18/03/2020 – Prédios residenciais começam a fechar áreas comuns por causa do coronavírus

Especialistas entendem que, na situação de emergência, síndico pode tomar decisão mesmo sem assembleia. Para Secovi-SP, questão é de bom senso entre moradores.

 

Marcio Rachkorsky, especialista em condomínios, fala sobre fechamento de áreas comuns dos prédios por causa do coronavírus

 

Piscina, parquinho, salões de festa… áreas comuns de prédios residenciais estão começando a ser fechadas como medida preventiva para o contágio do novo coronavírus no Brasil.

 

“Nada de muita gente junta no mesmo ambiente. É para o síndico fechar academia, piscina, brinquedoteca… Parquinho ao ar livre é a última área a ser fechada, mas deve fechar tudo”, disse Marcio Rachkorsky, especialista em condomínios, no SPTV1.

 

Rachkorsky afirma que, pelo mesmo motivo, festas e churrascos devem ser cancelados: “Tem muita gente chiando, mas tem que cancelar.”

A mesma orientação vale para assembleias de condomínio e reuniões presenciais. Na última segunda (16), o Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) recomendou que elas sejam evitadas.

 

Síndico pode fechar áreas?

 

“O síndico tem a obrigação de zelar pelo bem estar do condomínio e isso inclui a autonomia de vedar o uso de áreas comuns do condomínio durante períodos emergenciais, como o que vivemos”, disse Ronaldo Coelho Neto, vice-presidente administrativo do Secovi Rio.

 

“O normal é que se faça uma assembleia, com quórum [número suficiente de moradores para deliberar]. Mas como fazer isso se estamos recomendando que assembleias sejam adiadas?”, observou.

O Secovi-SP entende que não cabe ao condomínio proibir a utilização dos espaços, devendo, no entanto, manter as áreas limpas e esterilizadas.

“Cumpre esclarecer que, neste momento, caberá ao bom senso dos condôminos e moradores a evitarem o máximo situações favoráveis ao contágio, devendo aqueles que resolverem utilizar as áreas comuns como academias deverão fazer uso das medidas de higiene já citadas”, disse, em nota, Ingrid Ferreira da Silva Gomes, advogada e assessora jurídica do Secovi-SP.

 

“Síndico representa condomínio jurídica e civilmente. É ele quem responde em ações judiciais e tributárias”, aponta Coelho Neto. “Uma eventual negligência pode ser contra ele. O certo é convocar assembleia, mas estamos recomendando acabar com aglomerações porque é um caso emergencial.”

 

Rachkorsky foi questionado por um telespectador do SPTV1 sobre casos de morador em quarentena: o síndico pode proibir quem está nessa situação de sair de casa? Segundo o especialista, o síndico não ter poder de polícia, ele pode apenas recomendar não sair.

“A consciência é sua: talvez você possa pedir para alguém ir ao mercado para você, pedir a um vizinho…”, sugeriu.

 

Evitar aluguel temporário

 

Para Rachkorsky, mesmo o aluguel de curto prazo, como o promovido por aplicativos, devem ser canceladas. “Já pensou, você toma todos os cuidados e, a cada dia, chegam 15, 20 hóspedes diferentes, você não sabe se onde vêm”, alerta.

 

Lojas em prédios residenciais

 

Em prédios que tenham algum tipo de comércio nas dependências, o síndico não tem autonomia para fechar esses lugares, disse Coelho Neto, do Secovi Rio.

“A loja está exercendo atividade dentro do espaço que lhe compete, e o síndico não tem poder de obrigar um comerciante a fechar. Mas pode fazer recomendações, acho que deve”, completou.

 

Orientações a funcionários

 

Para o representante da Secovi Rio, síndicos e as administrações precisam passar recomendações para a equipe que trabalha nos condomínios.

Os porteiros devem fazem higiene quando recebem pessoas, lavando as mãos e usando produtos antissépticos. Síndicos também têm que fornecer e incentivar que os profissionais de limpeza façam uso dos equipamentos de proteção individual (EPI), disse Coelho Neto.

 

Além disso, é preciso ter cartazes com orientações nas áreas comuns e intensificar procedimentos de limpeza, várias vezes ao dia.

 

“Tem que ter álcool em gel disponível na portaria, incentivar e determinar maior higienização dos elevadores, pisos e portas. Estimular uso das escadas e evitar o uso do elevador com muitas pessoas”, afirmou Neto.

