11/05/2015 -> Caixa coloca 22,3 mil imóveis à venda no Rio

Caixa coloca 22,3 mil imóveis à venda no Rio

A Caixa Econômica Federal coloca à venda, na sexta-feira e no sábado, 22,3 mil imóveis, novos e usados e que estarão em oferta na nova edição do feirão promovido pelo banco. O foco da Caixa será o financiamento de habitação do Programa Minha Casa Minha Vida e das demais operações com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), cujo teto é de R$ 190 mil.

Segundo o superintendente regional da Caixa no Rio, José Domingos Corrêa Martins, o evento, que será realizado no Riocentro, na Zona Oeste, será uma oportunidade para as famílias que pretendem realizar o sonho da casa própria. “No feirão, os visitantes têm acesso, num só local, aos principais lançamentos e a diversos imóveis, novos ou usados, disponíveis no Rio” detalhou.

O feirão contará com mais de 90 empresas, sendo 47 construtoras e 33 imobiliárias, além de 17 correspondentes imobiliários, que ocuparão os estandes do evento. Serão 13,9 mil imóveis novos e 8.4 mil imóveis usados, num total de 22.344 imóveis em oferta, incluindo 5,2 mil enquadrados no programa Minha Casa Minha Vida para famílias com renda até R$ 5 mil, e Carta de Crédito FGTS, ou renda familiar até R$ 5.400,00.

Na capital carioca, serão ofertados imóveis em todas as áreas, com destaque para os bairros de Campo Grande, Jacarepaguá, Méier, Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Freguesia, Praça Seca, Pavuna, entre outros. Além da capital, o feirão do Rio de Janeiro reúne imóveis dos municípios de Niterói, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Itaboraí, Queimados, São Gonçalo), entre outros.

O imóvel mais caro tem o valor de RS 3,5 milhões e está localizado no bairro de Itaipu, em Niterói, na região metropolitana, e o imóvel mais barato, com o valor de R$ 95 mil, fica em Monjolos, no município de São Gonçalo, também na região metropolitana. O valor médio é de RS 290 mil.

Para requerer o crédito para casa própria, no feirão, basta levar documento de identidade, CPF e comprovante de renda. Os interessados também podem obter informações em todas as agências da Caixa ou pelo Serviço de Atendimento ao Cliente (0800 726 0101). Uma das opções para adquirir a casa própria, no Feirão, é o consórcio oferecido pelo banco. Durante a realização do evento, quem contratar uma cota do consórcio terá desconto de 1% na taxa de administração. É possível contratar cartas de crédito de R$ 70 mil a RS 700 mil, com prazos de 120 até 200 meses.

(Jornal do Commercio)

07/05/2015 -> Para comprar imóvel a prazo será preciso poupar mais

Para comprar imóvel a prazo será preciso poupar mais

A nova medida da Caixa Econômica Federal, que passou a valer a partir de ontem e reduziu o teto de financiamento de 80% para 50% para a compra de imóveis usados, os interessados precisarão poupar mais antes de comprar.

Para entender melhor a mudança, a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) projetou simulações para as novas condições de compra de imóveis.

De acordo com uma das simulações da instituição, o consumidor pode financiar hoje no máximo 50% do valor total. Portanto, para comprar um imóvel estimado em R$ 700 mil, o consumidor só poderia financiar o correspondente a R$ 350 mil. Dessa forma, precisaria ter os outros 50%, ou R$ 350 mil. Para isso, em três anos ele precisaria poupar mensalmente R$ 8.739,02 em três anos, ou R$ 4.863,49 em cinco anos.

Ainda segundo cálculos da Anefac, antes da mudança, o banco poderia financiar 80% do total, o correspondente a R$ 560 mil. Portanto, o consumidor precisaria ter os 20% restantes, um montante, no caso, de R$ 140 mil. Em três anos ele precisaria poupar mensalmente R$ 3.495,61 e em cinco anos, o R$ 1.945,40. Agora, o consumidor terá que poupar mais que o dobro para financiar um imóvel do mesmo valor.

Para o diretor executivo da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira, tais medidas, juntamente com as alterações anunciadas pela Caixa no início do ano e as mudanças na política econômica, contribuirão para dificultar ainda mais o processo de aquisição de imóveis. “No ambiente econômico em que nos encontramos neste ano, os consumidores estão cada vez mais temerosos em assumir uma dívida a longo prazo”.

