Os condomínios contam com um numeroso contingente populacional, conferindo ao local uma posição de legislador de termos e contratos sociais que precisam respeitar os princípios básicos de igualdade. Além dos cartazes de conscientização contra as práticas racistas, é fundamental que hajam represálias legais através de advertências e multas para os agressores, de forma a não ser repetida a situação. 

Existe uma diferença entre o modus operandi de segurança do ambiente e o julgamento precipitado. É imprescindível que hajam procedimentos igualitários para todos os visitantes e moradores, evitando situações como a de um condomínio em Santa Catarina, onde o síndico proferiu insultos à aparência de uma visita e exigiu processos ostensivos de identificação, puramente pela cor da pele e vestimenta usada. 

Além disso, o próprio condomínio como instituição pode ser o gerador desse preconceito. A não contratação de profissionais por sua raça deve ser reprovada, bem como as possíveis ações discriminatórias de próprios moradores e visitantes, proferidas aos funcionários presentes. É preciso uma conscientização sobre o local fundamental que eles ocupam na vida condominial, retirando-os da posição de subserviência que alguns ainda acreditam, como visto em um caso em São Paulo.

Os casos são inúmeros e as possibilidades diversas, infelizmente. É papel dos gestores e condôminos estarem sempre atentos às situações e sempre assumirem uma postura combativa às difamações e injúrias, não só a vítima. A luta pela dignidade e direitos iguais deve ser feita de forma coletiva, seja com intervenções internas ao funcionamento condominial ou por meios legais e judiciais.

Fontes: Portal Geledés; Direcional Condomínios; Conselho Nacional de Justiça.