21/05/2020 – Vizinhos ajudam-se com troca e venda de itens

Aproximação de comunidade beneficia quem precisa de auxílio

A recomendação de isolamento social afastou amigos e parentes que moram distantes, porém proporcionou a proximidade de vizinhos. Com mais tempo e necessidades, condôminos e moradores unem-se para enfrentar a crise em várias cidades do Brasil.

Um exemplo é o que acontece em um condomínio na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Moradores decidiram vender produtos e fazer serviços para os vizinhos. O bistrô que costuma vender lanches e alguns itens básicos de mercearia, agora, expõe os produtos e divulga trabalhos locais.

– Nós não cobramos nada para expor os produtos dos moradores. Tem artesanato, máscaras de pano, livros, comida e também serviços, que a gente divulga. Nos elevadores e no aplicativo do condomínio também são feitas as propagandas do que os condôminos estão fazendo. Todo mundo acaba ganhando – declarou a funcionária Joyce.

A autônoma Teresa Maciel vende doces e viu a possibilidade de ajudar os moradores realizando entregas. Afirmou ainda que a união vai além.

– A gente tem que se ajudar. Eu faço bolos, por exemplo, e estou vendendo aqui. É bom para conseguir uma renda extra, que preciso. Mas o mais importante é ajudar quem está precisando mais. Uma idosa que precisa fazer compras, alguém que está em falta de um alimento eu vou lá e dou, ou alguém que precisa que cuide das crianças. Minha vizinha da frente está saindo para trabalhar, aí eu ajudo com a filha dela, por exemplo – declarou.

CONTRIBUIÇÃO DA TECNOLOGIA

Além das informações passadas pelos avisos do condomínio ou pelo boca a boca, aplicativos também crescem com o intuito de melhorar a comunicação entre vizinhos. O carioca Guilherme Martins precisava de um ferro de passar emprestado depois do dele ter quebrado. Ele então usou o aplicativo chamado Tem Açúcar? e resolveu a questão.

APOIO A PESSOAS COM COVID-19

A síndica Aline Gama conta que a união entre os moradores é incentivada para melhorar a vida em comunidade. Afirma que os funcionários foram orientados de forma diferenciada para proceder com pessoas que foram diagnosticadas com o novo coronavírus.

– Tivemos um casal que ficou isolado em casa depois do marido testar positivo. Então, fizemos um esquema diferente de retirada de lixo e abastecimento de alimentos para o casal. Eles evitaram passar pelas áreas comuns do prédio e puderam voltar às atividades normais depois de se curarem – relata.

O condomínio repetiu o que foi feito em outros prédios da sua região, como os condomínios Green Coast e West Coast e que são exemplos de outras cidades brasileiras. Baseado nos exemplos dessas comunidades, confira maneiras que vizinhos podem se apoiar durante a crise.

-Compra e venda de produtos feitos pelos moradores;

-Prestar serviços aos vizinhos, como consertos domésticos, faxina ou cuidar de crianças e idosos;

-Oferecer alimentos ou refeições para quem está com falta de suprimentos em casa;

-Aulas particulares para quem está com dificuldades de acompanhar conteúdo de aulas online;

-Oferecer uso do computador e internet para quem não possui em casa;

-Fazer compras e outros serviços na rua para pessoas do grupo de risco.

Fonte: Pleno News

22/01/2020 – Integração de condôminos: como fazer o novo morador ser bem-vindo

A harmonia entre os condôminos é essencial para manter a segurança no condomínio. No caso da chegada de um novo morador, isso é ainda mais importante de se atentar. É comum haver a troca de residentes, sejam proprietários dos imóveis ou inquilinos. Isso ocorre com uma certa frequência e o síndico deve se preparar para manter a boa convivência entre as pessoas nessas ocasiões.

 

Promover o bom relacionamento entre aqueles que não tiveram tempo de desenvolver laços entre si pode ser uma tarefa bastante desafiadora. Mesmo que a resolução de conflitos entre os vizinhos não seja obrigação da administração do condomínio, eles acontecem e atrapalham o clima entre os demais moradores e funcionários.