O executivo também salienta que, com as novas regras da Caixa, a tendência é de procura por outras instituições bancárias para operações de financiamento. “Em um primeiro momento, a expectativa é de que as taxas permaneçam inalteradas mas, posteriormente deve ocorrer aumento de juros”, explica.

(Brasil Econômico)

30/04/2015 -> Emissão de certidões para compra de imóveis gera questionamentos

Emissão de certidões para compra de imóveis gera questionamentos

A emissão de certidões pedidas na compra de um imóvel será unificada num único cartório. É o que estabelece a Lei 13.097/2015. Antes, no entanto, os registros e averbações relativos a atos jurídicos anteriores a essa norma e referentes ao antigo e ao novo proprietários deverão ser atualizados, e devidamente ajustados, possibilitando a aplicação da lei. Os cartórios terão, ao todo, dois anos para se adequarem às normas.

Esse prazo, segundo a Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg), é necessário para evitar riscos em termos de responsabilidade civil, e sanar dúvidas que poderão surgir na transação. A lei, no entanto, não oferece garantias ao comprador, segundo o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-RJ), Manoel da Silveira Maia, ressaltando que o barato, muitas vezes, sai caro.

– Se quiser se prevenir, o comprador precisa continuar tirando todas as certidões pedidas hoje, já que só a de ônus reais não irá oferecer nenhuma segurança jurídica a ele – afirma.

Cada jogo de certidões custa de R$ 800 a mil reais por cada proprietário, segundo Manoel da Silveira. Isso significa que, se o imóvel estiver no nome de um casal, os valores serão multiplicados por dois. Mesmo saindo bem mais caro, o procedimento ainda é o mais indicado.

– Embora exista a lei que desobriga a emissão de várias certidões, esse é um jeito de a pessoa se calçar contra imprevistos – acrescenta.

‘Registro pode mudar’

Segundo o advogado Sérgio Murilo Herrera Simões, assessor jurídico da Associação Brasileira de Advogados do Mercado Imobiliário (Abami), mesmo hoje, a insegurança já se verifica, porque os registros públicos gozam de relatividade. Ou seja, o que consta num registro não é absoluto ou imutável.

– Todo registro pode mudar. Essa instabilidade já se verifica hoje, por conta desse princípio. Por isso, para realizar um negócio jurídico, o melhor é procurar um profissional de Direito. Mesmo com o registro único, nada impede que a pessoa que vai comprar um imóvel busque informações em outros locais – afirma Simões.

A Anoreg reforça que as inovações são importantes. E acrescenta que os notários e registradores estão preparados para acompanhar a modernização e para prestar um serviço cada vez mais ágil à população.

“A entidade nacional ressalta que contribui constantemente com a adoção de medidas que buscam a evolução da economia brasileira”, informa a associação, em nota.

(Extra)

20/04/2015 -> Cultura de economia da água ainda não faz parte de diversos condomínios

Cultura de economia da água ainda não faz parte de diversos condomínios

Se você mora ou trabalha em um prédio ou em um conjunto de casas, provavelmente, sabe que nem sempre é fácil conviver com os vizinhos, os funcionários e os visitantes. Mas que tal deixar as diferenças de lado e fazer uma corrente em nome do meio ambiente? Com poucas medidas (algumas delas, bastante simples) para poupar água, é possível tornar a vida em condomínio bem mais econômica e sustentável.

Que o diga o administrador de empresas João Frederico de Oliveira Silva, de 51 anos. Em 2009, ele assumiu o papel de síndico de um condomínio em Gravatá, no Agreste de Pernambuco, e promoveu uma série de mudanças para racionalizar o consumo de água. Quando a piscina precisa ser aspirada, por exemplo, a água drenada é levada para duas caixas d´água de 1 mil litros cada (em breve, serão três), onde passa por uma decantação, antes de retornar a sua origem. Outra medida, bem mais simples, foi a orientação para que o zelador varresse as áreas comuns com mais frequência, evitando o acúmulo de poeira.

“Hoje, ele praticamente só passa um pano molhado uma vez por semana. Nos outros dias, apenas varre. No final, fica tão limpo quanto se utilizasse a mangueira para lavar”, conta o síndico, que também tenta conscientizar outros funcionários e moradores, tanto em reuniões, quanto através do quadro de avisos.”

