08/01/2015 -> Condomínio pode impor limite de idade para uso de área comum

Condomínio pode impor limite de idade para uso de área comum
A proibição do uso de sala de ginástica em condomínio por menores de 15 anos, quando destinada a todos os moradores dessa faixa etária, não caracteriza discriminação passível de justificar indenização por dano moral.
Foi o que entendeu a 6ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, por maioria, ao negar pedido de danos morais a um morador cuja filha menor de 15 anos foi impedida de frequentar a academia do prédio.
Ao reformar a sentença do juiz da 25ª Vara Cível de Brasília, que havia julgado procedente o pedido indenizatório, o revisor do recurso afirmou que a restrição não passou de simples aborrecimento.
“Se o Condomínio, prudentemente, deliberou limite de idade para frequentar a sala de ginástica, prevenindo qualquer responsabilidade por acidentes que possam acontecer, isso há de ser cumprido por todos os moradores, inclusive pela autora”.
Na ação, a moradora relatou que sua filha havia sido proibida de retirar as chaves da sala de ginástica do condomínio onde moram e que, ao fazer requerimento administrativo ao síndico, teve o pedido negado.
Ele alegou também ter passado por situação vexatória, constrangimentos e abalo emcional que o deixaram em posíção desfavorável frente ao seu círculo de convívio e pediu a condenação do condomínio ao pagamento de danos morais.
Em contestação, o síndico defendeu a atitude tomada com o argumento de que as regras de convivência do condomínio foram aprovadas pelo respectivo conselho fiscal e com a anuência dos 75 condôminos. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-DF.
(Consultor Jurídico)

07/01/2015 -> IPTU: prazo para cota única vence em fevereiro

IPTU: prazo para cota única vence em fevereiro
A prefeitura do Rio divulgou o calendário de pagamento do IPTU. Para carnês com finais de 0 a 5, o vencimento da primeira parcela ou da cota única é dia 10 de fevereiro. As inscrições com finais de 6 a 9 podem pagar em cota única até o dia seguinte, 11. Se optar por pagar de uma vez só, o contribuinte terá desconto de 7% no valor total do carnê.
(O Globo)

06/01/2015 -> Momento é bom para quem paga aluguel, dizem analistas

Momento é bom para quem paga aluguel, dizem analistas
O resultado do IGP-M fechado de 2014 — alta de 3,69%, contra expectativa de elevação de cerca de 6,5% do IPCA, o índice oficial de inflação do país — reforça uma mudança no mercado imobiliário: o momento está para os inquilinos. Após uma forte escalada dos preços, causada pela valorização dos imóveis, os proprietários estão demorando mais para alugar e aceitando preços menores.
— No passado víamos inquilinos que propunham aumentos acima do IGP-M para segurar os imóveis, hoje a situação está diferente de um ano e meio atrás: agora o mercado está mais favorável aos inquilinos e o IGP-M veio reforçar isso — disse Leonardo Schneider, vice-presidente do Secovi Rio.
Schneider afirma que o IGP-M ainda reajusta mais de 90% dos contratos de aluguel do país por causa de sua seriedade. E que o resultado anual frusta quem comprou imóvel no auge da valorização para investir e agora terá rendimento menor que de outras aplicações.
Rogério Quintanilha, gerente de estratégia da administradora de imóveis APSA, afirma que o momento é de “acerto de valores”, após altas muito expressivas dos aluguéis. Ele pondera, porém, que no Rio a oferta cresceu mais em bairros onde há menor procura e que o caos no transporte urbano continua a valorizar os imóveis das áreas nobres.
— O momento está um pouco mais favorável aos inquilinos, mas ainda é cedo para dizer como o mercado vai se comportar.
Apesar da tradição do IGP-M, muitos especialistas indicam o IPCA como indexador ideal para os aluguéis. Mauricio Visconti, diretor comercial da REIT Soluções Financeiras Imobiliárias, diz que o índice varia muito, enquanto o IPCA é mais estável:
— A mudança não ocorre por questões culturais, mas o IPCA seria mais indicado — diz.
Sílvio Campos Neto, da Consultoria Tendências, acredita que o IGP-M deve perder força no mercado imobiliário, como já ocorreu em outros setores:
— O IGP-M caminha para ser só uma referência no setor.
(O Globo)

29/12/2014 -> Projeto de lei pode criar novo bairro na Barra da Tijuca: o Barra Olímpica

