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25/02/2020 – Aluguel das áreas comuns do condomínio

25/02/2020 – Aluguel das áreas comuns do condomínio

A locação das áreas comuns é um dos assuntos que causa conflitos no condomínio. A gestão condominial é uma das preocupações da coletividade, seja através dos síndicos ou integrantes do condomínio (proprietários ou inquilinos). O síndico deve estar atualizado e adotar critérios para que a administração seja adequada e nos padrões de qualidade.

Na verdade, em razão da disseminação imediatista de informações, acabamos agindo inconscientemente e automaticamente. Repetindo gestos, palavras e atitudes fundamentadas apenas nas ocorrências diárias, sem uma reflexão mais aprofundada do que queremos.

O síndico em sua função, é essencial ao condomínio. Na medida em que ele gerencia os conflitos diários, planeja e estrutura as ações a serem adotadas. Além das obrigações adequadas à importância de sua função.

Muitas vezes, na intenção de obter bons negócios que irão favorecer toda coletividade, no aspecto financeiro, o síndico acaba sendo envolvido numa visão mais restritiva, onde a arrecadação de verbas é o que importa. Isso ocorre, por exemplo, com a locação de áreas comuns do condomínio para o mais variado tipo de usos. Um exemplo é o caso da instalação de antenas para captação de sinais de celulares. Ou ainda com a pura e simples locação do imóvel destinado à moradia do empregado.

Importante salientar, no caso da concessão onerosa das áreas comuns, que há diversas implicações que deverão ser sempre analisadas com muita cautela e rigor técnico, porquanto é o próprio síndico em primeiro lugar que poderá ser atingindo em seu patrimônio, na hipótese de sua gestão ser considerada como inadequada.

É necessário o debate com todos os interessados ao tema. Assim, a locação de áreas comuns do condomínio deverá ser analisada sob vários prismas, entre eles o tributário. No aspecto tributário a situação é regida pela Instrução Normativa SRF nº 15 de 6 de fevereiro de 2001, onde no artigo 4º é determinado que:

”Os rendimentos comuns produzidos por bens ou direitos, cuja propriedade seja em condomínio ou decorra do regime de casamento, são tributados da seguinte forma:

I – na propriedade em condomínio, a tributação é proporcional à participação de cada condômino;

II – na propriedade em comunhão decorrente de sociedade conjugal, inclusive no caso de contribuinte separado de fato, a tributação, em nome de cada cônjuge, incide sobre cinquenta por cento do total dos rendimentos comuns;

III – na propriedade em condomínio decorrente da união estável, a tributação incide sobre cinquenta por cento do total dos rendimentos relativos aos bens possuídos em condomínio, em nome de cada convivente, salvo estipulação contrária em contrato escrito.

Parágrafo único. No caso do inciso II, os rendimentos são, opcionalmente, tributados pelo total, em nome de um dos cônjuges.”

Assim, na hipótese de locação de área comum, seja qual for o locatário ou mesmo a finalidade desse novo tipo de utilização, as rendas obtidas deverão ser tributadas, ou seja, o imposto sobre essa renda deverá ser pago.

O condomínio é isento de imposto de renda, mas as pessoas físicas ou jurídicas não são. Assim, a arrecadação obtida com a locação deverá ser tributada em nome de cada um dos condôminos. Eles terão receita decorrente da locação de uma área que lhes pertence.

Na locação de espaços comuns para a instalação de antenas de captação de ondas de celular, é necessário observar outros itens relativos à estrutura da edificação, bem como a legalidade dessa instalação.

Há muitas empresas que propõem diversas vantagens econômicas. Porém não alertam para os aspectos aqui mencionados. E o síndico acaba sendo envolvido desnecessariamente em uma situação problemática.

Recomendamos que o síndico ao receber qualquer proposta nesse sentido procure obter o maior número de informações junto daquele que fez a proposta. Além disso, com as respostas de suas indagações, deve promover reuniões com os condôminos para ouvir suas opiniões e informar aos mesmos aquilo que obteve, para avaliar o custo-benefício.

Por: Rubens J. Reis Moscatelli

Fonte: Viva o condomínio

24/02/2020 – Riscos em móveis de madeira: Aprenda como tirar!

Dente de alho e cera de abelha estão entre os segredos. Aprenda

 

Você tem aquele guarda-roupa lindo que adora, mas bastou um pequeno descuido e ele foi riscado… E agora? Pois não se desespere! Sempre há um jeitinho para deixar o móvel com aparência de novo.

 

Segundo a Art Móveis Planejados, para tirar arranhões superficiais de um móvel de madeira, basta esfregar o local com uns dentes de alho até conseguir encher as marcas. Depois, é preciso deixar secar antes de eliminar o que sobrou com um pano para, em seguida, aplicar a cera.

 

Para disfarçar arranhões ou pequenos defeitos na superfície dos móveis, preencha os orifícios com cera de abelha. Passe em seguida uma boneca de pano para dar lustro. Nos móveis de nogueira, esfregue um pedaço de noz-moscada no arranhão.

 

Arranhões Profundos

 

Um móvel feito de madeira pode ficar marcado por um golpe de uma cadeira ou a queda de um objeto mais duro sobre ele, por exemplo. Para retirar uma marca é importante agir rapidamente. Quanto mais imediata for a ação, mais chances teremos de sucesso.

 

Comece por retirar o polimento ou verniz do lugar onde foi feita a marca. Faça uma boneca (prepare uma bola pequena de algodão ou pano, coloque dentro de um pano macio e torça. Você pode até mesmo dar um nó para que fique firme e fácil de manipular).

 

Prepare com cuidado um recipiente com água fervendo. Molhe a boneca nesta água e aplique em cima da marca. Tenha cuidado para que não escorra para outros lugares, pois poderá manchar uma parte do móvel que está perfeita.

Não deixe a água esfriar, é muito importante que esteja todo o tempo fervendo. Vá aplicando até que a marca tenha desaparecido.

 

Deixe secar espontaneamente por pelo menos 12 horas. Depois de bem seco, passe uma lixa fina para conseguir o nivelamento da região afetada com o resto da madeira em volta. Dê acabamento de acordo com o resto do móvel.

 

Kit restaurador

 

Há ainda a opção de kits reparadores, como o Sayerlack. Ele tem uma caneta, que pode corrigir fissuras e pequenos riscos, com opções de cores para que a pessoa possa adequar ou combinar com seu móvel para que o acabamento fique mais bem-feito.

 

Para buracos mais profundos pode ser usada a cera, que deve ser derretida sobre o buraco.

 

Fonte: Viva o condomínio

20/02/2020 – Atenção com a manutenção e instalação dos aparelhos de ar-condicionados

Verão, calor, os moradores começam a se preocupar em resfriar o ambiente. O alerta vermelho acende quando o assunto é a instalação e manutenção de aparelhos de ar-condicionado e split.

