22/05/2020 – A fachada do prédio está em risco?

Previsto em lei, o cuidado com a conservação da estrutura é vital para segurança e valorização dos imóveis

Mais que o cartão de visitas do edifício, a fachada é um ótimo termômetro para identificar se a manutenção da estrutura está em dia. Prédios com fissuras, trincas, bolhas e descascamento são o retrato de que algo não vai bem e a situação está merecendo uma atenção especial do síndico e condôminos.

Para garantir a qualidade das fachadas é fundamental seguir um programa de cuidados periódicos. A manutenção envolve uma série de serviços, partindo dos mais básicos, como uma simples lavagem predial ou uma nova pintura, até serviços mais complexos, como a troca de revestimentos, tratamento de fissuras ou até mesmo a troca de todo o reboco da fachada. Tudo isso para manter não só a valorização do patrimônio, como a segurança de todos.

Construído em 1974, o condomínio Animaria passou por uma grande reforma, já que apresentava rachadura e problemas nas ferragens de sustentação das sacadas. Em Balneário Camboriú, um dos primeiros prédios construídos na cidade em 1974 escapou por pouco de ter sérios problemas na fachada. Com sacadas suspensas, que se deterioraram com o passar do tempo, o condomínio só passou por uma avaliação técnica após muita insistência da síndica Sandra Chidiac, que há 10 anos administra o local. E o primeiro sinal de que as coisas não estavam muito bem veio justamente do apartamento dela, que identificou há pelo menos um ano uma rachadura horizontal na estrutura. Consequência da falta de ferragens de sustentação.

Para convencer os condôminos da necessidade do reparo, a síndica contratou um engenheiro para a elaboração de um laudo oficial. E foi só com as fotos e o documento em mãos que ela conseguiu a aprovação da obra.

“O prédio é muito antigo e como estamos praticamente na frente do mar, temos fatores que aceleram a deterioração. As nossas sacadas são suspensas e estavam cedendo. Pela falta de estribo, o pouco de ferragem que tinha estava começando a envergar. Talvez se os outros administradores tivessem dado mais atenção, não teríamos chegado a essa situação mais grave”, comenta Sandra. No projeto de retrofit de fachada, com recuperação estrutural, foi investido cerca de R$ 168 mil, sendo que os moradores aproveitaram a obra para fazer a troca das janelas de metal para PVC, material com maior durabilidade.

Histórico de manutenções

Todo prédio tem um histórico de manutenções efetuadas durante sua existência. O desafio do gestor está em saber se elas foram bem executadas e dentro prazo correto. “Infelizmente alguns maus prestadores de serviço apenas ‘maquiam’ quando é necessária uma intervenção mais séria, aproveitando-se da falta de conhecimento dos administradores. Com o passar dos anos, os sintomas demonstram o ‘estresse’ da estrutura e aí o método de recuperação pode tornar-se muito mais caro que o imaginado. Ou situações mais graves, como casos de desplacamentos ou desmoronamentos. No caso do edifício Animaria, conseguimos fazer as obras necessárias, sem perder os padrões arquitetônicos”, explica Michael Willian Chulek, diretor da empresa responsável pela obra no empreendimento.

Entre as dicas para não incomodar-se no futuro, ele destaca três cuidados: manutenção preventiva é mais barata que a corretiva; antes de sanar os efeitos, é necessário eliminar as causas; e a mais importante, procure referência do prestador a ser contratado – como obras executadas, conhecimento técnico para execução e quadro de colaboradores qualificados. “Nossa região é litorânea, com fatores climáticos consideráveis. A cada ano contate um profissional para uma vistoria visual da fachada e estrutura. De acordo com os sintomas, faça a manutenção necessária o mais breve possível, isto irá refletir em economia e longevidade ao seu patrimônio”, reforça Chulek.

Precisa de reforma?

Os problemas mais comuns são descolamento de revestimentos, infiltrações, trincas, fissuras e oxidação de armadura. Na maioria dos casos são ocasionadas pela falta de manutenção. De acordo com o arquiteto Thiago Hanemann, cada tipo de acabamento exige um tipo de manutenção periódica, conforme norma técnica que rege o desempenho de cada material utilizado numa edificação. Desde 2014 a NBR 15.575 orienta nesse sentido e cabe aos profissionais da área, fornecedores e aos síndicos atenderem às suas especificações.

