Usar FGTS para abater prestação vence inflação

 

Com a inflação oficial de 10,84%, em 12 meses, usar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para amortizar a dívida de financiamento imobiliário é um bom negócio, pois significa evitar perdas. O rendimento do FGTS hoje é de 3% ao ano, mais a Taxa Referencial (TR), que está próxima de zero.

A primeira orientação dos especialistas é abater o valor do saldo devedor e reduzir o prazo do financiamento. Mas, se o trabalhador passa por risco de perder o emprego ou tem dificuldades de pagar a prestação mensal, a recomendação é diminuir o valor das parcelas.

– Deixar o dinheiro parado no fundo significa uma perda absurda para a inflação. O melhor é quitar as parcelas do final. Encurtando o prazo do financiamento, ganha-se na taxa de administração, que em geral é de R$ 25 por mês, além dos seguros. Mas, se estiver em dificuldade, a pessoa deve preferir abater o valor das prestações – disse o professor de Finanças do Ibmec/RJ, Gilberto Braga.

Segundo a Caixa Econômica Federal, o trabalhador pode usar o FGTS para diminuir em até 80% o valor das prestações em até 12 meses consecutivos, desde que o contrato de financiamento tenha sido assinado pelo Sistema Financeiro Habitação (SFH), a cada três anos.

– A taxa de juros incide sobre o saldo devedor. Por isso, a recomendação é de abater o tempo da dívida. Dependendo do financiamento, a parcela já cai ao longo do tempo – lembrou Myrian Lund, professora dos MBAs da Fundação Getulio Vargas (FGV).

(Extra)

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