Manter a saúde financeira do condomínio é uma das principais tarefas de seu administrador, assim como garantir o conforto, a segurança e serviço de qualidade aos condôminos. Qualquer deslize nos gastos ou na prestação de contas pode gerar dúvidas, além de afetar a credibilidade da gestão.

Para evitar que isso aconteça, separamos 7 dicas de como organizar o controle financeiro do seu condomínio. Confira:

– O planejamento é o ponto de partida de qualquer controle financeiro. Com ele, é feito um levantamento da situação atual do condomínio para, depois, projetar os recebimentos e despesas referentes àquele período de tempo. Assim, também se torna mais fácil prever reformas e melhorias, por exemplo, se houver algum dinheiro sobrando em caixa. Do mesmo jeito, se estiver faltando recursos, pode-se recuperar o prejuízo mais rapidamente.

– Invista em sistemas e tecnologias que possam facilitar o processo, como sistemas de controle, aplicativos etc. O armazenamento de dados e documentos na nuvem, por exemplo, é uma excelente dica para condomínios, uma vez que evita a perda de materiais importantes em casos de imprevistos. Além disso, também possibilita que todos os condôminos tenham acesso a essas informações, garantindo a transparência da gestão.

– Definir um orçamento é extremamente eficaz, pois ajuda a determinar um limite máximo para os gastos. Ele deve ser baseado nos custos fixos do condomínio somados aos custos variáveis. A taxa doe condomínio também deve ter esse planejamento como base, para que as receitas cubram as despesas.

– Muitos condomínios buscam sempre ter um fundo de reserva para emergências, utilizado para arcar com as despesas não esperadas. Aqui, vale uma observação: esses recursos não podem ser utilizados em qualquer ocasião, pois, assim, poderia ser questionado pelos moradores. O cenário ideal é que, em uma eventual necessidades, os condôminos sejam consultados antes do uso do fundo. Além disso, é indispensável que exista a prestação de contas, para que todos fiquem por dentro do que está acontecendo na gestão do condomínio.

– Os administradores devem ser bons negociadores. Para isso, podem investir em cursos e capacitações, afinal, em seu dia a dia, precisarão negociar com moradores ou fornecedores, para ter melhores valores, prazos ou resolver conflitos.

– Busque reduzir ao máximo os desperdícios, principalmente em relação à água, luz, limpeza e conservação das áreas do condomínio. Também é possível melhorar a eficiência energética e a sustentabilidade investindo em sistemas de captação e reuso de água das chuvas ou captação de energia solar.

– E, por fim, evite fazer dívidas. Um bom controle financeiro permite manter o equilíbrio entre receitas e despesas. Se, em algum mês, for necessário gastar além do se tem em caixa, evite fazer empréstimos, pois os juros costumam ser altos a ponto de comprometer o orçamento por um bom tempo.