 

Normas de segurança devem ser obedecidas, como a NBR 16280/2014, Norma de Reformas das Edificações, conforme orienta o engenheiro civil Alexandre de Novaes: “Toda obra está embasada por estudo prévio. É preciso ter respaldo profissional para mexer na estrutura predial. Não pode furar viga nem pilares e, para condomínios antigos, o ideal é que seja feito um projeto de retrofit para rever a tubulação e instalações elétricas e demarcar os locais de instalação”, explica.

 

No Condomínio Solar das Orquídeas, no bairro Coqueiros, em Florianópolis, o síndico Willian Savi conta que, após ler matérias com alertas e cuidados para instalações e manutenções de ar- condicionado, implementou algumas regras de segurança. Para realizar a instalação do aparelho, o morador precisa ter autorização do síndico obtida mediante apresentação de Anotação de Responsabilidade Técnica – ART da empresa que fará o serviço. “Dessa forma evitamos fatalidades e também protegemos o condomínio de responder civil ou criminalmente por algum dano”, diz.

 

Instalação

 

Para instalar o aparelho é necessário observar alguns itens fundamentais e um deles é a potência compatível da rede elétrica. O técnico em Climatização e Refrigeração, Paulo Cerafim, explica que o ar- condicionado deve ter ponto elétrico exclusivo. “O aparelho não pode compartilhar tomada com TV ou qualquer outro equipamento, pois pode danificar o produto, ou mesmo causar curtos-circuitos e incêndios”, alerta. Além disso, a rede elétrica do condomínio precisa suportar a voltagem. Essa análise, realizada por um profissional habilitado, irá evitar possível sobrecarga das instalações no edifício.

 

A escolha do local externo para a instalação do condensador é um ponto analisado cada vez com mais critério pelos condôminos a fim de aprovar um projeto que valorize a estética da fachada do prédio. O arquiteto André Lucas Chambarelli, de Florianópolis, explica que este equipamento não pode ficar confinado. “A função do condensador é expelir o ar quente e não pode ficar em espaço fechado, se não superaquece”, explica.

 

Chambarelli recomenda caixa protetora para garantir o padrão estético do condomínio: “cada morador pode comprar um equipamento diferente, tamanhos variáveis e tipos. Com essa caixa o aparelho fica protegido e a visualização fica padronizada”.

 

Economia

 

A recomendação aos condomínios é programar as instalações e manutenções no inverno, período em que este serviço é oferecido por melhor preço, conforme orienta o técnico Paulo Cerafim. “Os moradores já estão percebendo que se preparar antes é mais viável. Instalações nesta época são mais caras, porque a demanda é grande”, diz.

 

Outro quesito aconselhado por especialistas é a preferência por equipamentos de tecnologia “inverter”. Cerafim explica que este componente reduz o consumo de energia, pois tem uma velocidade variável dos compressores, fornecendo uma quantidade precisa de energia para resfriar o ambiente, de acordo com a necessidade. “Neste tipo de aparelho o compressor não tem que parar e recomeçar para manter a temperatura desejada. Se instalado corretamente, o morador pode perceber até 60% de economia no consumo de energia elétrica”, conclui.

 

Sobrecarga de energia

 

Uma questão de segurança básica é a sobrecarga com a instalação do aparelho de ar-condicionado em apartamentos nos edifícios mais antigos, cuja fiação de energia pode não aguentar a carga do equipamento.

Nesse caso, a inadequação da potência elétrica do imóvel em relação à potência elétrica do aparelho de ar-condicionado pode gerar superaquecimento dos fios, o que pode acarretar em curtos-circuitos e até incêndios. O problema também pode ser gerado pela utilização concentrada em horários de pico.

 

Por isso, nos casos de condomínios antigos, o ideal é que um engenheiro elétrico seja contratado para determinar se a rede suporta o acréscimo de carga sem comprometer a segurança dos moradores nem o centro de medição de acordo com a entrada de energia aprovada pela concessionária.

 

Fonte: Condomínios SC

19/02/2020 – O barulho é o campeão das brigas em condomínios

Hoje em dia as pessoas têm buscado cada vez mais morar em condomínios, seja pela ideia de segurança ou pelas vantagens da área de lazer como piscina. Todos gostamos de chegar em nossas residências após um dia exaustivo de trabalho, sentar no sofá e desfrutar de uma boa tranquilidade.

 

Para aqueles que moram em condomínio, sabe que o barulho sem dúvida é o campeão de briga entre vizinhos, ainda mais se falarmos de condomínios verticais que os vizinhos além de dividir as paredes laterais estão no andar de cima e no de baixo. As reclamações aumentam em épocas festivas, como o carnaval, festas de final de ano e feriados prolongados.

 

Mas se engana quem acha que as reclamações se limitam a essas datas, é bem comum em dia de semana vizinhos promoverem festas que adentram a madrugada. Essas situações corriqueiras são as grandes responsáveis pelas desavenças entre os vizinhos, que acaba com o sono síndico.

 

O que deve ser feito nessas situações? O convívio em sociedade tem como regra número um o “Bom Senso”. É possível viver em harmonia se todos tiverem o bom senso, sabendo respeitar o espaço e limite de cada um.

 

Evidente que muitas vezes apenas uma boa conversa não resolve, infelizmente inúmeros casos de briga entre vizinhos chegam na esfera cível e criminal.

 

Sempre que existe um som excessivo o morador pode comunicar a portaria ou zelador, quando houver, para que esse verifique  a perturbação e tome as medidas necessárias para cessar a perturbação. Naqueles casos em que não cessam os barulhos ou já são reincidentes, os Regimentos geralmente possuem previsão de multa.

 

Existem situações que fogem do limite do condomínio, onde a Perturbação ao Sossego precisa de respaldo jurídico, chegando ao ponto de acionar a Polícia.

 

O Código Civil de 2002 em seu artigo 1.277 prevê que todo proprietário deve cumprir com as regras da boa convivência, sendo claro que “O proprietário ou o possuidor de um prédio tem o direito de fazer cessar as interferências prejudiciais à segurança, ao sossego e à saúde dos que o habitam, provocadas pela utilização de propriedade vizinha.”

 

É certo que o barulho excessivo fere o direito individual e pode gerar danos morais e materiais em vista dos danos à saúde física e psicológica.

 

Além da previsão em nosso Código Civil, consta na lei de Contravenções Penais (Decreto-Lei nº 3.688/41) que perturbar alguém o trabalho ou o sossego, seja com gritaria ou algazarra, abusando de instrumentos sonoros ou sinais acústicos, possui pena prevista de prisão simples, ou seja, de quinze dias a três meses ou multa.

