03/02/2015 -> Simples Nacional deve ter 484 mil novas empresas

Simples Nacional deve ter 484 mil novas empresas

A Secretaria da Micro e Pequena Empresa informou que 484 mil novas companhias devem entrar no regime fiscal Simples Nacional. Até sexta-feira, 30, 459,2 mil empresas haviam aderido, segundo balanço parcial do ministério. O prazo para adesão foi encerrado na semana passada. O novo Simples abriu espaço para 140 atividades e empreendimentos com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões.

O ministro Guilherme Afif Domingos informou que a previsão é de um crescimento de 117% em relação ao movimento de janeiro de 2014 (223 mil empresas).

“A projeção (oficial) que estamos fazendo é 483 mil, mas eu aposto em 500 mil (novas empresas), porque a turma deixa para a última hora”, disse o ministro ao Broadcast, comparando a projeção com a média de 230 mil empresas entrantes no Simples nos meses de janeiro dos últimos quatro anos.

O aumento ocorre após o governo ampliar, por meio de lei aprovada no Congresso em 2014, a abrangência do regime tributário simplificado para empresas de serviços – o que inclui profissionais liberais, como médicos engenheiros, corretores de imóveis e advogados.

Todos eles podem, agora, pagar em um único boleto oito impostos e contribuições: PIS, Cofins, Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL), IPI, ICMS, ISS e, com exceção de parte das empresas de serviço, o INSS patronal. “Novos setores foram autorizados e o resultado mostra que é uma política de simplificação aceita pela sociedade”, considerou Afif.

O ministro, contudo, minimiza o fato de especialistas contestarem a linha tênue entre o Simples e o modelo de arrecadação do regime de lucro presumido. Isto porque as empresas pagam no Simples entre 19,92% e 22,45% de impostos, incluindo contribuições com a Previdência de funcionários. No lucro presumido, a tributação começa em 16,33%, descontando o gasto previdenciário.

As empresas precisam fazer os cálculos na ponta do lápis para saber se o Simples vale realmente a pena. “Muito se fala que não vale a pena porque foi equiparado ao lucro presumido, mas a turma está fazendo as contas e vendo que vale a pena”, confia o ministro.

Desoneração. Um estudo conjunto da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e do Ministério aponta perda anual de R$ 3,94 bilhões em arrecadação com o aumento da adesão ao modelo tributário simplificado.

O ministro Afif, contudo, considera que os novos entrantes elevarão a arrecadação do governo em função da maior formalização de profissionais liberais – caso suas pequenas e microempresas cresçam. “É só a empresa crescer 4% que anula todo o ônus para o caixa do governo”, afirmou.

A redução apontada pela FGV deve ocorrer a partir dos mecanismos de transição fiscal entre o Simples e outros regimes, como o lucro presumido. A presidente Dilma Rousseff prometeu, em discurso na abertura da reunião ministerial de terça-feira, 27, “estabelecer um mecanismo de transição entre sistemas tributários para enfrentar a barreira hoje existente ao crescimento das micro e pequenas empresas”.

O ministro disse que a “rampa de transição” tributária será feita na forma de projeto de lei para Congresso em fevereiro.

Contramão. Mas antes de enviar o projeto, Afif precisa negociar com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Eles se encontrarão nos próximos dias para tratar das faixas de transição tributárias, que hoje podem chegar a uma diferença de 54% para o setor de serviços.

Antes do encontro, contudo, Afif adota um discurso que o coloca na contramão da política fiscal adotada por Levy. “Quando todos pagam menos, o governo arrecada mais”, diz.

O ministro da Micro e Pequena Empresa confia no apoio do titular do Planejamento, Nelson Barbosa, para aparar qualquer aresta com Levy. Barbosa foi o coordenador da FGV nas conversas de formulação do novo Simples, o que deve facilitar o diálogo com a Fazenda. “A gente tem um bom contraponto dentro do governo para nos ajudar a discutir”, considerou Afif.