O próximo passo planejado por João Frederico é a substituição do medidor de consumo de água coletivo por equipamentos que diferenciem o gasto de cada casa do condomínio e permitam a cobrança individualizada.
“Ainda existe muito desperdício por falta de consciência da sociedade. Infelizmente, o brasileiro só sente quando dói no bolso”, diz. Essa também é a opinião da especialista em recursos hídricos Suzana Montenegro, professora do departamento de engenharia civil da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).”

“Essa medição individualizada é importante. Onde não existe, quem gasta menos água paga igual a quem gasta mais. E o nosso bolso é um ótimo indicador do quanto estamos consumindo e do que devemos fazer”.

Para o diretor de Condomínios do Sindicato da Habitação de Pernambuco (Secovi-PE), Márcio Gomes, falsas percepções sobre o custo da água acabam sendo fatores relevantes para o desperdício. “Infelizmente, ainda não existe uma preocupação forte o suficiente para mudar a cultura de forma globalizada, mas estamos tendo avanços a cada dia”, lamenta.

“Muitos condomínios têm poço artesiano e criaram uma cultura equivocada de que, como a água é do poço, não sai caro para o condômino. É um grande engano, pois sobre ela se paga a tarifa do esgoto. Além disso, quanto maior o consumo de água, maior é o de energia”, afirma, salientando que o processo de envio da água para as torneiras das unidades privativas demanda bastante eletricidade.

(Diário de Pernambuco)

16/04/2015 -> Crea confere autovistoria de prédios

Crea confere autovistoria de prédios

Nove meses após o fim do prazo estabelecido pela Prefeitura do Rio para o cumprimento da Lei de Autovistoria, o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea-RJ) deu início a uma fiscalização intensiva dos laudos emitidos pelos imóveis cadastrados. A operação começou ontem, em Copacabana.

A prefeitura recebeu laudos irregulares dos prédios cadastrados, contendo apenas informações superficiais sobre as condições dos imóveis. O Crea foi notificado para fiscalizar a validade dos relatórios apresentados. Caso o laudo apresente irregularidades ou o profissional responsável não seja considerado qualificado para a tarefa, o engenheiro ou arquiteto contratado pode ser multado entre R$ 500 e R$ 6 mil.

Todas as construções de três ou mais pavimentos e com mais de 1000m² de área construída são obrigadas a passar pelo processo de autovistoria.

O prazo para a realização do procedimento terminou em 1º de julho de 2014 e, desde então, a prefeitura envia notificações aos imóveis cujo laudo não foi expedido. Dos 270 mil prédios cadastrados, apenas cerca 29 mil atenderam à determinação.

Segundo o agente de fiscalização Evandro Luís Figueiredo, espera-se que os resultados obtidos em Copacabana contribuam para a expansão do projeto em outras áreas da cidade: “Escolhemos o bairro devido à sua visibilidade, e também por ser bastante populoso. Queremos entregar um levantamento à prefeitura e ao Ministério Público, e usar o resultado como modelo para uma ação mais inteligente.”

Estima-se que em cerca de duas semanas a equipe tenha percorrido as quatro principais vias do bairro: as avenidas Atlântica e Nossa Senhora de Copacabana e as ruas Barata Ribeiro e Toneleros, além dos quiosques da orla.

(O Dia)

10/04/2015 -> Interesse de estrangeiros em imóveis produz uma nova revolução em Cuba

Interesse de estrangeiros em imóveis produz uma nova revolução em Cuba

No mercado por US$ 1,2 milhão, a cobertura tem terraços amplos, pisos de mármore e vistas esplêndidas para o mar que se estendem desde a sombria embaixada da Rússia até o velho Hotel Riviera, construído pelo gângster Meyer Lansky na década de 50.

O preço pode parecer caro para um país comunista onde o salário mensal médio é de cerca de US$ 20. Mas o proprietário da cobertura, o hoteleiro das Bermudas John Jefferis, de 57 anos, diz que o potencial comprador pertence a um nicho demográfico totalmente diferente.

“Há pouquíssimos apartamentos que podem ser comprados legalmente por estrangeiros e quando há oferta limitada de algo, normalmente há um prêmio sobre o preço”, diz ele, acrescentando que endinheirados como seus vizinhos expatriados provavelmente podem pagar pela extravagância. “Não será a primeira nem a segunda ou terceira casa deles, digamos assim.”