 

A previsão da perturbação é clara em dizer que a expressão sossego não limita ao descanso noturno ou repouso, mas sim o direito a tranquilidade das pessoas.

 

Fato que devem ser ressaltados é que a perturbação precisa ser no coletivo e o barulho deve ser excessivo para não configurar como um mero aborrecimento. As perturbações sonoras violam o direito de vizinhança, podendo gerar consequências de reparação aos lesados.

 

Quando moramos em condomínio devemos sempre pensar em nossas atitudes, nos colocar no lugar do próximo e pensar no que fazemos e a hora que fazemos se nos incomodaria, essa talvez seja a melhor forma para viver em harmonia.

 

Fonte: Enfoque

18/02/2020 – Casa nova: Dicas para organização depois da mudança

O trabalho começa antes mesmo de chegar no novo apartamento e segue depois que as caixas chegam lá

 

Organizar a casa nova não é uma tarefa fácil. Seja o antes para fazer a triagem e embalar tudo, o durante para organizar o transporte e também o depois. Até porque chegar no novo imóvel não significa que o trabalho acabou. Pelo contrário: é hora de dar fim a todas aquelas caixas que estão espalhadas pela casa, de guardar tudo no devido lugar e arrumar a decoração para deixar a casa novamente com jeito de lar, com a cara dos donos.

 

Algumas iniciativas devem acontecer antes de chegar no novo lugar para, desta forma, ter a garantia de um processo de mudança mais rápido, dinâmico e com menos desgaste possível. O primeiro passo é conhecer o espaço do novo imóvel. Desta forma, é possível se programar para o que poderá ir para o novo ambiente e o que não irá. Se o apartamento for menor do que o atual, algumas coisas precisarão ficar para trás. Inclusive, esta é uma ótima oportunidade para praticar o desapego.

 

“A pessoa quando vai se mudar para outro imóvel, ela já conhece o outro lugar. Então a triagem é sempre importante para analisar o que será descartado e o que segue. Se a pessoa conseguir organizar o que não quer mais e não vai mais usar, o que precisa consertar, o que quer doar e o que precisa jogar fora, melhor porque gera uma organização maior”, explica Lucy Karla Mizael, personal organizer, facilitadora doméstica e proprietária do site Dicas da Lucy, onde dá dicas de organização. Inclusive, a triagem antecipada pode render uma renda extra, caso tenha alguma roupa, objeto de decoração ou móvel que possa ser vendido em um bazar.

 

Aviso prévio

Esteja atento às condições do novo condomínio para que no dia da mudança nada atrapalhe ou atrase o transporte. “Verifique o horário e os dias da semana que a mudança pode ser feita. Em uma das visitas, também olhe a altura do portão da garagem para ver se é compatível com a altura do caminhão”, sugere Lucy Mizael.

 

Outro ponto importante diz respeito ao uso do elevador. “Alguns prédios só têm um elevador e é importante comunicar ao síndico que a mudança será feita. Por mais que os condomínios tenham horário pré-estabelecidos para que se faça mudança, o síndico deve ser avisado para repassar para os demais moradores que o elevador será usado para a mudança. Inclusive é importante ligar para o síndico, mas também mandar um e-mail para deixar o registro e você ficar respaldado”, completa Camila Teixeira, personal organizer e proprietária da Organizze Consultoria.

 

De olho no novo ao organizar a casa nova

 

Além de se preocupar com a organização da mudança, é também importante estar atento ao novo imóvel, já que é preciso uma infraestrutura mínima para receber a mudança e os novos moradores. “É importante ver a questão da transferência da água, energia, telefone e do gás, por exemplo”, detalha Lucy Mizael.

 

Já dentro do imóvel, verifique ainda os pontos de água. “Às vezes a pessoa tem geladeira, lavadora de pratos e de roupa e precisa de pontos para todos”, afirma a personal organizer. “Dê uma olhada também na manutenção geral do novo imóvel, se a descarga e os chuveiros estão funcionando, se não tem nada pingando, se tem alguma parede fofa, coisas assim, porque depois de fazer a mudança fica mais difícil de fazer esse tipo de manutenção”, completa.

 

Controle

 

A organização começa a partir do momento que o caminhão com a mudança chega na nova casa. Tendo atenção desde este momento, a tarefa pode ficar mais simples. É interessante que as caixas sejam colocadas agrupadas e descarregadas da mesma forma. “É importante ter uma pessoa de olho na hora de descarregar do caminhão, alguém que fique orientando para onde cada caixa deve ir, alguém que fale ‘vamos colocar tudo que for da sala agora, depois vamos para o quarto’”, diz Lucy Mizael.

 

Organização

Depois de levar a mudança para a nova casa e descarregar todas as caixas, ainda resta muito trabalho pela frente e a organização é aliada para que tudo seja organizado o mais rápido possível. Inclusive, na hora de desencaixotar os objetos, é importante ter uma sequência para que a organização seja maior. “O ideal é que as caixas sejam organizadas de acordo com cada cômodo e que estejam identificadas, informando o ambiente e o que tem dentro de cada uma delas. Dá para criar um sistema de cores para cada cômodo, colar etiquetas, passar pincel. Mas é importante escrever em cada caixa. Os carregadores já devem colocar as caixas no cômodo de referência ou próximo dele. Desta forma você saberá por onde começar”, afirma Lucy Mizael.

 

Para desempacotar

 

Para uma maior organização, o ideal é ir desempacotando por cômodo. E seguir uma ordem de prioridade pode facilitar o processo. “Os primeiros cômodos que devem ser organizados são a cozinha e o quarto de casal, junto com as roupas. Depois vai fazendo tudo de uma vez e já vai jogando as caixas fora porque caixa dentro de casa dá muito trabalho”, conta Lucy Mizael.

 

Porém, a velocidade vai depender da expertise de quem estiver organizando. “Nós que somos profissionais, já vamos tirando tudo e organizando. Mas quando a pessoa não tem a prática de organizar rápido e está fazendo sozinha ou com uma pessoa ajudando, melhor ela ir tirando as caixas para fora. Por exemplo, ela tira tudo das caixas da cozinha e coloca no armário, mesmo que de qualquer jeito, e aí ela joga a caixa fora. Faz o mesmo no quarto. E depois ela passa o pente fino. Pelo menos vai desovando aquele monte de caixa e faz com que o processo para organizar a casa nova seja menos complicado”, relata.

 

Precisa lavar?