 

Prédios que têm serviços de manobrista devem fornecer produtos para limpeza durante a manobra, aconselhou.

 

E se tiver um caso confirmado?

 

De acordo com porta-voz da Secovi Rio, é preciso comunicar o condomínio se um caso de coronavírus for confirmado, sempre mantendo a privacidade da pessoa que está doente.

“Se souber de um caso no prédio, deve ser alertado sem dizer quem é. É importante alertar para os cuidados que todo mundo tem que ter. Prevenção é fundamental: não adianta o síndico fazer o trabalho sozinho, os moradores têm que tomar cuidados também”, explicou.

 

Fonte: G1

14/03/2020 – Pets em condomínios: Regras básicas para facilitar a convivência 

O Dia Nacional dos Animais, comemorado 14 de março, surgiu para estimular debates sobre todos os animais. Com o passar dos anos, a data ganhou uma maior abrangência, com seu objetivo de buscar a conscientização a respeito dos cuidados dos animais, sejam eles domésticos ou selvagens. 

 

Dentro dos condomínios residenciais, ainda existe aquela velha discussão entre os vizinhos. Afinal, o condomínio pode proibir que os moradores criem animais de estimação dentro de suas casas? 

 

A resposta é não. Os condomínios não podem proibir a presença de animais domésticos no interior das unidades residenciais, entretanto, podem regular sua permanência e trânsito nas áreas comuns.

 

É importante que os donos dos animais tenham bom senso para que a boa convivência no condomínio não seja afetada. As maiores reclamações que os vizinhos distribuem em relação aos animais é sobre barulho excessivo, mau cheiro, e sujeira. Separamos algumas dicas para facilitar esse convívio.

  • Cuidar da saúde do seu animal para evitar a transmissão de doenças.
  • O recolhimento das fezes é obrigatório.
  • É obrigatório o uso de coleira para circular pelo condomínio.
  • Respeite os locais proibidos.
  • Seu animal é de grande porte ou costuma ser agressivo? Não deixe de usar a focinheira.

06/03/2020 – o inquilino pode ser síndico?

Você sabe se inquilino pode ser síndico do condomínio? Essa é uma questão que ainda causa muita confusão Brasil à fora. Para dar fim às especulações, resolvemos trazer esse post explicando o que diz a legislação sobre o assunto.

 

O síndico que foi eleito é inquilino, e agora? 

 

Não há proibição legal de um inquilino ser eleito síndico. O novo Código Civil expressa claramente essa possibilidade: “Art. 1.347. A assembleia escolherá um síndico, que poderá não ser condômino, para administrar o condomínio, por prazo não superior a dois anos, o qual poderá renovar-se. “

 

Sendo assim, inquilinos podem atuar como síndicos do condomínio sem problema algum.

 

Mas, a convenção do condomínio contém uma cláusula que proíbe inquilinos de se candidatar ao cargo. O que fazer? 

 

Essa medida pode ser ignorada, pois nenhum documento interno pode contrariar uma lei municipal, estadual ou federal.

 

E afinal, quem pode ser síndico?

 

O artigo 1.347 do novo Código Civil, deixa claro que qualquer pessoa física ou jurídica pode exercer a função de síndico de um condomínio. Isso quer dizer que: locatários, proprietários e ocupantes podem assumir o cargo.

 

E quem não pode ser síndico?

Algumas pessoas não podem assumir o papel de síndico, como: diretores de faculdades e colégios, magistrados e grão mestres da maçonaria são proibidos de assumir o cargo, tanto como síndicos profissionais ou moradores. Os moradores inadimplentes também entram nessa lista, o art. 1.335 determina que apenas condôminos que estão em dia com o pagamento possuem o direito de votar e participar. 

 

04/03/2020 – O que devemos considerar quando estamos de mudança de cidade?

Mudar de cidade implica em resolver diversos aspectos, e decidir outros tantos. Veja, agora, quais são esses pontos a considerar!

 

Muitas vezes é preciso ir longe para acompanhar o ritmo das transformações que ocorre diariamente no mundo. São diversos acontecimentos inesperados, até mesmo à mudança de cidade.

 

Quando isso acontece de surpresa, pode não haver tempo para providenciar tudo com tranquilidade. Nessa hora, é preciso respirar fundo e se programar de modo a resolver os diversos aspectos ligados a essa mudança.