(Exame)

02/02/2015 -> Rio de Janeiro é cidade mais buscada para aluguel de casa no Carnaval

Rio de Janeiro é cidade mais buscada para aluguel de casa no Carnaval
Falta pouco para o Carnaval e muita gente está em busca dos melhores lugares para curtir a folia, sem gastar muito. Uma das opções menos impactantes para o bolso pode ser alugar um imóvel para a temporada.
O site Voltem.com, que pertence ao Hotel Urbano, fez um levantamento sobre quais são os lugares que estão sendo mais procurados para a edição deste ano da festa. No primeiro lugar da lista está o Rio de Janeiro, que deve receber quase 1 milhão de turistas no feriadão, segundo estimativa da RioTur.
No segundo lugar está a região dos lagos, no estado do Rio de Janeiro, englobando as cidades de Cabo Frio, Búzios e Arraial do Cabo. Na terceira posição está o litoral norte de São Paulo, com Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba.
Segundo o site, a maior parte das pessoas que se interessam por alugar imóveis no Carnaval é formada por grupos de jovens, entre 20 e 30 anos, seguidos por casais e famílias com filhos. Os destinos buscados, por sua vez, são predominantemente de praia. Ainda de acordo com o Voltem.com, apesar da proximidade do Carnaval, ainda é possível encontrar bons preços.
Veja abaixo a lista dos lugares mais procurados.
1. Rio de Janeiro – Rio de Janeiro
2. Região dos Lagos (Cabo Frio, Búzios e Arraial do Cabo) – Rio de Janeiro
3. Litoral norte de SP (Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba) – São Paulo
4. Baixada Santista (Guarujá, Praia Grande e Santos) – São Paulo
5. Florianópolis – Santa Catarina
6. Salvador – Bahia
7. Fortaleza – Ceará
8. Costa Verde (Angra dos Reis, Paraty, Mangaratiba e Itaguaí) – Rio de Janeiro
9. Porto Setguro – Bahia
10. Natal – Rio Grande do Norte
(Exame)

30/01/2015 -> IGP-M acelera em janeiro e acumula alta de 3,98% em 12 meses

IGP-M acelera em janeiro e acumula alta de 3,98% em 12 meses
O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), usado para reajustar a maioria dos contratos imobiliários, avançou 0,76% em janeiro, depois de subir 0,62% em dezembro, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira (29). Em 12 meses, o IGP-M registrou alta de 3,98%.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede os preços no atacado e é utilizado no cálculo do IGP-M, desacelerou, de 0,63% para 0,56%.
Também usado no cálculo do IGP-M, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), conhecido como a “inflação do varejo” registrou variação de 1,35%, em janeiro, ante 0,76%, em dezembro, com seis das oito classes de despesa registrando aumento. A principal contribuição partiu do grupo alimentação (de 0,85% para 1,66%).
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que também entra nas contas do IGP-M, mas com peso menor do que os outros indicadores, registrou alta de 0,70%, acima do 0,25% de dezembro.
Inflação oficial
Impactado pelo aumento de preços da carne e da energia elétrica, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial, ganhou força de dezembro de 2014 para janeiro de 2015, passando de 0,79% para 0,89%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa é a maior taxa mensal desde fevereiro de 2011, quando ficou em 0,97%.
Com isso, o IPCA-15 acumulado em 12 meses está em 6,69% – acima do teto da meta de inflação do governo, de 6,5%. O resultado superou a variação registrada em 2014, de 6,46%. Em janeiro de 2014, o indicador havia avançado 0,67%.
(G1)