“Se tomarmos como exemplo uma pintura, a norma recomenda que a durabilidade mínima seja maior que oito anos. Mas para que se atinja essa durabilidade é necessário utilizar materiais e mão de obra qualificada para executar o serviço. Da mesma forma que o usuário deve realizar as manutenções mínimas recomendadas pelo fabricante em seu manual técnico”, comenta o especialista. Ele ainda destaca que nem sempre é necessário ter uma patologia para que se faça uma reforma. Existe também a possibilidade de fazer o retrofit, que consiste basicamente em trazer novas tecnologias e um design atual para o prédio, preservando as principais características do projeto original.

Os problemas mais comuns são descolamento de revestimentos, infiltrações, trincas, fissuras e oxidação de armadura, dentre outras, sendo que na maioria dos casos são ocasionadas pela falta de manutenção. “O descuido com a estrutura pode comprometer a segurança das pessoas e ocasionar consequências incalculáveis ao condomínio. Essa segurança não se limita apenas aos seus usuários, como também na queda de partes da fachada do prédio na calçada, que pode colocar em risco todos os pedestres em trânsito nas imediações da edificação”, destaca. Como dica, ele aponta que os gestores deveriam investir em um plano de manutenção de todo o empreendimento, que deve ser elaborado sob a orientação de um arquiteto ou engenheiro, contemplando as exigências das Normas Técnicas.

De olho na legislação

Para não correr riscos com ações judiciais, o advogado Gustavo Camacho reforça que a reforma profissional é fundamental, também para que as intervenções feitas na fachada sejam executadas dentro da lei. “A primeira providência é a realização de um projeto junto a um engenheiro ou arquiteto.

Com o estudo pronto, é obrigatória a realização de uma assembleia especialmente convocada para aprovar a realização da benfeitoria pretendida com quórum de 100% dos condôminos, em caso de alteração da estrutura ou do projeto arquitetônico do prédio, e de maioria simples dos presentes quando não houver mudanças na estética do edifício”, explica. Além disso, toda e qualquer alteração no projeto arquitetônico original deverá ser autorizada por seu criador.

Entre outros pontos que deverão ser observados pelo síndico está o manual do proprietário (NBR 14037) elaborado pela incorporadora/construtora, além de seguir a NBR 5674, que estabelece o plano de manutenções preventivas para a edificação. Todos os danos ocasionados às unidades autônomas e a terceiros decorrentes de ausência de manutenção e o não cumprimento da norma implicarão em responsabilidade civil do condomínio.

Fonte: Condomínios SC

21/05/2020 – Vizinhos ajudam-se com troca e venda de itens

Aproximação de comunidade beneficia quem precisa de auxílio

A recomendação de isolamento social afastou amigos e parentes que moram distantes, porém proporcionou a proximidade de vizinhos. Com mais tempo e necessidades, condôminos e moradores unem-se para enfrentar a crise em várias cidades do Brasil.

Um exemplo é o que acontece em um condomínio na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Moradores decidiram vender produtos e fazer serviços para os vizinhos. O bistrô que costuma vender lanches e alguns itens básicos de mercearia, agora, expõe os produtos e divulga trabalhos locais.

– Nós não cobramos nada para expor os produtos dos moradores. Tem artesanato, máscaras de pano, livros, comida e também serviços, que a gente divulga. Nos elevadores e no aplicativo do condomínio também são feitas as propagandas do que os condôminos estão fazendo. Todo mundo acaba ganhando – declarou a funcionária Joyce.

A autônoma Teresa Maciel vende doces e viu a possibilidade de ajudar os moradores realizando entregas. Afirmou ainda que a união vai além.

– A gente tem que se ajudar. Eu faço bolos, por exemplo, e estou vendendo aqui. É bom para conseguir uma renda extra, que preciso. Mas o mais importante é ajudar quem está precisando mais. Uma idosa que precisa fazer compras, alguém que está em falta de um alimento eu vou lá e dou, ou alguém que precisa que cuide das crianças. Minha vizinha da frente está saindo para trabalhar, aí eu ajudo com a filha dela, por exemplo – declarou.