 

Durante a mudança, os objetos que foram transportados podem ficar sujos ou empoeirados. Aí no meio de tanta coisa que precisa ser desencaixotada, organizada e guardada, será que é possível lavar tudo antes de guardar? “O ideal é mesmo lavar taças e louças antes de guardar, lavar tudo e guardar nos armários, mas nem sempre é viável fazer o ideal. Às vezes as pessoas não têm tempo para isso. Então é melhor fazer o que ela realmente pode fazer, tem que pensar nisso”, fala Lucy Mizael.

 

Outros detalhes ao organizar a casa nova

 

Alguns detalhes podem ser fundamentais também para ajudar na mudança. Uma dica que Lucy Mizael ressalta é para ter um caderno de anotações para não se perder na organização. “A pessoa pode ir anotando tudo que for surgindo de tarefas para a mudança. Outra opção é ir agendando no bloco de notas do celular”, aconselha. Sobre documentos importantes e objetos de valor, eles devem ser levados à parte. “De preferência, ele deve ir no carro da pessoa em vez de ir no caminhão e ficar sempre guardado em local seguro”, sugere. Além disso, tenha os itens essenciais acessíveis. “Antes de se mudar, faça uma mala com roupas, itens de uso pessoal, higiene e limpeza. Fica mais fácil na casa nova, enquanto ainda desempacota tudo das caixas”, conclui.

 

Passo a passo para organizar a casa nova sem dificuldade:

 

1 – Conheça o novo imóvel para saber o espaço disponível – Desta forma, você saberá o que precisará levar, o que pode doar ou colocar à venda para ganhar uma renda extra;

 

2 – Faça uma triagem antecipada para levar apenas o que será útil – É a hora do desapego. Não tenha pena de repassar o que não está sendo usado e tenha um imóvel novo mais organizado;

 

3 – Confira os dias e horário que a mudança pode ser feita – Muitos condomínios limitam os horários de mudança e, em alguns casos, é preciso agendar a mudança para que o elevador esteja disponível;

 

4 – Veja se a altura do portão da garagem é compatível com o caminhão de mudança – É importante saber porque em muitas ruas o caminhão não pode ficar estacionado e o transporte precisa entrar na garagem;

 

5 – Transfira água, energia telefone e gás para o novo imóvel – Melhor chegar no apartamento novo já com a luz ligada, a água funcionando e com a linha de telefone e internet ligada no local;

 

6 – Verifique os pontos de água do novo imóvel para ver se cabem todos os eletrodomésticos – Você pode ter lavadora de roupas e de pratos, além de geladeira e outros eletrodomésticos;

 

7 – Faça uma vistoria na infraestrutura para fazer qualquer manutenção antes da mudança – Verifique se as descargas e os chuveiros estão funcionando e se tem alguma parede fofa ou com infiltração.

 

8 – Monitore o descarregamento do caminhão – Os carregadores vão fazer o trabalho pesado, mas fique de olho na ordem de retirada das caixas para que elas sejam colocadas em cada cômodo para facilitar a organização;

 

9 – Identifique todas as caixas – Use sistema de cores ou de etiquetas e, além disso, escreva o que cada caixa tem dentro para facilitar o processo depois. Você vai saber exatamente por onde começar na hora de desencaixotar;

 

10 – Siga uma ordem de prioridade por cômodo – O ideal é começar pela cozinha e pelo quarto de casal. O restante deve ser feito na sequência e o quanto antes para que as caixas sejam retiradas de casa. Porém a velocidade vai depender da experiência de quem esteja fazendo a organização da mudança;

 

11 – Se tiver tempo, lave os itens – Nem sempre é possível por conta da correria da mudança. Mas, se for possível, lave toda a louça antes de guardar e tudo mais que tenha ficado sujo ou empoeirado, como roupas;

 

12 – Tenha uma caderneta para anotar todas as tarefas – Por mais que você tenha se organizado, muitas coisas vão aparecendo durante o processo da mudança. Anote tudo que aparecer para não deixar de cumprir nenhuma tarefa;

 

13 – Objetos importantes sempre à vista – Documentos e objetos de valor devem ser levados com a pessoa, de preferência, e durante todo o processo de mudança, deixe em local seguro, já que vai circular muita gente em casa;

 

14 – Tenha um kit de sobrevivência – até a casa ficar totalmente pronta, com tudo desencaixotado, vai demorar um pouco. Então faça uma mala com roupas e itens de primeira necessidade, como higiene pessoal. Você não precisará se preocupar em encontrar as coisas dentro das caixas no primeiro momento.

 

Organizar a casa nova parece uma tarefa difícil e, por mais que seja cansativo, é interessante tornar esse momento especial. Siga as nossas dicas e aproveite para se planejar. Afinal de contas, a Primeira vez na casa nova é épico.

 

Fonte: Revista Zap Imóveis

17/02/2020 – Saiba como síndicos e moradores podem atenuar problemas causados por crise da água

Por enquanto, não há perspectivas de a Cedae solucionar questões referentes à estação de tratamento do Rio Guandu

 

RIO – A crise da água no Rio continua sem perspectiva de ter fim. Nos condomínios, síndicos e moradores têm dúvidas sobre a melhor forma de agir. Por prudência, o síndico pode tomar algumas medidas.

 

— A primeira delas é contratar ajuda técnica para verificar se a água que está sob responsabilidade comum está adequada para o consumo que se presta. E é necessário garantir que todos saibam a qualidade da água que estão consumindo — sugere Caroline Roque, sócia do escritório Coelho, Junqueira & Roque Advogados.

 

Paulo Codeço, supervisor de administradora de empreendimentos imobiliários, concorda:

 

— Estamos diante de um produto com qualidade duvidosa e de valor expressivo para o condomínio. Nesse momento, temos água com presença de geosmina e de coloração diferenciada. Cabe ao síndico manter os condôminos e funcionários informados de que não se trata de um problema do condomínio e sim da concessionária de serviço público — aconselha.

 

Sem desperdício

 

Outra dúvida comum: é preciso limpar e esvaziar a cisterna? Ou isso não adianta nada, já que a água está vindo com problema?

 

Marcelo Borges, diretor de Condomínio e Locação da Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (Abadi) sugere que tudo seja feito com bastante cautela. Afinal, explica ele, a água é um componente significativo no orçamento do condomínio, perdendo apenas para a folha de pagamento.

 

— A orientação é não tomar a medida drástica de esvaziar as caixas d’água e reenchê-las. Por enquanto, não há notícia de que a água que encherá as caixas novamente terá a mesma qualidade de antes da crise.

 

Para evitar o desperdício da água já armazenada, o ideal é que o condomínio a utilize para fazer a limpeza das áreas comuns.

— É importante ir utilizando essa água. O síndico deve monitorar toda essa situação, estar em contato com a Cedae e manter a comunicação com os condôminos — destaca Borges.

Alguns condomínios estão comprando água mineral para o uso dos funcionários.