 

Afinal, largar para trás pendências tende a ser mais trabalhoso do que as resolver. Para saber quais pontos prestar atenção na hora da mudança, acompanhe o que destacamos para você!

Cancele serviços e contas do endereço antigo

Nada de começar vida nova sem antes solicitar o cancelamento dos serviços que estão ativos no endereço atual. Isso inclui as contas básicas do imóvel em que mora agora, como água, luz, telefone, entre outros fornecimentos.

Lembre-se que não formalizar o cancelamento dessas contas vai ocasionar sua continuidade. Assim, mesmo que você não utilize seus benefícios, vai precisar pagar por todo o período em que forem disponibilizados.

Busque por empresas especializadas em mudanças

Para garantir que os seus pertences chegue intactos na casa ou apartamento novo, pode ser valioso ter ajuda profissional para isso. Então procure cotar o custo da mudança em transportadoras experientes e com boas avaliações.

Faça vários orçamentos, peça a descrição dos materiais e da mão de obra inclusos nos valores. Afinal, na comparação, nem sempre o mais em conta é o mais vantajoso.

Entenda o que você precisa realmente levar ou desapegar

Viu que a mudança de cidade vai demandar pagar uma exorbitância pelo transporte das mobílias? Então desapegue do máximo de objetos que for possível! Dessa forma, você consegue tornar a sua mudança mais simples — e até mais barata.

Para tal, verifique os pertences que são indispensáveis levar com você. Os demais itens devem ser destinados a virar desapego e serem convertidos em uma quantia extra. Aí é só anunciá-los para venda e, depois, usar os valores obtidos para ajudar nos custos da mudança.

Pesquise sobre a nova cidade e os bairros

Chegar a uma nova cidade fica mais fácil quando se conhece as suas especificidades. Por exemplo, é muito importante saber os perfis dos bairros, quais recursos e lazer eles oferecem, e assim por diante.

Isso vai dar a você os necessários subsídios para perceber qual lugar irá de encontro ao seu estilo de vida. Com isso, será simples evitar enganos que podem atrapalhar a sua experiência de moradia na nova cidade.

Procure seu novo lar

Encontrar a casa ou o apartamento que melhor atenda às suas necessidades de praticidade e conforto requer usar a ferramenta certa. Utilize, então, em suas buscas, as funcionalidades do site da Zirtaeb.

 

A atitude de turbinar a sua busca pelo novo lar vai resultar em muitas opções de casas e apartamentos. Daí é só marcar as visitas ou entrar em contato com o anunciante por telefone, tratar os detalhes da locação ou compra, e aproveitar muito a sua mudança de cidade.

 

Ah, e lembre-se também de visitar os lugares movimentados da localidade e socializar sempre que tiver tempo. Afinal, nada como fazer amizades para se sentir realmente em casa!

 

Fonte: Imóvel Web

02/03/2020 – Grupo de whatsapp no condomínio: qual a responsabilidade do síndico

A comunicação digital é uma das grandes tendências não só de empresas públicas e privadas, mas de qualquer um que deseja utilizar a tecnologia que tem em mãos. O celular é usado tanto para otimizar o tempo quanto para encontrar soluções rápidas para possíveis problemas. Gestores de condomínios, inclusive, já estão aderindo a aplicativos para facilitar a comunicação entre síndico e moradores, assim como para melhorar consideravelmente a administração do local. E uma dessas ferramentas que está cada vez mais comum no dia a dia é o grupo de whatsapp no condomínio.

Quando bem administrada, uma ferramenta como o grupo de whatsapp no condomínio pode servir de grande ajuda para a organização local. O problema é que nem todos os moradores conseguem enxergar o lado positivo dessa história, não só pelo grupo desse aplicativo em si, mas por qualquer dispositivo de mensagem. É preciso que tanto os síndicos quanto os administradores e moradores consigam ver com outros olhos essas novas tecnologias, que podem ter como base auxiliar a gestão e criar novos tipos de serviços. 

Não é que a comunicação à “moda antiga”, como avisos em quadros e elevadores, não seja eficaz, muito pelo contrário. É importante manter os tradicionais avisos aos moradores, já que nem todos têm acesso a uma conexão. Envio de e-mail também é muito eficiente. A questão é que o grupo de whatsapp no condomínio tem o poder de atingir os moradores de uma forma geral, inclusive aquele condômino que nunca aparece nas assembleias.