29/01/2015 -> Calçadão de Copacabana foi o primeiro de pedras portuguesas no Rio

Calçadão de Copacabana foi o primeiro de pedras portuguesas no Rio
Quem já visitou a Praça do Rocio, em Lisboa, certamente lembrou-se do calçadão da Praia de Copacabana. A associação é imediata, já que o traçado em pedras portuguesas é o mesmo nos dois lugares. Em Portugal, o desenho simboliza o encontro do Tejo com o oceano. No Rio, representa as ondas do mar.
A ideia de homenagear nossos colonizadores foi do então prefeito Paulo de Frontin, no início do século passado. Foi ele quem escolheu o traçado, conhecido como “Mar Largo”, para ilustrar a calçada da avenida que estava sendo ampliada. Não poderia imaginar que criaria o principal símbolo do bairro – e também da praia mais famosa do mundo.
– Tudo indica que a primeira calçada brasileira com o desenho “Mar Largo” é a que circunda o Teatro Amazonas, em Manaus. Foi feita em 1900 e ainda se encontra em perfeito estado. A de Copacabana surgiu poucos anos depois – afirma o historiador Milton Teixeira.
As pedras portuguesas à beira-mar tornaram-se uma tradição na cidade. Tanto que, nas décadas seguintes, novos desenhos surgiram. Apenas um repetiu o de Copacabana: o da Praia de São Conrado. Em Ipanema e Leblon, o desenho foi criado há cerca de cinco décadas.
Nos praias da Zona Oeste (Barra da Tijuca, Recreio e Macumba), a ideia foi bem diferente: em vez de ondas ou formas geométricas, o então prefeito Marcello Alencar escolheu, no fim dos anos 1980, um traçado em forma de peixes.
Atualmente o Rio possui 1,218 milhões de metros quadrados de calçamento em pedras portuguesas. A prefeitura tem uma equipe de calceteiros responsável pela recuperação e fixação das pedras. São 40 homens, formados em um curso ministrado por profissionais de Lisboa. Os serviços na orla incluem reparos e substituições das pedras desgastadas, e são realizados regularmente do Leme ao Pontal – a orla não tem calçadão a partir da Reserva.
– Os calçadões em pedras portuguesas são, apesar da origem lusitana, grandes símbolos do Rio de Janeiro. A identificação visual é percebida por pessoas de todo o mundo. Cuidar deles é ao mesmo tempo um prazer e um grande desafio – afirma o secretário de Conservação e Serviços Públicos, Marcus Belchior.
Para o historiador Nireu Cavalcanti, Portugal tem verdadeiros tapetes de pedras portuguesas:
– Elas só se consagraram no Rio por causa de Pereira Passos.
Nireu também recorda que, no fim dos anos 1960, a Avenida Atlântica passou por sua última e definitiva reforma. O artista plástico e paisagista Roberto Burle Marx foi chamado para modernizar a calçada, que triplicou de tamanho após a intervenção urbanística e foi redesenhada. Se antes o formato das ondas ficava perpendicular à praia, com a reforma ele passou a ficar paralelo.
– É uma das poucas coisas no bairro que mudaram para melhor – afirma a funcionária pública aposentada Cleonice Moutinho, de 75 anos, moradora da Avenida Nossa Senhora de Copacabana.
Para ela, “Copacabana não seria o que é sem o calçadão”. Não há como discordar.
(O Globo)

28/01/2015 -> Niterói: projeto Região Oceânica Sustentável sairá do papel

Niterói: projeto Região Oceânica Sustentável sairá do papel
Está marcada para a próxima sexta-feira (30), a assinatura do convênio de U$ 100 milhões referentes ao programa Região Oceânica Sustentável. O prefeito Rodrigo Neves vai firmar o acordo com a Cooperação Andina de Fomento (CAF) para realizar o projeto que contempla ações para a melhoria da infraestrutura urbana, o desenvolvimento sustentável e recuperação ambiental da região.
Também durante o encontro, o banco fará a primeira liberação de US$ 300 mil para serem implantados, daqui a três meses, em três projetos: Gestão do Parnit; Mobilidade Urbana e renaturalização do Rio Jacaré, que receberão US$ 100 mil cada.
O vice-prefeito Axel Grael disse que a parceria com o CAF deverá se tornar uma referência para outras cidades do Brasil, por se tratar de um conteúdo sustentável e por ter uma política de inovação, já que não há experiências do tipo no país.
“O programa com o CAF é interessante porque o banco tem a capacidade de repercutir essa experiência de Niterói na América Latina. O projeto vai elevar a Região Oceânica para outro patamar, não só em termos de infraestrutura e sustentabilidade, mas também em qualidade de vida, qualidade urbana. Será uma marca importante”, explicou.
Os recursos serão liberados em até três meses.
Axel contou que será possível realizar novas ações com o Parnit, que consiste em levar a gestão pública para o alto dos morros da cidade, criando áreas de parqueamento, que receberão ações de reflorestamento e manutenção, além da renaturalização dos rios e mobilidade urbana sustentável.
“Faremos planos para estabelecermos trilhas, equipamentos para fiscalização e outras ações, conforme elaboramos no Plano Diretor. É a primeira vez que um parque é criado com planejamento e isso possibilitará a busca de recursos por conta própria. Além disso, a renaturalização do Rio Jacaré vai além do saneamento. Faremos a recuperação do ecossistema do local. Lá, há condições para isso. Por último, e não menos importante, trabalharemos com a mobilidade urbana, que consiste na macrodrenagem de algumas vias que ainda estão sendo estudadas”, disse Axel.
(O Fluminense)

