20/01/2020 – Caixa Econômica vai acelerar negócios ligados ao setor imobiliário em 2020

A Caixa Econômica Federal vai ampliar linhas de negócio ligadas ao financiamento imobiliário em 2020, valendo-se de posição de liderança no setor para ampliar receitas num mercado que vem se recuperando rapidamente no país.

Enquanto prevê crescimento de 30% das concessões de crédito para compra de residências neste ano, a Caixa também planeja acelerar o home equity, empréstimos em que o tomador oferece imóvel como garantia em troca de taxas de juros menores.

“Isso pode nos ajudar a ampliar o relacionamento com muitos dos nossos clientes”, disse o presidente-executivo da Caixa, Pedro Guimarães.

Com uma carteira de cerca de 480 bilhões de reais no final de 2019, a Caixa lidera com folga o crédito imobiliário no país, com cerca de 60% do setor. Mas embora também seja a maior no segmento de home equity, seus ativos no setor somam cerca de 6 bilhões de reais, número considerado tímido por especialistas.

Além disso, a Caixa está começando financiamento para interessados em comprar cerca de 70 mil imóveis retomados pelo banco por conta de inadimplência, ativos avaliados em cerca de 5 bilhões de reais. Há cerca de dois anos, o banco tentou vender parte dessa carteira em grandes lotes a investidores, mas o leilão fracassou.

“Achamos que podemos ganhar mais financiando a compra deles”, disse ele.

Desde que assumiu o comando da Caixa no começo do ano passado, Guimarães, um veterano do mercado financeiro, tem defendido o maior uso de instrumentos de mercado como forma de ampliar o volume de recursos para empréstimo imobiliário.

No segundo semestre de 2019, a Caixa lançou uma linha no setor atrelada ao IPCA, principal índice de inflação do país. Segundo Guimarães, o banco já emprestou 5 bilhões de reais por esta linha e aprovou outros 11 bilhões de reais.

Em março, o banco vai lançar ma linha imobiliária prefixada. O plano de Guimarães é de que metade do que for originado nestas duas linhas seja securitizado e vendido a investidores.

Fonte: Secovi Rio

04/11/2019 – Posso usar o FGTS para comprar a participação do ex-cônjuge no imóvel?

Especialista responde dúvida de leitor sobre financiamento imobiliário. Envie você também sua pergunta

Pergunta do leitor: Tenho 50% de um imóvel com minha ex-esposa; o imóvel está quitado. Na matrícula do imóvel nosso estado civil consta divorciado. Posso usar o FGTS para comprar a participação do ex-cônjuge?

O coproprietário de um imóvel pode usar o seu fundo de garantia para a compra do percentual remanescente de qualquer pessoa, que pode ser parente, cônjuge, amigo ou não ter nenhum vínculo pessoal. Mas é preciso provar que é coproprietário desse imóvel, apresentando a matrícula atualizada em que consta essa informação.

Quando o imóvel está quitado, a pessoa pode usar o FGTS para comprar até 80% dos 50% da parte do ex-conjuge, desde que tenha sido a pessoa que perdeu o direito de morar no imóvel, portanto, quem ficou sem o imóvel após a separação. Além disso, é necessário preencher os demais requisitos do regulamento do FGTS, como não ter outro imóvel, por exemplo.

Em imóveis que ainda estejam financiados, não pode usar FGTS para comprar a parte do outro. O FGTS só pode ser usado como amortização.

Para comprar a outra parte, não é necessária a outorga conjugal (anuência). Se o bem era dos dois, o cônjuge que vai vender não deve anuir, mas manifestar vontade própria de vender sua parte.

Via EXAME – Por Marcelo Tapai é advogado, professor e sócio do escritório Tapai Advogados. Especialista em direito imobiliário e consumidor, é membro efetivo da Comissão Permanente de Direitos do Consumidor da OAB/SP e autor das cartilhas do Procon-SP sobre dicas para compra de imóveis.