Por ser um local por onde transitam muitas pessoas, o hall de entrada de um condomínio merece atenção especial no momento da decoração. Capaz de proporcionar uma sensação de receptividade aos visitantes e moradores, o ambiente reflete o conceito do prédio e os cuidados, inclusive em relação à conservação.

Por que decorar o hall?

O décor do local é importante para humanizar e dar personalidade ao espaço. Isso permite que os moradores se identifiquem com o condomínio. A arquiteta Camila Pinotti afirma que também é essencial observar o funcionamento dele como uma antessala, que deve ser agradável a quem utiliza a área.

Como escolher o décor?

“É indicado priorizar a funcionalidade e a manutenção. Por isso deve ser um ambiente com revestimentos fáceis de limpar, móveis que possam se deslocar sem complicações, resistentes e atemporais”, explica o arquiteto Renan Pinotti, do Fibra Arquitetura. Esses itens levam em consideração o número de indivíduos que passam pela entrada do prédio. 

O arquiteto também destaca que avaliar as particularidades de cada edifício (e dos moradores) é relevante para definir o projeto. “Em um condomínio residencial com maioria idosa, por exemplo, o uso de poltronas inclinadas não é recomendado, pois dificulta o movimento de sentar e levantar”, diz.

Outra recomendação é lembrar que o hall de entrada faz parte de um conjunto, ou seja, precisa dialogar com estilo arquitetônico do restante da construção. Sugestão que pode ser adotada em todas as áreas comuns, como academia e salão de festas.

Paleta de cores e mobiliário

Pensando na coletividade, os tons neutros são apostas mais comuns e seguras. Vale se basear nas tonalidades que já estão presentes no restante do prédio e apostar em tons pastel. Os toques chamativos podem ser aplicados nos elementos decorativos ou em uma parede específica.

Quanto aos móveis, o arquiteto Leandro Garcia conta que a escolha varia conforme o tamanho do hall. Para entradas pequenas, aparadores menores são complementados por vasos, luminárias e obras de arte. “Em áreas maiores, poltronas e mesas de apoio configuram um ambiente de permanência. Só não se esqueça de sempre manter as áreas de circulação bem definidas e livres de interferências”, enfatiza Leandro.

Como manter o hall em boas condições?

Dê preferência a pisos que não sejam escorregadios para garantir a segurança. “Você até pode adotar porcelanato, mas deve-se analisar se há uma boa aderência. É possível trabalhar com pisos que tenham acabamentos naturais ou pedras com acabamento flameado (que tem aspecto ondulado), sugere Camila Pinotti. Nas paredes, opte por materiais que facilitem a limpeza, como pintura acetinada ou cimento queimado, por exemplo.

Como a iluminação transforma o hall de entrada?

De acordo com a arquiteta Paula Carvalho, a iluminação deve orientar a circulação e ser aconchegante para que o morador sinta-se como se estivesse dentro de casa. Os pontos de luz decorativos ressaltam quadros e a utilização de arandelas – ou de um lustre principal – valoriza a composição do condomínio.

Dicas para tirar o projeto do papel

Renan Pinotti salienta que a contratação de um profissional com conhecimento técnico, permite a escolha de materiais adequados e que realcem a estética do edifício, sem perder a unidade. A participação de um especialista também possibilita a imparcialidade das decisões, intermediando as diferentes opiniões dos condôminos.

Por outro lado, quando se fala em reformas em condomínios, é fundamental lembrar que deve-se levar em conta o regulamento interno, estatutos e procedimentos pré-definidos na documentação do prédio, além de promover a participação dos moradores. “Também é necessário levantar os custos da mudança e estudar um casamento entre a execução da reforma e o fluxo de caixa do condomínio”, finaliza Pinotti.

Fonte: Revista Casa e Jardim