26/01/2015 -> Hemorio faz campanha para garantir estoques de sangue durante o carnaval

Hemorio faz campanha para garantir estoques de sangue durante o carnaval
O Instituto Estadual de Hematologia do Rio de Janeiro (Hemorio) lançou hoje (22) a campanha “Vista a Fantasia da Solidariedade”, que objetiva reforçar os estoques de sangue durante o carnaval, período em que geralmente há queda de 50% no volume de doações voluntárias.
O lançamento ocorreu na sede do instituto, no centro da cidade, e contou com as presenças de integrantes da bateria da Escola de Samba Vila Isabel e da porta-bandeira Selminha Sorriso, da Beija-Flor.
Para Esther Lopes, chefe do serviço de Hemoterapia do instituto, os feriados festivos e os meses de férias são ocasiões com grande queda nos estoques. “Muita gente viaja, inclusive doadores regulares, ocasionando baixas no estoque. Isto ocorre nos momentos em que mais precisamos, porque, infelizmente, no carnaval são muitos acidentes. Consequentemente, são mais pessoas nos hospitais precisando de sangue. Realizamos esta campanha há 12 anos e sempre tivemos sucesso. Espero que este ano não seja diferente”, disse.
Selminha Sorriso acredita que é possível se divertir no carnaval sem deixar a causa de lado. “Há alguns anos faço parte da campanha como voluntária, porque acho que dá para sambar, brincar o carnaval e, ao mesmo tempo, se dedicar a algo tão nobre. Temos de colaborar e ajudar a salvar a vida de outro ser humano. É preciso se colocar no lugar do outro e não esquecer que nesses períodos pessoas precisam de ajuda”.
Doando sangue pela segunda vez, a estudante Crissiana Figueiredo, 29 anos, ressaltou que doar sangue não dói. “Hoje estou aqui para ajudar uma amiga que precisa, mas, da primeira vez, foi como voluntária. Sempre tive vontade de participar de campanhas desta natureza, mas tinha receio de dor ou de passar mal depois. Foi muito tranquilo, o que me motiva a doar sangue mais vezes”, admitiu.
O Hemorio abastece com sangue e derivados 200 unidades de saúde conveniadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), entre elas grandes emergências, maternidades e unidades de Terapia Intensiva. De acordo com o órgão, a média normal são 300 doadores por dia, exceto em épocas festivas.
O instituto tem capacidade para receber o dobro. Hoje, apenas 2% da população brasileira doa sangue com regularidade. O percentual recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é 5%.
Para doar sangue, é preciso estar bem de saúde, documento oficial com foto, ter entre 18 e 68 anos e pesar mais de 50 quilos. Jovens com 16 e 17 anos também podem doar, mas somente com autorização dos pais ou responsáveis. Não é necessário estar em jejum. O voluntário deve evitar alimentos gordurosos nas quatro horas que antecedem a doação e bebidas alcoólicas 12 horas antes.
(Agência Brasil)

