidade.

Você deve estar se perguntando: existe impermeabilização sustentável?

A resposta é sim!

Uma tecnologia única de revestimento com poliéster flexível de alto desempenho, desenvolvida por uma empresa prestadora de serviços de impermeabilização, pode ser aplicada diretamente sobre o piso existente, dispensando o quebra-quebra ou demolição.

Com isso, não há geração de grandes quantidades de entulho, o que por si só já o torna extremamente sustentável.

O sistema consiste em uma membrana de poliéster de alto desempenho com espessura que varia geralmente entre 3 e 5 mm.

Por não ser necessário qualquer tipo de quebra-quebra, a aplicação é mais rápida, e dispensa a construção de canteiros.

Outro aspecto importante é a durabilidade: quanto mais tempo a impermeabilização, proteger a edificação menor a necessidade de manutenção.

A empresa confia tanto no seu produto e em sua mão de obra especializada que garante a impermeabilização por 15 anos.

A impermeabilização também pode ser sustentável quando ela é capaz, por exemplo de suportar uma laje verde em sua superfície.

O que mais se destaca nele é a economia que se faz com a refrigeração do ambiente em dias quentes, uma vez que a temperatura interna fica naturalmente reduzida exigindo assim menos ar condicionado.

Por último, e mais importante, manter a impermeabilização em dia transforma o local em que você mora habitável e saudável para você e sua família.

Via Blog da Fibersals

21/10/2019 – Conheça os procedimentos e as precauções necessários para obras em condomínio

Segundo essa normativa, o responsável pelo apartamento deve entregar ao síndico, antes do início das obras, o plano de reforma elaborado por profissional habilitado, bem como outras documentações que comprovem o atendimento às legislações vigentes, normalização e regulamentos para a realização de reformas.

Algumas das informações que devem estar contidas no plano de reforma, a título de exemplo, são: descrição dos procedimentos que serão realizados; ART ou RRT com indicação do profissional qualificado responsável (engenheiro ou arquiteto), bem como seus dados para contato; dados dos colaboradores envolvidos com a obra; e cronograma da obra.

Caso seja constatada qualquer alteração no escopo do serviço, deve ser interrompida a obra e renovada toda a documentação pertinente. Ao final das reformas, deve ser feito termo de encerramento.

Embora o profissional que apresentou ART ou RRT seja o efetivo responsável pela obra, vale lembrar que o síndico tem importante papel na sua fiscalização, pois pode solicitar vistoria por profissional de sua confiança, bem como embargar os trabalhos, apresentando a justificativa técnica legal.

Incumbe a ele verificar a documentação fornecida, fiscalizar a obra e arquivar tudo ao final. Se forem identificadas irregularidades, deve-se denunciar à prefeitura, ou até mesmo entrar na justiça por precaução, se for o caso. Em matéria de estrutura dos prédios, a postergação da tomada de providências pode ter consequências graves.

De nada adiantarão todas essas normas de segurança se elas não forem cumpridas. Por isso, é recomendável que os principais procedimentos sejam incluídos no regimento interno do condomínio e divulgados, para que os condôminos tenham um norte acessível a ser seguido quando houver alguma dúvida.

Também é recomendável inserir disposições no regimento sobre o horário em que serão permitidas as obras, as informações de segurança dos elevadores, o local em que se podem parar caminhões e caminhonetas, a responsabilidade pela limpeza de entulhos, bem como a autorização e o caminho de entrada e saída dos prestadores de serviço que carregarem insumos e ferramentas relacionadas à obra.

Em suma, é valioso o conhecimento dos procedimentos legais a serem adotados em obra ou reforma de apartamento em condomínios, pois é possível evitar muitos problemas. Um regimento interno bem elaborado pode dificultar a desobediência das normas e facilitar a tomada de providências em caso de descumprimento. Tudo deve ser feito com muita cautela visando à prevenção de riscos.

Via Bem Paraná – Por Diana Fernandes é advogada pela UFPR e pós-graduanda pela PUC/PR em Direito Corporativo, sócia em escritório de advocacia.