CONTRIBUIÇÃO DA TECNOLOGIA

Além das informações passadas pelos avisos do condomínio ou pelo boca a boca, aplicativos também crescem com o intuito de melhorar a comunicação entre vizinhos. O carioca Guilherme Martins precisava de um ferro de passar emprestado depois do dele ter quebrado. Ele então usou o aplicativo chamado Tem Açúcar? e resolveu a questão.

APOIO A PESSOAS COM COVID-19

A síndica Aline Gama conta que a união entre os moradores é incentivada para melhorar a vida em comunidade. Afirma que os funcionários foram orientados de forma diferenciada para proceder com pessoas que foram diagnosticadas com o novo coronavírus.

– Tivemos um casal que ficou isolado em casa depois do marido testar positivo. Então, fizemos um esquema diferente de retirada de lixo e abastecimento de alimentos para o casal. Eles evitaram passar pelas áreas comuns do prédio e puderam voltar às atividades normais depois de se curarem – relata.

O condomínio repetiu o que foi feito em outros prédios da sua região, como os condomínios Green Coast e West Coast e que são exemplos de outras cidades brasileiras. Baseado nos exemplos dessas comunidades, confira maneiras que vizinhos podem se apoiar durante a crise.

-Compra e venda de produtos feitos pelos moradores;

-Prestar serviços aos vizinhos, como consertos domésticos, faxina ou cuidar de crianças e idosos;

-Oferecer alimentos ou refeições para quem está com falta de suprimentos em casa;

-Aulas particulares para quem está com dificuldades de acompanhar conteúdo de aulas online;

-Oferecer uso do computador e internet para quem não possui em casa;

-Fazer compras e outros serviços na rua para pessoas do grupo de risco.

Fonte: Pleno News

20/05/2020 – Festa em apartamento põe em risco saúde de vizinhos

A isolamento tornou a vida em condomínio mais restrita. Quando o assunto é festa, fatores como o barulho e a presença de convidados externos podem incomodar os vizinhos e gerar riscos para a saúde. Segundo o advogado Rodrigo Karpat, o ideal é adiar festas e comemorações para depois da pandemia.

 

“É um momento crítico, com muita contaminação”, justifica. Neste momento, ele recomenda apostar nas alternativas virtuais e, em casa, limitar a interação com quem mora junto. Caso um morador queira tocar violino na sacada, por exemplo, a mesma ação que relaxaria algumas pessoas, poderia prejudicar outras. Além disso, iniciativas do tipo precisam da autorização do síndico para acontecer.

 

“É necessário ter ponderação e se colocar no lugar do outro. No interior de outras unidades pode ter gente doente, se recuperando, em luto, etc”, diz o advogado Alexandre Berthe. Decretos estaduais e municipais impedem aglomerações por causa da pandemia. Devido o excesso de pessoas circulando no prédio, Karpat destaca que uma festa com convidados externos pode colocar a saúde de vizinhos e funcionários do condomínio em risco.

 

O síndico não pode interferir dentro da unidade e nem proibir que as pessoas entrem. Porém, ele deve zelar pelo interesse coletivo. Assim, caso um morador perturbe o sossego e coloque os outros em risco, o síndico deve aplicar advertência e, se for o caso, multa. Síndicos e vizinhos também podem chamar a polícia e, se necessário, entrar com ação na Justiça.

 

Desde que a pandemia começou, o síndico Reginaldo Queiroz, 48 anos, tem acompanhado as recomendações das autoridades de saúde para implementá-las em um condomínio da Chácara Klabin (zona sul). No prédio, é necessário utilizar máscaras e as áreas comuns estão fechadas. Além disso, ele orientou os moradores a evitarem receber visitas neste período. “O pessoal aceitou muito bem e até agora não tivemos nenhum problema.”

 

Queiroz também é dono de uma administradora de imóveis. A empresa teve contato com um caso de uma festa, com som alto até a madrugada e vários moradores na mesma unidade, em um condomínio na zona leste. Houve muita reclamação e “isso gerou um desconforto bem grande”. A situação resultou em multa.

