06/05/2020 – Pesquisas trazem perspectivas otimistas para o setor imobiliário

Um dos levantamentos mostra que mais da metade dos compradores mantêm o plano de comprar um imóvel ainda nos próximos meses

A pandemia da Covid-19 atingiu em cheio a economia. No entanto, mesmo em meio ao cenário de crise que se desenha, há setores que ensaiam uma recuperação mais expressiva do que outros para os próximos meses. É o caso do setor imobiliário, considerado um porto seguro em tempos de instabilidade dos ativos financeiros. Uma das vantagens desse segmento é que ele deve ter prioridade em receber incentivos do governo federal, já que é um grande gerador de empregos em todo o País. Além disso, o setor é beneficiado pela queda da taxa Selic.

 

Frente a esse cenário, a maioria das pessoas que pretendiam comprar um imóvel este ano não mudaram de ideia. É o que mostra uma pesquisa da consultoria Brain Inteligência Estratégica, especializada no setor de imóveis. O levantamento ouviu 600 pessoas com idade média de 41 anos. Todos os entrevistados já haviam respondido uma outra pesquisa, entre outubro de 2019 e fevereiro de 2020, sobre suas intenções de compra de imóveis. Questionados novamente na última semana, 53% dos que já pretendiam comprar um imóvel afirmaram que mantêm esse plano para os próximos meses. A maioria dessas pessoas mora nas regiões Sudeste e Sul do Brasil.

Sócio diretor da consultoria, Fábio Tadeu Araújo analisa o cenário com otimismo e diz que as condições são favoráveis às imobiliárias e incorporadoras, uma vez que muitas pessoas enxergam o mercado imobiliário como um porto seguro diante de outras opções de investimento. “Ainda temos condições. Seria negativo se 90% estivessem adiando a compra ou a locação de um imóvel, mas essa e outras pesquisas apontam que a maioria irá manter o cronograma normalmente”, explica.

 

Segundo ele, o momento não pede que incorporadoras imobiliárias parem seus lançamentos. Uma outra pesquisa, esta feita em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), mostra que 56% de 362 empresas ouvidas em março afirmaram que vão manter o cronograma. A pesquisa diz ainda que 13% pretendem lançar empreendimentos normalmente no segundo semestre de 2020 e 18% irão adiar lançamentos por até 120 dias. Outros 25% pretende adiar os lançamentos no máximo por 60 dias.

 

Setor prevê boas ofertas

 

Pesquisa realizada apontou que 60% dos profissionais do mercado imobiliário acreditam que os preços dos imóveis ficarão mais atrativos durante a pandemia, a fim de que os negócios em andamento sejam mantidos e novos se iniciem. O estudo ouviu 1.180 profissionais, sendo que 38% deles acreditam que o mercado voltará a se aquecer ainda em 2020. Outros 31% acreditam em uma retomada mais forte a partir de 2021.

A mesma pesquisa também colheu respostas de 3.759 consumidores e 14% deles disseram que vão comprar um imóvel dentro do tempo previsto ou até antes do programado. Desses, 24% preveem que a compra acontece em menos de três meses, enquanto 30% espera fechar negócio entre quatro e seis meses.

 

Fonte: Diário da região

17/03/2020 – Saiba como declarar compra, venda e locação de imóveis no IR

Veja como preencher a ficha ‘Bens e Direitos’ e quais são as informações que não podem faltar no Imposto de Renda 2020

 

Os contribuintes já podem baixar o programa do Imposto de Renda para Pessoa Física 2020, a fim de realizar o preenchimento da declaração anual. O envio das informações deve ser feito até o 30 de abril. O assunto sempre levanta dúvidas, principalmente sobre a ficha ‘Bens e Direitos’, onde informações sobre compra, venda, reforma e alienação fiduciária devem ser discriminadas. Existe uma série de questões a serem observadas para evitar cair na malha fina. O primeiro passo é apontar o tipo de propriedade: se o imóvel for um apartamento, ele deve ser incluído na linha 11, se for uma casa, na linha 12 e terrenos na linha 13.

