Moradores do Distrito Federal acompanham com preocupação o número de casos suspeitos de infecção por coronavírus na capital. De acordo com o último boletim do Ministério da Saúde, divulgado nesta terça-feira (3/3), 12 pessoas seguem em observação. Pensando nisso, condomínios de Brasília começaram campanhas de conscientização.

 

A transmissão costuma ocorrer a partir do contato com secreções que contenham o vírus. Ou seja, tocar objetos ou superfícies contaminadas e, em seguida, levar a mão à boca, ao nariz ou aos olhos pode deixar alguém doente. Assim, corrimãos e botões de elevadores são vilões dessa e de outras infecções.

 

Fabiano Silva, 43 anos, é síndico de um prédio em Águas Claras e passou a mobilizar os condôminos. “Estamos colocando tubos de álcool em gel próximo aos elevadores, que é onde há mais recorrência do contato da mão do visitante e do morador. Assim, quando a pessoa chega ao local, ela não contamina os botões”, explica.

 

A moradora Letícia Dolabella, 32, ficou mais cuidadosa. “Percebo que os lugares que eu frequento estão tomando precauções também. Nas repartições públicas, nos mercados, no condomínio, os lugares que a gente vai no dia a dia agora têm álcool em gel e avisos de cuidados”, conta a advogada.

 

Para Nicson Vangel, especialista em assuntos condominiais e proprietário da empresa, o país vive um momento em que é necessário ter calma para evitar infecções e pânico. “Nós identificamos excessos em alguns prédios fora do DF, como em São Paulo, onde chegaram a proibir a circulação de asiáticos pelo elevador comum e fecharam salões de festa. Isso não faz sentido e devemos evitar”, avalia. Nicson acrescenta que os prédios precisam se preparar para a possibilidade de alguma infecção na capital. “Em Brasília, não temos caso confirmado do coronavírus. Mas tendo uma possível confirmação de um morador, o síndico precisa agir na medida certa”, conta.

 

A servidora pública Camila Borges, 34, opina que as medidas preventivas devem ser tomadas em relação a todas as doenças. “Usar álcool é um cuidado que eu tenho. Sou servidora pública, é uma coisa que faz parte da nossa rotina, assim como o cuidado de lavar as mãos. Sobre as máscaras, acho que quem está doente deveria usar, não as pessoas que estão saudáveis”, ressalta.

 

Fonte: Correio Braziliense