Secovi Rio e ABADI lançam o protocolo sobre a Lei Geral de Proteção de Dados. Confira!

Desde setembro de 2020, entrou em vigor a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O marco estabelece regras sobre armazenamento, tratamento e compartilhamento de dados pessoais, criando um cenário de segurança jurídica válido para todo o Brasil. A partir desse novo direcionamento, o Secovi Rio e a Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (ABADI) decidiram elaborar e divulgar o Protocolo de Adaptação das Atividades de Gestão e Intermediação Imobiliárias à LGPD.

O guia de consulta pretende relacionar as principais diretrizes e recomendações para que administradoras de imóveis e condomínios, gestores de condomínios, gestores de locação, corretores de imóveis, síndicos externos e condomínios compreendam o impacto da LGPD em suas atividades, além de servir como norte para os titulares de dados, ou seja, as pessoas naturais que a lei visa proteger.

Segundo o documento, a legislação brasileira já oferecia proteção aos dados pessoais, porém não de uma forma tão específica. A partir de agosto de 2021, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) poderá aplicar sanções como advertência, multas de até 2% do faturamento da pessoa jurídica com limite de até R$50 milhões e exposição da infração. Até essa data, quem violar as regras já está sujeito a autuações do Ministério Público e pode ser alvo de reivindicações dos titulares de dados pessoais com base na nova lei.

Adaptação à LGDP

O artigo deixa claro que, por serem pessoas jurídicas ou naturais que promovem atividades econômicas, as administradoras de imóveis, gestores de condomínios, gestores de locação, corretores de imóveis e síndicos profissionais devem se adaptar à lei. A intermediação de bens imóveis para locação ou venda também se enquadra na medida, mesmo que a corretagem seja feita por corretor autônomo ou desempenhada por uma imobiliária. Sob esse aspecto, pode-se dizer que quem utiliza o serviço profissional tem uma proteção maior de seus dados do que quem negocia diretamente de modo informal.

Por enquanto, a dúvida é se todos os condomínios devem atender à LGPD. “Se o condomínio fizer uso de dados, como um shopping center, aí sim terá que cumprir a lei. Porém, sem a criação e manifestação da ANPD a respeito, é prudente que o condomínio revise os procedimentos junto à administradora e sua assessoria jurídica, de forma a não deixar qualquer ponto de fragilidade ou que gere prejuízos aos titulares dos dados coletados”, explica o advogado André Luiz Junqueira.

“Recomenda-se que tal revisão passe pela assembleia. Mesmo que não se enquadre totalmente na LGPD, os condomínios têm responsabilidade jurídica por eventual mau uso dos dados pessoais, sendo as imagens capturadas pelos circuitos de monitoramento das áreas comuns um exemplo dessa prática”, complementa o advogado.

Para o cumprimento das normas, a LGPD define as funções de titular de dados, controlador, operador e encarregado para o ciclo de proteção de dados. “Em um condomínio, o titular de dados seria o visitante que se identifica na portaria; o controlador seria o síndico que toma decisões sobre o tratamento de dados; o operador seria o porteiro ou a administradora que faz a coleta em nome do síndico; e o encarregado seria o advogado do condomínio”, define Rafael Thomé, presidente da ABADI.

Para fazer o download do documento, acesse aqui.

Fonte: Secovi Rio

13/10/2020 – Garagens ganham nova roupagem em condomínios

Preparação de pisos irregulares e tintas especiais dão um novo visual ao espaço

Se antes as garagens eram espaços feios e esquecidos nos condomínios, hoje a realidade mudou. Depois da chegada de novas tecnologias como tintas especiais, técnicas de nivelamento, entre outras medidas, as garagens ganharam outra roupagem e se transformaram num ambiente bonito, com mais desempenho e ainda promovendo a valorização do imóvel. Para tanto, profissionais estão se dedicando à recuperação de pisos irregulares e, após, preparando o acabamento adequado para cada local.

Afinal, estamos falando de garagem que abriga veículos pesados que geram sujeira, como manchas das borrachas de pneus e de óleo que podem vazar dos carros. Devido a isso, é importante pensar na resistência e durabilidade do piso, e o modo como o revestimento pode auxiliar nesses fatores.