 

 

No campo “Discriminação” devem ser registradas todas as informações da negociação: de quem a propriedade foi adquirida, todos os valores pagos, se a aquisição foi de uma propriedade na planta e outros dados, juntamente a data da compra ou da doação e o CNPJ ou CPF do vendedor ou doador. Importante informar também se está quitado ou financiado, se realizou reformas com a data e o valor da obra. Há ainda campos para inserir a Inscrição Municipal (IPTU), o endereço, a área, a matrícula e em qual cartório o imóvel foi registrado. Os dados como o número do IPTU, o endereço e a área podem ser encontrados no carnê do IPTU. Se não tiver o documento, pode pedir uma segunda via para a prefeitura.

 

Segundo Marcello Goldkorn, líder de Sales Ops & Crédito, quem comprou um apartamento em 2019 ou tinha o bem em 31 de dezembro de 2019 deverá declarar a casa no imposto deste ano. A boa notícia é que não houve nenhuma alteração na declaração de compra com as novas regras do IR. Ao todo, cerca de 32 milhões de cidadãos devem fazer a declaração. A principal novidade deste ano é a declaração pré-preenchida para os contribuintes que têm certificado digital. Ela será feita de forma automática pelo programa com base nos dados que a Receita tem sobre o contribuinte. Quem atrasar a entrega da declaração terá de pagar multa de 1% ao mês sobre o imposto devido. O valor mínimo é de R$ 165,74 e o máximo é de 20%.

 

Confira as principais dicas:

 

Como declarar um imóvel financiado?

Deve-se declarar apenas o que efetivamente foi pago ao longo do ano, considerando o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), as despesas cartorárias, o valor de comissão imobiliária e os juros do financiamento, algo que muitas pessoas não fazem. O valor deve ser incluído no campo “Situação em 31 de dezembro de 2019”. Além disso, deve ser informado o banco onde foi feito o financiamento, a quantidade de parcelas pagas e a quantidade de parcelas a pagar.

É importante lembrar que a única forma de alterar o valor declarado é com a comprovação de valor utilizado em reformas e benfeitorias no apartamento, por meio de notas fiscais e recibos. Neste caso, devem ser somados os custos da obra para calcular o valor a ser declarado.

 

E como é feita a declaração da venda de um imóvel?

 

Para declarar a venda de uma propriedade, o processo é um pouco diferente, pois envolve um outro serviço da Receita Federal, que é o Programa de Apuração de Ganhos de Capital. Nesta plataforma, será preciso incluir dados sobre a operação financeira, como forma de pagamento e valor de custo, além de quem adquiriu o bem e informações técnicas do imóvel. Dessa forma, os dados serão transferidos para o programa de declaração de Imposto de Renda da Receita Federal. Caso haja lucro na diferença entre o custo de aquisição e o valor de venda, o contribuinte deve pagar 15% sobre essa diferença, conhecida como lucro imobiliário. Entretanto, é importante ficar atento, pois há casos onde a Receita Federal dispensa ou reduz o pagamento de IR por ganho de capital:

 

Compra de outro imóvel em 180 dias: desde 2005, o Imposto de Renda sobre ganho de capital na venda de imóveis fica isento se o proprietário comprar outro bem até seis meses depois da celebração do contrato. Caso opte por esse benefício, você deve informar a isenção do item no “Demonstrativo da Apuração dos Ganhos de Capital”. O benefício pode ser utilizado a cada cinco anos. Caso o valor do apartamento comprado não seja equivalente ou maior que o valor de venda, o cálculo do imposto devido pode ser calculado no Programa de Apuração de Ganhos de Capital.

Venda de um único imóvel de até R$ 400 mil: se nos últimos cinco anos, o vendedor não vendeu nenhuma outra construção, tributável ou não, terá isenção do pagamento de IR sobre ganho de capital. Isso vale para qualquer tipo de bem, seja de posse individual, em comunhão ou condomínio, nas zonas urbana ou rural. O limite de R$ 400 mil é para o imóvel em si, não levando em consideração a parte de cada coproprietário, cônjuge ou condômino, a menos que esteja em contrato.

E como declarar o refinanciamento de um imóvel?

Vale lembrar que tanto carros como imóveis usados como garantia de empréstimos devem ser declarados na ficha de “Bens e Direitos”. No documento, é preciso informar as parcelas que já foram pagas e não o valor do bem atualizado. Caso o empréstimo já conste nos registros do ano anterior, o contribuinte deve somar o valor informado naquele ano às parcelas quitadas até o último dia de 2019. É preciso discriminar em detalhes o tipo do empréstimo, o valor de entrada, o total de parcelas e o número de prestações quitadas. Caso o empréstimo tenha sido totalmente quitado no ano anterior, o contribuinte preencherá o formulário da mesma forma, informando o valor total pago.