O que preciso fazer para criar um grupo de whatsapp no condomínio?

O primeiro fato a ser levado em conta é que em nenhuma hipótese o síndico pode criar esse grupo sem o aval dos moradores. O número de telefone é um dado pessoal, por isso, é responsabilidade do síndico/administrador zelar pelo sigilo.

O ideal é convocar uma assembleia com todos os condôminos e explicar a situação. Falar sobre os motivos de ter um grupo de whatsapp no condomínio e conferir se estão de acordo. Se necessário, fazer uma votação formal. Por isso, caso esteja pensando em adotar um aplicativo para facilitar a gestão, por mais simples que seja, o indicado é informar os moradores antes da aplicação dessa ferramenta.

Outra dica é criar regras para a utilização desse grupo. Nada de mensagens pessoais, correntes, memes ou mensagens de bom dia/boa noite. O grupo de whatsapp será um local destinado exclusivamente para tratar assuntos do condomínio, assim como avisos simples da gestão. Colocar esse tipo de limite evitará possíveis confusões entre os condôminos.

Quais são as responsabilidades do síndico e dos condôminos em relação ao grupo de whatsapp?

Quando aprovado, o grupo do aplicativo whatsapp deve ser administrado exclusivamente pelo síndico e/ou administradores.Caso o uso tenha sido aprovado via votação, aqueles que não querem fazer parte não são obrigados a entrar. Além disso, o síndico não tem responsabilidade legal pela criação do grupo.

Quem nunca teve problemas com os condôminos em relação a pagamentos ou brigas entre vizinhos? É de extrema importância que o síndico saiba como intervir nessas situações com calma e soluções adequadas para os envolvidos. Assim, não deve ser permitido que dentro do grupo ocorram crimes contra a honra, que se classificam como injúria, calúnia e difamação. Isso abrange tanto o síndico quanto qualquer morador. A pena pode ser financeira, com pagamento de indenização, ou até judicial.

É importante entender também que o grupo do whatsapp não pode ser utilizado para cobranças pessoais. Por exemplo, o síndico nunca deve cobrar o valor do condomínio em atraso pelo grupo, assim como já não era permitido no mural de recados.

Informações pessoais nunca devem ser expostas nesse grupo. Existe uma Lei geral de proteção de dados que garante que isso não aconteça. Dados sobre as finanças devem continuar no caderno original. Ainda não há uma lei que permita que esses números possam servir como documentos no mundo digital.

Assembleia virtual: é possível realizá-la?

Aprovado em agosto de 2019, o Projeto de Lei (PL) 548/2019 “permite que, quando o quorum especial exigido pela lei não for alcançado nas convocações presenciais das assembleias de condomínios, a correspondente deliberação possa ser tomada posteriormente, mediante votação eletrônica dos condôminos, em segmento virtual da reunião” (trecho coletado no Senado Federal).

Esse voto virtual seria de grande ajuda para a gestão, já que é bom para agilizar os processos dos condomínios e manter “por perto” aqueles condôminos que nunca aparecem nas reuniões. O PL está tramitando na Câmara dos Deputados.

Se implementado, o síndico deverá oferecer aos moradores dispositivos para a realização dessa votação. Lembrando que a assembleia virtual não anula a presencial. Ainda é melhor conversar presencialmente com as pessoas.

 

Fonte: Kiper

25/02/2020 – Aluguel das áreas comuns do condomínio

A locação das áreas comuns é um dos assuntos que causa conflitos no condomínio. A gestão condominial é uma das preocupações da coletividade, seja através dos síndicos ou integrantes do condomínio (proprietários ou inquilinos). O síndico deve estar atualizado e adotar critérios para que a administração seja adequada e nos padrões de qualidade.

Na verdade, em razão da disseminação imediatista de informações, acabamos agindo inconscientemente e automaticamente. Repetindo gestos, palavras e atitudes fundamentadas apenas nas ocorrências diárias, sem uma reflexão mais aprofundada do que queremos.

O síndico em sua função, é essencial ao condomínio. Na medida em que ele gerencia os conflitos diários, planeja e estrutura as ações a serem adotadas. Além das obrigações adequadas à importância de sua função.