Isso é tudo parte de uma revolução imobiliária que está tomando corpo em Cuba. Mais de cinco décadas depois de Fidel Castro assumir o poder, cubanos comuns estão começando a acumular riqueza real com a compra e venda de suas casas. As autoridades estão desengavetando planos para desenvolver um mercado de casas de luxo de veraneio para estrangeiros. E a abertura diplomática entre Washington e Havana está alimentando uma onda de especulação sobre o que pode acontecer em Cuba se os americanos voltarem a poder comprar imóveis legalmente no país.

“Você não pode imaginar quantas ligações recebemos de cidadãos americanos”, diz Yad Aguiar, un dos fundadores do site Point2Cuba.com, sediado em Ontário, no Canadá, criado em 2011. O site é apenas um dos vários que surgiram recentemente para conectar potenciais compradores e vendedores.

Até agora, o embargo de 54 anos continua em vigor e os americanos não podem comprar imóveis em Cuba ou mesmo visitar a ilha como turista. E a lei cubana impede que não residentes sejam proprietários de casas fora de alguns poucos empreendimentos experimentais. Mas isso não tem impedido que alguns estrangeiros tentem aproveitar as brechas nas leis para comprar imóveis agora na expectativa de enriquecer.

Os cubanos que fugiram do país depois da revolução para morar nos Estados Unidos, por exemplo, estão começando a ter cada vez mais uma importante influência econômica em Cuba. Livre das restrições impostas aos americanos, eles podem visitar parentes em Cuba e trazer dinheiro para que reformem casas deterioradas – ou até comprar uma para eles mesmos usando o nome de um membro da família e pagando em dinheiro vivo.

“Muitos cubanos de Miami estão vindo para cá e comprando [imóveis] – pessoas com US$ 300 mil ou US$ 400 mil ou um milhão embaixo do colchão”, diz Hugo M. Cancio, empresário cubano que vive nos EUA e está lançando uma publicação trimestral sobre o mercado imobiliário em Cuba.

Nereida Margarita Álvarez, que transformou a mansão da família de um século no bairro de Vedado, que já foi um dos mais exclusivos de Havana, em uma pousada, diz que recentemente recebeu de um cubano uma oferta de US$ 400 mil pela propriedade. Ela disse que recusou a oferta que, presume, estava sendo financiada com dinheiro vindo do exterior. “Nenhum cubano tem esse tanto de dinheiro.”

Na casa ao lado, um designer de interiores espanhol, vestindo um cardigã elegante, diz que pagou US$ 200 mil pela propriedade degradada, com seis quartos e área de empregados nos fundos e que pretende gastar outros US$ 100 mil em reformas. Ele comprou a mansão da década de 20 no nome de um tio-avô cubano. Ele diz que já ganhou muito dinheiro reformando prédios históricos na China.

Se Cuba seguirá ou não o caminho da prosperidade da China ainda é uma questão sem resposta. O governo comunista promoveu poucas reformas no mercado na década de 90 depois do colapso da União Soviética, que acabou com os generosos subsídios que mantinham o funcionamento de Cuba. Depois de assumir a presidência substituindo seu irmão Fidel, em 2006, Raúl Castro deu um novo impulso ao processo, ampliando os tipos de empresas que os cidadãos poderiam abrir e eliminando a proibição dos telefones celulares. Em 2011, numa grande reviravolta, o governo deu luz verde para que os cubanos pudessem comprar e vender livremente suas próprias casas.

A maioria dos cubanos não possui acesso à internet devido ao controle do governo e à falta de infraestrutura. Então as pessoas buscam ofertas de compra e venda de imóveis no “El Papelito”, um panfleto de classificados vendido a US$ 1 nas ruas de Havana.

Uma edição recente tinha 24 páginas, quatro vezes mais que há alguns meses, oferecendo desde apartamentos de US$ 5 mil na pitoresca Havana Velha até mansões de US$ 1 milhão em bairros caros como o Miramar. O “El Papelito” também publica anúncios com ofertas que vão de TVs a serviços de massagem ou propaganda de restaurantes.

