O cobre, metal manipulado pela sociedade desde 5 mil anos a.C se mostrou um importante material no combate à Covid-19. Uma pesquisa publicada no New England Journal of Medicine, escrita por cientistas da Universidade de Princeton e do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA, atestou que, sobre superfícies envolvidas com o material, o SARS-CoV-2 morre em apenas 4 horas. Já em superfícies plásticas pode sobreviver por três dias e até dois dias em aço inox.

O material também foi analisado pelo Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas – Unicamp, que obteve resultados semelhantes. O cobre possui um elétron livre na órbita externa de seus átomos, configuração que facilita reações. Os íons ou partículas eletricamente carregadas do metal geram uma espécie de “ataque” contra a membrana externa dos vírus, causando-lhe rupturas. Com essa membrana quebrada, os íons destroem o material genético dentro do patógeno.

O Brasil está entre os 15 principais produtores de cobre do planeta. Além do poder bactericida, outro destaque do material é a sustentabilidade: o metal não libera gases tóxicos, mesmo em altas temperaturas, além de ser 100% reciclável e, se bem cuidado, mantém as propriedades antimicrobianas.

Fonte: Revista Casa e Jardim