19/05/2020 – Praticando ioga em casa: Seis aplicativos que irão de ajudar

 

Algumas pessoas estão com mais horas livres dentro de casa, e por que não investir esse tempo na prática de esporte? A ioga é uma ótima alternativa para diminuir a ansiedade e a preocupação. Pensando no seu bem-estar em tempos de pandemia, o jornal El País separou alguns aplicativos bem legais para você fazer ioga em casa, seja qual for o seu nível. Confira!

Down Dog

Com milhares de avaliações na App Store, o Down Dog é um dos apps mais populares (e com melhor nota: 4,9 de 5). Entre suas virtudes se destaca que é perfeito tanto para iniciantes (oferece uma introdução de três dias à disciplina) como para os mais experientes iogues. Com suas 60.000 combinações de treinamento, é impossível repetir a mesma aula, por isso o tédio está descartado. Além disso, inclui seis vozes diferentes de instrutor, para que cada usuário possa escolher a que considera mais relaxante ou agradável. Sua assinatura é paga, custa 7,99 dólares (cerca de 40 reais) e está disponível em português.

Find What Feels Good

A texana Adriene Mishler, à frente deste aplicativo, tem mais de 6 milhões de assinantes em seu canal no YouTube, Yoga with Adriene. É uma das pioneiras no ensino online desta disciplina desde que começou a compartilhar, em 2012, seus conhecimentos em forma de vídeo. Seu aplicativo, Find What Feels Good, é uma extensão desse universo no qual conquistou grande reputação graças às suas explicações detalhadas e aos seus conselhos para adaptar os exercícios de acordo com o nível, estado de ânimo ou tempo disponível do praticante. Embora os vídeos estejam em inglês, são fáceis de acompanhar e têm uma edição cuidadosa. Quem quiser conferir, pode baixar o aplicativo gratuitamente e testá-lo por uma semana. Depois, o custo é de 9,99 dólares (50 reais) por mês.

Ioga para Iniciantes

Conhecido em inglês como Yoga for Beginners, a versão em português deste app é perfeita para todos que quiserem aproveitar a ocasião para se iniciar no mundo da ioga. Além de ser grátis, vantagem que temos de levar em conta, oferece três tipos de ioga para novatos: Vinyasa (três aulas para aprender posições básicas, como a do cachorro olhando para baixo e a de chaturanga), Hatha (outras três aulas um pouco mais lentas) e Ioga Restaurativa (a mais relaxante, perfeita para alongar músculos e liberar tensões). O melhor? Você só precisa de um tapete e aprenderá a controlar a respiração, algo fundamental nos dias de hoje.

Daily Yoga

Daily Yoga é provavelmente a maior biblioteca dessa disciplina disponível na rede e um dos aplicativos de ioga mais baixados. Além de escolher a intensidade de cada exercício conforme suas necessidades, você pode fazer perguntas aos melhores especialistas em ioga do mundo inteiro por meio do aplicativo Apple Health. Também permite monitorar a atividade com o Apple Watch e oferece rotinas dos 5 a 70 minutos para atender a todas as necessidades. Não é o mais barato da lista (13 dólares mensais, cerca de 65 reais), mas vale a pena. Não é chamado de bíblia da ioga à toa.

Asana Rebel

Entrar em forma, perder peso e iniciar um estilo de vida saudável são três dos resultados prometidos pelo Asana Rebel. Este aplicativo alemão lançado em 2015 combina ioga e fitness e permite pesquisar treinamentos por objetivos, duração ou intensidade. É a opção perfeita para quem, além de melhorar flexibilidade e a respiração e tonificar o corpo, quer fazer um exercício cardiovascular. Mas atenção, embora indique que é gratuito, a verdade é que é necessário pagar após baixá-lo. O programa de doze meses custa 77,99 euros (430 reais), mas há preços diferentes para tempos menores de permanência. Está disponível em português e já ultrapassou 10 milhões de downloads.