O panfleto se tornou essencial para moradores como a aposentada Ada Nueva, que quer vender seu pequeno apartamento por US$ 23 mil. Ela quer se mudar para um lugar mais barato na mesma área e talvez um dia usar o dinheiro para abrir uma loja.

Em dezembro, os presidentes dos EUA, Barack Obama, e de Cuba, Raúl Castro, anunciaram um acordo para restaurar os laços diplomáticos entre os dois países. Depois, os EUA facilitaram as viagens dos americanos a Cuba para atividades educacionais e esportivas, entre outras coisas. Com as novas regras, moradores dos EUA podem enviar até US$ 2 mil a cada três meses para pessoas na ilha – quatro vezes mais que antes.

Na semana passada, a empresa americana de serviços de aluguel residencial Airbnb Inc. começou a oferecer acomodações em Cuba para turistas americanos, usando a ampla rede de residências que oferecem pensão na ilha.

Os problemas econômicos do mais recente patrono de Cuba, a Venezuela, tornaram urgente a busca de um salva-vidas financeiro externo. No ano passado, o governo cubano lançou novas medidas para atrair investimentos estrangeiros, abrandando restrições em áreas de investimento e permitindo a propriedade integral em alguns casos. Uma prioridade é atrair mais capital para o setor do turismo, que há muito tempo já ultrapassou o açúcar como maior gerador de divisas internacionais em Cuba.

Cuba já tem uma série de hotéis e restaurantes voltados para estrangeiros, frequentemente administrados por redes internacionais como o Meliá Hotels International,da Espanha. O governo acaba de concluir a construção de uma marina em Varadero para cerca de 400 iates, além de um shopping center, restaurantes e cafés, onde as imagens de Che Guevara e de outros ícones da revolução estão notavelmente ausentes. “Claro que [a marina] foi feita para os americanos”, diz Sebastiaan A.C. Berger, diretor da CEIBA Investments Ltd., um dos maiores investidores estrangeiros em turismo e imóveis comerciais em Cuba.

O governo cubano também planeja um volume de vendas sem precedentes de imóveis de veraneio para estrangeiros, construídos em torno de luxuosos clubes de golfe, esporte que Fidel Castro proibiu durante anos após a revolução por ser considerado burguês. O projeto tem enfrentado dificuldades. A maioria das empresas estrangeiras que anunciou resorts de golfe desistiu do negócio e as autoridades cubanas prenderam os principais executivos de uma dessas empresas sob alegação de corrupção.

Mesmo assim, no ano passado, o Grupo Empresarial Extrahotelero Palmares SA, controlado pelo Ministério do Turismo, fez uma joint venture sem alarde com a empresa britânica de investimentos no setor imobiliário London and Regional Properties Ltd. para construir um clube de golfe de US$ 350 milhões próximo a Havana. Segundo Desmond Taljaard, chefe de hospitalidade do grupo privado, o projeto está “dentro do cronograma” e deve ser concluído entre cinco a 10 anos.

O governo se mostrou menos entusiasmado com a propriedade estrangeira nos primeiros anos da revolução. Em 1962, Fidel já havia nacionalizado a maioria das empresas privadas e tomado praticamente todos os imóveis pertencentes aos estrangeiros sem pagar indenização. O governo também ficou com as propriedades dos cubanos que fugiram do país, mas os que ficaram puderam manter suas casas.

Por ora, um bom indicador da postura de Cuba em relação aos direitos de propriedade dos estrangeiros é uma coleção de três prédios de apartamentos em estilo mediterrâneo em Miramar, um bairro silencioso com casas no estilo da década de 50 nos subúrbios de Havana. Os empreendimentos são fruto de uma joint venture entre uma estatal cubana e a família Pastor, de Mônaco, durante o “período especial” de tensão econômica após o fim da União Soviética.

Segundo uma pessoa a par do assunto, o governo inicialmente achou que os apartamentos, com valores indo de menos de US$ 100 mil até US$ 400 mil, seriam caros demais para serem vendidos rapidamente. Mas os investidores estrangeiros começaram a comprar em levas, como fez um italiano que comprou 24 unidades, ficando com duas para ele e alugando as demais para executivos estrangeiros com um lucro expressivo. No fim, entidades do governo começaram a comprar os apartamentos restantes para alugá-los, temendo estar perdendo dinheiro, diz a fonte.