 

No caso de imóvel alugado?

Quem paga ou recebe aluguel também deve prestar contas à Receita. Quando o aluguel é feito de pessoa física para pessoa física, as duas partes devem declará-lo, uma vez que esse valor é um rendimento tributável para o locador (proprietário) e não é dedutível do Imposto de Renda para o locatário (quem paga o aluguel). Se a locação é feita por uma pessoa jurídica, porém, ela é a responsável por arcar com o pagamento do imposto.

Para declarar, o locador deve informar o valor recebido pelo aluguel de todos os bens que possui na seção “Rendimentos Recebidos por Pessoa Física”. Nesta parte, há uma planilha mensal com campos próprios para aluguéis, onde o proprietário deve informar os valores recolhidos mensalmente e indicar o CPF de quem pagou. O locatário, por sua vez, só precisa preencher no código 70, “Aluguéis de Imóveis”, o valor quitado. Caberá à Receita Federal cruzar os dados das duas partes e avaliar se ambos se complementam.

 

E como proceder no caso de reformas realizadas?

Quem fez alguma melhoria no imóvel pode declarar o que foi gasto nesse serviço. O valor deve ser lançado na ficha “Bens e Direitos”, na linha “17 – Benfeitorias”. É preciso ter todos os comprovantes dos serviços e da compra de materiais. No campo discriminação, é importante explicar a qual propriedade é referente a obra.

Informar esses gastos pode trazer benefícios futuros ao contribuinte, pois quando o bem for vendido o valor das reformas poderá ser somado ao valor de aquisição declarado, reduzindo a base de cálculo do IR sobre o ganho de capital com a venda. Imagine que seu apartamento foi adquirido por R$ 400 mil, foram feitas reformas no valor de R$ 30 mil e o imóvel foi vendido posteriormente por R$ 500 mil. O ganho de capital apurado será de R$ 70 mil (R$ 500 – R$ 430), e não R$ 400 mil. Já que o ganho de capital é tributável, a redução é vantajosa para o contribuinte.

 

Fonte: Estadão

 

03/03/2020 – Crédito que usa imóvel como garantia tem juros menor

Em janeiro, os bancos cobravam nos empréstimos pessoais, juros em torno de 3,3% ao mês, segundo a Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac). Mas há no mercado outra opção, com taxas até abaixo de 1% ao mês. Só que o tomador do empréstimo precisa deixar uma preciosa garantia: sua casa. Essa modalidade é conhecida como home equity.

 

E possível que, em breve, ela ganhe novo impulso. Na semana passada, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que a autoridade monetária estuda propor uma mudança na legislação para que um mesmo imóvel possa ser usado como garantia para mais de um empréstimo, o que hoje é vetado por lei.

 

Os grandes bancos j á oferecem o home equity e, embora o mercado ainda seja pequeno no Brasil, há até fintechs (start-ups financeiras) cujo principal objetivo é conceder empréstimos em que a garantia é o imóvel.

 

A Pontte, por exemplo, oferece esse tipo de crédito com juros a partir de 0,99% ao mês, com liberação de recursos equivalentes a até 50% do valor do imóvel dado como garantia. O mínimo liberado para o empréstimo é de R$ 48 mil.

Na Bcredi, as taxas também começam em 0,99% ao mês, sendo indexadas ao IPCA ou ao IGP-M. O empréstimo mínimo é de R$ 30 mil, mas pode chegar a R$4 milhões.

 

– A busca por essa modalidade de empréstimo vem crescendo consideravelmente nos últimos meses, principalmente para empresários, empreendedores e pessoas que querem usar o dinheiro para realizar seus projetos. Há também aqueles que querem quitar dívidas prévias e consolidar tudo em um só contrato, com um custo total muito menor a longo prazo – explica Carol Schulz, diretora de Operações da Pontte.

 

Os contratos desse tipo de empréstimo são regidos pelas regras da alienação fiduciária. A propriedade do bem está condicionada ao pagamento de uma dívida. Embora o tomador de crédito fique com a posse direta do bem, ele passa o título de propriedade do imóvel ao credor, como garantia do financiamento.

