Veja alguns elementos de decoração que podem estar piorando o seu quadro e confira também como substituí-los sem abrir mão do estilo!

Apesar de não existir uma maneira de se livrar 100% do problema, existem alguns itens de decoração que, quando evitados, tornam o cotidiano mais fácil para quem sofre com alergias. Janaina Melo, médica alergista e imunologista junto à arquiteta Karina Korn, separaram os 6 itens do décor não recomendados para os alérgicos (e para mostrar como substituí-los!). Confira:

1. Prateleiras com muitos objetos perto da cama

“O ideal, para quem é alérgico, é que no quarto existam poucos objetos que acumulem poeira, para facilitar a limpeza, e sempre longe da cama. [Ao invés de usar muitos itens decorativos] uma dica para a decoração são os adesivos nas paredes”, recomenda a médica alergista Janaina Melo. “Para os quadros, prefira aqueles que sejam de materiais que facilitem a limpeza com pano úmido”. Ou seja: no lugar de quadros de tela a óleo, talvez seja uma boa investir em quadros com moldura de plástico, que podem ser facilmente higienizados para retirar a poeira.

2. Muitas almofadas e travesseiros

A lógica é a mesma dos objetos decorativos: quanto mais itens à mostra, mais pó se acumula. Ter muitas almofadas e travesseiros, sobretudo na cama, aumentam as chances de um quadro alérgico. Outro item que também deve ser riscado: bichos de pelúcia!

Os maiores cuidados, explica a médica, devem ser voltados aos colchões e travesseiros. “São itens que abrigam muitos ácaros após um mês de uso, mesmo que sejam novos. Portanto, o ideal é ter uma capa impermeável para ambos, que pode ser encontrada em lojas especializadas de alergia (capas anti-ácaros) ou podem ser confeccionadas com material impermeável como couro sintético”.

3. Sofás, pufes e cadeiras em camurça

“No caso do mobiliário, o ideal é evitar tudo o que é mais rugoso, como uma camurça, por exemplo. Para o décor, tecidos lisos são sempre mais bem-vindos nesse sentido, como o couro. Além de acumularem menos pó, são mais fáceis de limpar”, sugere Karina Korn.

Janaina Melo concorda, e também sugere o couro como uma das opções para substituição. “Os sofáspufes e cadeiras devem ser revestidos de material impermeável como couro, couro sintético, ou napa”, diz.

4. Plantas no quarto

A recomendação é evitá-las ao menos no quarto, onde permanecemos durante mais tempo. “Plantas não ajudam quem tem rinite, principalmente quem tem alergia a pólen. Deve-se evitar plantas no quarto, independente se são naturais ou artificiais, pois podem acumular a poeira em cima da cama”, explica Janaina Melo.

No lugar das plantinhas, você pode investir em um papel de parede de estampa botânica, fazer uma gallery wall colorida (com quadros com moldura de plástico para facilitar a higienização, como explicado acima) ou investir em técnicas de pintura como paredes bicolores e pinturas geométricas. Deixe as plantinhas para ambientes onde o tempo de permanência é menor, como corredores e salas de jantar.

5. Piso de taco antigo

Revestimentos também influenciam, e bastante, no quadro alérgico. “O piso ideal seria aquele com menor chance de acúmulo de poeira. Portanto, pisos laváveis, como porcelanatos (pisos frios em geral) ou laminados são os melhores. O pior piso para o alérgico seria o taco antigo”, afirma Janaina Melo.

Para o restante dos revestimentos da casa, via de regra, dê preferência aos menos porosos. Além disso, segundo Janaina, paredes com tintura lavável são as melhores para os alérgicos.

6. Tapetes

Não é novidade que carpetes, por exemplo, são péssimos para quem tem alergia. Se quiser muito acrescentar um ao décor, evite os modelos mais felpudos. “Quanto mais alto o fio do tapete, mais pó ele vai juntar”, alerta Karina Korn.

Por fim, Janaina Melo também recomenda ficar atento na escolha das cortinas, evitando as de tecidos. “O ideal é aquela que possa ser aspirada ou que possa ser higienizada com um pano úmido”, reforça.

Fonte: Casa Vogue