 

— É uma situação injustificável e insustentável o que os consumidores estão passando. Ser obrigado a ter gastos com água mineral enquanto a concessionária de água sequer acena a possibilidade de desconto na conta de água que está imprópria para consumo. Mas, sim, vale comprar água mineral, devendo o consumidor registrar e guardar cada gasto que está tendo para eventual pedido de reembolso e, principalmente, caso sofra alguma enfermidade, buscar atestado médico conclusivo da causa — diz Caroline Roque.

 

Um leitor do Morar Bem enviou um e-mail relatando que o condomínio onde morar quer instalar um filtro para melhorar a qualidade da água e já tem assembleia marcada para decidir sobre o assunto: “Nesses momentos preocupantes, as pessoas tendem a ir pelo primeiro palpite que aparece, e esquecem detalhes técnicos e aí é que mora o problema. Como fazer esta escolha?”.

 

Fonte: O Globo

14/02/2020 – Desperdício e resto de obra: saiba como evitar

Planejamento e organização são essenciais durante uma reforma

 

Você quer ter a casa dos sonhos, planeja, economiza e compra material para construir ou reformar. Aí, dá aquela passadinha na reforma e vê aquele resto de obra, cimento estragando ao tempo, peças de pisos jogados para todo lado, sobras de materiais que foram pedidos a mais desnecessariamente e lixo. Algumas construções chegam a desperdiçar absurdos 30 a 35% do consumido na produção dos edifícios. Isto significa que, para cada três unidades residenciais, comerciais ou industriais, estão jogando no lixo uma quarta construção.

 

A boa notícia é que existem obras em que uma parcela mínima de materiais é jogada fora. Reduzir o desperdício melhora o prazo de execução e diminui o custo das obras. Quanto menor o desperdício, menores os resíduos de construção como papelão, metais, madeira, gesso, plástico, restos de concreto e cimento.

 

Algumas atitudes são positivas para evitar o desperdício. Separamos algumas dicas essenciais para melhorar o uso dos materiais:

 

Não deixe resto de obra

 

A atitude é o primeiro passo. Muita gente vê a obra toda bagunçada e deixa pra lá. Ou acha que não tem nada a ver com isso. Exigir uma obra organizada e limpa é seu direito e evita dor de cabeça. Imagina depois de tudo terminado você descobrir que aquela cuba especial que comprou para a pia da cozinha está toda arranhada por falta de cuidados?

 

Seja participativo, visite a sua obra, mesmo que tenha profissionais para te ajudar. É só ter um pouco de disposição para entender o básico e assumir o controle da sua obra. Você precisa entender quais os momentos críticos que você deve acompanhar, identificar bons profissionais (arquiteto, engenheiro, eletricista, pedreiro, gesseiro) e contar com ele para aplicar os materiais que você escolheu bem antes de adquirir com todo cuidado!

 

Planeje a obra

 

Providenciar projetos de arquitetura e projetos complementares (estrutural, hidráulica, elétrica) bem elaborados é o segundo passo. Com eles é possível calcular corretamente a quantidade de materiais e comprar somente o necessário e no momento certo de uso.

Assim como alimentos e medicamentos, alguns materiais de construção tem validade. Fique atento e organize o recebimento dos pedidos: Peça materiais de acordo com o andamento da obra, comprando a quantidade ideal de cada etapa.

 

Mantenha a organização

 

Não importa se é a construção de um prédio ou a reforma de uma casa: organizar e armazenar corretamente os materiais é muito importante.

 

O local onde se armazenam os materiais que serão utilizados (cimento, ferro, madeira e as ferramentas) é chamado canteiro de obra. Tudo bem que em pequenas reformas esse lugar vai ser um canto da casa coberto, uma varanda ou uma garagem, mas seja ele de qualquer tamanho observe:

 

1 – Se é um local de fácil acesso, bem localizado e sem obstáculos para armazenar e transportar os materiais e equipamentos com facilidade.

 

2 – Se permanece limpo. Evite sujeira para que não haja acúmulo de entulho e atrapalhe na movimentação.

 

3 – Se estão cuidando do armazenamento: não adianta jogar um material em cima do outro de qualquer maneira. As telhas, blocos e ferro devem ser empilhados com cuidado, para que não haja nenhum tipo de problema, assim como os sacos de cimento e argamassa que devem ficar longe de umidade. Fique atento.

 

Materiais adequados

 

Escolher o material adequado para o seu tipo de obra e uso é muito importante. Você pode fazer o telhado ruir se usar uma madeira de baixa qualidade. Fique de olho na qualidade. Nem sempre o material mais barato deixa a obra – como um todo – mais barata. Prefira os materiais certificados.

Além disso, você pode usar materiais sustentáveis. Alguns materiais podem custar um pouco mais caro no começo, mas farão você economizar dinheiro depois. Luminárias eficientes, com lâmpadas LED, e torneiras economizadoras, ou com arejador ponta (para espalhar e usar menos água) são investimentos que valem a pena porque ajudam a reduzir suas contas.

 

Você também pode procurar por materiais usados e de demolição para usar em sua obra. Por exemplo, em lojas de reciclagem de vidros e espelhos é possível encontrar esses itens com grande desconto.

 

Etapas da obra

 

Outra coisa importante é estar atento a supervisão da execução da obra, monitorando se o uso dos materiais está correto.É preciso planejar bem a reforma, prestar bastante atenção aos detalhes e contratar bons profissionais para construção.

 

Lembre-se que refazer coisas malfeitas gera muito desperdício. Veja algumas etapas campeãs de desperdício e fique de olho:

 

– Rebocar parede: Se o assentamento dos tijolos não foi bem feito e a parede está torta e com barrigas, o pedreiro vai usar muito mais argamassa para nivelar na fase em que for fazer o acabamento da parede.

 

– Transporte de cimento e areia: A areia para preparar a argamassa (cimento, areia e água) geralmente é transportada em carrinhos ou latas. Se o monte de areia estiver perto do local onde for preparada a argamassa, evita-se perda no caminho. Com o cimento é importante ter duas latas iguais para medir a água e o cimento. Se usar a mesma, forma-sse uma crosta no fundo da lata e o cimento vai grudando ali, o que aumenta o consumo sem necessidade

 

– Assentamento de revestimentos: Os revestimentos de pisos e paredes são artigos caros e fáceis de quebrar. Devem ser armazenados e manuseados com cuidado para evitar perdas. Na hora de assentar, peças com pequenas lascas podem ser aproveitadas para recortes. E pensar na disposição das peças também é importante, por exemplo pisos na diagonal tem mais recortes e também maior desperdício.