Pocket Yoga

Neste caso, é uma animação, em vez de um professor, que dá as explicações e aulas. O mais interessante é que o aplicativo inclui mais de 200 posições ilustradas e um extenso dicionário que descreve cada uma e seus benefícios. Além disso, permite trocar a música predeterminada por sua própria lista de reprodução. Está em inglês, mas é intuitivo e fácil de acompanhar. O download custa 11,99 reais.

17/03/2020 – Saiba como declarar compra, venda e locação de imóveis no IR

Veja como preencher a ficha ‘Bens e Direitos’ e quais são as informações que não podem faltar no Imposto de Renda 2020

 

Os contribuintes já podem baixar o programa do Imposto de Renda para Pessoa Física 2020, a fim de realizar o preenchimento da declaração anual. O envio das informações deve ser feito até o 30 de abril. O assunto sempre levanta dúvidas, principalmente sobre a ficha ‘Bens e Direitos’, onde informações sobre compra, venda, reforma e alienação fiduciária devem ser discriminadas. Existe uma série de questões a serem observadas para evitar cair na malha fina. O primeiro passo é apontar o tipo de propriedade: se o imóvel for um apartamento, ele deve ser incluído na linha 11, se for uma casa, na linha 12 e terrenos na linha 13.

 

 

No campo “Discriminação” devem ser registradas todas as informações da negociação: de quem a propriedade foi adquirida, todos os valores pagos, se a aquisição foi de uma propriedade na planta e outros dados, juntamente a data da compra ou da doação e o CNPJ ou CPF do vendedor ou doador. Importante informar também se está quitado ou financiado, se realizou reformas com a data e o valor da obra. Há ainda campos para inserir a Inscrição Municipal (IPTU), o endereço, a área, a matrícula e em qual cartório o imóvel foi registrado. Os dados como o número do IPTU, o endereço e a área podem ser encontrados no carnê do IPTU. Se não tiver o documento, pode pedir uma segunda via para a prefeitura.

 

Segundo Marcello Goldkorn, líder de Sales Ops & Crédito, quem comprou um apartamento em 2019 ou tinha o bem em 31 de dezembro de 2019 deverá declarar a casa no imposto deste ano. A boa notícia é que não houve nenhuma alteração na declaração de compra com as novas regras do IR. Ao todo, cerca de 32 milhões de cidadãos devem fazer a declaração. A principal novidade deste ano é a declaração pré-preenchida para os contribuintes que têm certificado digital. Ela será feita de forma automática pelo programa com base nos dados que a Receita tem sobre o contribuinte. Quem atrasar a entrega da declaração terá de pagar multa de 1% ao mês sobre o imposto devido. O valor mínimo é de R$ 165,74 e o máximo é de 20%.

 

Confira as principais dicas:

 

Como declarar um imóvel financiado?

Deve-se declarar apenas o que efetivamente foi pago ao longo do ano, considerando o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), as despesas cartorárias, o valor de comissão imobiliária e os juros do financiamento, algo que muitas pessoas não fazem. O valor deve ser incluído no campo “Situação em 31 de dezembro de 2019”. Além disso, deve ser informado o banco onde foi feito o financiamento, a quantidade de parcelas pagas e a quantidade de parcelas a pagar.

É importante lembrar que a única forma de alterar o valor declarado é com a comprovação de valor utilizado em reformas e benfeitorias no apartamento, por meio de notas fiscais e recibos. Neste caso, devem ser somados os custos da obra para calcular o valor a ser declarado.

 

E como é feita a declaração da venda de um imóvel?