 

DEVOLUÇÃO DA DIFERENÇA

Caso quem concedeu o crédito seja obrigado a executar essa garantia, o imóvel vai a leilão para quitar a dívida. Se o valor arrecadado na venda for superior ao total da dívida, quem tomou o crédito pode receber a diferença.

– As pessoas ainda têm certa desconfiança, porque o imóvel é dado como garantia. Entretanto, o último objetivo da fintech ou do banco é executar a garantia. O imóvel é apresentado justamente para baratear as taxas cobradas e alongar o prazo dos pagamentos – diz Guilherme Favaro, diretor-financeiro da Bcredi.

 

Do ponto de vista financeiro, as condições do home equity são, de fato, mais atraentes. Mas os especialistas destacam que, por se tratar de uma dívida de longo prazo, o tomador de empréstimo precisa estar bastante atento ao seu orçamento, para não se atrapalhar com o pagamento das parcelas.

 

– Pode ser uma boa oportunidade para pessoas que tenham consciência dos custos e tenham tudo muito bem planejado – afirma Filipe Pires, professor de Finanças do Ibmec/RJ. – Caso contrário, há o risco de a pessoa apenas ficar endividada e perder a casa.

Virgínia Prestes, professora de Finanças da Faap, pondera que gastos com dívidas devem estar bem controlados dentro do orçamento familiar, principalmente quando se referem a um crédito de longo prazo: – Ao tomar esse crédito, a pessoa ou a família deve se planejar para que esse empréstimo, somado a outras dívidas j á existentes, não supere 30% do orçamento mensal.

Um dos principais entraves à popularização da modalidade é a burocracia envolvida na operação (e os custos de cartório). Ao solicitar o crédito, o tomador deve pagar pela avaliação do valor do imóvel. Depois de aprovado o financiamento, ele tem de arcar com custos de averbação da alienação do bem ao banco no Cartório de Registro de Imóveis e ainda pagar as taxas de cartório, o que pode encarecer a operação.

– Por que não roda muito bem? E o custo do cartório, mesmo problema que temos hoje com a portabilidade (do financiamento imobiliário). Hoje, você faz a simulação para contratar R$ 100 mil e descobre que precisa pagar R$ 5 mil no cartório – explica José Carlos Martins, presidente Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic).

 

CENTRAL DE GARANTIAS

Uma das propostas em estudo pelo BC é a criação de uma central de garantias imobiliárias, que ficaria responsável por sinalizar aos bancos o valor dos ativos que um cliente poderia dar em contrapartida de um empréstimo.

O modelo permitirá que um mesmo imóvel seja dado como garantia em mais de uma operação de crédito, o que hoje é vedado pela lei de alienação fiduciária.

Enquanto avançam as discussões para facilitar o home equity, os bancos lançam outras modalidades de crédito para atrair a clientela no mercado imobiliário.

 

O proprietário pode usar os recursos para pagar dívidas ou iniciar um negócio. Quando o imóvel é vendido, o vendedor paga a antecipação que foi feita. Se o negócio é fechado em seis meses, o vendedor não paga taxa de remuneração ao banco. Em prazos maiores, o proprietário da unidade passa a pagar 1% ao mês.

Os empréstimos com garantia são mais baratos do que as linhas sem qualquer tipo de cobertura real. Para Martins, da Cbic, hoje, os imóveis são subaproveitados como fonte de liquidez:

– A proposta (do BC) aumentaria a oferta de crédito e reduziria o custo.

 

Fonte: Abadi

27/02/2020 – O condômino pode fazer alterações na fachada do imóvel?

Antes de mais nada, é importante saber que fachada é tudo aquilo que compõe a área visível das faces de um imóvel. Ela pode ser externa (frente, laterais e fundo do prédio) e interna (corredores e portas dos apartamentos, garagem e outros espaços de área comum).

 

Para mudar fisicamente a estética da fachada, deve-se seguir regras estabelecidas na convenção de condomínio ou no regulamento interno. Isso vale tanto para condomínios verticais como para os horizontais. Na ausência de disposição nas leis condominiais, deve haver deliberação em assembleia. O quórum para aprovar alteração na fachada é a unanimidade dos condôminos.