Jefferis, que já foi presidente do conselho de administração da Associação dos Hotéis do Caribe e possui hotéis em Tobago e nas Bermudas, diz ter comprado cinco unidades em 2001, durante a fase de construção, incluindo a cobertura que está vendendo agora. Ele diz que pagou US$ 356 mil para unir três unidades em apenas um apartamento e que depois investiu ainda mais em revestimentos em mármore e na construção de um apartamento de hóspedes que pode ser alugado separadamente. O prédio tem um serviço de portaria 24 horas por dia, garagem e uma piscina na cobertura.

Ele diz que seu vizinho de porta no prédio é Miguel Fluxá, presidente do império hoteleiro Grupo Iberostar e um dos homens mais ricos da Europa. Jefferis não visita Cuba com frequência hoje em dia, mas diz que, quando está lá, adora atravessar as ruas congestionadas lentamente em seu Mercedes antigo. Ele ressalta que o crime é quase inexistente e não acredita que há “qualquer risco” de expropriação. “Tenho os apartamentos há 15 anos e nunca tive problemas.”

(Fonte: The Wall Street Journal Americas)

09/04/2015 -> Projeto ‘Cidades Maravilhosas’ incentiva turismo no interior

Projeto ‘Cidades Maravilhosas’ incentiva turismo no interior

A Comissão de Turismo da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e a Secretaria de Estado de Turismo incentivam moradores e turistas a visitarem o interior do Estado por intermédio do projeto Cidades Maravilhosas. A proposta é fazer com que os cariocas permaneçam no Rio de Janeiro incentivando também o fluxo de turistas brasileiros e estrangeiros para as nossas cidades. Para isso, a ideia é fomentar o projeto Cidades Maravilhosas do Governo Fluminense que consiste em divulgar roteiros turísticos que estejam até três horas de distância da capital.

O objetivo do programa é divulgar em conjunto o potencial turístico de duas cidades no interior, sendo uma próxima ao mar e a outra na região serrana. Assim o turista pode escolher a opção que mais lhe agrada. O projeto ainda conta com a divulgação das peculiaridades dos locais contemplados incluindo sugestões de roteiros, hotelaria, gastronomia, cultura e lazer.

De acordo com o Secretário de Estado de Turismo, Nilo Sérgio, é preciso incentivo no setor.

“O turismo de curtas distâncias vem crescendo muito em diversas partes do mundo. Vamos explorar esta modalidade aqui em nosso Estado, divulgando o potencial turístico de cidades próximas à capital. Em trajetos de até três horas é possível explorar dezenas de praias ao sul e ao norte do estado; conhecer as belezas das fazendas históricas do Vale do Café; ou passear por cidades da Região Serrana”, explica.

Para o Doutor Sadinoel, deputado presidente da comissão, o turismo no interior tem tudo para gerar mais arrecadação e estimular a economia do Estado.

“Durante minha gestão, a ‘menina dos olhos’ será o destaque na grande diversidade das regiões litorâneas e serranas, com ênfase nos municípios que ainda não tiveram esse potencial explorado como deveria. A ideia é ajudar a divulgar com folhetos aos visitantes sobre as peculiaridades de cada município, com sugestões de roteiros, hotelaria, gastronomia, cultura e lazer. Umas das medidas, que será de muita importância, é treinar a mão de obra local para atuar no setor”, diz.

Segundo o deputado Comte Bittencourt, o projeto é uma boa iniciativa para incentivar o turismo no interior do Estado.

“O Estado do Rio de Janeiro tem um potencial turístico incrível e também é considerado a grande porta de entrada no país para o turismo nacional e internacional. Sabemos da importância deste projeto para o interior e temos que aproveitar todo o potencial atrativo que os municípios podem oferecer” afirma.

“Como a Copa do Mundo em 2014 não deixou um legado físico para o interior, se incentivarmos este novo projeto haverá uma maior circulação dos turistas não só do Rio, mas também de outro locais do Brasil durante as olimpíadas de 2016”, conclui o deputado.

Para que o programa tenha sucesso, a Secretaria de Estado de Turismo terá que traçar um plano publicitário visando melhorar a sinalização turística nas vias de entrada do Rio, em aeroportos e nas rodoviárias da cidade. Outros recursos que também podem ser utilizados além das redes sociais são os sites e a distribuição de encartes e folhetos em pontos turísticos do Rio de Janeiro.