Muitas vezes, na intenção de obter bons negócios que irão favorecer toda coletividade, no aspecto financeiro, o síndico acaba sendo envolvido numa visão mais restritiva, onde a arrecadação de verbas é o que importa. Isso ocorre, por exemplo, com a locação de áreas comuns do condomínio para o mais variado tipo de usos. Um exemplo é o caso da instalação de antenas para captação de sinais de celulares. Ou ainda com a pura e simples locação do imóvel destinado à moradia do empregado.

Importante salientar, no caso da concessão onerosa das áreas comuns, que há diversas implicações que deverão ser sempre analisadas com muita cautela e rigor técnico, porquanto é o próprio síndico em primeiro lugar que poderá ser atingindo em seu patrimônio, na hipótese de sua gestão ser considerada como inadequada.

É necessário o debate com todos os interessados ao tema. Assim, a locação de áreas comuns do condomínio deverá ser analisada sob vários prismas, entre eles o tributário. No aspecto tributário a situação é regida pela Instrução Normativa SRF nº 15 de 6 de fevereiro de 2001, onde no artigo 4º é determinado que:

”Os rendimentos comuns produzidos por bens ou direitos, cuja propriedade seja em condomínio ou decorra do regime de casamento, são tributados da seguinte forma:

I – na propriedade em condomínio, a tributação é proporcional à participação de cada condômino;

II – na propriedade em comunhão decorrente de sociedade conjugal, inclusive no caso de contribuinte separado de fato, a tributação, em nome de cada cônjuge, incide sobre cinquenta por cento do total dos rendimentos comuns;

III – na propriedade em condomínio decorrente da união estável, a tributação incide sobre cinquenta por cento do total dos rendimentos relativos aos bens possuídos em condomínio, em nome de cada convivente, salvo estipulação contrária em contrato escrito.

Parágrafo único. No caso do inciso II, os rendimentos são, opcionalmente, tributados pelo total, em nome de um dos cônjuges.”

Assim, na hipótese de locação de área comum, seja qual for o locatário ou mesmo a finalidade desse novo tipo de utilização, as rendas obtidas deverão ser tributadas, ou seja, o imposto sobre essa renda deverá ser pago.

O condomínio é isento de imposto de renda, mas as pessoas físicas ou jurídicas não são. Assim, a arrecadação obtida com a locação deverá ser tributada em nome de cada um dos condôminos. Eles terão receita decorrente da locação de uma área que lhes pertence.

Na locação de espaços comuns para a instalação de antenas de captação de ondas de celular, é necessário observar outros itens relativos à estrutura da edificação, bem como a legalidade dessa instalação.

Há muitas empresas que propõem diversas vantagens econômicas. Porém não alertam para os aspectos aqui mencionados. E o síndico acaba sendo envolvido desnecessariamente em uma situação problemática.

Recomendamos que o síndico ao receber qualquer proposta nesse sentido procure obter o maior número de informações junto daquele que fez a proposta. Além disso, com as respostas de suas indagações, deve promover reuniões com os condôminos para ouvir suas opiniões e informar aos mesmos aquilo que obteve, para avaliar o custo-benefício.

Por: Rubens J. Reis Moscatelli

Fonte: Viva o condomínio

14/02/2020 – Desperdício e resto de obra: saiba como evitar

Planejamento e organização são essenciais durante uma reforma

 

Você quer ter a casa dos sonhos, planeja, economiza e compra material para construir ou reformar. Aí, dá aquela passadinha na reforma e vê aquele resto de obra, cimento estragando ao tempo, peças de pisos jogados para todo lado, sobras de materiais que foram pedidos a mais desnecessariamente e lixo. Algumas construções chegam a desperdiçar absurdos 30 a 35% do consumido na produção dos edifícios. Isto significa que, para cada três unidades residenciais, comerciais ou industriais, estão jogando no lixo uma quarta construção.

 

A boa notícia é que existem obras em que uma parcela mínima de materiais é jogada fora. Reduzir o desperdício melhora o prazo de execução e diminui o custo das obras. Quanto menor o desperdício, menores os resíduos de construção como papelão, metais, madeira, gesso, plástico, restos de concreto e cimento.

 

Algumas atitudes são positivas para evitar o desperdício. Separamos algumas dicas essenciais para melhorar o uso dos materiais:

 

Não deixe resto de obra

 

A atitude é o primeiro passo. Muita gente vê a obra toda bagunçada e deixa pra lá. Ou acha que não tem nada a ver com isso. Exigir uma obra organizada e limpa é seu direito e evita dor de cabeça. Imagina depois de tudo terminado você descobrir que aquela cuba especial que comprou para a pia da cozinha está toda arranhada por falta de cuidados?