 

Via de rega, a convenção estabelece como deve ser feita a padronização dos espaços, indicando materiais, cores e todo o necessário para manter a harmonia do condomínio.

Se o condômino resolve alterar a fachada do prédio por conta própria, o síndico pode notificá-lo e pedir, inclusive, para que faça os ajustes necessários para restabelecer o padrão original.

 

Importante ter em mente que a colocação de vidros incolores, desde que aprovada em assembleia, não é alteração de fachada. Porém, se o condômino colocar cortinas junto aos vidros, isso configurará alteração na fachada externa, sendo necessária a unanimidade de votos.

 

A colocação de telas de proteção, por sua vez, não precisa ser decidida em assembleia, por ser um item de segurança, mas sua cor sim.

 

Já quanto à troca de porta do apartamento, é preciso unanimidade de votos. Há locais, porém, que permitem a padronização por andar.

 

Fonte: Revista Área Comum

 

20/02/2020 – Atenção com a manutenção e instalação dos aparelhos de ar-condicionados

Verão, calor, os moradores começam a se preocupar em resfriar o ambiente. O alerta vermelho acende quando o assunto é a instalação e manutenção de aparelhos de ar-condicionado e split.

 

Normas de segurança devem ser obedecidas, como a NBR 16280/2014, Norma de Reformas das Edificações, conforme orienta o engenheiro civil Alexandre de Novaes: “Toda obra está embasada por estudo prévio. É preciso ter respaldo profissional para mexer na estrutura predial. Não pode furar viga nem pilares e, para condomínios antigos, o ideal é que seja feito um projeto de retrofit para rever a tubulação e instalações elétricas e demarcar os locais de instalação”, explica.

 

No Condomínio Solar das Orquídeas, no bairro Coqueiros, em Florianópolis, o síndico Willian Savi conta que, após ler matérias com alertas e cuidados para instalações e manutenções de ar- condicionado, implementou algumas regras de segurança. Para realizar a instalação do aparelho, o morador precisa ter autorização do síndico obtida mediante apresentação de Anotação de Responsabilidade Técnica – ART da empresa que fará o serviço. “Dessa forma evitamos fatalidades e também protegemos o condomínio de responder civil ou criminalmente por algum dano”, diz.

 

Instalação

 

Para instalar o aparelho é necessário observar alguns itens fundamentais e um deles é a potência compatível da rede elétrica. O técnico em Climatização e Refrigeração, Paulo Cerafim, explica que o ar- condicionado deve ter ponto elétrico exclusivo. “O aparelho não pode compartilhar tomada com TV ou qualquer outro equipamento, pois pode danificar o produto, ou mesmo causar curtos-circuitos e incêndios”, alerta. Além disso, a rede elétrica do condomínio precisa suportar a voltagem. Essa análise, realizada por um profissional habilitado, irá evitar possível sobrecarga das instalações no edifício.

 

A escolha do local externo para a instalação do condensador é um ponto analisado cada vez com mais critério pelos condôminos a fim de aprovar um projeto que valorize a estética da fachada do prédio. O arquiteto André Lucas Chambarelli, de Florianópolis, explica que este equipamento não pode ficar confinado. “A função do condensador é expelir o ar quente e não pode ficar em espaço fechado, se não superaquece”, explica.

 

Chambarelli recomenda caixa protetora para garantir o padrão estético do condomínio: “cada morador pode comprar um equipamento diferente, tamanhos variáveis e tipos. Com essa caixa o aparelho fica protegido e a visualização fica padronizada”.

 

Economia

 

A recomendação aos condomínios é programar as instalações e manutenções no inverno, período em que este serviço é oferecido por melhor preço, conforme orienta o técnico Paulo Cerafim. “Os moradores já estão percebendo que se preparar antes é mais viável. Instalações nesta época são mais caras, porque a demanda é grande”, diz.

 

Outro quesito aconselhado por especialistas é a preferência por equipamentos de tecnologia “inverter”. Cerafim explica que este componente reduz o consumo de energia, pois tem uma velocidade variável dos compressores, fornecendo uma quantidade precisa de energia para resfriar o ambiente, de acordo com a necessidade. “Neste tipo de aparelho o compressor não tem que parar e recomeçar para manter a temperatura desejada. Se instalado corretamente, o morador pode perceber até 60% de economia no consumo de energia elétrica”, conclui.