 

Além dos desgastes de relacionamento, a rotatividade dos moradores do local também pode ser um fator de risco para a segurança do condomínio. O novo morador que chega vai levar um tempo para conhecer todos os vizinhos – e pode ser que isso nunca aconteça. Mas os responsáveis pelo controle de acessos devem saber quem é o residente recém-chegado e orientá-lo para que ele entre no esquema de segurança.

 

Sabemos do desafio de integração de um novo morador em um residencial. Para contribuir com essa tarefa, preparamos esse post com dicas para organizar práticas de recepção e inclusão do recém-chegado à rotina do condomínio.

 

Vamos lá?

 

Boas práticas para receber bem o novo morador

 

Para manter um bom clima e a segurança de todos, qualquer ação que vise integrar os vizinhos é muito bem-vinda, não é mesmo? Se você é o síndico do condomínio, ajude nessa missão!

 

É normal você perceber que esse desafio aumenta quando um novo morador chega ao local. Mas uma série de boas práticas na integração dos condôminos podem ajudar você a contornar esse desafio.

 

Veja algumas delas que você pode implementar já:

 

Prepare um Guia de Segurança

 

Elabore um documento que contenha todas as informações e rotinas relacionadas à segurança do condomínio

 

Oriente sobre uso de tags, senhas ou outro dispositivo de acesso, apresente os aplicativos usados, se for o caso, e os meios de comunicação disponíveis para contato entre os condôminos e destes com o síndico.

 

Para validar a proposta, apresente o projeto do guia na assembleia de moradores. Construa o documento em conjunto, se houver adesão. Fale da importância da aplicação do guia para que o novo morador seja instruído e destaque que todos devem cumprir as ações previstas nele.

 

Você pode usar como argumento o fato de que todos os condôminos já foram recém-chegados em algum momento e faça-os pensar sobre como gostariam de ser recepcionados.

 

Apresente o Regimento Interno

 

É de suma importância que o novo morador conheça aquilo que está previsto no regimento interno. Assim o síndico apresenta as regras de uso das áreas comuns como piscina, salão de festas, garagem, playground, quadra esportiva, academia, sauna e churrasqueira, entre outras. As normas de convivência e o uso adequado destes espaços devem ser do conhecimento de todos para que sejam respeitadas.

 

Disponibilize o acesso ao conteúdo da Convenção do Condomínio

 

A convenção condominial também deve ser apresentada ao novo morador, para que ele saiba como são os processos e as principais normas do residencial, em caráter mais abrangente. É por meio dele que o novo morador saberá quais são os critérios para eleição de síndico, subsíndico, conselho fiscal de contabilidade, entre outras questões.

 

Oriente sobre o cadastro na portaria

 

É um importante passo para garantir a segurança de todos. Já nos primeiros dias do novo morador, recepcione-o e dê orientações para que se cadastre no sistema de portaria do condomínio. Garanta que sejam registrados o nome, o telefone para contato e uma fotografia atualizada de todos que vão habitar o apartamento. O mesmo funciona para regras de garagem e outros tipos de acessos ao condomínio.

 

Promova atividades de convivência

 

Atividades conjuntas são importantes ferramentas para a integração de condôminos, já que promovem um melhor relacionamento entre os moradores. Sabemos que é difícil encontrar um momento em que todos tenham disponibilidade para participar. Uma sugestão é planejar um calendário de confraternizações. Reservar um momento para anunciar a presença dos novos vizinhos é uma atitude bastante simpática de recepção e integração.

 

Outra opção é promover ações de trocas entre moradores, que podem ser de roupas, brinquedos, eletrodomésticos e até móveis parados nos apartamentos. Vale até estimular o recolhimento de sucatas, reunir doações de agasalhos ou outras ações com fim social que não exigem a presença física e simultânea de todos. Além de promover a integração, são ações sustentáveis e que fazem o bem à comunidade.

 

Apresente as regras de separação de lixo

 

Na maioria dos condomínios, há regras específicas para separação de lixo. Se você já elaborou um plano de reaproveitamento e destinação de resíduos, então apresente as regras para que o novo morador saiba como fazer o descarte correto. Dê orientações de como proceder com óleo usado, com os lixos secos e orgânicos, e o que fazer com os rejeitos.

 

Essas pequenas ações de integração dos condôminos farão com que todos os moradores, tanto antigos quanto novos, sintam-se acolhidos, mantenham um clima amistoso e preservem a segurança do local.

 

Fonte: Kiper