 

Seja participativo, visite a sua obra, mesmo que tenha profissionais para te ajudar. É só ter um pouco de disposição para entender o básico e assumir o controle da sua obra. Você precisa entender quais os momentos críticos que você deve acompanhar, identificar bons profissionais (arquiteto, engenheiro, eletricista, pedreiro, gesseiro) e contar com ele para aplicar os materiais que você escolheu bem antes de adquirir com todo cuidado!

 

Planeje a obra

 

Providenciar projetos de arquitetura e projetos complementares (estrutural, hidráulica, elétrica) bem elaborados é o segundo passo. Com eles é possível calcular corretamente a quantidade de materiais e comprar somente o necessário e no momento certo de uso.

Assim como alimentos e medicamentos, alguns materiais de construção tem validade. Fique atento e organize o recebimento dos pedidos: Peça materiais de acordo com o andamento da obra, comprando a quantidade ideal de cada etapa.

 

Mantenha a organização

 

Não importa se é a construção de um prédio ou a reforma de uma casa: organizar e armazenar corretamente os materiais é muito importante.

 

O local onde se armazenam os materiais que serão utilizados (cimento, ferro, madeira e as ferramentas) é chamado canteiro de obra. Tudo bem que em pequenas reformas esse lugar vai ser um canto da casa coberto, uma varanda ou uma garagem, mas seja ele de qualquer tamanho observe:

 

1 – Se é um local de fácil acesso, bem localizado e sem obstáculos para armazenar e transportar os materiais e equipamentos com facilidade.

 

2 – Se permanece limpo. Evite sujeira para que não haja acúmulo de entulho e atrapalhe na movimentação.

 

3 – Se estão cuidando do armazenamento: não adianta jogar um material em cima do outro de qualquer maneira. As telhas, blocos e ferro devem ser empilhados com cuidado, para que não haja nenhum tipo de problema, assim como os sacos de cimento e argamassa que devem ficar longe de umidade. Fique atento.

 

Materiais adequados

 

Escolher o material adequado para o seu tipo de obra e uso é muito importante. Você pode fazer o telhado ruir se usar uma madeira de baixa qualidade. Fique de olho na qualidade. Nem sempre o material mais barato deixa a obra – como um todo – mais barata. Prefira os materiais certificados.

Além disso, você pode usar materiais sustentáveis. Alguns materiais podem custar um pouco mais caro no começo, mas farão você economizar dinheiro depois. Luminárias eficientes, com lâmpadas LED, e torneiras economizadoras, ou com arejador ponta (para espalhar e usar menos água) são investimentos que valem a pena porque ajudam a reduzir suas contas.

 

Você também pode procurar por materiais usados e de demolição para usar em sua obra. Por exemplo, em lojas de reciclagem de vidros e espelhos é possível encontrar esses itens com grande desconto.

 

Etapas da obra

 

Outra coisa importante é estar atento a supervisão da execução da obra, monitorando se o uso dos materiais está correto.É preciso planejar bem a reforma, prestar bastante atenção aos detalhes e contratar bons profissionais para construção.

 

Lembre-se que refazer coisas malfeitas gera muito desperdício. Veja algumas etapas campeãs de desperdício e fique de olho:

 

– Rebocar parede: Se o assentamento dos tijolos não foi bem feito e a parede está torta e com barrigas, o pedreiro vai usar muito mais argamassa para nivelar na fase em que for fazer o acabamento da parede.

 

– Transporte de cimento e areia: A areia para preparar a argamassa (cimento, areia e água) geralmente é transportada em carrinhos ou latas. Se o monte de areia estiver perto do local onde for preparada a argamassa, evita-se perda no caminho. Com o cimento é importante ter duas latas iguais para medir a água e o cimento. Se usar a mesma, forma-sse uma crosta no fundo da lata e o cimento vai grudando ali, o que aumenta o consumo sem necessidade

 

– Assentamento de revestimentos: Os revestimentos de pisos e paredes são artigos caros e fáceis de quebrar. Devem ser armazenados e manuseados com cuidado para evitar perdas. Na hora de assentar, peças com pequenas lascas podem ser aproveitadas para recortes. E pensar na disposição das peças também é importante, por exemplo pisos na diagonal tem mais recortes e também maior desperdício.