Trabalhando no setor há 13 anos, o engenheiro químico Peter Knoll Santana diz que os problemas mais comuns encontrados em garagens de prédios, especialmente os mais antigos, vão desde pisos de concreto esfarelando e, portanto, gerando constante sujeira, até buracos, trincas e fissuras, situação que pode aumentar e provocar acidentes, caso não seja feita a correção. “É sempre possível regularizar o local com máquinas polidoras para piso e massas epóxi, antes da pintura”, garante Peter.

Para começar, é importante uma avaliação técnica para decidir qual é o melhor processo de pintura, pois são vários tipos de pisos e problemas a serem solucionados. Segundo Peter, a preparação pode ser de várias formas: com lixamento com polidora, regularização com fresadora, limpeza química com ácido ou desengraxantes, pois para uma pintura ter o melhor resultado depende da preparação do piso. “Se não fizer a limpeza adequada, abrir a porosidade do piso e criar a rugosidade necessária – conforme a tinta que está recebendo – pode gerar desplacamento, bolhas, trincas, entre outros”, ensina.

Para o acabamento final, as tintas indicadas vão depender da área em que estão sendo aplicadas, se for uma garagem ou quadra interna (coberta) pode ser usada tinta epóxi para piso; se for uma área externa o recomendado é um acabamento Poliuretano (PU), pois o PU possui resistência a intempéries como sol e chuva, não desbotando, calcinando ou amarelando a cor.

Em se tratando da periodicidade das manutenções, Peter diz que tudo vai depender da frequência na limpeza: se o piso for limpo uma vez por semana ou com um pano ou com um equipamento de limpeza, a durabilidade é de 8 a 10 anos. “Sendo assim, a revitalização terá um custo mais em conta, pois a preparação da ancoragem já foi feita. Será necessária, apenas, uma repintura de uma ou duas demãos”, completa.

Quadras esportivas

Nas áreas de lazer, os pisos das quadras poliesportivas também merecem atenção. Muitas quadras são pintadas com tintas acrílicas à base de água ou solvente, porém são tintas com baixa resistência à abrasão (desgaste por fricção) e a intempéries. Para uma quadra poliesportiva externa, Peter indica as tintas PUs que possuem maior resistência.

“As acrílicas são tintas termoplásticas, sendo mais moles e com abrasão soltam facilmente, marcam mais fácil com fricção de calçados e, em garagens, com pneus dos carros. Já a tinta PU e epóxi são tintas termorrígidas, possuindo maior resistência à abrasão, quando ocorre uma fricção de calçados ou pneus. A marca da borracha sai com a limpeza”, aponta.

Fonte: Condomínios SC

06/10/2020 – Reabertura das piscinas: entenda os riscos e os cuidados na pandemia

Diante das flexibilizações das medidas de distanciamento social, muitos condomínios também têm cogitado — ou já até permitiram — a reabertura das piscinas nos prédios residenciais. Um alívio para a chegada das altas temperaturas do final do ano, mas será que é seguro?

Publicado ainda em maio, um relatório do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC) da Espanha considerou ser “muito pouco provável” contrair a Covid-19 por meio da água e afirmou que produtos desinfectantes (como o cloro) contribuem e “devem ser suficientes” para que nenhum microrganismo sobreviva no meio. No entanto, os estudiosos destacaram que o risco do contágio direto, através de outras pessoas, é o mesmo no ambiente aquático. Ou seja, é preciso ter cuidado.

Enfermeira, doutora em epidemiologia e colunista de A Gazeta, a médica Ethel Maciel ressalta que evitar aglomerações segue sendo uma das principais regras. “A ideia de manter o distanciamento físico em todos os lugares vale também para a água. Devemos ficar pelo menos a 1,5 metro das pessoas. A família junta, tudo bem. O problema é a interação de pessoas que não estão na mesma bolha social, que não moram juntas”, afirma.

O compartilhamento do espaço por indivíduos de diferentes círculos sociais pode dificultar o controle da Covid-19. “Se estávamos em cinco hoje na piscina e, amanhã, alguém é diagnosticado com a doença, os demais precisam fazer exame de contato e ficar em isolamento, até que a positividade seja descartada ou que se curem. Se as cinco pessoas são da mesma família, todo esse processo se torna mais simples e os novos casos de infecção devem ficar mais restritos”, esclarece Ethel.