 

– Pintura de parede: Não adianta eliminar imperfeições no reboco com massa corrida. A massa corrida deve ser uma camada fina para dar uniformidade, cuidado pra não gastar a toa. A tinta tem que ser de boa qualidade, assim usa-se uma quantidade menor para cobrir mais área. Observe também se está havendo desperdício da tinta na aplicação: é só olhar para o chão e ver quanto de tinta está ficando por ali.

 

Mantenha a ideia inicial

 

Tenha certeza do que quer fazer antes de iniciar a obra. Mudar de ideia no meio do caminho leva a ter que desfazer partes já prontas… esse só mais uma coisinha, não é nada demais. Cuidado. Mudar e refazer gera muito desperdício de material, tempo, serviços e dinheiro.

 

Fonte: Viva o condomínio

13/02/2020 – Evite atrito com as vagas de garagens, saiba o que fazer

O que é permitido ou não quando o assunto é vagas na garagem e como resolver problemas corriqueiros de seu uso no dia a dia.

 

Vizinho que para na vaga errada, espaço usado como depósito, transtornos com vagas presas, automóvel maior do que a área… Quando o assunto é vaga nas garagens, o dia a dia traz diferentes situações comuns, mas que acabam causando incômodo aos moradores e, consequentemente, ao síndico, que recebe as reclamações.

 

Medidas simples e informação sobre o que é permitido ou não nesse espaço, no entanto, ajudam a facilitar a vida de todos. Para começar, o Código Civil, de forma propositada, não traz muitas regras sobre vagas de garagem, limitando-se a tratar de deveres e direitos dos condôminos sobre as áreas comuns e privativas, explica o advogado Alberto Calgaro.

 

Alberto Calgaro: é dever do condômino se informar sobre como funciona a garagem antes de adquirir uma unidade

“Reconhecendo que cada condomínio possui uma realidade própria e diferente, o legislador deixou espaço livre para que a convenção de cada condomínio possa estipular as regras mais adequadas para os seus moradores”, detalha Calgaro.

 

Uma das poucas regras específicas sobre o assunto que está prevista no Código Civil, entretanto, consta no artigo 1.331. Ela estabelece que as vagas de garagem não poderão ser vendidas ou alugadas para pessoas estranhas ao condomínio. “Salvo se houver autorização expressa na Convenção, essa regra vale para todos os condomínios”, destaca o advogado.

 

Vagas diferentes, regras distintas

 

Antes de esmiuçar o tema, é importante entender os diferentes tipos de garagens, já que cada um tem regras distintas. Segundo o advogado Calgaro, o espaço pode ser classificado da seguinte forma: vagas privativas que possuem matrícula própria no Cartório de Registro de Imóveis (também conhecidas como “vagas autônomas”), vagas privativas que não possuem matrícula própria (vaga vinculada), e vagas que são parte da área comum.

 

As vagas privativas que possuem matrícula própria no Cartório de Registro de Imóveis são de propriedade individual do condômino, sendo consideradas áreas privativas. Elas possuem uma metragem própria e representam uma fração do condomínio. “Essas vagas podem ser vendidas de forma separada do apartamento, pois possuem uma matrícula própria”, explica Calgaro.

 

As vagas privativas que não possuem matrícula própria, por sua vez, são vinculadas ao apartamento. Elas também são de propriedade individual do morador e são consideradas privativas, com metragem própria. Porém, são vinculadas à matrícula de um apartamento, estando incluídas na fração ideal da respectiva unidade, não podendo ser vendidas de modo separado do apartamento.

 

Por último, existem as vagas de garagem que são parte da área comum do condomínio, ou seja, não são de propriedade privativa de nenhum condômino. Elas são consideradas áreas comuns do condomínio e seu uso depende de normas internas do edifício, como as baseadas na Convenção ou em assembleia geral. Essas vagas não podem ser vendidas, pois são de propriedade comum do condomínio, e os moradores têm apenas o direito de uso.

 

Nesse caso, geralmente há sorteio para determinar qual vaga será utilizada por cada morador. Também há edifícios em que o condômino estaciona no espaço que estiver livre no momento, sem predeterminação.

 

Regras para o uso das garagens: uma necessidade

 

As convenções e regimentos abordam o uso das garagens de maneira bastante variada, comenta o advogado Calgaro, já que existem diferentes realidades. Regras mais detalhadas costumam ser deliberadas quando as vagas fazem parte do espaço comum do condomínio, sendo “importante que a Convenção traga regras para o uso pacífico das vagas existentes, considerado o direito igualitário de todos os condôminos sobre as respectivas áreas”, comenta Calgaro.

 

Para facilitar a rotina nesse caso, o advogado dá a dica: se na área comum houver o número de vagas de garagem igual ao número de moradores com automóvel, a Convenção pode estabelecer regras de sorteio ou atribuição do direito de uso de uma vaga pré-determinada para cada apartamento. Também é possível estabelecer que cada condômino terá direito a usar uma vaga, estacionando naquela que estiver livre no momento.

Mas se o número de vagas em área comum for inferior ao de condôminos com veículo, a Convenção poderá trazer o seguinte critério: o uso de uma vaga por condômino será livre enquanto houver vagas disponíveis, sempre levando em consideração que os critérios devem ser justos e respeitar o direito igualitário de todos os moradores sobre as áreas comuns.

 

Quando o condomínio tem vagas privativas, não há necessidade da criação de muitas regras, conforme Calgaro. “O importante é assegurar o direito do seu proprietário de usar e livremente dispor de sua vaga, evidentemente, sem prejudicar o mesmo direito de uso dos demais condôminos sobre suas próprias vagas”.

 

Embora o conjunto de regras seja aplicado para garantir a organização e os direitos, é comum a reclamação por parte dos moradores. O síndico, no entanto, não tem responsabilidade sobre o formato pré-determinado, destaca o advogado. Segundo ele, é dever do condômino se informar detalhadamente sobre como funciona a garagem antes de adquirir uma unidade.

 

“Ao comprar um imóvel pronto em condomínio, deve-se prestar especial atenção em todas as suas características. Depois de comprar, tendo a oportunidade de verificar as características da vaga de garagem, ficará difícil reclamar algo contra o vendedor”, esclarece.

 

Vagas presas: como evitar confusões?

 

Imagine ter que pedir para o vizinho retirar o carro todas as vezes que você precisar entrar ou sair da garagem. A situação é desagradável, mas ocorre em condomínios mais antigos, que possuem as chamadas “vagas presas”. Nas edificações novas, no entanto, a atual legislação da maioria dos municípios estipula que as construtoras não podem projetar vagas presas para condôminos diferentes, explica Calgaro. “Assim não há conflito, pois um mesmo condômino será o proprietário da vaga que prende as demais”.

