08/01/2021 – 5 dicas de como começar seu 2021 no azul

A virada do ano é o momento de fazer um balanço do ciclo que se passou e começar a desenhar os planos para o futuro. E, para dar asas aos novos projetos, uma questão é essencial: colocar as contas em dia. . Quitar dívidas, organizar despesas, criar reservas e outros cuidados do tipo são importantes para iniciar o novo ano com o pé direito, evitando sufocos e, assim, tirar as resoluções de ano novo do papel.

Com a chegada do novo ano é necessário se preparar para uma série de gastos, entre eles, reajuste do aluguel, impostos como IPVA e IPTU, além das mensalidades e lista de material escolar dos filhos. Se entre suas metas para 2021 está passar um pente fino no orçamento, é bom começar agora!

Os índices econômicos apontam que 2021 pode trazer um clima de incertezas. O Brasil ainda se recupera dos efeitos da pandemia, o que se reflete nos valores praticados no mercado. O Banco Central prevê uma inflação de 4,21% para o próximo ano, o dólar deve ter uma queda chegando a custar R$ 5,10, já a projeção da taxa Selic é de 3%. Assim, toda prevenção financeira será bem-vinda para se proteger de qualquer imprevisto.

Confira alguns conselhos para acertar no planejamento e começar 2021 com tudo.

1) Faça um balanço financeiro

É muito difícil fazer um planejamento financeiro sem conhecer a fundo com o que gastamos nosso dinheiro. Para ter uma boa noção sobre sua situação atual, leia as faturas do cartão e os extratos da conta dos últimos cinco meses. Você entenderá melhor as são suas principais despesas e, o melhor, encontrará custos para cortar.

Para ajudar a colocar as contas em ordem, recorra às planilhas e aplicativos de finanças. Seja pelo computador ou pelo celular, são ótimas ferramentas para manter o controle do seu orçamento e decidir quais ajustes podem ser feitos.

2) Troque as dívidas mais caras, por dívidas mais baratas

Quando as contas apertam, é preciso manter a calma. Primeiro, é importante diagnosticar o cenário com cuidado e buscar alternativas, evitando tomar decisões impulsivas. Às vezes, no desespero de quitar uma dívida, é comum recorrer às opções mais fáceis e caras, como o cartão de crédito ou o cheque especial.

3) Corte os chamados “gastos invisíveis”

Por exemplo, se você não tem prestado atenção na fatura do seu cartão de crédito, é possível que um efeito da quarentena de 2020 tenha passado despercebido: multiplicaram-se as assinaturas de serviços de streaming, mensalidades de aplicativos de academia e delivery de compras. Custos que, sozinhos, parecem pequenos podem ir se somando a outros gastos recorrentes e automáticos (e muitas vezes desnecessários) e, no fim do mês, complicar o orçamento.

É importante criar o hábito de analisar com lupa a fatura para achar esses “gastos invisíveis” e tornar suas finanças mais eficientes e bem aplicadas.

4) Crie sua reserva de emergência

Imprevistos e emergências acontecem, mas estar preparado para lidar com esses momentos pode fazer toda diferença. Quando aplicar as dicas acima, procure se organizar também para, aos poucos, separar uma reserva de emergência.

Assim, se houver uma urgência, você poderá evitar adquirir novas dívidas e também, se poupar de muito estresse emocional – que pode, inclusive, levar a atitudes imediatistas que podem acabar comprometendo o futuro.

5) Controle seu dinheiro (e não deixe seu dinheiro te controlar)

Por último, é importante reforçar: a disciplina e o uso consciente do seu dinheiro e do crédito a que tem acesso é a chave para manter as contas em dia, durante o ano todo ou de um ciclo para o outro. Com um gerenciamento cuidadoso, o dinheiro não te controlará nem será um obstáculo para os seus planos, seja comprar um imóvel, um carro, ou fazer uma viagem no próximo ano. Lidar com as finanças é aprender também a ter controle emocional.

Fonte: Correio Braziliense

06/02/2020 – Como escolher o banco para o financiamento imobiliário

Os juros cobrados são o ponto de partida, mas veja se a instituição presta bom atendimento aos clientes

 

Quem está correndo atrás do sonho da casa própria com certeza também se prepara para escolher o banco para o financiamento imobiliário. Essa parte exige um pouco de pesquisa e paciência. Não saia assinando os papéis só porque a instituição tem a menor taxa de juros. O barato pode realmente sair caro.

 

Escolher o banco para o financiamento imobiliário passa por uma análise que inclui taxa de juros, valor total das parcelas – incluindo seguros e demais cobranças -, qualidade no atendimento e capacidade de resoluções de problemas. Um bom começo é pesquisar na internet, mas lembre-se que aquelas simulações feitas pelos site facilitam o nosso dia a dia, mas é interessante ir pessoalmente, tirar todas as dúvidas e conversar com outros clientes que já financiaram com o banco. Pegue referências como se fosse um serviço qualquer.

 

O motivo de tanta precaução? Você pode ter problemas ao longo do financiamento, como milhares de pessoas têm. Imagina atrasar parcelas, precisar negociar uma dívida e não ter quem te atenda. Ou se o atendimento for confuso e demorar séculos. Ou mesmo precisar transferir o financiamento para outro banco e não ter quem te oriente corretamente.

 

E se a instituição confiável e consolidada que você escolheu não tem juros atrativos, negocie! Lembre-se que o mercado atual está muito propício, com boa concorrência, incluindo abatimento nas taxas, principalmente para clientes com outros serviços. Seria a hora de abrir uma conta nova? Avalie.

 

O economista Eduardo Araújo, do Conselho Federal de Economia (Cofecon), explica que o primeiro passo é a consulta de preço. Para ele, o financiamento deve ser considerado como um serviço ou um produto que você compra.

“O consumidor se sente desestimulado de ir de instituição a instituição, porque toma muito tempo. A pessoa pode começar com uma consulta no site Banco Central, que disponibiliza as taxas de juros por instituição. Ainda que seja uma média das operações que foram feitas no ultimo mês, dá a ideia de qual instituição está praticando o preço mais baixo”, diz o economista.

 

Segundo Araújo, o consumidor pode selecionar as quatro instituições que têm as melhores taxas e focar nelas a pesquisa mais abrangente. Nesse caso, fazer uma tabela comparativa do que cada uma oferece ajuda na hora da decisão, diz ele.

 

“Naturalmente, ao iniciar as visitas nos locais, a pessoa vai perceber que tem instituições que oferecem um atendimento mais rápido, até pelo fato se serem privadas. Em bancos públicos, o consumidor pode penar um pouco. É uma questão pessoal: compensa pagar um preço maior por um atendimento mais rápido e personalizado?”.

O economista lembra que o processo de levantamento deve considerar o custo efetivo total. “Ás vezes, por conta da profissão da pessoa e do pouco tempo disponível, vale a pena pagar um pouco  mais por atendimento melhor. Mas é interessante sair da instituição sabendo quanto vai gastar em cada parcela”.

 

Araújo acha que 2020 é um excelente ano para escolher o banco para o financiamento imobiliário. “Estamos com a menor taxa de juros histórica. Não sabemos por quanto tempo vai permanecer nesse patamar. Há perspectiva de que essa taxa permaneça ao longo de 2020. Hoje o consumidor tem a certeza que vai fazer um financiamento pela taxa mais baixa já existente no País”.

 

Fonte: Zap em Casa