Além da higienização de todo o ambiente, incluindo as espreguiçadeiras e os outros objetos que as pessoas tenham contato na área, o nível desse reforço deve acompanhar a intensificação do uso da piscina. Também é importante que a liberação do espaço siga o mapa de risco elaborado e divulgado pelo Governo Estadual. “Se houver um agravamento da pandemia, o uso deve ser restringido novamente”, defende a especialista.

Colocando de lado as aglomerações flagradas frequentemente nas praias da Grande Vitória — e que não deveriam acontecer em meio a uma pandemia — o mar em si também é tido como um meio improvável de transmissão do novo coronavírus, principalmente por causa do sal e da baixa concentração do agente viral, devido à imensidão do oceano.

Já as piscinas de água doce, os rios e os lagos são os ambientes aquáticos “mais desaconselhados” pelos seis estudiosos que elaboraram o relatório espanhol. Por não serem tratados, esses meios contribuem para a sobrevivência do novo coronavírus e, consequentemente, demandam mais medidas de precaução por parte dos banhistas.

Fonte: A Gazeta

05/10/2020 – Autovistoria em condomínios: lei sancionada dispensa sua obrigatoriedade

A Lei 9.029/20, de autoria dos deputados Luiz Paulo (Sem partido) e Lucinha (PSDB), que foi sancionada pelo governador em exercício, Cláudio Castro, e publicada pelo Diário Oficial do Estado, nesta quinta-feira (01/10), determina que os condomínios residenciais e comerciais estão dispensados da obrigatoriedade da realização de autovistoria, enquanto perdurar o estado de calamidade pública decretado devido à pandemia de coronavírus.

Esta demanda foi encaminhada pela Câmara de Dirigentes Lojistas da Cidade do Rio de Janeiro.  A instituição, que possui mais de 400 condomínios associados ao tradicional SPC, vinha sendo procurada por alguns síndicos por conta do aumento da inadimplência devido os efeitos econômicos da pandemia. Devido a queda da arrecadação, muitos condomínios estão tendo dificuldades de honrar seus compromissos e ainda tinham de arcar com o custo de realizar a autovistoria predial.

A autovistoria é uma inspeção técnica realizada por engenheiro ou arquiteto legalmente habilitado, com objetivo de verificar as condições de conservação, estabilidade e segurança das edificações, e identificar problemas nas suas condições que necessitem de obras de reparo.

A suspensão não se aplica às obras de natureza emergenciais. Os condomínios que já começaram a autovistoria deverão suspendê-la e os que ainda não iniciaram deverão realizá-la somente após o fim do estado de calamidade pública.

Os graves impactos econômicos gerados pela pandemia no novo coronavírus causou aumento da inadimplência nos condomínios residenciais e comerciais. Medidas são necessárias para a saída da crise”, declarou Luiz Paulo, um dos autores do projeto.

Fonte: Diário do Rio

24/09/2020 – Mercados autônomos ganham espaço em condomínios

Esse tipo de negócios avança no Brasil e traz a tecnologia para o centro da vida dos consumidores

Quando a Amazon lançou seu primeiro mercado físico 100% autônomo, o Amazon Go, em 2018, o mundo ficou espantado: graças a tecnologias de ponta, uma pessoa podia pegar um produto na prateleira, pô-lo direto na bolsa e ir embora, sem perder tempo em filas no caixa — tudo, claro, devidamente registrado no cartão de crédito.

A pioneira Zaitt iniciou 2020 com duas lojas, mas deve encerrar o ano com doze. Não há funcionários nos mercados. O cliente acessa a unidade após a leitura de um QR code pelo smartphone, seleciona os produtos usando o aparelho para a leitura do código de barras e finaliza a compra pelo aplicativo. “Ajustamos o nosso modelo de negócios, entendemos o gosto dos clientes e agora estamos prontos para crescer”, diz Rodrigo Miranda, presidente da Zaitt, rede comprada recentemente pela empresa de restaurantes corporativos Sapore. A companhia não revela o faturamento, mas o executivo diz que, durante a quarentena, as vendas subiram 50%.

