24/06/2020 – Mantenha o equilíbrio emocional das crianças na quarentena

Mais telas, mais sobremesas, mais “sim” e o “não” passou a ser usado só para situações inevitáveis. Para manter a saúde emocional das crianças – e dos adultos – que estão a cerca de 90 dias em isolamento social, não há apenas uma resposta certa, mas em comum está a liberdade maior do que nos períodos em que as crianças podiam circular livremente.

 

“Eu abri mão da cobrança em relação a escola, se está disposto faz, se não quiser, não cobro”, diz a médica Lorena Tostes, 44 anos mãe de duas criança, uma de sete e outra de quatro anos.

 

“Eu abri mão da pressão de dormir cedo e acordar cedo. Deixo elas mais livres. Também não estou controlando muito tablet. Guloseimas mais liberadas também. Resumindo: perda de controle total”, conta a médica Daniela Barra, 39 anos, mãe de duas meninas.

 

Revisitar os acordos é uma das atitudes “básicas” para manter o equilíbrio emocional dos filhos na quarentena, de acordo com a psicóloga Roberta Desnos, coordenadora pedagógica do Laboratório Inteligência de Vida.

 

Segundo Roberta, acreditar que as regras anteriores a pandemia podem continuar sendo seguidas sem alteração é um forte equívoco. “As rotinas foram alteradas drasticamente, e por isso de tempos em tempos é preciso rever o que foi combinado com as crianças e fazer as adaptações necessárias para diminuir os possíveis conflitos gerados pela intensidade da presença e a restrição de saídas e deslocamentos.”

 

Para a psicóloga, é importante também ampliar o diálogo e explicar a situação. “Converse com as crianças de maneira tranquila e honesta e de acordo com a capacidade de compreensão de cada idade. Não infantilize a criança ou desconsidere sua percepção da realidade. As crianças estão passando por esse período de distanciamento social e também tiveram suas vidas alteradas, portanto também precisam ser consideradas como sujeitos”. Segundo Roberta, o momento serve para explicar sobre o novo coronavírus, incentivando as crianças a desenhar o vírus, seus medos, os desejos pós pandemia e, claro, a própria família.

 

“Reforçar que essa situação é passageira que elas não estão sozinhas e podem contar com o seu cuidado como adulto é muito valioso. O tempo todo as crianças estão fazendo leituras e tentando compreender o mundo e muitas vezes se sentem responsáveis ou culpadas ao perceber que algo está errado. Converse com seu filho e filha sobre o que está acontecendo e sempre pergunte suas opiniões e versões sobre o que ele ou ela acha que tudo isso significa”.

 

A rotina mudou, mas ainda é importante manter uma organização para lidar melhor com o distanciamento social. A psicóloga incentiva a planejar o dia e as atividades, para que as crianças tenham um ambiente seguro que favoreça a diminuição de sintomas como estresse e ansiedade.

 

“Estabelecer horários para dormir, acordar, fazer as refeições, assim como as atividades escolares e de lazer, pode promover maior bem estar em todos os membros a família. Não é preciso ser algo extremamente rígido, mas estabelecido de modo a favorecer a dinâmica da casa”, destaca.

 

A chefe de gabinete parlamentar Patrícia Paraguassu, 37 anos, mãe de uma menina de 7 anos, viu, na prática, que liberar demais só deixou as coisas mais complicadas. “Ela antes gostava mais das aulas, tinha mais paciência. Agora está desinteressada. Eu liberei de assistir algumas aulas, achei que poderia ficar cansativo e, acabei liberando. Daí agora ela corre pra TV e, se deixar, não sai mais. Percebi que não adianta ceder tanto. As vezes eu acho que a rotina tem que ser mantida de alguma maneira”, conta.

Segundo a psicóloga, é preciso preservar tanto a brincadeiras e jog

os estruturados e direcionados, como momentos de livre brincar. Na casa da médica Roberta Catarfina, 37 anos, a brincadeira aumentou. “Tempo de tela aumentou e nós compramos um vídeo game, compramos uma segunda cachorra, começou aula de guitarra, anda de skate todos os dias, assiste aula apenas duas ou três vezes na semana e faz 50% das tarefas ou menos”, conta.

 

Na casa de Magali Dantas, 51, a servidora pública também investiu nas brincadeiras. “Além das sobremesa todos os dias e noites, teve chuteiras, patinete, bike. Já teve três natais aqui”, diz.

 

“As crianças precisam se movimentar e por conta da diminuição considerável das atividades físicas, não podemos neglicenciar o corpo nesse momento tão atípico. Se possível, faça jogos e circuitos para que as crianças pulem, dancem, corram e etc. Investir em atividades artísticas como pintura, desenho, contação de histórias é fundamental para as crianças darem vazão ao que estão sentindo também”, destaca a psicopedagoga.