 

Quando o condomínio foi projetado regularmente, mas traz vagas presas para moradores distintos, algumas soluções incluem: deixar o veículo solto para que possa ser empurrado, disponibilizar a chave reserva do veículo ao vizinho, ou incluir na equipe um manobrista.

 

Carro maior que a vaga: de quem é a responsabilidade?

 

Hoje no mercado existem várias opções de carros grandes e caminhonetes, mas um pequeno detalhe pode causar transtornos à vida coletiva no condomínio: quando o veículo é maior que a vaga e acaba prejudicando a mobilidade na garagem. Nessas situações, de quem é a responsabilidade?

 

Conforme o advogado Calgaro, ao ultrapassar os limites da vaga, o condômino está utilizando indevidamente uma área comum que, via de regra, serve para manobra e passagem de outros veículos. Sendo assim, a culpa recai sobre o proprietário do automóvel. “O box de garagem possui uma metragem definida. Se o veículo do condômino é maior do que as delimitações do box, ele não pode estacionar aquele veículo na vaga de garagem”.

 

Nesse caso, surge a boa e velha prática que deve estar intrínseca aos hábitos de quem vive em comunidade: o bom senso. “A vaga privativa de garagem em condomínio é um direito individual de propriedade, mas não é absoluto, devendo ser exercido conforme a sua destinação e respeitadas as normas condominiais”, destaca o advogado.

Essa consciência sobre o tamanho do veículo escolhido pela família é praticada no Condomínio Filipe, no bairro Jardim Atlântico, em Florianópolis. Segundo o síndico, Willian Vinicius Buss, as vagas no residencial são bastante apertadas, mas nunca houve esse tipo de problema. “O prédio é antigo e todos já sabem dessa dificuldade, então quando o pessoal troca de carro, já escolhe os menores”, conta.

 

 

Os principais problemas e como resolvê-los

 

Veículo parado fora da vaga

 

Embora seja um princípio básico que o morador pare em sua vaga, existem aqueles que insistem em estacionar no espaço alheio.

 

O que fazer: O síndico deve conversar com o infrator, mas caso a situação persista, não deve hesitar em aplicar advertências e multas previstas na Convenção. Se o problema não for combatido imediatamente, pode se tornar uma prática comum. Também é possível realizar campanhas, com cartazes e recados no quadro de avisos para esclarecimento.

 

Uso da vaga como depósito

 

Grande parte dos síndicos já se deparou com algum morador que decidiu usar a vaga na garagem como depósito de materiais. Essa prática, no entanto, é proibida na maioria dos condomínios, e deve ser regulamentada quando não existam regras a respeito. Isso porque prejudica a higiene da área como um todo, pode expor crianças a objetos perigosos e desvirtua o uso do espaço comum, podendo influenciar até mesmo na mobilidade.

 

O que fazer:

 

O síndico deve agir rapidamente, aplicando advertências ou multas se necessário – vale ressaltar que o condomínio pode até ser processado por negligência caso ocorra algum acidente. Cartazes e avisos também podem ser colocados para conscientização. Se muitos moradores reclamarem por um espaço para guardar materiais, uma assembleia pode ser convocada para avaliar a possibilidade de instalar os chamados “home box” – espaço fora das unidades para guardar objetos.

 

Motos ou bicicletas na vaga

 

O estacionamento de motos é permitido, desde que se mantenha nas delimitações da vaga. No caso das bicicletas, também há edifícios que autorizam a prática, seguindo a mesma regra: não prejudicar a mobilidade.

O que fazer: Se houver incômodo em relação à estética da garagem, ou então as vagas sejam reduzidas e não comportem mais de um veículo, pode-se avaliar a instalação de um espaço destinado a motos e também um bicicletário.

 

Síndicos contam suas experiências

 

Síndico Willian Vinicius Buss

Problemas: Vagas presas e depósito de materiais

Soluções: Com oito unidades, o residencial tem uma vaga por apartamento na garagem, sendo quatro delas presas. Para resolver o problema, a opção é deixar com o vizinho a chave reserva. “Geralmente nunca dá problema, o condomínio é pequeno, então todo mundo se conhece bem e confia na pessoa com quem está deixando a chave”.

Outro transtorno enfrentado pelo síndico foi a prática de um condômino de acumular materiais na vaga. “Eram coisas antigas que ele não queria guardar em casa e resolveu deixar na garagem”, relata William. Após chamar várias vezes a atenção do morador, foi aplicada uma advertência e a situação não se repetiu mais.

 

Síndica Janaina Bueno

Condomínio Lago Azul, Abraão, Florianópolis

Problemas: Visitantes que param na vaga de outros moradores e depósito de materiais.

Soluções: Com 10 unidades e uma vaga por apartamento, o condomínio vez ou outra enfrenta uma situação desagradável, em que visitantes instalados por vários dias estacionam na vaga de outros moradores. Para resolver o problema, o grupo de Whatsapp do residencial passou a ser usado para a comunicação entre os condôminos que planejam receber esse tipo de visita. “Quando alguém viaja, já avisa no grupo e coloca sua vaga à disposição, assim o outro faz a reserva”, conta Janaina.

 

O depósito de materiais é uma situação rara, mas que também ocorre no Lago Azul. O condomínio, que possui home box individual para armazenamento dos condôminos, já teve casos de obstrução nas vagas com bicicletas, cadeiras de praia e até geladeira e cabeceira de cama. Para resolver, a síndica logo chama o morador e pede para retirar. “Sou bem tranquila, tem que “pisar na bola” mesmo para eu dar advertência ou multa. Converso bastante primeiro e dá certo”.

 

Síndico Valmir Schmitz

Residencial Porto Rico, Areias, São José

Problema: Visitantes param na vaga de outros moradores.

Solução: Com 64 unidades e uma vaga na garagem por apartamento, o condomínio também enfrenta transtornos com visitantes que estacionam na vaga de outros condôminos. Quando isso ocorre, o morador lesado costuma entrar em contato com o síndico. “Temos monitoramento, então vejo na câmera e já ligo para o morador pedindo para tirar”, conta Valmir, que prefere não aplicar multas ou advertências. “No nosso condomínio resolvemos tudo na conversa”.

 

Fonte: Condomínio SC

12/02/2020 – Campanhas internas em condomínios

Presente em boa parte dos condomínios, as campanhas internas podem e devem ser consideradas um importante meio de comunicação entre síndico e condôminos. Elas servem como ferramenta essencial no trabalho de busca pela conscientização da comunidade condominial.

 

Em um condomínio, onde residem pessoas dos mais diferentes perfis, nem sempre há entendimento geral sobre questões que envolvam o regimento interno ou ações a serem tomadas. Para unificar esse entendimento e até aproximar as pessoas da realidade, as campanhas cumprem bem a função.