 

Fonte: Cidade Verde

19/05/2020 – Praticando ioga em casa: Seis aplicativos que irão de ajudar

 

Algumas pessoas estão com mais horas livres dentro de casa, e por que não investir esse tempo na prática de esporte? A ioga é uma ótima alternativa para diminuir a ansiedade e a preocupação. Pensando no seu bem-estar em tempos de pandemia, o jornal El País separou alguns aplicativos bem legais para você fazer ioga em casa, seja qual for o seu nível. Confira!

Down Dog

Com milhares de avaliações na App Store, o Down Dog é um dos apps mais populares (e com melhor nota: 4,9 de 5). Entre suas virtudes se destaca que é perfeito tanto para iniciantes (oferece uma introdução de três dias à disciplina) como para os mais experientes iogues. Com suas 60.000 combinações de treinamento, é impossível repetir a mesma aula, por isso o tédio está descartado. Além disso, inclui seis vozes diferentes de instrutor, para que cada usuário possa escolher a que considera mais relaxante ou agradável. Sua assinatura é paga, custa 7,99 dólares (cerca de 40 reais) e está disponível em português.

Find What Feels Good

A texana Adriene Mishler, à frente deste aplicativo, tem mais de 6 milhões de assinantes em seu canal no YouTube, Yoga with Adriene. É uma das pioneiras no ensino online desta disciplina desde que começou a compartilhar, em 2012, seus conhecimentos em forma de vídeo. Seu aplicativo, Find What Feels Good, é uma extensão desse universo no qual conquistou grande reputação graças às suas explicações detalhadas e aos seus conselhos para adaptar os exercícios de acordo com o nível, estado de ânimo ou tempo disponível do praticante. Embora os vídeos estejam em inglês, são fáceis de acompanhar e têm uma edição cuidadosa. Quem quiser conferir, pode baixar o aplicativo gratuitamente e testá-lo por uma semana. Depois, o custo é de 9,99 dólares (50 reais) por mês.

Ioga para Iniciantes

Conhecido em inglês como Yoga for Beginners, a versão em português deste app é perfeita para todos que quiserem aproveitar a ocasião para se iniciar no mundo da ioga. Além de ser grátis, vantagem que temos de levar em conta, oferece três tipos de ioga para novatos: Vinyasa (três aulas para aprender posições básicas, como a do cachorro olhando para baixo e a de chaturanga), Hatha (outras três aulas um pouco mais lentas) e Ioga Restaurativa (a mais relaxante, perfeita para alongar músculos e liberar tensões). O melhor? Você só precisa de um tapete e aprenderá a controlar a respiração, algo fundamental nos dias de hoje.

Daily Yoga

Daily Yoga é provavelmente a maior biblioteca dessa disciplina disponível na rede e um dos aplicativos de ioga mais baixados. Além de escolher a intensidade de cada exercício conforme suas necessidades, você pode fazer perguntas aos melhores especialistas em ioga do mundo inteiro por meio do aplicativo Apple Health. Também permite monitorar a atividade com o Apple Watch e oferece rotinas dos 5 a 70 minutos para atender a todas as necessidades. Não é o mais barato da lista (13 dólares mensais, cerca de 65 reais), mas vale a pena. Não é chamado de bíblia da ioga à toa.

Asana Rebel

Entrar em forma, perder peso e iniciar um estilo de vida saudável são três dos resultados prometidos pelo Asana Rebel. Este aplicativo alemão lançado em 2015 combina ioga e fitness e permite pesquisar treinamentos por objetivos, duração ou intensidade. É a opção perfeita para quem, além de melhorar flexibilidade e a respiração e tonificar o corpo, quer fazer um exercício cardiovascular. Mas atenção, embora indique que é gratuito, a verdade é que é necessário pagar após baixá-lo. O programa de doze meses custa 77,99 euros (430 reais), mas há preços diferentes para tempos menores de permanência. Está disponível em português e já ultrapassou 10 milhões de downloads.

Pocket Yoga

Neste caso, é uma animação, em vez de um professor, que dá as explicações e aulas. O mais interessante é que o aplicativo inclui mais de 200 posições ilustradas e um extenso dicionário que descreve cada uma e seus benefícios. Além disso, permite trocar a música predeterminada por sua própria lista de reprodução. Está em inglês, mas é intuitivo e fácil de acompanhar. O download custa 11,99 reais.

