Escolhas cuidadosas de preço e condições

 

O vice-presidente do Sindicato da Habitação (Secovi Rio), Leonardo Schneider, afirma que o valor dos imóveis se desvalorizou ultimamente, devido basicamente a dois fatores: a procura retraiu como consequência da crise e a oferta aumentou, o que levou à queda dos preços.

Schneider acrescenta que o momento agora é de acomodação, até porque os juros estão mais elevados. “Alguns investimentos relativos aos Jogos Olímpicos estão ocorrendo e isto pode ser interessante em algumas regiões, mas é preciso pesquisar condições e preços para encontrar a melhor opção”, diz.

Para orientação ao público em geral, o Secovi Rio oferece em seu site uma tabela com a variação do valor médio do metro quadrado de imóveis residenciais para venda em 18 bairros do Rio e em 17 para locação, que mostram os preços relativos a agosto em queda tanto na variação mensal (ante julho) quanto na variação anual – agosto de 2015 ante igual mês de 2014.

A pesquisa mostra que no bairro de metro quadrado mais caro do Rio, o Leblon, o preço caiu 0,56% na variação mensal e 1,62% na anual: em agosto deste ano, o metro quadrado no bairro estava cotado a R$ 23.231, enquanto em julho estava a R$ 23.363 e em agosto de 2014,a R$ 23.613.

A curiosidade é que na Barra da Tijuca e no Recreio o preço do metro quadrado custava menos da metade do valor do metro quadrado do Leblon e de Ipanema, o segundo bairro mais caro da cidade. Na Barra, o metro quadrado custava em agosto R$ 10.368, atrás também da Lagoa, Gávea, Jardim Botânico, Botafogo, Copacabana, Flamengo e Laranjeiras, nesta ordem, enquanto o Recreio, onde o metro quadrado custava R$ 7.588, ficava atrás também do Centro e à frente da Tijuca, Vila Isabel, Méier e Bangu.

Se de um lado o virtual investidor deve procurar pesquisar o mercado para fazer o melhor negócio, por outro potenciais vendedores também devem conhecer a quem vão oferecera casa, apartamento, terreno ou outro bem móvel. Geralmente segundo especialistas, o investidor em imóveis tem perfil mais conservador, com renda estável e algum pé-de-meia. São pessoas, também, que compram imóveis como investimento, para usufruir da renda obtida com o aluguel, ou ainda com o lucro obtido sobre a valorização do preço de uma possível venda.

Especialistas recomendam ainda que o cuidado de quem compra um imóvel para investir deve ser o mesmo daqueles que estão comprando o primeiro imóvel quando se pensa nos gastos com parcelas. Independentemente de o imóvel ser pago à vista ou por meio de financiamento, é importante que o comprador tenha uma reserva financeira para fazer frente a algum contratempo.

Além disso, é preciso contabilizar assistência jurídica e dinheiro gasto com burocracia em geral como certidões e cartórios. O presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Rio de Janeiro (Ademi-RJ), João Paulo Rio Tinto de Matos, acrescenta alguns cuidados que o investidor em imóveis deve tomados.

Segundo Matos, ele deve verificar, antes de mais nada, se a empresa ou construtora tem lastro ou expertise suficiente para o que se propõe a vender. Além disso, o comprador deve avaliar se o produto de seu interesse é bem localizado e bem desenvolvido, em suma se é um bom imóvel para uma futura venda, com manutenção da liquidez.

(Jornal do Commercio)

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