Pistas de caminhadas, ciclovia, lombofaixas, calçadas largas e com ampla acessibilidade são estruturas adotadas em modernos condomínios privados,que também podem ser adotadas em via públicas como uma forma sustentável e saudável de ocupação do espaço urbano

Em Aparecida de Goiânia, o prefeito Gustavo Mendanha vem promovendo o desafio #vemcorrercomigo, uma campanha que tem como proposta estimular a prática de atividade física em ruas e parques da cidade. A ação vai ao encontro de uma tendência das grandes metrópoles de busca de hábitos saudáveis e de ocupação nos espaços urbanos de forma sustentável, com menos carros nas ruas e mais pessoas usufruindo da cidade.

Para que isso ocorra é preciso ter um desenho urbano amigável e convidativo, que ofereça conforto e segurança para estimular a mobilidade ativa, aquela feita a pé ou por bicicleta. Segundo um estudo da ONG Mobilize, 40% das viagens cotidianas nas cidades cidades brasileiras são realizadas por caminhada ou bike. “Apesar desse peso todo que tem o andar e uso da bicicleta no sistema de transporte do País, ao longo de décadas os municípios no Brasil foram muito mais preparados para os modais automotores (carros, ônibus e motos) do que para os pedestres e ciclista. Felizmente isso começa a mudar”, afirma o engenheiro civil Eduardo Oliveira, diretor de projetos em uma construtora que traz em seus condomínios residenciais estruturas como largas pistas de caminhada, ciclovias, lombofaixas, calçadas com ampla acessibilidade e grandes áreas verdes. Estes itens que reforçam o conceito de ocupação sustentável do espaço urbano.

Na própria cidade de Aparecida de Goiânia, do prefeito Gustavo Mendanha, dois condomínios horizontais da construtora trazem soluções que podem ser adotadas pelo poder público em prol da mobilidade ativa. Os condomínios, um na região do Garavelo e outro na região central de Aparecida, são alicerçados no tripé segurança, lazer e acessibilidade. Com isso, trazem diferenciais como calçadas acessíveis, guia para deficientes visuais, piso tátil, pista de caminhada e ciclovia.

Para garantir maior segurança para o pedestre, os dois projetos preveem menos cruzamentos, ruas de pedestres, lombofaixas elevadas, vias sinuosas (levemente curvadas) para redução da velocidade dos carros e ruas sem cruzamentos. Eduardo Oliveira explica que a insegurança nas ruas, principalmente dos grandes centros, fez com que as pistas de caminhada e corrida fossem levadas para dentro dos condomínios. “Infelizmente as gestões da grande maioria das cidades brasileiras, ao longo de décadas, optaram por dar mais espaços aos carros e motos. Hoje vemos em cidades modernas como Nova York (EUA), Madri (Espanha) ou Amsterdã (Holanda) o caminho inverso. As pessoas e o caminhar são a prioridade e os carros não são mais os protagonistas nas vias públicas”, pontua o engenheiro.

Para Eduardo, criar condições que incentivem a mobilidade ativa, impacta não só na saúde de quem tem o hábito de caminhar ou andar de bicicleta, mas a saúde de todos, uma vez que evita o uso de veículos automotores para trajetos curtos, próximo das casas. “Menos carros nas ruas é sinônimo de menos poluição do ar, menos risco de acidentes para o pedestre. Os veículos ainda serão bastante usados, mas só para trajetos realmente longos. Na vizinhança, o ideal é a caminhada segura e acessível para todos”, frisa o incorporador.

Com quase 50 anos de experiência profissional e um dos responsáveis pelo planejamento urbano de Palmas, capital do Tocantins, o arquiteto que assina os projetos urbanísticos dos dois condomínios mencionados acima, Luiz Fernando Cruvinel Teixeira, diz que os espaços públicos precisam oferecer qualidade, conforto e segurança aos usuários: “Precisamos fazer as cidades pensando nas pessoas. Em um projeto de um residencial privado, o que mais chama a atenção é a paisagem. Nela temos elementos fundamentais e simples como passeios, equipamentos como bancos e iluminação planejada”, pontua Teixeira.

Via SEGS – Portal Nacional de Seguros, Saúde, Info, TI, Educação