18/05/2020 – Secovi Rio na mídia: TV Globo destaca cenário favorável para mercado imobiliário após a pandemia

O impacto do novo coronavírus no mercado imobiliário foi destaque no Bom Dia Rio,  dia 19 (terça-feira). Segundo a reportagem, muitas pessoas adiaram os planos de comprar uma casa ou apartamento em virtude da incerteza do atual período.

A razão é o receio em fazer negociações envolvendo grande quantia de dinheiro. A TV Globo exibiu dados apurados pelo Centro de Pesquisa e Análise da Informação do Secovi Rio (CEPAI) mostrando a queda nas vendas no preço do metro quadrado na capital, bem como o aumento nas negociações de aluguel e da inadimplência.

Todavia, a reportagem destacou que as expectativas são otimistas para o período pós-pandemia, em que as negociações poderão ser retomadas com mais força.

Confira a matéria na íntegra: https://globoplay.globo.com/v/8563082/programa/

Fonte: Secovi Rio

15/05/2020 – Como adaptar imóveis pequenos para o home office

Pensar em fatores como boa iluminação, paredes e decorações neutras, pode ajudar a manter uma boa rotina para quem está passando a quarentena em casas compactas

Manter o isolamento social tem oferecido desafios diários a todos. Ainda mais para quem mora em imóvel pequeno. Precisando manter uma rotina diária em poucos metros quadrados, o regime de home office fica mais complicado se o ambiente não for calmo, organizado e trouxer comodidade.

Portanto, é importante que uma casa tenha a personalidade do morador, para que ele se sinta acolhido e em paz com o ambiente. Uma opção comum é investir em pinturas, objetos de decoração ou então plantas, sendo esta última uma verdadeira moda entre os amantes de urban jungle. Mas de que forma esses fatores ajudam ou atrapalham para quem está trabalhando em casa?

Conversamos com Danilo Vilela, decorador, especialista em design biofílico e diretor de marketing na Vertical Garden, empresa que trabalha com arquitetura e paisagismo. Ele orienta como manter um imóvel agradável em tempos de quarentena.

Confira a entrevista abaixo:

CONSUMIDOR MODERNO: Ter uma boa luz no ambiente é importante? 

DANILO VILELA: A iluminação solar é indispensável em um ambiente saudável. Ela auxilia nosso corpo a promover corretamente o

Ritmo Circadiano, que é um ciclo biológico em que nosso corpo entra em diferentes estágios de acordo com o período do dia – por exemplo, para produzir melatonina no período noturno e estar mentalmente mais desperto no período da manhã. Assim, nada consegue suprir os benefícios que esse contato direto com a luz do sol propicia. Ainda que consigamos atenuar a baixa incidência solar em um ambiente, recomenda-se que em termos de saúde e bem-estar o profissional passe algum tempo no decorrer do dia no ambiente externo, mesmo que sejam apenas alguns minutos de descanso.

CONSUMIDOR MODERNO: Como melhorar a iluminação em apartamentos com pouca luz solar?

Para atenuar a baixa iluminação solar e maximizar a luz em espaços pequenos sugerimos algumas estratégias. É recomendável, por exemplo, que paredes e superfícies de móveis tenham cores em tons claros, pois refletem melhor a luz e dão a sensação de amplitude comparada a texturas com cores escuras. Outra dica é fazer uso da iluminação artificial com lâmpadas de tonalidade branca neutra ou 4.000k (kelvins) com iluminação indireta, de preferência, para não refletir na tela do computador.

Lâmpadas de cores amareladas tornam o ambiente aconchegante, mas podem nos deixar menos dispostos para o trabalho e devem ser utilizadas como auxiliares no ambiente, como pontos focais de destaque, abajures ou em sancas. Já as lambadas de cores Branco Frio 6.000k (kelvins) reproduzem uma luz com brilho maior e nosso organismo tem dificuldade em cumprir seu ciclo circadiano (ou relaxar) após grande exposição a ela, como pode acontecer no home office.

CM: As cores da parede podem ajudar na concentração? Em quais investir?

DV: De modo geral, cores mais frias e sóbrias como azul, verde, violeta tendem a nos estimular a tarefas de concentração enquanto as cores quentes (amarelo, vermelho, laranja) nos estimulam a atividades físicas e criativas.