É nos prédios e condomínios residenciais que os mercados autônomos mais crescem no país, o que pode ser atribuído ao distanciamento social imposto pela pandemia. Para evitar o risco de circular em lugares públicos, muitas pessoas recorreram às compras literalmente na esquina de casa. Estima-se que pelo menos 500 condomínios contam com o serviço.

Para as grandes companhias, o maior ativo desse tipo de mercado está nas informações sobre os hábitos de consumo, que valem ouro hoje em dia. Não à toa, marcas como a cervejaria Ambev, a empresa de bens de consumo Unilever e o frigorífico Seara pagam ao market4u para ter seus produtos expostos nas prateleiras. “Os mercados de condomínio servem como laboratórios para conhecer os gostos de nossos consumidores”, diz Manoela Victal, diretora de Novos Canais da Seara.

Fonte: Veja

21/09/2020 – Condomínios e o ajuste à lei sobre proteção de dados

Garantir o direito à privacidade dos cidadãos é o objetivo principal da LGPD. Para isso, a legislação pretende dar segurança quanto à maneira como as empresas guardam, coletam, utilizam, disponibilizam e transmitem a terceiros dados pessoais que identifiquem ou possibilitem identificar os usuários, como nome e números de documentos, entre outros.

Há controvérsias sobre a aplicação direta da nova legislação aos condomínios residenciais, já que as informações coletadas nesses locais não têm finalidade comercial. Porém, especialistas ouvidos pelo Estadão consideram que é melhor se enquadrar às regras.

Mesmo que o condomínio não seja obrigado eventualmente a cumprir integralmente a LGPD, o advogado André Luiz Junqueira recomenda que o síndico regulamente o tema em assembleia geral, estabelecendo procedimentos específicos para coleta, tratamento e, especialmente, acesso aos dados – seja em meio digital ou não.

Questões pendentes na LGPD

Por outro lado, ainda há questões na própria LGPD que precisam ser regulamentadas. No dia 27 de agosto, o presidente Jair Bolsonaro publicou decreto que define a estrutura regimental para a criação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), órgão que vai fiscalizar e editar as normas.

Só que ainda há dúvidas pontuais. “Essa legislação precisa de um pouco mais de detalhes para os condomínios, ela pecou nesse sentido”, critica o síndico Rafael Bernardes, que atua na área há 15 anos e já tinha a preocupação de zelar pelos dados de seus condôminos e prestadores de serviço antes da lei. Bernardes questiona, por exemplo, se um morador inadimplente pode ter seu nome colocado no balancete do condomínio.

Já casos como a divulgação de imagens pelo circuito interno de TV e exposição de informações pessoais do cadastro para empresas terceirizadas prospectarem serviços são consideradas violações à LGPD, explica Karpat. “As penalidades previstas em lei são muito severas e podem atingir os condomínios em caso de descumprimento”, aponta o advogado.

Por enquanto, as multas e punições ainda não estão valendo. “As sanções só serão aplicadas a partir de agosto de 2021, mas o quanto antes os processos forem adequados, mais pontos as empresas ganham na relação de respeito e reciprocidade com os seus consumidores”, observa a gerente de Relações com os Clientes da Lello Condomínios, Angelica Arbex.

Para entender a LGPD

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) foi promulgada em 2018 pelo então presidente Michel Temer. Neste ano, por meio da Medida Provisória 959/20, o governo federal propôs o adiamento da entrada em vigor da lei, deixando o início de sua vigência para de maio de 2021. Em agosto, o Congresso rejeitou a alteração e a LGPD, agora, entrará em vigor após sanção presidencial. Já as sanções administrativas valerão a partir de 1º de agosto de 2021.

Fonte: Estadão

27/08/2020 – Como realizar corretamente obras em apartamento

Construções, reparos e obras costumam oferecer desconforto para moradores próximos. Apesar de um proprietário ou inquilino ter total direito de realizar o necessário dentro de seu apartamento, é preciso que o mesmo tenha noção das convenções condominiais e que faça o possível para amenizar possíveis inconvenientes para vizinhos.

Lei do silêncio é uma das máximas de um condomínio, independente da situação. Recorra ao gestor ou regulamento do ambiente, de modo a não ultrapassar os horários corretos para a atividade. 