23/01/2015 -> Rotas do BRT no Centro são definidas

Rotas do BRT no Centro são definidas
A prefeitura bateu o martelo e fechou o traçado do BRT Transbrasil pelo Centro do Rio. A previsão é que a primeira fase – que seguirá do Caju, via Rodrigues Alves, para a Avenida Presidente Vargas até a altura da Rua Uruguaiana, onde será construído um terminal – fique pronta no segundo semestre de 2016. Mas, sob o argumento de que se trata de uma obra complexa, não há garantias de que o serviço opere até as Olimpíadas. A segunda etapa, ligando a Presidente Vargas e o Caju pela Avenida Francisco Bicalho, ainda não tem data para sair do papel.
Os dois itinerários terão como ponto de partida um futuro terminal, que será construído entre o Gasômetro e a Rodoviária Novo Rio e que servirá também como ponto de integração de uma das futuras linhas de VLT do Centro. Conforme acordo fechado com o município, o Consórcio Porto Novo – responsável pelas intervenções no Porto Maravilha numa parceria público-privada – assumiu a execução das obras da primeira etapa do BRT rumo ao Centro. Para chegar à Presidente Vargas, o corredor atravessará ainda as ruas Rivadávia Corrêa (imediações da Cidade do Samba) e Bento Ribeiro.
TÚNEL SÓ PARA ÔNIBUS ARTICULADOS
As intervenções ocasionarão mais mudanças no trânsito do Centro da cidade, para a implantação do Transbrasil, inclusive com a proibição de circulação de carros de passeio em algumas vias. No futuro, com a conclusão do corredor, o Túnel João Ricardo, que liga a Central do Brasil à Gamboa, ficará exclusivo para o serviço de ônibus articulados.
– Na primeira etapa, a partir do terminal de integração do Caju, o Transbrasil não terá estações até chegar ao Centro, pelo Túnel João Ricardo. Os terminais Américo Fontenelle (intermunicipal) e Procópio Ferreira (municipal), nas imediações da Central, serão adaptados para receber os BRTs. O objetivo nesse caso é permitir integrar o Transbrasil com algumas linhas que operam nesses terminais e que passariam a cumprir o papel de alimentadoras. Na Avenida Presidente Vargas, haverá um novo terminal nas pistas centrais na altura da Rua Uruguaiana – detalhou o secretário municipal de Transportes, Rafael Picciani.
Localizado sob o Morro da Providência, o Túnel João Ricardo tem 293 metros de extensão por 13 metros de largura e foi inaugurado em 1921, depois de dois anos de obras. A abertura da via tinha como objetivo facilitar os deslocamentos entre a Central do Brasil e a Zona Portuária.
Há dois anos, a prefeitura chegou a anunciar que o BRT Transbrasil ficaria pronto até os Jogos Olímpicos e a incluir o projeto no site oficial Cidade Olímpica. Mas, em meio a disputas judiciais com empreiteiras, reviu os prazos e projetos, e a maior parte do traçado só será entregue em 2017.
A estimativa é que o projeto completo do Transbrasil passe dos R$ 2 bilhões. Desse total, R$ 1,4 bilhão estão sendo gastos no trecho inicial do corredor, entre Deodoro e Caju, que está sendo implantado. As obras, a serem executadas por etapas, começaram no fim do ano passado, nas imediações do Caju. Uma das intervenções prevê a construção de um acesso comum ao Transcarioca, com a construção de um viaduto de acesso à ponte estaiada Prefeito Pedro Ernesto, na altura de Bonsucesso.