 

– Pintura de parede: Não adianta eliminar imperfeições no reboco com massa corrida. A massa corrida deve ser uma camada fina para dar uniformidade, cuidado pra não gastar a toa. A tinta tem que ser de boa qualidade, assim usa-se uma quantidade menor para cobrir mais área. Observe também se está havendo desperdício da tinta na aplicação: é só olhar para o chão e ver quanto de tinta está ficando por ali.

 

Mantenha a ideia inicial

 

Tenha certeza do que quer fazer antes de iniciar a obra. Mudar de ideia no meio do caminho leva a ter que desfazer partes já prontas… esse só mais uma coisinha, não é nada demais. Cuidado. Mudar e refazer gera muito desperdício de material, tempo, serviços e dinheiro.

 

Fonte: Viva o condomínio

12/02/2020 – Campanhas internas em condomínios

Presente em boa parte dos condomínios, as campanhas internas podem e devem ser consideradas um importante meio de comunicação entre síndico e condôminos. Elas servem como ferramenta essencial no trabalho de busca pela conscientização da comunidade condominial.

 

Em um condomínio, onde residem pessoas dos mais diferentes perfis, nem sempre há entendimento geral sobre questões que envolvam o regimento interno ou ações a serem tomadas. Para unificar esse entendimento e até aproximar as pessoas da realidade, as campanhas cumprem bem a função.

 

Contudo, para que a divulgação proposta na campanha interna aconteça de maneira eficaz, o envolvimento da comunidade condominial é essencial. Nesse ponto, entra o importante papel do síndico. Sua ação é determinante no alcance da conscientização desejada, que é conseguida somente com o atendimento de algumas tarefas básicas. Entre elas, vale destacar a definição clara sobre o foco da campanha, bem como os motivos para realizá-la. Tudo isso, dando aos condôminos o protagonismo para o sucesso de cada ação.

 

Outra atuação fundamental do síndico diz respeito à estruturação e preparação de cada campanha interna. É onde tudo começa. No caso de uma campanha de separação de lixo, por exemplo, estruturar quem buscará os lixos, ensinar os condôminos como realizar a separação e garantir local onde os lixos permanecem separados são alguns dos cuidados que devem ser tomados, de forma que a campanha seja bem sucedida. Sem essa etapa de preparação, nenhuma campanha terá o resultado desejado.

 

Outros tipos de campanhas

 

Entre os tipos de campanhas internas realizadas dentro dos condomínios, além da reciclagem de lixo, acima citada, temos aquelas ligadas diretamente à saúde, como as campanhas de vacinação. Essas, inclusive, têm se tornado uma tendência no universo condominial. As vantagens são para todos. O síndico traz essa comodidade para o condômino, ele se sente valorizado por essa iniciativa do síndico e da empresa envolvida nessa parceria. Os funcionários também engajam-se bastante nesse tipo de iniciativa e todos saem ganhando.

 

Outras campanhas internas muito comuns são aquelas envolvendo as questões sociais, como as campanhas de doação de agasalhos, brinquedos e alimentos, entre outras. Nesses modelos, a coletividade pensa para além de seus muros, unindo-se em prol da sociedade, ajudando os menos favorecidos. Trata-se de uma forma ímpar de integrar universos discrepantes como é o condomínio e, em muitas vezes, o seu entorno.

 

Engajamento, um grande desafio

 

Independentemente do tipo de campanha a ser realizada, ela só acontece de forma eficaz se houver engajamento dos condôminos, o que se traduz num grande desafio para os síndicos, uma vez que não é nada fácil engajar diferentes pessoas que, muitas vezes, em comum possuem tão somente o endereço de residência.

 

O sucesso nesse desafio passa por algumas estratégias. O foco é uma das mais importantes. Qualquer que seja a campanha, é fundamental focar e mostrar aos condôminos a importância que o engajamento naquela ação terá, simultaneamente, tanto individualmente quanto para a coletividade.

