Nos últimos três anos, o número de imóveis residenciais ofertados em Niterói aumentou 116%, chegando a 8.191 unidades em outubro de 2017. Consequentemente, o preço médio do metro quadrado teve variação negativa de 1% no mesmo período.

Já a quantidade de apartamentos disponíveis no mercado de locação subiu 304% de abril de 2014 a outubro de 2017, e o valor médio do metro quadrado do aluguel caiu 21%. Os dados foram comentados por Leonardo Schneider, vice-presidente do Secovi Rio, nesta terça-feira, em Niteroi, durante a apresentação do Cenário do Mercado Imobiliário de Niterói 2017.

Vice-presidente do Secovi Rio, Leonardo Schneider apresentou dados sobre o mercado imobiliário de Niterói

 

A pesquisa elaborada pelo Sindicato tem informações sobre quase 30 bairros (condomínios, compra, venda e locação de imóveis residenciais e comerciais), além de índices socioeconômicos do município e uma análise especial sobre ruas do Centro e da Zona Sul niteroienses.

Schneider lembrou que, apesar deste cenário de queda de preços, que ocorre também no Rio, bairros como Itacoatiara, Gragoatá e São Francisco, tiveram valorização superior a 3%. Para as coberturas, os índices também são interessantes: em Camboinhas, apurou-se variação de 6% no preço do metro quadrado

Com quase 500 mil habitantes e 52 bairros reunidos em cinco regiões, a cidade oferece imóveis com preços mais convidativos que os praticados no Rio: o valor médio do metro quadrado de venda de apartamento na terra de Arariboia (R$ 6.881) é 32% mais baixo que o da cidade vizinha (R$ 9.093). Para locação, a diferença é ainda mais vultosa: em Niterói, o preço médio de R$ 19,70 é 128% menor que o praticado em solo carioca.

O dirigente, que mostrou os principais dados da publicação e contou com a participação dos empresários do mercado imobiliário niteroiense Luiz Claudio e Luiz Carlos Oliveira Moreira, da Self ADM, para debater as tendências locais, reforçou que o mercado niteroiense foi afetado pela crise econômica e pelo fim da euforia causada pelos megaeventos no Rio de Janeiro.

“Em 2016, percebeu-se uma estagnação nos preços mas a tendência é que haja uma retomada no segundo semestre de 2017. Obras de infraestrutura importantes como a inauguração do Túnel Charitas-Cafubá deverão contribuir para isso”, disse.

Fonte: Secovi Rio