– A expectativa é que ano que vem as obras nas imediações do Caju já estejam prontas, permitindo a integração com o traçado do Centro. Isso permitirá ainda a criação de novos serviços integrados ao BRT Transcarioca (Barra-Aeroporto Internacional Tom Jobim). Veículos articulados do Transcarioca poderão, por exemplo, seguir viagem até o Centro do Rio, caso haja demanda pelo serviço – explicou Picciani.
O subsecretário de Projetos Estratégicos e Concessões de Serviços Públicos e Parcerias Público- Privadas da prefeitura, Jorge Arraes, prevê que, em maio de 2016, boa parte da pavimentação do novo BRT no trecho do Centro esteja pronta. Ele disse que as obras começaram, mas ainda estão em fase inicial. A primeira frente de obras fica na Avenida Rodrigo Alves, na altura da Rua Cordeiro da Graça, onde foram feitas escavações para reassentar cabos de concessionárias de serviços públicos.
Já o segundo itinerário do BRT Transbrasil rumo à Cidade Nova, explicou Arraes, será tocado com recursos da própria prefeitura. O projeto ainda está em fase inicial e não tem data para sair do papel. O plano prevê a implantação de duas estações: Sambódromo e Cidade Nova, na altura do prédio da sede da prefeitura. As obras também são bastante complexas: exigirão, por exemplo, a construção de uma nova ponte na altura da Cidade Nova para ligar as avenidas Presidente Vargas e Francisco Bicalho, com uma faixa por sentido.
Os traçados de cada trecho serão independentes: conforme seu destino, o usuário poderá optar por um veículo via Central do Brasil ou Presidente Vargas. Ao todo, o BRT Transbrasil prevê a implantação de 32 quilômetros de corredores exclusivos de ônibus entre Deodoro e o Centro, por onde deverão circular 820 mil passageiros por dia.
O corredor terá 30 estações, 17 passarelas e cinco terminais exclusivos (Deodoro, Trevo das Margaridas, Trevo das Missões, Ilha do Fundão e Presidente Vargas). Em Deodoro, haverá uma integração com o futuro BRT Transbrasil, que segue até a Barra da Tijuca e o Recreio dos Bandeirantes. A conta não inclui os terminais onde haverá integração de serviços com o VLT do Centro e também as linhas municipais e intermunicipais.
PRAZOS DO VLT SÃO REVISTOS
Em relação ao VLT do Centro, a prefeitura trabalha com a meta de concluir as obras das seis linhas do projeto até o fim de 2016. Dessas, a expectativa é que apenas uma esteja pronta até as Olimpíadas. Assim como no Transbrasil, os prazos foram revistos. De acordo com um cronograma que chegou a ser divulgado pelo site da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Porto (Cdurp), a expectativa era que uma primeira linha (Francisco Bicalho-Fórum) fosse entregue já em julho deste ano, com cinco estações: Rodoviária, Praça Santo Cristo, Cidade do Samba, Praça Mauá e Avenida Rio Branco.
As outras cinco linhas do VLT do Centro, conforme o cronograma original, seriam entregues em março do ano que vem. As linhas são as seguintes: Central-Praça Mauá (Rua da América, Praça Santo Cristo, Cidade do Samba); Saara (Praça da República, Praça Tiradentes, Largo da Carioca, Praça Quinze); Central-Fórum (Marechal Floriano, Candelária, Avenida Rio Branco); Central-Francisco Bicalho (Rua da América e Leopoldina); Praça Mauá- Francisco Bicalho (Cidade do Samba, Praça Santo Cristo, Rua da América e Leopoldina).
(O Globo)