 

Achar o ponto certo no ato de chamar a atenção das pessoas é igualmente estratégico. Sob esse aspecto, vale lembrar que as pessoas geralmente atentam-se apenas para seus próprios interesses e, para conseguir atrair a atenção geral, o condomínio deve fazer uso de diferentes recursos. A elaboração de cartazes e adesivos, assim como a gravação de rápidos vídeos, peças a serem expostas em elevadores, no hall de entrada ou na garagem, entre outros locais, são alguns exemplos de recursos. Além de serem colocadas em pontos estratégicos do condomínio, essas criações podem ser enviadas por whatsapp ou por aplicativos especialmente desenvolvidos para aquela comunidade condominial. Em campanhas mais complexas, outra estratégia importante é o convite de palestrantes para abordar e esclarecer aos condôminos o assunto em questão.

 

Em cada estratégia escolhida, o que se deve ter em mente é alcançar o emocional do condômino. Nesse sentido, um recurso altamente eficaz jamais deve ser esquecido pelo síndico: o diálogo. É válido ressaltar que, no cumprimento de sua função, o síndico exerce o papel de gestor de pessoas. Uma conversa esclarecedora e bem informativa com condôminos mais influentes, que se comunicam bem com os demais moradores, por exemplo, pode facilitar a disseminação e o engajamento da coletividade em uma determinada campanha e fazer total diferença.

 

Fonte: Revista Área Comum

10/02/2020 – Férias do síndico: O que deixar organizado?

O início do ano é a época que muitas pessoas tiram férias para viajar e o síndico também pode optar por tirar alguns dias para visitar parentes distantes ou conhecer outras cidades. Porém, ele deve organizar a administração do condomínio antes de partir e, principalmente, deixar um responsável para representar o prédio nesse ínterim, como dar as orientações ao zelador.

 

A primeira providência que deve ser tomada é realizar uma reunião com o subsíndico e conselheiros. Se o edifício for assessorado por uma empresa administradora de condomínios, também é importante marcar um encontro para discutir as ações do período em que estiver afastado. Se for por apenas alguns dias, o síndico pode apenas dar as orientações, mas, se ficar fora por cerca de 10 ou mais, deve nomear um substituto temporário, que deve ser primeiramente o subsíndico, se o prédio não contar com a figura deve ser escolhido um dos conselheiros. É interessante elaborar um documento com firma reconhecida para comprovar a nomeação, pois durante o período o indicado pode precisar representar o condomínio em audiência na Justiça.

 

O síndico deve passar para quem se responsabilizar pelo prédio informações sobre pagamentos que devem ser realizados no período, deixar uma cópia da convenção, entregar algum contato seu para emergência e as chaves que dão acesso ao motor de água e a caixa de luz do prédio, que também pode ficar com o zelador. É importante informar para o substituto sobre as datas dos pagamentos que devem ser feitos no período ou, se possível, antecipá-las. Também é necessário verificar se algum dos empregados tem férias para tirar no período para deixar a papelada pronta.

 

Ao zelador, cabe ao síndico deixar os números de telefones de empresas de manutenção, polícia, bombeiros e da administradora. Além disso, lembrá-lo que essa é a época em que mais ocorrem infrações contra as regras de convivência, como barulho após as 10h, e que ele deve estar atento e dirigir a informação ao representante temporário do condomínio. Depois desses despachos, o síndico pode sair tranqüilo e aproveitar os seus dias de descanso.

 

Fonte: Condomínio SC

07/02/2020 – Carnaval no condomínio: Diversão na certa! 

No Rio de Janeiro, os cariocas já conhecem aquele velho ditado: “O ano só começa depois do carnaval”. A chegada da festa é muito esperada, mas com os perigos que o carnaval de rua possui, os condôminos podem trazer a festa para dentro de seu condomínio. 

 

No artigo de hoje, separamos algumas dicas para você realizar um divertido baile sem sair de casa. Confira! 

 

-Organize com antecedência

Para organizar uma festa, é preciso deixar todos os convidados avisados com antecedência, dessa forma, todos podem se programar melhor.

-Programação

 

Crie uma programação que possa alcançar os convidados de todas as idades. 

 

– Comidas e bebidas

Cada um leva um pratinho! Organize entre os moradores o que cada um pode levar. Dessa forma, não dói no bolso de ninguém.

 

– Música

Você mesmo pode fazer uma playlist com as melhores marchinhas de carnaval. Escolha bem e aumente o som! 

 

-Decoração e fantasias 

Prepare uma decoração bem carnavalesca, separe o glitter, coloque sua fantasia e divirta-se!!!