fiador é alguém que se responsabiliza pelo pagamento de uma dívida, caso a outra pessoa não consiga cumprir com seu compromisso. Ao solicitar empréstimos e financiamentos ou para alugar imóveis, a instituição financeira ou credor poderá exigir um fiador.

Essa também é uma forma de acelerar o processo de liberação do crédito. Isso porque o fiador serve para garantir que, caso o contratante do empréstimo ou financiamento não consiga pagar a conta, o credor não ficará no prejuízo.

Sendo assim, caso essa pessoa por algum motivo não se responsabilizar pela quitação dos débitos, o fiador poderá ser acionado judicialmente para assumir a dívida, tendo que pagar inclusive os juros e outras taxas.

Existem dois tipos de fiador:

  • Fiador solidário – assume a responsabilidade pela dívida assim que ela é feita, ou seja, pode ser acionado a qualquer momento pelo credor, caso o contratante fique inadimplente.
  • Fiador subsidiário – assume a responsabilidade pela dívida somente após a utilização dos bens registrados no contrato para quitação, ou seja, ele é uma espécie de “reserva”, e só será acionado caso haja a impossibilidade de pagamento por parte do contratante. Esse tipo de fiador é mais comum em aluguéis de imóveis.

Em contratos de locação de imóveis, existem outras opções que podem substituir o fiador. São eles: o cheque caução, que também é uma garantia de pagamento e só poderá ser descontado em caso de inadimplência; e o seguro fiança, no qual o inquilino irá pagar um valor mensal garantindo que o proprietário será indenizado no caso de não pagamento do aluguel.

Atualmente existem empresas especializadas em serviços de fiança, ou seja, é possível contratar um profissional para assumir esse posto, caso o contratante ou inquilino não consiga um fiador.

O que é preciso para ser um fiador?

Para ser fiador de empréstimos e financiamentos, é necessário que a pessoa tenha histórico de bom pagador e que não possua nenhuma restrição em seu nome nos órgãos de proteção ao crédito. O fiador também deverá apresentar comprovante de renda para que a instituição financeira consiga verificar se ele pode se responsabilizar pelo empréstimo.

Caso a fiança seja para o aluguel de imóveis, o fiador deverá ter um imóvel quitado em seu nome, localizado na mesma cidade do imóvel a ser alugado. Também é necessária a comprovação de renda mensal suficiente para assumir o aluguel por alguns meses, de acordo com a exigência da imobiliária.

Atenção!

É preciso ter cuidado antes de aceitar se tornar o fiador de outra pessoa, pois existem riscos não só financeiros, mas também judiciais. Caso o outro esteja agindo de má fé, o fiador assume uma dívida que não é sua e acaba ficando com o prejuízo. Portanto, é necessário conhecer muito bem a pessoa que faz um pedido como esse.

Diferença entre fiador e avalista

Ao assinar um contrato, o fiador passa a responder por todas as cláusulas caso o contratante não pague suas dívidas. Isso significa que, caso ele assuma os débitos, deverá pagar não só o valor contratado, mas também todos os juros e encargos das parcelas. Já o avalista se responsabiliza apenas pelo valor da dívida, excluindo as taxas de atraso no pagamento.

Fonte: Edital Concursos Brasil