 

Para declarar a venda de uma propriedade, o processo é um pouco diferente, pois envolve um outro serviço da Receita Federal, que é o Programa de Apuração de Ganhos de Capital. Nesta plataforma, será preciso incluir dados sobre a operação financeira, como forma de pagamento e valor de custo, além de quem adquiriu o bem e informações técnicas do imóvel. Dessa forma, os dados serão transferidos para o programa de declaração de Imposto de Renda da Receita Federal. Caso haja lucro na diferença entre o custo de aquisição e o valor de venda, o contribuinte deve pagar 15% sobre essa diferença, conhecida como lucro imobiliário. Entretanto, é importante ficar atento, pois há casos onde a Receita Federal dispensa ou reduz o pagamento de IR por ganho de capital:

 

Compra de outro imóvel em 180 dias: desde 2005, o Imposto de Renda sobre ganho de capital na venda de imóveis fica isento se o proprietário comprar outro bem até seis meses depois da celebração do contrato. Caso opte por esse benefício, você deve informar a isenção do item no “Demonstrativo da Apuração dos Ganhos de Capital”. O benefício pode ser utilizado a cada cinco anos. Caso o valor do apartamento comprado não seja equivalente ou maior que o valor de venda, o cálculo do imposto devido pode ser calculado no Programa de Apuração de Ganhos de Capital.

Venda de um único imóvel de até R$ 400 mil: se nos últimos cinco anos, o vendedor não vendeu nenhuma outra construção, tributável ou não, terá isenção do pagamento de IR sobre ganho de capital. Isso vale para qualquer tipo de bem, seja de posse individual, em comunhão ou condomínio, nas zonas urbana ou rural. O limite de R$ 400 mil é para o imóvel em si, não levando em consideração a parte de cada coproprietário, cônjuge ou condômino, a menos que esteja em contrato.

E como declarar o refinanciamento de um imóvel?

Vale lembrar que tanto carros como imóveis usados como garantia de empréstimos devem ser declarados na ficha de “Bens e Direitos”. No documento, é preciso informar as parcelas que já foram pagas e não o valor do bem atualizado. Caso o empréstimo já conste nos registros do ano anterior, o contribuinte deve somar o valor informado naquele ano às parcelas quitadas até o último dia de 2019. É preciso discriminar em detalhes o tipo do empréstimo, o valor de entrada, o total de parcelas e o número de prestações quitadas. Caso o empréstimo tenha sido totalmente quitado no ano anterior, o contribuinte preencherá o formulário da mesma forma, informando o valor total pago.

 

No caso de imóvel alugado?

Quem paga ou recebe aluguel também deve prestar contas à Receita. Quando o aluguel é feito de pessoa física para pessoa física, as duas partes devem declará-lo, uma vez que esse valor é um rendimento tributável para o locador (proprietário) e não é dedutível do Imposto de Renda para o locatário (quem paga o aluguel). Se a locação é feita por uma pessoa jurídica, porém, ela é a responsável por arcar com o pagamento do imposto.

Para declarar, o locador deve informar o valor recebido pelo aluguel de todos os bens que possui na seção “Rendimentos Recebidos por Pessoa Física”. Nesta parte, há uma planilha mensal com campos próprios para aluguéis, onde o proprietário deve informar os valores recolhidos mensalmente e indicar o CPF de quem pagou. O locatário, por sua vez, só precisa preencher no código 70, “Aluguéis de Imóveis”, o valor quitado. Caberá à Receita Federal cruzar os dados das duas partes e avaliar se ambos se complementam.

 

E como proceder no caso de reformas realizadas?

Quem fez alguma melhoria no imóvel pode declarar o que foi gasto nesse serviço. O valor deve ser lançado na ficha “Bens e Direitos”, na linha “17 – Benfeitorias”. É preciso ter todos os comprovantes dos serviços e da compra de materiais. No campo discriminação, é importante explicar a qual propriedade é referente a obra.

Informar esses gastos pode trazer benefícios futuros ao contribuinte, pois quando o bem for vendido o valor das reformas poderá ser somado ao valor de aquisição declarado, reduzindo a base de cálculo do IR sobre o ganho de capital com a venda. Imagine que seu apartamento foi adquirido por R$ 400 mil, foram feitas reformas no valor de R$ 30 mil e o imóvel foi vendido posteriormente por R$ 500 mil. O ganho de capital apurado será de R$ 70 mil (R$ 500 – R$ 430), e não R$ 400 mil. Já que o ganho de capital é tributável, a redução é vantajosa para o contribuinte.

 

Fonte: Estadão