Cores em seu matiz mais saturada ou as chamadas “cores vivas” dificultam a concentração. Para o uso de cores em home office, uma boa prática é manter as superfícies maiores em tons neutros como paredes e mobiliários e utilizar vasos com flores e plantas para trazer cor ao espaço. O verde, aliás, está no centro do círculo cromático e combina tanto com cores quentes como frias. Ou mesmo o toque de cor com orquídeas e outras flores podem fazer grande diferença no bem-estar sem abrir mão da concentração.

CM: Como escolher um espaço para o trabalho remoto? 

DV: Talvez o ponto mais importante na hora de escolher o espaço adequado para seu home office seja analisar se o local oferece a ergonomia adequada ao trabalho. Alguns pontos para serem considerados são: ter uma cadeira com regulagem de altura, descanso de braços e encosto adaptado para o conforto da coluna (cadeira própria para escritório); optar, se possível, por uma mesa cuja superfície não seja muito refletiva e tenha espaço suficiente para que o notebook e o teclado fiquem de frente para a cadeira. Um apoio para os pés também ajuda bastante.

Sabemos que é difícil reunir todas essas premissas, mas é importante fazer o possível para que o local escolhido para o home office permita que mantenhamos uma boa postura. Para quem tem mais do que uma opção, a melhor escolha é a que a pessoa se sentir melhor, seja com um ponto focal ou várias composições menores.

CM: Como organizar e deixar uma casa pequena mais harmoniosa para o home office?

DV:É comum não termos um local adequado para organizar grande quantidade de papeis, materiais para trabalho, documentos e outros itens comuns do nosso escritório em um local adequado no home office, afinal, muitos desses espaços que hoje utilizamos não estavam preparados para ser nosso posto de trabalho principal.

Mas, a organização é muito importante, pois cria uma amplitude espacial ao local. Você não precisa investir muito: aposte em itens como caixas organizadoras, gaveteiros e prateleiras. Você já notará uma grande diferença, terá um espaço mais harmonioso, encontrará o que precisa com mais facilidade e tudo isso contribui para maior produtividade e também uma sensação de mais bem-estar. Se houver uma parede adequada, pode-se também utilizar espelhos para ampliar o espaço, mas tome cuidado para não colocá-lo em um lugar onde os reflexos de luz ofusquem os olhos ou mesmo reflitam diretamente na tela do computador. Teste antes de fazer a fixação do espelho.

CM: Com o isolamento social, muitas pessoas estão precisando cozinhar em casa. A maioria das kitnets possuem um espaço muito pequeno destinado à cozinha. Qual a melhor forma de adaptar e deixar o espaço mais confortável?

DV: A organização do espaço, manter uma base de cores  e boa iluminação são sempre fatores funcionais para ambientes pequenos e funcionam bem, de forma geral. Se desfazer de itens que não estejam em uso, reorganizar o armário e, se necessário, incluir prateleiras ou ganchos na parede da cozinha que viabilize pendurar itens de uso mais constante.

CM: Ter plantas em casa podem ajudar no momento de quarentena?

Com certeza! É importante destacar que as vegetações nos trazem conforto estético e acústico, além de ter importância emocional e psicológica imensas para o nosso organismo. Pesquisas como da Universidade de Chibra, no Japão, mostraram a relevância do contato com o verde para o nosso organismo: redução de índices de cortisol em 16% (hormônio relacionado ao estresse), 4% na frequência cardíaca e 2% na pressão arterial são alguns exemplos.

Colocar vasos grandes, pequenos, jardins verticais ou elementos pendentes podem causar um impacto bastante positivo nessa época de isolamento e ansiedade que a humanidade está passando. Algumas plantas que se desenvolvem bem no ambiente interno são as jiboias, zamioculcas, Espada de São Jorge, orquídeas e outras. Vale também entender as plantas Naturais Preservadas e o Musgo Moss escandinavo que dispensam manutenção e não precisam de iluminação natural e têm sido muito utilizadas em ambientes corporativos e escritórios.

