13/05/2020 – Redobre os cuidados com focos de Aedes aegypti durante a pandemia

 

Cerca de 90% dos focos do mosquito estão dentro de casa

O avanço do novo coronavírus preocupa a  população, mas não podemos esquecer de outras doenças que também são perigosas, como a dengue, a zika e a chikungunya. Os agentes de saúde continuam em busca do mosquito causador dessas doenças, o Aedes aegypti. Por causa da pandemia, as equipes não estão entrando nos apartamentos, mas verificam todos os lugares das áreas comuns dos prédios.

O Antônio de Padua Vasconcelos é síndico de um condomínio de Vitória, e quando percebeu a presença de muitos mosquitos no local, chamou os agentes da prefeitura. “Os moradores perceberam a presença dos mosquitos. Eu acionei os agentes da prefeitura, que vieram e fizeram a inspeção”, conta.

De acordo com o Centro de Vigilância em Saúde Ambiental de Vitória (CVSA), 90% dos focos do mosquito Aedes aegypti estão dentro de casa. Como os agentes não estão entrando nas residências, o órgão reforça a importância do cuidado de cada morador.   O diretor do CVSA, Rogério Almeida, pede para que as pessoas tenham mais atenção, verifiquem suas casas e identifiquem possíveis focos. “Neste momento, é muito importante que as pessoas colaborem com os cuidados para evitar a proliferação do mosquito. As pessoas podem aproveitar que estão em casa para vigiar os pontos de água parada e eliminá-los”, orienta.

Segundo dados divulgados pelo Departamento Epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde, entre os dias 15 de março a 2 de maio foram registrados 11.292 casos de dengue no Estado. Os números de casos de chikungunya também preocupam as autoridades de saúde: foram 3.242 casos da doença registados no Espirito Santo.

Por isso, segundo Rogério, as fiscalizações na capital para o combate ao mosquito, são diárias. “Desde janeiro, as equipes trabalham no combate aos focos do mosquito. Todos os dias os agentes saem nas ruas para eliminar pontos que podem acumular água parada”, explica.

Fonte: Folha Vitória

17/02/2020 – Saiba como síndicos e moradores podem atenuar problemas causados por crise da água

Por enquanto, não há perspectivas de a Cedae solucionar questões referentes à estação de tratamento do Rio Guandu

 

RIO – A crise da água no Rio continua sem perspectiva de ter fim. Nos condomínios, síndicos e moradores têm dúvidas sobre a melhor forma de agir. Por prudência, o síndico pode tomar algumas medidas.

 

— A primeira delas é contratar ajuda técnica para verificar se a água que está sob responsabilidade comum está adequada para o consumo que se presta. E é necessário garantir que todos saibam a qualidade da água que estão consumindo — sugere Caroline Roque, sócia do escritório Coelho, Junqueira & Roque Advogados.

 

Paulo Codeço, supervisor de administradora de empreendimentos imobiliários, concorda:

 

— Estamos diante de um produto com qualidade duvidosa e de valor expressivo para o condomínio. Nesse momento, temos água com presença de geosmina e de coloração diferenciada. Cabe ao síndico manter os condôminos e funcionários informados de que não se trata de um problema do condomínio e sim da concessionária de serviço público — aconselha.

 

Sem desperdício

 

Outra dúvida comum: é preciso limpar e esvaziar a cisterna? Ou isso não adianta nada, já que a água está vindo com problema?

 

Marcelo Borges, diretor de Condomínio e Locação da Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (Abadi) sugere que tudo seja feito com bastante cautela. Afinal, explica ele, a água é um componente significativo no orçamento do condomínio, perdendo apenas para a folha de pagamento.

 

— A orientação é não tomar a medida drástica de esvaziar as caixas d’água e reenchê-las. Por enquanto, não há notícia de que a água que encherá as caixas novamente terá a mesma qualidade de antes da crise.

 

Para evitar o desperdício da água já armazenada, o ideal é que o condomínio a utilize para fazer a limpeza das áreas comuns.

— É importante ir utilizando essa água. O síndico deve monitorar toda essa situação, estar em contato com a Cedae e manter a comunicação com os condôminos — destaca Borges.

Alguns condomínios estão comprando água mineral para o uso dos funcionários.

 

— É uma situação injustificável e insustentável o que os consumidores estão passando. Ser obrigado a ter gastos com água mineral enquanto a concessionária de água sequer acena a possibilidade de desconto na conta de água que está imprópria para consumo. Mas, sim, vale comprar água mineral, devendo o consumidor registrar e guardar cada gasto que está tendo para eventual pedido de reembolso e, principalmente, caso sofra alguma enfermidade, buscar atestado médico conclusivo da causa — diz Caroline Roque.

 

Um leitor do Morar Bem enviou um e-mail relatando que o condomínio onde morar quer instalar um filtro para melhorar a qualidade da água e já tem assembleia marcada para decidir sobre o assunto: “Nesses momentos preocupantes, as pessoas tendem a ir pelo primeiro palpite que aparece, e esquecem detalhes técnicos e aí é que mora o problema. Como fazer esta escolha?”.

 

Fonte: O Globo