Com certeza você conhece alguém (ou é uma dessas pessoas) que já utilizou plataformas digitais para compra, venda ou locação de imóveis. O hábito é um reflexo dos novos desafios e demandas impostos ao mercado imobiliário há alguns anos, mas que ganhou ainda mais força durante a pandemia.

A pesquisa atenta aos preços, boa localização e condições do imóvel são algumas das demandas de quem procura uma nova residência. Ou pelo menos eram. Nesse sentido, a pandemia imposta pelo coronavírus alterou não só a rotina das pessoas, como, também, suas prioridades na busca. Se antes, em grandes centros urbanos, como São Paulo e Rio de Janeiro, as pessoas priorizavam morar perto do trabalho e estavam dispostas a investir mais por isso, atualmente, nota-se diferenças significativas. “Os clientes estão procurando apartamentos menores para morarem sozinhos. Outros estão migrando para bairros mais arborizados”, revela João Vianna.

Além da localização, as características procuradas também mudaram. Em recente pesquisa realizada pelo ZAP+ com 1.700 pessoas, os dados apontam que mais de 50% delas consideram a varanda, vistas livres e ambientes mais divididos como atributos importantes no novo lar. 

Marcos Leite aponta ainda que tours virtuais, assinatura de contrato e vistoria de imóveis online são alguns dos serviços que ganharão destaque no futuro. Atrelado a isso, e em uma perspectiva um pouco mais distante, a Realidade Aumentada poderá oferecer uma solução completa e mais interativa. “Basta o consumidor pegar o seu celular, apontar para o prédio que tem interesse e acompanhar todas as unidades disponíveis no local, com a possibilidade de saber até mesmo o andar”, explica o diretor da ZAP+.

Fonte: Casa Vogue