Poeira e dejetos são partes inerentes ao processo. Entretanto, meios precisam ser encontrados para amenizar esses problemas. Procure sempre manter a limpeza da área, corredor, elevadores, escadas, para que não gerem inconvenientes. O lixo e seu descarte é obrigação do benfeitor, portanto se lembre ou relembre o profissional responsável de realizar o despejo correto dos resíduos;

→ Verifique a possibilidade da obra antemão a realização. Algumas podem gerar malefícios à estrutura do prédio ou de unidades inferiores/superiores. Procure o síndico e certifique-se de obter um laudo de um profissional capacitado, caso seja necessário.

Comunicação é a chave para um bom relacionamento com seus vizinhos e síndico. Mantenha-os informado sobre o prazo e início dos reparos. É bom manter em mente que essas situações podem ocorrer em qualquer unidade, devendo haver uma certa tolerância por parte dos outros moradores, quando tudo é realizado dentro das normas;

→ É fundamental que sejam contatados profissionais especializados na obra ser feita, de modo em que nenhum problema técnico surja sem possibilidade de conserto. Devem sempre respeitar as convenções internas ao condomínio para prestação de serviços, principalmente durante a pandemia.

No período em que vivemos, esse contato com gestores e vizinhos são importantes para manter um ambiente saudável e com bem-estar geral. Esteja disposto a reconhecer os benefícios e malefícios que uma obra pode oferecer e procure um meio-termo que seja agradável a todos os envolvidos. 

 

Fontes: Correio Braziliense; Condomínio SC; Hoje Em Dia.

24/08/2020 – Como combater o racismo em condomínios

Os condomínios contam com um numeroso contingente populacional, conferindo ao local uma posição de legislador de termos e contratos sociais que precisam respeitar os princípios básicos de igualdade. Além dos cartazes de conscientização contra as práticas racistas, é fundamental que hajam represálias legais através de advertências e multas para os agressores, de forma a não ser repetida a situação. 

Existe uma diferença entre o modus operandi de segurança do ambiente e o julgamento precipitado. É imprescindível que hajam procedimentos igualitários para todos os visitantes e moradores, evitando situações como a de um condomínio em Santa Catarina, onde o síndico proferiu insultos à aparência de uma visita e exigiu processos ostensivos de identificação, puramente pela cor da pele e vestimenta usada. 

Além disso, o próprio condomínio como instituição pode ser o gerador desse preconceito. A não contratação de profissionais por sua raça deve ser reprovada, bem como as possíveis ações discriminatórias de próprios moradores e visitantes, proferidas aos funcionários presentes. É preciso uma conscientização sobre o local fundamental que eles ocupam na vida condominial, retirando-os da posição de subserviência que alguns ainda acreditam, como visto em um caso em São Paulo.

Os casos são inúmeros e as possibilidades diversas, infelizmente. É papel dos gestores e condôminos estarem sempre atentos às situações e sempre assumirem uma postura combativa às difamações e injúrias, não só a vítima. A luta pela dignidade e direitos iguais deve ser feita de forma coletiva, seja com intervenções internas ao funcionamento condominial ou por meios legais e judiciais.

Fontes: Portal Geledés; Direcional Condomínios; Conselho Nacional de Justiça.

 

20/08/2020 – Violência doméstica: qual a responsabilidade do condomínio?

Tópico bastante sensível para a vida em comunidade, costuma gerar muita dúvida sobre até que ponto intervir em situações privadas pode ser aceitável. É importante sempre ter em mente que a violência pode partir de qualquer parte da família no âmbito doméstico, apesar de em sua maioria ser infligida sobre mulheres. A Lei Maria da Penha (um dos marcos legislativos brasileiros no que tange proteção às vítimas) vai além do abuso físico: ofensas, difamações e violência psicológica também devem ser consideradas.

Mas onde que o exterior pode interceder sem parecer uma intromissão? Nesse momento é necessário entender qual a situação da vítima e ter certeza sobre a agressão, seja ela ouvida, presenciada ou a pedido de socorros. Em busca de evitar agravações da situação, síndico ou condôminos devem ter tato para identificar o instante para acionar o número de proteção às vítimas, 180, que funciona 24 horas por dia, ou então o 190, caso seja de mais urgência. Lembrando que em casos comprovados, a pessoa em questão pode ser responsabilizada pelo crime de omissão de socorro.