 

Descanso: Crie hiatos entre as atividades, para não fazer nada por um breve instante. Lidar com o tédio é um aprendizado importante no auto-conhecimento, gestão das emoções e o desenvolvimento do potencial criativo.

 

Autonomia: estimule atividades e depois deixe a criança brincar sozinha. Identifique junto com ela quais são as ações que são possíveis serem realizadas sem a ajuda de um adulto (se vestir, escovar os dentes).

 

Tarefas domésticas: Inclua as crianças na realização das atividades. Além de ajudar a desenvolver a autonomia, isso aumentará o senso de responsabilidade e favorece a manutenção dos vínculos familiares.

 

Uso de telas:  Nesse momento flexibilizar o uso das telas é algo necessário, mas é preciso estar atento ao tempo adequado de acordo com a idade da criança e evitar uso sobretudo nas horas que antecedem o sono.

 

Sono: assegurando sonecas ao longo do dia (se forem bebês ou crianças pequenas), estabeleça rituais de sono pouca luminosidade, aparelhos eletrônicos fora do ambiente ou desligados.

 

Rede social: Estimule que a criança mantenha algum tipo de contato com as crianças e adultos que faziam parte da sua vida antes da pandemia.

 

Humanize-se: Mostrar que você também fica preocupado em alguns momentos, que sente saudade das pessoas que não pode ver e que experiência tristeza e alegria, assim como ela, fará com que ela não se sinta só e entenda que as oscilações são naturais nesse momento.

 

Fonte: Gazeta Web

29/05/2020 – Crianças e Home Office: Adaptações que trazem harmonia ao lar

O “novo normal” que será vivido pós-pandemia da Covid-19 impactará também a vida das crianças. Com mais tempo em casa, a difícil tarefa em manter os pequenos ocupados com atividades além eletrônicos se tornará permanente.

 

Assim como a criação de uma rotina, é superimportante para as crianças a organização do espaço delas, pois a permanência delas em casa se tornou um desafio para os pequenos e para os pais, que precisam alinhar a educação dos filhos, brincadeiras e entretenimento com o home office.

 

O escritório Go Up Arquitetura, especializado em soluções para reformas, percebeu o aumento na demanda de adaptações de casas e apartamentos nos últimos meses, desde o começo da quarentena, através de um trabalho que chamam de Fast Decor, onde o escritório projeta intervenções e melhorias no espaço daquele lar, e os clientes fazem as transformações em casa, coordenados à distância.

 

“Tivemos um aumento de 50% na busca por esse tipo de projeto, inclusive para apartamentos com crianças. Como as pessoas não saem de casa, muitas buscam maneiras de adaptação a baixo custo, criativas e que elas mesmo possam fazer. Inclusive, podemos incluir a atividade com a criançada, que adora”, revela Juliana Silva, arquiteta e sócia da Go Up Arquitetura, de São Paulo.

 

Como sugestão, as arquitetas da Go Up Arquitetura Amanda Mori e Juliana C. Silva, sugerem algumas ações que podem ser feitas e adequar espaços para os pais em home office e a criançada em home schooling. “As dicas são fáceis de implementar e podem ser feitas por quem mora em casa ou apartamento, mesmo que pequeno. Um profissional de arquitetura pode projetar a melhor forma de adaptação e indicar os móveis e utilidades e até mesmo os melhores locais para encontrá-los com facilidade”, explica Amanda Mori, sócia da Go Up Arquitetura e responsável por projetos.

 

Essas dicas são muito fáceis de implantar e podem ser feitas por quem mora em qualquer tipo de casa ou apartamento, mesmo que pequeno. É só planejar e botar a mão na massa para fazer o “Home Schoooling” e o “Espaço Seguro”

 

Espaço Seguro

 

Durante o Home Office dos pais, como dica, pode-se separar dois ambientes da casa para as atividades e da rotina da criança, enquanto os pais trabalham.  O primeiro deles, seria o “Espaço Seguro”, um ambiente propício para criança ficar por pequenos períodos sem supervisão direta (enquanto os pais estão em uma reunião, por exemplo e não podem ter interrupções), onde ela  poderá criar, desenvolver, estudar, ler e fazer qualquer atividade com autonomia. Segundo Juliana, o ‘Espaço Seguro’ deve ser livre de quinas, móveis fáceis de subir e sem objetos que possam oferecer risco. “Pode ser o quarto da criança ou então uma varanda pequena.

 

O local deve ser claro, preferencialmente de luz natural, organizado e estimulante de atividades individuais como pintar e desenhar, para a criança se divertir sem necessitar de acompanhamento dos pais. Se puderem disponibilizar de uma parede ainda para essa criatividade, melhor ainda. Depois, nada que uma nova “mão de tinta” não resolva”, ressalta a arquiteta da Go Up Arquitetura.