 

Sobrecarga de energia

 

Uma questão de segurança básica é a sobrecarga com a instalação do aparelho de ar-condicionado em apartamentos nos edifícios mais antigos, cuja fiação de energia pode não aguentar a carga do equipamento.

Nesse caso, a inadequação da potência elétrica do imóvel em relação à potência elétrica do aparelho de ar-condicionado pode gerar superaquecimento dos fios, o que pode acarretar em curtos-circuitos e até incêndios. O problema também pode ser gerado pela utilização concentrada em horários de pico.

 

Por isso, nos casos de condomínios antigos, o ideal é que um engenheiro elétrico seja contratado para determinar se a rede suporta o acréscimo de carga sem comprometer a segurança dos moradores nem o centro de medição de acordo com a entrada de energia aprovada pela concessionária.

 

Fonte: Condomínios SC

20/01/2020 – Caixa Econômica vai acelerar negócios ligados ao setor imobiliário em 2020

A Caixa Econômica Federal vai ampliar linhas de negócio ligadas ao financiamento imobiliário em 2020, valendo-se de posição de liderança no setor para ampliar receitas num mercado que vem se recuperando rapidamente no país.

Enquanto prevê crescimento de 30% das concessões de crédito para compra de residências neste ano, a Caixa também planeja acelerar o home equity, empréstimos em que o tomador oferece imóvel como garantia em troca de taxas de juros menores.

“Isso pode nos ajudar a ampliar o relacionamento com muitos dos nossos clientes”, disse o presidente-executivo da Caixa, Pedro Guimarães.

Com uma carteira de cerca de 480 bilhões de reais no final de 2019, a Caixa lidera com folga o crédito imobiliário no país, com cerca de 60% do setor. Mas embora também seja a maior no segmento de home equity, seus ativos no setor somam cerca de 6 bilhões de reais, número considerado tímido por especialistas.

Além disso, a Caixa está começando financiamento para interessados em comprar cerca de 70 mil imóveis retomados pelo banco por conta de inadimplência, ativos avaliados em cerca de 5 bilhões de reais. Há cerca de dois anos, o banco tentou vender parte dessa carteira em grandes lotes a investidores, mas o leilão fracassou.

“Achamos que podemos ganhar mais financiando a compra deles”, disse ele.

Desde que assumiu o comando da Caixa no começo do ano passado, Guimarães, um veterano do mercado financeiro, tem defendido o maior uso de instrumentos de mercado como forma de ampliar o volume de recursos para empréstimo imobiliário.

No segundo semestre de 2019, a Caixa lançou uma linha no setor atrelada ao IPCA, principal índice de inflação do país. Segundo Guimarães, o banco já emprestou 5 bilhões de reais por esta linha e aprovou outros 11 bilhões de reais.

Em março, o banco vai lançar ma linha imobiliária prefixada. O plano de Guimarães é de que metade do que for originado nestas duas linhas seja securitizado e vendido a investidores.

Fonte: Secovi Rio

16/01/2020 – 5 dicas de governança condominial

O termo governança corporativa ganhou espaço no mundo empresarial há alguns anos. Já a governança condominial é uma expressão relativamente nova e pode ser interpretada como o conjunto de fatores que fazem com que tudo funcione perfeitamente dentro de um condomínio. Neste contexto, sabemos que o desempenho da figura do síndico é fundamental.

 

O mercado tem sido cada vez mais exigente quanto ao perfil deste profissional já que ele deve reunir várias habilidades e competências. Além, claro, de ser capaz de dar conta de administrar o patrimônio de terceiros.

 

A governança condominial atesta a qualidade da gestão 

 

No mundo empresarial, a governança corporativa é o sistema utilizado pela organização para dirigir e monitorar suas atividades, garantindo o melhor relacionamento possível com todos seus públicos de interesse (stakeholders, em inglês). Sejam eles os sócios, o conselho de administração, os diretores, os órgãos de fiscalização, seus consumidores e funcionários, a comunidade, etc. A governança, então, preza pela qualidade da gestão da empresa, sua sustentabilidade e o bem comum.

Isso vale, da mesma forma, para os condomínios.

 

Governança condominial é, portanto, o conjunto de boas práticas que visam aumentar a confiança dos proprietários dos imóveis, moradores, funcionários do condomínio, administradora, fornecedores, prestadores de serviço e assim por diante.