Com a pandemia e o isolamento social, os casos têm subido vertiginosamente. Mesmo com os receios voltados à situação do avanço do vírus, é fundamental que o combate à violência doméstica também intensifique-se. A prevenção é uma das maneiras mais efetivas para isso, e agora em lei estadual, todos os condomínios e complexos prediais precisam afixar cartazes informando sobre o atendimento às mulheres em situação de violência, dando o papel ao síndico de instrutor para orientar ações caso ocorra algo do tipo.

Um ponto-chave dessa discussão é a contínua preservação dos envolvidos. O sigilo garante a integridade física e moral da vítima e tem o poder de evitar maiores danos e acentuar o caso para algo maior. O síndico, bem como moradores, embora sejam elementares na quebra do ciclo de violência, não podem entrar em méritos de discussões exacerbadas ou “rotineiras”, é importante saber diferenciá-las. Configuram como “bandeiras vermelhas” para intervenção:

→ Agressões corporais, com objetos, portando armas brancas ou de fogo, retiradas à força de ambientes, dominância física sobre o corpo da vítima, entre outros.

→ Humilhações privadas e públicas, demasiados insultos e xingamentos proferidos, chantagens emocionais e envolvendo outras pessoas, entre outros.

Além da prevenção e ação imediata quando essencial, a época pós agressão podem ser cruciais para influenciar positivamente sobre a vida da vítima, como em casos de medidas protetivas judiciais e o impedimento de entrada do agressor na unidade em função disso.

O condomínio, síndico e moradores precisam estar atentos aos sinais claros, podendo apenas sofrer judicialmente com a intervenção caso não tenham provas concretas ou ajam de má-fé para com os condôminos envolvidos. A luta contra essa grave e endêmica situação também é obrigação daqueles que a cercam: denuncie, preste apoio e fique sempre alerta às situações, a ligação é sempre anônima e você poderá estar salvando vidas!

Fontes: Sindiconet; Pontualcobranca.

10/08/2020 – Deixe em dia a manutenção de seu condomínio

Devido à pandemia, as áreas comuns de condomínios precisaram ser fechadas por completo e suas manutenções postergadas. Com o avanço das medidas de reabertura, é importante que o ambiente condominial esteja novamente bem preservado para receber os moradores que queiram acessá-lo. 

As medidas de urgência como troca de extintores ou reparos hídricos e elétricos continuaram, mas como ficaram os espaços de convivência e lazer? Síndico, separamos algumas dicas para ajudá-lo na conservação das áreas comuns, agora que se encontram mais vazias e com mais facilidade de organização:

→ Promova limpezas gerais: preferencialmente em todos os ambientes, mas priorize locais que demandam mais custo e são mais acessados: halls de entrada, academias, playgrounds e salas de estar. Pegue pesado nos vidros, portarias e maquinários;
→ Play e brinquedotecas sem problemas: aproveite para checar a situação física, procurando por brinquedos com defeitos e promova o conserto dos mesmos de forma segura e prática;
Piscinas limpas: invista na conservação das piscinas em seu condomínio. Devido à falta de uso contínua e, por vezes, sem o profissional as limpando, é preciso que sejam redobrados os cuidados para que quando reabertas, apresentem um estado bom para uso imediato;
Salões de festa e reunião: verifique a condição dessas áreas, de modo ostensivo e detalhado. Aposte em sua melhoria, de modo a oferecer conveniência e utilidade para quando e quem precise usá-las. Seja em sua estrutura, modificando disposições e organizações ou em sua decoração mais à vista;
Academias, quadras e campos: acondicione um profissional para realizar reparos em danificações por ações de tempo e/ou humanas. Averígue todas as máquinas das salas de ginástica, bem como as estruturas de quadras e campos, desde seu piso às grades e objetos presentes;
Banheiros e cozinhas: conserte e equipe os banheiros de áreas comuns, de modo que fiquem atualizados com os novos protocolos sanitários vigentes. Ofereça um espaço seguro e constantemente higienizado.

É importante que gestores como você, estejam a todo tempo demonstrando preocupação com todas as áreas do condomínio. Para evitar possíveis percalços, busque essa manutenção das áreas comuns quanto antes, disponibilizando aos condôminos um ambiente cômodo e agradável, assim que as coisas comecem a normalizar por completo.