Niterói também está incluída neste projeto, assim como os municípios que compõem a região metropolitana. De acordo com o presidente da empresa Niterói Empresa de Lazer e Turismo (Neltur), Paulo Freitas, Niterói tem se destacado nas ações de promoção turística no estado do Rio de Janeiro através do projeto Cidades Maravilhosas.

“Nossa localização próxima e privilegiada e nossos atrativos turísticos, com destaque para o MAC e a Fortaleza de Santa Cruz, têm sido um diferencial no aumento do fluxo de turistas de todo o mundo, que se encantam com a nossas belezas naturais, nossa arquitetura, cultura e hospitalidade”, comenta.

(O Fluminense)

08/04/2015 -> Série Iniciativas explica como armazenar e utilizar água da chuva

Série Iniciativas explica como armazenar e utilizar água da chuva

Se nos últimos tempos a crise hídrica intensificou as discussões sobre alternativas para evitar o racionamento, os alertas sazonais sobre a dengue – e, dessa vez, também sobre a febre Chikunguya, transmitida pelo mesmo mosquito – trouxeram aos condomínios uma responsabilidade ainda maior: armazenar água com segurança, evitando que os reservatórios domésticos se tornem criadouros do Aedes Aegypt.

Em meio a esse cenário, o Secovi Rio (Sindicato da Habitação) promove, nesta sexta-feira (10), às 14h30, o evento “Como armazenar e utilizar água da chuva”. Dirigida a síndicos e outros gestores, além de outros interessados na vida condominial, a programação inaugura a Série Iniciativas, encontros que discutem temas de sustentabilidade voltados ao universo dos condomínios.

Foram convidados especialistas no tema, como o síndico e engenheiro Helio Breder, que desenvolveu um sistema de captação em seu condomínio, o consultor técnico Charles Domingues, que desenvolve projetos de água para uso residencial e industrial, além do coordenador da Vigilância Ambiental da Secretaria Estadual de Saúde Marcus Vinícius Ferreira. A abertura do evento fica por conta do empreendedor Guilherme Motta, diretor da startup Lavamos Nós.

As inscrições são gratuitas e são feitas pelo site do Secovi Rio ou pelo telefone (21) 2272-8000. O evento tem o apoio do Comitê de Sustentabilidade do Sindicato, do blog Condomínios Verdes e da Universidade Corporativa Secovi Rio (UniSecovi Rio).

(Secovi Rio)

07/04/2015 -> Na Zona Portuária, paisagem resgatada com a demolição da Perimetral já atrai turistas

Na Zona Portuária, paisagem resgatada com a demolição da Perimetral já atrai turistas

Novos horizontes, novos visitantes. A reboque das profundas plásticas da orla do Centro, turistas que debutam na Cidade Maravilhosa apontam suas bússolas para uma pedaço de terra negligenciado há décadas. Até cariocas passaram a estabelecer uma ligação mais íntima com uma Praça Mauá já livre do enorme bloco de concreto e ferro que impedia a vista do mar. A saída da Perimetral renovou os ares também na Praça Quinze. No sábado pré-Páscoa, a sul-coreana Ji Hyeon Kim, de 19 anos, visitava barraquinhas da feira de antiguidades nas proximidades da estação das barcas:

— Na Coreia, o Rio tem o estereótipo de ser uma cidade muito violenta. Eu cheguei há pouco tempo e tenho observado que não é bem assim. As ruas são largas, espaçosas. E os cenários, muito bonitos.

O carioca aposentado Carlos Eduardo Palmer foi ver de perto a transformação nos arredores do Museu do Amanhã. Ao lado do monumento ao Barão de Mauá, ele tentava traçar, com as mãos, uma linha imaginária por onde passava o elevado. Em vez de penumbra, a praça estava iluminada — até demais. O aposentado buscou guarida num trecho de sombra, com a amiga Regina Raso.

— Eu sempre fui favorável à demolição desse monstrengo. De fato, pude ver que ficou bem melhor — diz ele, que volta ao Rio depois de uma temporada de dez anos em Nova Friburgo. — Só achei que um trecho maior da orla já estivesse liberado à visitação. Infelizmente, ainda não conseguimos acesso a alguns locais.