 

Contudo, para que a divulgação proposta na campanha interna aconteça de maneira eficaz, o envolvimento da comunidade condominial é essencial. Nesse ponto, entra o importante papel do síndico. Sua ação é determinante no alcance da conscientização desejada, que é conseguida somente com o atendimento de algumas tarefas básicas. Entre elas, vale destacar a definição clara sobre o foco da campanha, bem como os motivos para realizá-la. Tudo isso, dando aos condôminos o protagonismo para o sucesso de cada ação.

 

Outra atuação fundamental do síndico diz respeito à estruturação e preparação de cada campanha interna. É onde tudo começa. No caso de uma campanha de separação de lixo, por exemplo, estruturar quem buscará os lixos, ensinar os condôminos como realizar a separação e garantir local onde os lixos permanecem separados são alguns dos cuidados que devem ser tomados, de forma que a campanha seja bem sucedida. Sem essa etapa de preparação, nenhuma campanha terá o resultado desejado.

 

Outros tipos de campanhas

 

Entre os tipos de campanhas internas realizadas dentro dos condomínios, além da reciclagem de lixo, acima citada, temos aquelas ligadas diretamente à saúde, como as campanhas de vacinação. Essas, inclusive, têm se tornado uma tendência no universo condominial. As vantagens são para todos. O síndico traz essa comodidade para o condômino, ele se sente valorizado por essa iniciativa do síndico e da empresa envolvida nessa parceria. Os funcionários também engajam-se bastante nesse tipo de iniciativa e todos saem ganhando.

 

Outras campanhas internas muito comuns são aquelas envolvendo as questões sociais, como as campanhas de doação de agasalhos, brinquedos e alimentos, entre outras. Nesses modelos, a coletividade pensa para além de seus muros, unindo-se em prol da sociedade, ajudando os menos favorecidos. Trata-se de uma forma ímpar de integrar universos discrepantes como é o condomínio e, em muitas vezes, o seu entorno.

 

Engajamento, um grande desafio

 

Independentemente do tipo de campanha a ser realizada, ela só acontece de forma eficaz se houver engajamento dos condôminos, o que se traduz num grande desafio para os síndicos, uma vez que não é nada fácil engajar diferentes pessoas que, muitas vezes, em comum possuem tão somente o endereço de residência.

 

O sucesso nesse desafio passa por algumas estratégias. O foco é uma das mais importantes. Qualquer que seja a campanha, é fundamental focar e mostrar aos condôminos a importância que o engajamento naquela ação terá, simultaneamente, tanto individualmente quanto para a coletividade.

 

Achar o ponto certo no ato de chamar a atenção das pessoas é igualmente estratégico. Sob esse aspecto, vale lembrar que as pessoas geralmente atentam-se apenas para seus próprios interesses e, para conseguir atrair a atenção geral, o condomínio deve fazer uso de diferentes recursos. A elaboração de cartazes e adesivos, assim como a gravação de rápidos vídeos, peças a serem expostas em elevadores, no hall de entrada ou na garagem, entre outros locais, são alguns exemplos de recursos. Além de serem colocadas em pontos estratégicos do condomínio, essas criações podem ser enviadas por whatsapp ou por aplicativos especialmente desenvolvidos para aquela comunidade condominial. Em campanhas mais complexas, outra estratégia importante é o convite de palestrantes para abordar e esclarecer aos condôminos o assunto em questão.

 

Em cada estratégia escolhida, o que se deve ter em mente é alcançar o emocional do condômino. Nesse sentido, um recurso altamente eficaz jamais deve ser esquecido pelo síndico: o diálogo. É válido ressaltar que, no cumprimento de sua função, o síndico exerce o papel de gestor de pessoas. Uma conversa esclarecedora e bem informativa com condôminos mais influentes, que se comunicam bem com os demais moradores, por exemplo, pode facilitar a disseminação e o engajamento da coletividade em uma determinada campanha e fazer total diferença.

 

Fonte: Revista Área Comum

11/02/2020- 11 de Fevereiro: Dia do Zelador!

Em Fevereiro comemoramos o dia de uma figura muito importante em nosso condomínio: O Zelador. Ele é conhecido como o braço direito do síndico, cabendo a ele a supervisão do trabalho de porteiros, garagistas, vigilantes, faxineiros e demais funcionários.

Como o nome já diz, o zelador tem como função zelar pela segurança das pessoas e do patrimônio de edifícios de apartamentos, edifícios comerciais, igrejas e outros. 

Segundo a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), as atribuições do zelador em condomínios residenciais são:

Manutenção predial

  • Inspecionar corredores, pátios, áreas comuns do prédio;
  • Assegurar a limpeza, reparos, condições de funcionamento de elevadores, parte elétrica, hidráulica e de outros equipamentos;
  • Fazer manutenção e reparos simples nos equipamentos, desde que seja de pequena monta e tenha conhecimento básico;
  • Cuidar da higiene das dependências e instalações, supervisionando a limpeza;
  • Executar serviços de manutenção geral, como troca de lâmpadas fusíveis.

Gestão de pessoas e cumprimento das normas

  • Zelar pelo cumprimento do regulamento interno e pelo uso devido das instalações;
  • Comunicar ao síndico/administradora todas as irregularidades surgidas;
  • Encarregar-se da recepção, conferência, controle e distribuição de correspondências;
  • Realizar o controle dos horários de entrada e saída dos funcionários;
  • Distribuir as tarefas diárias de faxina e limpeza do condomínio;
  • Fiscalizar a atuação dos funcionários e prestadores de serviços;
  • Manter uma comunicação clara e respeitosa com funcionários e condôminos;
  • Ajudar o síndico a elaborar a escala de folgas e férias dos outros profissionais do condomínio;
  • Zelar pelo sossego e pela observância da disciplina, interceder quando tiver barulho fora do horário permitido, relatar ao síndico as ocorrências, distribuir, coordenar e fiscalizar tarefas entre os empregados;
  • Atender e orientar os moradores e visitantes em assuntos pertinentes ao condomínio.

Supervisão de reformas e obras de manutenção predial

  • Realizar pequenos reparos e requisitar profissionais habilitados para serviços técnicos. O zelador não pode executar tarefas de manutenção ou execução de serviços que exijam conhecimento técnico e coloquem em risco sua segurança pessoal;
  • Supervisionar a manutenção de máquinas, motores, bomba d’água e dos demais equipamentos e instalações do condomínio;
  • Acompanhar a visita de técnicos das concessionárias de água, luz e telefonia;
  • Auxiliar nos serviços de emergência;

Ele está sempre pronto para ajudar nos problemas do cotidiano e sem ele o andamento do condomínio não seria o mesmo. Parabéns, Zelador!

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