22/01/2015 -> Aquisição de imóvel na planta pode ser um bom negócio, mas exige cuidados

Aquisição de imóvel na planta pode ser um bom negócio, mas exige cuidados
Com a desaceleraçáo da economia do País, o mercado de imóveis está menos aquecido – o que não significa, no entanto, que adquirir uma unidade ficou mais fácil. Os preços ainda estão altos e exigem um investimento pesado dos compradores. Quem deseja mudar de casa e ainda não possui uma quantia considerável para pagá-la pode recorrer a uma propriedade que ainda será construída.
“Não é um imóvel mais barato, mas seu pagamento pode ser diluído em um maior número de parcelas”, diz Leonardo Schneider, vice-presidente do Secovi Rio. Mas atenção: o número de reclamações de quem comprou um imóvel na planta ainda é grande e os consumidores devem ter cuidado ao fechar o negócio.
Dados do Proton-SP apontam que em 2014 as queixas devido à cobrança de taxa indevida aumentaram 4,6% em relação .a. 2013. “Alguns valores como corretagem devem ser arcados pelo fornecedor e a assessoria imobiliária tem de ser opcional”, diz Renata Reis, supervisora de assuntos financeiros e habitação do Procon-SP.
“Mesmo se a venda for concluída, o consumidor deve reclamar e receber o dinheiro de volta”, diz ela.
Na balança
As vantagens e as desvantagens ao adquirir de uma unidade que será construída
Pontos positivos
PARCELAMENTO: É possível pagar a compra em um prazo major, o que diminui o valor das prestações
LANÇAMENTO: Um apartamento novo demanda menos manutenção elétrica e hidráulica e possui um design moderno
VALORIZAÇÃO: Adquirir uma unidade pode ser um bom investimento – principalmente se sua região se desenvolver
Pontos negativos
DATA DE ENTREGA: A compra não é indicada para quem tern pressa em mudar de casa. Atraso na entrega também e urn problema recorrente
IMPREVISTOS: A chance de ocorrer contratempos com um imóvel na planta é maior, corno problemas durante sua construção
MUDANÇAS: O imóvel pronto pode não ficar exatamente como o consumidor imaginou
(Istoé)

19/01/2015 -> Preços de imóveis podem estacionar ou cair

Preços de imóveis podem estacionar ou cair
A decisão da Caixa de elevar os juros para o financiamento da casa própria foi interpretada por especialistas e agentes do mercado imobiliário como um movimento conservador diante do aumento dos custos de captação de recursos e do risco de alta da inadimplência.
Um dos principais fatores que alimentam a alta de custos para os bancos é a trajetória de aumento da taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 11,75% ao ano, com perspectiva de novas altas em 2015. Para analistas, outros bancos devem seguir a alta de juros, e os preços tendem a estacionar ou cair.
— Era um processo esperado de aperto do crédito. É uma mudança em relação ao que vinha ocorrendo nos anos anteriores no mercado imobiliário. Em 2014, os preços ficaram estancados e, em 2015, se continuarem estáveis, já vai ser muito bom — avalia Marcus Valpassos, economista da Galanto Consultoria especializado em mercado imobiliário.
Para Miguel Ribeiro de Oliveira, diretor da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), o aumento anunciado pela Caixa terá impacto significativo no bolso do mutuário, especialmente para quem financiar valores mais altos e com prazos mais longos. Para Oliveira, a Caixa subiu as taxas para se realinhar com a média de juros cobrada pelos bancos privados:
— Na ponta do lápis, a Caixa quer melhorar sua rentabilidade.
Com a alta nas taxas, o ex-diretor do Banco Central (BC) Carlos Thadeu de Freitas prevê efeito sobre os preços:
— É um novo momento para o mercado imobiliário. A perspectiva é que os preços dos imóveis estacionem ou até caiam, porque a precaução cresceu.
DESACELARAÇÃO DE PREÇOS
Valpassos destaca que o setor imobiliário pode enfrentar um cenário ainda mais conturbado se o baixo crescimento da economia se refletir em aumento do desemprego. Caso isso ocorra, ele vê chance de uma queda nominal nos preços de imóveis:
— Não tenho dúvidas de que vai ter queda do preço dos imóveis. A velocidade vai ser tanto maior quanto for o impacto sobre o mercado de trabalho.
A desaceleração dos preços começou em 2014. Os valores de imóveis nas 20 cidades captadas pelo Índice FipeZap tiveram alta de 6,7%, cerca de metade do registrado em 2013 e muito abaixo de 2011, quando chegaram a 26,32%.
Segundo balanço da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), os lançamentos de unidades residenciais e comerciais totalizaram 16.970, com 3.484 comerciais no ano passado. A expectativa do presidente da Ademi, João Paulo Rio Tinto de Matos, é que os lançamentos fiquem no mesmo patamar neste ano.
— (A decisão da Caixa) é uma sinalização ruim porque, apesar de o aumento dos juros ser diluído em um prazo longo, isso vai afetar o comprador. O ano de 2015 será muito parecido com o de 2014, quando o mercado desaqueceu, a economia foi mal e o comércio teve dificuldades no fim do ano — afirma o presidente da Ademi.
Para Rubem Vasconcelos, da Patrimóvel, a decisão da Caixa estimula o aumento dos juros pelos outros bancos no mercado e dificulta o acesso ao crédito:
— Não é o momento oportuno para fazer isso.
O vice-presidente do Sindicato de Habitação (Secovi Rio), Leonardo Schneider, lembra que, desde o ano passado, os estoques vêm aumentando, e o tempo de vacância de imóveis comerciais aumentou.
— Esse cenário deve continuar em 2015. A tendência é de retração do mercado. Isso mostra uma postura mais conservadora da Caixa, que, num quadro de arrocho, está se protegendo — diz Schneider.
Ele faz a ressalva, no entanto, que o brasileiro tende a ver o imóvel como um investimento seguro diante das incertezas econômicas e aposta que os preços deverão ficar estacionados, mas não cair.
CONSTRUÇÃO RECUA 5,7%
A construção imobiliária recuou 5,7% em 2014, depois de queda de 2,5% em 2013, segundo o Índice da Atividade da Construção Imobiliária (Iaci), feito em parceria pela Tendências Consultoria e pela Criactive, empresa de pesquisas do setor da construção.
Em 2012, o setor tinha avançado 3,4%. O índice faz parte do Monitor da Construção Civil, indicador lançado no ano passado, que reúne dados de cerca de 4.300 montadoras e acompanha mais de 24 mil obras no país.
— A confiança do empresário da construção recua desde 2012. A do consumidor, desde 2013 — diz Amaryllis Romano, economista da Tendências.
Já pesquisa do IBGE mostra que a produção de insumos para a construção civil teve queda de 5,7% entre janeiro e novembro de 2014, frente a igual período de 2013.
(O Globo)

