Crédito imobiliário desacelera em 2014
O desempenho ruim da economia brasileira afetou o ritmo de crescimento do crédito imobiliário, que deve encerrar 2014 com alta de 5%, resultado bem abaixo dos 15% projetados no início do ano e ainda mais distante do avanço de 32% registrado em 2013, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

Para os especialistas, o cenário econômico atual impacta diretamente no crescimento do crédito. “Os preços subiram e as construtoras lançaram menos que nos anos anteriores”, explica Claudio Borges, diretor da área de crédito imobiliário do Bradesco. Além disso, também houve queda na venda de imóveis e maior rigidez na concessão do crédito por parte dos bancos ao longo deste ano, segundo Jean Michel Galiano, vice-presidente de lançamento e marketing do Secovi/PR. “O mercado imobiliário não está em crise, é o Brasil que está em um momento de maior insegurança”, reforça.

Ainda assim, eles afirmam que o cenário não é preocupante, porque os financiamentos continuam subindo, mesmo que em ritmo menor. “Estávamos crescendo a partir de uma base cada vez maior, na casa dos dois dígitos e com um crédito de R$ 100 bilhões ao ano. Então, fica mais difícil crescer nesse mesmo ritmo”, afirma Basílio Jafet, presidente da Federação Internacional das Profissões Imobiliárias (FIABCI).

O diretor de crédito imobiliário do Santander, Gilberto Duarte de Abreu, afirma que a diminuição do ritmo já era esperada. Além do alto crescimento do crédito imobiliário – que saltou de R$ 3 bilhões para R$ 109 bilhões em apenas dez anos– essa modalidade também aumentou a porcentagem de participação em relação ao PIB, de 1,5% e para cerca de 9% nesse período.

Vantagens

Para continuar com o mercado aquecido, os bancos têm procurado reforçar as vantagens do crédito imobiliário. Entre elas, estão a baixa taxa de juros – que está em 8,7%, ainda longe do patamar máximo de 12% que pode ser cobrado em financiamentos com recursos da poupança – e a baixa taxa de inadimplência que foi de apenas 1,8% em 2013. “Nós oferecemos prestações atrativas, liberação de recursos ao cliente em até 15 dias e financiamentos de até 80% do imóvel”, ressalta Borges, do Bradesco. As condições fizeram com que o crédito imobiliário do banco crescesse 42% nos últimos 12 meses.

O Santander oferece financiamentos há dez anos com ampliação das operações em até 35 anos e aposta na qualidade do atendimento ao cliente para alavancar o crédito imobiliário. “Temos uma equipe de especialistas para apoiar o cliente, tirar dúvidas e acompanhar todo esse processo burocrático do processo de financiamento”, diz Abreu.

Fonte: Site Gazeta do Povo (PR)

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