Fonte: Consumidor moderno

13/05/2020 – Redobre os cuidados com focos de Aedes aegypti durante a pandemia

 

Cerca de 90% dos focos do mosquito estão dentro de casa

O avanço do novo coronavírus preocupa a  população, mas não podemos esquecer de outras doenças que também são perigosas, como a dengue, a zika e a chikungunya. Os agentes de saúde continuam em busca do mosquito causador dessas doenças, o Aedes aegypti. Por causa da pandemia, as equipes não estão entrando nos apartamentos, mas verificam todos os lugares das áreas comuns dos prédios.

O Antônio de Padua Vasconcelos é síndico de um condomínio de Vitória, e quando percebeu a presença de muitos mosquitos no local, chamou os agentes da prefeitura. “Os moradores perceberam a presença dos mosquitos. Eu acionei os agentes da prefeitura, que vieram e fizeram a inspeção”, conta.

De acordo com o Centro de Vigilância em Saúde Ambiental de Vitória (CVSA), 90% dos focos do mosquito Aedes aegypti estão dentro de casa. Como os agentes não estão entrando nas residências, o órgão reforça a importância do cuidado de cada morador.   O diretor do CVSA, Rogério Almeida, pede para que as pessoas tenham mais atenção, verifiquem suas casas e identifiquem possíveis focos. “Neste momento, é muito importante que as pessoas colaborem com os cuidados para evitar a proliferação do mosquito. As pessoas podem aproveitar que estão em casa para vigiar os pontos de água parada e eliminá-los”, orienta.

Segundo dados divulgados pelo Departamento Epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde, entre os dias 15 de março a 2 de maio foram registrados 11.292 casos de dengue no Estado. Os números de casos de chikungunya também preocupam as autoridades de saúde: foram 3.242 casos da doença registados no Espirito Santo.

Por isso, segundo Rogério, as fiscalizações na capital para o combate ao mosquito, são diárias. “Desde janeiro, as equipes trabalham no combate aos focos do mosquito. Todos os dias os agentes saem nas ruas para eliminar pontos que podem acumular água parada”, explica.

Fonte: Folha Vitória

12/05/2020 – Condomínios podem proibir realização de obras não emergenciais durante a pandemia

Os condomínios e edifícios podem proibir a realização de obras e reparos que não sejam emergenciais durante o plano de contingência para combate à Covid-19. É o que estabelece a Lei 8.808/2020, que foi sancionada pelo governador Wilson Witzel e publicada no Diário Oficial do Executivo desta segunda-feira (11/05).

A medida vale tanto para serviços realizados em áreas comuns como dentro dos apartamentos, permitindo que sejam realizados apenas serviços que não interrompam o fornecimento de água, não causem perturbação ou transtorno aos vizinhos e não aumentem a circulação de pessoas nas áreas de circulação dos prédios. Obras emergenciais poderão ser realizadas, mesmo que interrompam temporariamente o fornecimento de água, desde que a interrupção seja comunicada com antecedência aos condôminos.

“A realização de obras traz transtornos aos que precisam trabalhar em ‘home-office’, bem como geram interrupções na distribuição de água, impedindo a higienização, e aumentam a circulação de pessoas em áreas comuns”, explica o deputado Rodrigo Amorim (PSL), autor da medida. Em caso de descumprimento, o morador infrator estará sujeito à multa de até cinco vezes o valor do condomínio.

Assinam também a lei os deputados André Ceciliano (PT), Lucinha (PSDB), Jorge Felippe Neto (PSD), Marcos Muller (SDD), Capitão Paulo Teixeira (PRB), Carlos Macedo (PRB), Danniel Librelon (PRB), Giovani Ratinho (PTC), Dionisio Lins (PP), Brazão (PL), Marcelo do Seu Dino (PSL) e Gustavo Tutuca (MDB).

Fonte: Alerj RJ

11/05/2020 – Agora é lei: novas normas para entregas em condomínios e apartamentos

Condomínios agora não poderão impedir que o morador receba as entregas na porta de suas casas e apartamentos

O governador Wilson Witzel sancionou no dia 4 a Lei 8.799/2020, com novas determinações sobre os serviços de entrega durante o período de pandemia de coronavírus no Rio. Segundo a lei, os condomínios não poderão impedir a entrega da mercadoria diretamente na porta de casa, apartamento ou sala comercial, se o pagamento for feito por aplicativo. Em caso de descumprimento, o condomínio pode ser multado no valor de 200 UFIR-RJ (R$ 711) por infração.