 

Veja agora nossas 5 dicas de governança condominial:

 

1. Atualização constante

 

O síndico deve estar sempre atento às mudanças nas legislações e às tendências de gestão.

Precisa buscar conhecimentos de administração constantemente para estar apto a gerenciar e administrar questões de diversas áreas, como as financeiras e técnicas. Se você é síndico, não imagine que vai dar conta do recado atuando sozinho. Para administrar um condomínio com sucesso, se cerque de bons parceiros que possam lhe aconselhar sempre que necessário. Os conselhos fiscal e consultivo, um escritório de contabilidade, a administradora e colegas também síndicos são um excelente suporte para saber agir de acordo com os interesses da comunidade condominial.

 

2. Transparência e padronização

 

Persiga a maior qualidade possível nas decisões e práticas condominiais, sempre agindo com transparência no que se refere às informações prestadas, dados e processos. O tratamento oferecido aos condôminos deve ser padronizado. E as determinações da convenção do condomínio, do regimento interno, das assembleias gerais e dos conselhos, respeitadas.

 

3. Excelência nos controles internos

 

Os controles internos também são um pilar de sustentação da governança condominial.

O ideal é adotar procedimentos que objetivem proporcionar total eficiência por parte dos recursos humanos, materiais e financeiros disponíveis. Para controlar com excelência, é fundamental se organizar de forma eficaz. Ou seja, planos de contas, relatórios, orçamentos, projetos, registros, inventários, manutenções e treinamentos devem estar sempre em dia. Faz parte dos controles internos, ainda, a veracidade das informações contábeis e o controle das finanças. Uma recomendação neste aspecto é contratar uma auditoria preventiva para analisar as movimentações financeiras. É uma maneira de descartar qualquer iniciativa fraudulenta, ilegal ou que lese o condomínio, infelizmente comum em alguns condomínios.

 

4. Fortalecendo o que vai bem e corrigindo o que não vai tão bem

 

Uma prática bem-vinda e cada vez mais utilizada também em condomínios que tem um sistema de gestão diferenciado é a utilização de pesquisas para entender o nível de satisfação de toda a comunidade envolvida.

De uma forma prática e fiel, é possível descobrir os pontos fortes da gestão e, principalmente, os pontos de melhoria.

Saber corrigir a rota é uma habilidade bastante bem vista quando se trata de um síndico.

 

5. Redução de custos 

 

Como ocorre nas empresas, a redução de custos também é uma meta permanente nos condomínios, não é mesmo?

Na medida em que se melhora o nível de governança condominial, os gastos com pagamentos de multas e outras penalidades são reduzidos. E uma vez cumpridas as normas legais, trabalhistas e tributárias, evita-se as contingências futuras, inclusive gastos inesperados e emergenciais, que são o calcanhar de aquiles para todos os tipos de previsões orçamentárias. Isso sem falar na economia consequente de processos mais robustos para redução das despesas do dia a dia e de sistemas mais eficazes para que se escolham os melhores investimentos das finanças do condomínio.

 

Fonte: Tudo condo

11/12/2019 – Vendas de imóveis de alto padrão são retomadas em 2019

Localização, arquitetura, tecnologia e segurança são atributos essenciais de casas e apartamentos que chegam a custar mais de R$ 100 milhões. Diferenciais como estilo, comodidade e acabamento refinado também são exigências de um público formado por empresários, executivos e investidores. Um dos setores menos afetados pela recessão, o mercado de imóveis de luxo mantém-se valorizado. Vendas e lançamentos, que haviam desacelerado nos últimos anos, voltaram a subir, estimulados pelos sinais de recuperação econômica e pela queda dos juros.

Os negócios nesse mercado demandam discrição e exclusividade. Imobiliárias especializadas oferecem consultoria personalizada e investem em corretores de alto nível, bem informados também sobre outros assuntos e capazes de manter uma conversa variada com esse público.

No Rio, a RJZ Cyrela, braço carioca da Cyrela, vendeu na semana de lançamento, em novembro do ano passado, 80% das unidades de um empreendimento no Aterro do Flamengo, com 148 apartamentos, por preços entre R$ 3 milhões e R$ 3,5 milhões. Antiga sede do Clube de Regatas do Flamengo, com vista para o Parque do Flamengo e o Pão de Açúcar e batizado de Rio by Yoo, o prédio havia sido arrendado anteriormente por Eike Batista, para transformá-lo em hotel, projeto que acabou abandonado.