Regina, que sempre teve um pé atrás com a derrubada da Perimetral, reconhecia que o aspecto mudou para melhor:

— Sempre fui contra (a demolição), porque toda transformação gera custos. Gasta-se muito dinheiro para construir e outros milhões para desconstruir. Acaba ficando uma coisa ao gosto do prefeito em exercício. Mas realmente ficou melhor, isso é inegável. Se um dia eu conseguir saber onde estão as vigas da Perimetral que desapareceram, gostarei ainda mais.

Nem a falta de policiamento e de informações turísticas tirava o ânimo da estoniana Evelin Tomsom, de 40 anos. Funcionária de uma ONG de Direitos Humanos, a moradora de Londres desembarcou no Museu Naval em busca de novidades. Queria conhecer um pouco mais a história das invasões do Rio por corsários.

— Na verdade, eu cheguei aqui por acaso: desci no ônibus e acompanhei o fluxo de pessoas — divertia-se. — Disseram-me para ter cuidado, mas estou achando tudo incrível. Fui à Lapa sozinha e não tive qualquer problema. O povo é simpático e está sempre disposto a ajudar.Apesar das declarações empolgadas, durante a apuração dessa reportagem, a equipe do GLOBO não registrou policiamento nas imediações da Zona Portuária, com exceção de uma patrulha a cerca de cem metros da Praça Mauá. A PM não informou o número de policiais destacados para patrulhar a região.

O diretor do Rio Convention & Visitors Bureau, Cláudio Magnavita, acredita que em menos de dois anos o tempo de permanência dos turistas estrangeiros e os gastos na cidade devem subir 25%. Para 2016, ele prevê que a Zona Portuária atrairá o dobro dos visitantes.

— A região passa por grandes transformações. O Museu de Arte do Rio (MAR) vem batendo recordes de visitação e seu restaurante é referência. E o Museu do Amanhã (espaço dedicado às ciências) já faz parte da silhueta da cidade — analisa Magnavita. — Uma das formas de aumentar a receita com o turista é criar um cinturão de atrações para aumentar a permanência dos visitantes na cidade.

(O Globo)

06/04/2015 -> Novos pisos salariais entram em vigor no estado

Novos pisos salariais entram em vigor no estado

O governador Luiz Fernando Pezão sancionou, nesta quarta-feira, os novos pisos salariais em vigor no estado do Rio. De acordo com a lei nº 6983/15, o piso é válido para os integrantes das categorias profissionais que não tenham regra definida em lei federal, convenção ou acordo coletivo de trabalho que fixe valor maior. Todos os valores têm efeito retroativo, a partir de 1º de janeiro de 2015.

Agora, profissionais como empregados domésticos, trabalhadores agropecuários e florestais, de serviços de conservação, manutenção, auxiliar de serviços gerais, cuidadores de idosos terão piso de R$ 953,47. Motoristas de ambulância, operadores de máquinas, trabalhadores de serviços de higiene e saúde, motoboys, esteticistas, vendedores, cabeleireiros, manicures, entre outros, passarão a ganhar R$ 988,60.

O piso passa para R$1.023,70 para trabalhadores da construção civil, cobradores de transportes coletivos e garçons. Já para administradores, encanadores, operadores de máquinas da construção civil, condutores de veículos, porteiros, atendentes de consultórios, entre outros, terão piso de R$1.058,89.

Trabalhadores de serviços de contabilidade e caixas, secretários, operadores de telemarketing, frentistas, auxiliares de enfermagem, etc, terão piso de R$ 1.090,97. Os trabalhadores de nível técnico registrados nos conselhos de suas áreas passarão a ganhar R$ 1.282,94.

Os professores do Ensino Fundamental com regime de 40 horas semanais, técnicos de eletrônica, taxistas profissionais, entre outros vão ter piso de R$ 1.772,27. Já os administradores de empresas, advogados, contadores, sociólogos, biomédicos, etc, terão piso de R$ 2.432,72.

A lei recebeu apenas um veto sobre o inciso que também incluía a categoria profissional dos jornalistas no piso de R$ 2.432,72. O texto reconhece o valor da proposta, mas destaca que a faixa salarial acarretaria valores demasiadamente altos para serem suportados por grande parte dos jornais, principalmente aqueles de pequeno porte, no interior do estado. O veto, assim, contribuiria para evitar o desemprego e a informalidade na profissão.

(O Globo)