Alegando questões de segurança, a convenção de alguns edifícios impede a entrada de entregadores. Com a pandemia de covid-19, mais prédios adotaram essa norma interna, de maneira informal, para reduzir a circulação nas áreas comuns.

Mesmo que a proibição dos entregadores esteja determinada no regimento interno, neste momento o mais indicado é seguir a lei, explica Anna Carolina Chazam, gerente de Gestão Predial da Estasa: “Há uma discussão sobre a constitucionalidade da lei, mas estamos em uma situação excepcional. Se realmente julgar necessário, o síndico pode fazer campanha para que os moradores continuem a pegar suas encomendas na portaria.”

O síndico profissional Antônio Carlos De Luca, da Confiance Síndicos Profissionais, diz que a maioria dos condomínios que administra não proíbe no regulamento a entrada dos funcionários de lojas e restaurantes. Para ele, vale o bom senso.”Acho que temos de pensar na parte que será mais prejudicada. Havendo muitos idosos no prédio, obrigá-los a descer para buscar encomendas os deixará mais expostos ao vírus. Isso sem falar nos problemas de mobilidade”, defende ele.

A recomendação de quem trabalha na área de segurança é que entregadores não devem entrar nos edifícios. Para cumprir a lei estadual, contudo, o condomínio precisa aumentar os procedimentos de proteção.”O morador deve avisar previamente que está aguardando uma entrega, comunicando o nome da empresa e do entregador”, diz o consultor de segurança condominial Thiago Goethnauer.

Com o aumento dos serviços de delivery, surgiram alertas nas redes sociais sobre bandidos que estariam sequestrando entregadores e indo aos condomínios realizar roubos. A Polícia Militar, contudo, não tem qualquer registro desse tipo crime.

Rafael Thomé, presidente da Associação de Administradoras de Condomínio (Abadi), diz que a entidade vem recebendo muitas fake news. “Vamos passar a fazer uma checagem das informações com quem administra os condomínios e divulga-las em nossas redes sociais”, explica ele.

 

 

Fonte: Exame

07/05/2020 – Lei estadual estabelece novas regras para serviços de delivery em condomínios

O governador Wilson Witzel sancionou, nesta semana, a lei 8.799/2020 com novas determinações sobre os serviços de delivery durante o período de pandemia no Rio de Janeiro. Segundo a lei, os estabelecimentos comerciais, empresas de serviço de entrega e condomínios residenciais e comerciais não poderão impedir a entrega efetiva da mercadoria diretamente na porta da casa, apartamento ou sala comercial que consta no pedido da compra.

 

A lei esclarece ainda que o pagamento do pedido com entrega em domicílio deverá ser efetuado, preferencialmente, na modalidade remota pelo aplicativo ou telefone. Somente por meio desta modalidade de pagamento, o entregador poderá efetuar a entrega da mercadoria sem contato físico, deixando o pedido na porta do local de entrega após avisar ao cliente.

 

Vale destacar que os estabelecimentos comerciais que efetuem entrega em domicílio deverão realizar a desinfecção de suas dependências e itens físicos com mais frequência, seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS). Isso inclui, por exemplo, limpeza de máquinas de cartão. Além disso, os estabelecimentos comerciais deverão fornecer aos funcionários os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para combate ao Covid-19.

 

Outro ponto destacado na lei é que as empresas responsáveis pelo serviço de entrega, bem como os condomínios, deverão adotar medidas de controle e disponibilizar material de higienização de forma que não resulte no impedimento da entrega efetiva diretamente na porta da casa, do apartamento ou da sala comercial que consta na solicitação da entrega em domicílio (delivery).

 

Os condomínios também deverão prezar pela segurança de seus porteiros/seguranças/vigias no recebimento de entregas, garantindo que eles mantenham distância mínima de 1,5 metros com os entregadores, além de disponibilizar meios para higienização das mãos de seus funcionários como álcool em gel 70º e/ou água corrente e sabonete.

 

O não cumprimento das normas poderá acarretar em multa.

 

Confira a íntegra do lei neste link.

Fonte: Secovi Rio