16/01/2015 -> Confirmado: Caixa eleva juros de financiamento

Confirmado: Caixa eleva juros de financiamento
A Caixa Econômica Federal anunciou nesta quinta-feira (15/1) uma alta nas taxas de financiamento da casa própria para operações contratadas com recursos da poupança (SBPE).

Segundo a assessoria de imprensa, imóveis financiados usando recursos do FGTS ou pelo programa Minha Casa, Minha Vida não sofrerão alterações.

A nova taxa passa a valer a partir da próxima segunda-feira (19/1), e será aplicada somente aos imóveis financiados depois deste dia.

A Caixa afirmou que está elevando as taxas por causa do aumento da taxa básica de juros, a Selic, que atualmente está em 11,75% ao ano.

Sistema Financeiro da Habitação

O Sistema Financeiro Habitacional regula a maioria dos financiamentos imobiliários no Brasil, como os que são tomados com recursos da poupança e do FGTS.

Para se enquadrar neste sistema, o imóvel deve custar, no máximo, R$ 750 mil em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal. Nos outros Estados, o limite máximo do imóvel é de R$ 650 mil.

No SFH, a taxa balcão (padrão, para quem foi mantida em 9,15%; para quem já tem relacionamento com o banco, os juros subiram de 8,75% para 9%.

Para quem já tem relacionamento com o banco e recebe o salário por ele, a taxa subiu de 8,25% para 8,7%.
Para servidores que já têm relacionamento com o banco, a taxa subiu de 8,6% para 8,7%; para servidores com relacionamento e salário, os juros subiram de 8% para 8,5%.

Sistema de Financiamento Imobiliário

O Sistema Financeiro Imobiliário regula todas as transações que não se enquadram no SFH.

No SFI, a taxa balcão (para clientes sem relacionamento com o banco) subiu de 9,2% para 11%; para clientes com relacionamento, o juro passou de 9,1% para 10,7%.

Quem, além de ter conta no banco, receber salário por ele, vai passar a pagar 10,5% de juros no financiamento (ao invés dos 9% atuais).

Para servidores com relacionamento, a taxa sobe de 9% para 10,5%; e para servidores com relacionamento e salário, os juros vão de 8,8% para 10,2%.

Fonte: site UOL