 

Amanda Mori, profissional da Go Up Arquitetura sugere um espaço de trabalho compartilhado – o “Home Schooling”. Este é um ambiente híbrido e funcional. Por exemplo, se os pais estão fazendo Home Office na mesa da sala, é interessante manter um espaço na mesma mesa para a criança fazer suas atividades escolares juntos, com o apoio dos pais quando necessário. ”

 

Caso a criança não tenha idade e altura suficiente para compartilhar uma mesa tamanho adulto, existem diversas mesas e cadeiras infantis que podem ser inseridas neste contexto, e que podem fazer, ainda, parte da decoração da casa, mantendo o ambiente organizado mesmo nas horas de descanso”, revela Mori.

 

 

Fonte: TERRA

24/01/2020- 2020 chegou e as férias escolares também!

O período de Janeiro é repleto de coisas boas… verão, calor e férias das crianças! A garotada nesse período só quer brincar, e as áreas comuns do condomínio lotam. 

O início desse recesso, geralmente, é um desafio para o condomínio, devido ao aumento de fluxo de crianças.

 

Pensando nisso, separamos algumas dicas de atividades para esse período:

 

 

  • Aluguel de brinquedos

Os pais e síndico podem chegar a um consenso e adotar a locação de aparelhos, como piscina de bolinhas, cama elástica, tobogã etc. O valor, quando dividido entre os condôminos que têm crianças, não fica alto para ninguém. 

 

  • Organize brincadeiras

Podem ser organizadas atividades como a amarelinha, pular corda, pular elástico, esconde-esconde e queimada. É importante que tenha um responsável no local.

 

  • Aulas de culinária

Reúna as crianças para uma deliciosa aula de culinária no salão de festas. Mas antes, converse com seu síndico.

 

  • Jogos de tabuleiro

Esses jogos exercitam a mente e as crianças adoram! 

 

Agora é só chamar os pequenos e boa diversão!

17/12/19 – Dicas para Evitar Acidentes

Gerenciar um condomínio não é tarefa simples, além de se preocupar com as atividades operacionais de rotina, o síndico deve se atentar para o bem estar e o bom relacionamento dos condôminos a fim de manter a harmonia dentro do espaço coletivo.

Afinal, é muito comum o síndico se deparar com as situações mais adversas possíveis.

Confira algumas dicas abaixo:

 

Elevadores

> A manutenção deve ser mensal.

> O desnível entre o andar e o piso do elevador não deve ser maior que 5 centímetros.

> Evitar que crianças menores de 10 anos andem sozinhas no elevador.

> A maior parte dos acidentes com elevadores acontece durante a manutenção, principalmente pela falta de duas providências principais: colocação de placas de advertência no térreo, e desligamento da chave geral, para o elevador não andar enquanto sofre os reparos. Também é uma boa medida pedir para o porteiro comunicar as unidades.

Playground

> Os brinquedos devem ser permanentemente vistoriados, em busca de defeitos nas partes visíveis. Os brinquedos móveis, como gira-gira, balanço e gangorra, merecem maior atenção.

> Deve ser inspecionado, uma vez por ano, por um profissional responsável.

> Deve seguir as normas da ABNT.

> Observar a distância de passagem em frente ao balanço, prevenindo choques.

> Verificar a boa iluminação do local.

> Procurar estabelecer e respeitar os horários para a utilização do playground.

> Crianças menores de 5 anos devem estar acompanhadas de um responsável.

> Não deixar que a criança brinque sozinha no playground, ela pode cair ou machucar-se e não ter ninguém por perto para socorrê-la.

> É bom que as crianças maiores brinquem acompanhadas pelo menos de coleguinhas.

> Evite o uso de areia no piso, pois ela atrai gatos para urinar no local, trazendo riscos à saúde das crianças.

 

Piscina

 

> Mesmo que a piscina seja rasa, apropriada para crianças, não é indicado deixá-las sozinhas no local. (Ver lista de recomendações para os pais).

> Lembre-se de que os funcionários do condomínio não podem ficar tomando conta das crianças na piscina. Por isso, oriente a todos os funcionários para ligarem imediatamente para os pais das crianças que forem encontradas desacompanhadas de adultos no local. Lei nº 9.975 (29/05/98), para o Estado de SP Artigo 1º – Aos administradores das piscinas de uso comum da população incumbe promover exames de controle bacteriano da água, no mínimo uma vez por mês, utilizando-se, sempre, mais de um organismo como indicador Artigo 2º – É obrigatória a pesquisa de algas, leveduras e amebas de vida livre nas piscinas, duas vezes por ano, no mínimo.

 

  Áreas de Acesso Restrito

 

> A caixa d’água deve estar bem vedada. Se possível, deixar fechada as portas de acesso aos equipamentos que ficam no topo do prédio.

> Peça aos funcionários para deixarem trancadas, quando fora de uso, áreas como depósitos, sala de máquinas e casa de barriletes.