Hoje, de acordo com Marcelo Parreira, gerente-geral de incorporação e produto da RJZ Cyrela, resta só uma unidade. Do total de compradores, 22 arremataram mais de um apartamento.

Abalado por uma crise aguda e pela falta de controle da violência, o Rio reage mais lentamente. “É um mercado que está se recuperando aos poucos”, diz Leonardo Schneider, vice-presidente do Sindicato da Habitação do Rio de Janeiro (Secovi Rio). É também um mercado restrito, com poucos terrenos disponíveis, localizados na Zona Sul e alguns pontos da Barra da Tijuca.

 

Fonte: SECOVIRIO

30/10/2019 – Aproveite o 13º para comprar o seu imóvel

O benefício pago entre novembro e dezembro pode te ajudar a ter o seu imóvel próprio

Quando ouvimos falar de décimo terceiro salário, é fácil de imaginar que ele será gasto com presentes ou viagens, certo? Acontece que ele pode considerado na hora de realizar o sonho da casa própria, uma vez que ele pode ser dado como entrada em um imóvel do programa Minha Casa Minha Vida.

O programa tem algumas maneiras diferentes de ajudar no financiamento de imóveis novos ou na planta, e estas condições mudam conforme a faixa de renda de cada família. Nesse caso, o décimo terceiro pode ser um grande aliado em ações promocionais que oferecem taxas baixas e descontos.

Caso o imóvel tenha sido comprado na planta, o décimo terceiro pode ajudar nos custos da documentação, ITBI, registro e também a escritura. Já para quem possui um imóvel, é possível fazer uma amortização para quitar as parcelas obtendo um grande desconto ou uma redução de parcelas!

Já imaginou morar em um apartamento com piscina, salão de festas, quadra esportiva, playground? Acesse nosso portal e confira diversos imóveis disponíveis!

Via Imóvel Web

28/10/2019 – Mudança de padrão familiar tem interferido na busca por imóveis

Especialista em geomarketing explica que a formatação tradicional, com pai, mãe e dois filhos, não é mais regra no Brasil

Uma família constituída por pai, mãe e dois filhos, conhecida como um padrão tradicional, tem mudado no Brasil. Segundo o professor da ESPM, João Eduardo Caetano, pessoas estão tendo menos filhos ou optando por viverem sozinhas, o que mudou, também, a busca pelo imóvel ideal.

O palestrante abordou o tema “Geomarketing – O marketing perfeito”, durante o Seminário da Indústria da Construção Civil – Santos e Região, realizado nesta terça-feira (22), no auditório do Grupo Tribuna, em Santos.

De acordo com o especialista, o brasileiro tem buscado apartamentos menores, desde que a região possua uma infraestrutura melhor, com mobilidade urbana.

Os estudos são realizados com base nos dados do Censo, divulgados pelo IBGE. Desta forma, é possível definir a tendência para qual a sociedade brasileira está se guiando.

“São mudanças estruturais. Não é possível dar certeza, mas a possibilidade é que ela se sustente por bastante tempo. Esse sistema já foi demonstrado em países como Japão e Holanda. Não vemos reversão dessa tendência de famílias menores. Nós não podemos dizer que isso será homogêneo, mas temos a capacidade de identificar onde isso é mais ou menos intenso”, explicou Caetano.

Segundo ele, o brasileiro não busca mais a segmentação dos cômodos, mas tem pensado em cômodos multipropósito.

“Nós vemos naqueles castelos antigos da Europa. Tinha a sala de jantar, a sala de música, sala de leitura. Isso não existe mais. O brasileiro está procurando muito mais por cômodos multipropósito, o que torna a distribuição da casa mais inteligente”, disse o pesquisador.

Questionado sobre o cenário em Santos, onde existe um grande número de pessoas acima dos 50 anos, João Eduardo Caetano falou que esses imóveis refletem outra realidade.

“A maior parte dessa população não comprou um imóvel para si. Ele foi comprado quando ele tinha uma outra composição familiar, que pode não refletir a realidade atual. Hoje, a preferência é por imóveis menores”, disse o professor.

Via A Tribuna