Projeto de lei pode criar novo bairro na Barra da Tijuca: o Barra Olímpica
Em que bairro você mora? A pergunta deveria ser fácil de responder, mas milhares de pessoas que vivem nos limites entre Barra, Recreio e Jacarepaguá estão nesta dúvida. O projeto de lei 807/2010, em tramitação na Câmara dos Vereadores, jogou mais lenha na fogueira.
O texto cria um novo bairro, chamado Barra Olímpica, que abrangeria, entre outras áreas, a Vila do Pan, o Rio 2, o condomínio Cidade Jardim, a Vila Autódromo e o Riocentro. O projeto existe desde 2010, mas ganhou impulso e está na lista de votação da Casa.
A justificativa é homenagear os Jogos Olímpicos de 2016, já que várias modalidades serão disputadas no Parque Olímpico, cuja inclusão no bairro seria obrigatória. Moradores da região, porém, veem no texto a possibilidade de deixarem de ser considerados parte de Curicica, um sub-bairro de Jacarepaguá.
Outros acreditam que o status de bairro melhoraria a oferta de serviços públicos. De autoria do vereadores Carlo Caiado (DEM), Tânia Bastos (PRB) e Tio Carlos (SD), o projeto tem enfrentado resistência por parte de um grupo de três vereadores.
— Desde a semana passada estamos obstruindo a votação, porque entendemos que constituir um novo bairro é uma ação de cunho histórico e cultural importante. Isso não pode ser feito sem audiências públicas — avalia o vereador Jefferson Moura (PSOL).
Caiado discorda do colega. Para ele, há apoio popular. Ele lembra que o texto recebeu parecer favorável das quatro comissões pela qual passou e é discutido há quatro anos.
— O projeto não é de ontem. Está desde 2010 na casa. É um anseio antigo dos moradores. Por que não se viu isso antes de o projeto ir a plenário? — questiona.
Para Moura, a criação de um novo bairro na região poderia levar à especulação imobiliária, o que agravaria o adensamento populacional numa área que sofre com a infraestrutura precária.
O coro é reforçado pelo vereador Eliomar Coelho, também do PSOL. Para ele, a aprovação de um projeto como este abriria um precedente perigoso.
— Seria um precedente seriíssimo. Este tipo de coisa tem que ser feita por meio de um projeto de estruturação urbana.
Pela falta de definição de onde exatamente está localizado, o condomínio Cidade Jardim, teoricamente parte de Curicica, sofre para receber as contas pelo correio.
— Simplesmente não recebemos. Temos que pagar tudo pela internet — conta Luciana Garcia, da Associação Amigos do Cidade Jardim.
Além disso, dizem moradores, praticamente todos os serviços que atendem ao Cidade Jardim ficam em Jacarepaguá, e não na Barra da Tijuca, que está mais próxima.
— Não é questão de qualidade, mas sim de proximidade. Não faz sentido sermos atendidos pelo 18º BPM (Jacarepaguá), por exemplo, quando o 31º BPM (Barra da Tijuca) está muito mais perto — diz Fernando Milanez, também do Cidade Jardim.
A comunidade da Asa Branca, em Curicica, enfrenta o mesmo problema.
— Gostamos de ser Curicica, mas só temos o nome, porque nenhum serviço é feito em Jacarepaguá — afirma o presidente da associação de moradores local, Carlos Alberto Costa, conhecido como Bezerra na comunidade. — Na teoria seria bom, porque estamos abandonados.
Bezerra, porém, não tem opinião formada. Seu maior temor é que, com a criação do bairro, o IPTU fique mais alto. A possibilidade, porém, é descartada tanto por políticos opositores como pelos favoráveis ao projeto. Já a definição de quais serviços atenderiam ao Barra Olímpica seria feita por meio de regulamentação do prefeito.
O presidente da Câmara Comunitária da Barra, Delair Dumbrosck, desconhece o projeto e seus efeitos:
— O principal seria conversar com a população. A Câmara poderia ajudar nisso, fazendo reuniões. Até poderíamos fazer votação para definir o nome melhor.
PROBLEMA DE DEFINIÇÃO DE BAIRROS É ANTIGO
Os moradores da região que constituiria a Barra Olímpica ficaram sabendo do projeto há cerca de dois anos, em conversas informais com o vereador Carlo Caiado.
Moradores do Rio 2, como Guilherme Alves, argumentam que, se sair do papel, a medida evitará desentendimentos, já que a definição de onde termina um bairro e começa outro na região da Barra é um problema antigo, como evidenciado pelo Aeroporto de Jacarepaguá, que, apesar do nome, fica na Barra:
—Todos os empreendimentos na região são vendidos como se estivessem na Barra. A propaganda sempre é “agora você também pode morar na Barra.” Na prática, porém, isso aqui é Curicica.
O próprio site da Associação de Moradores do Rio 2 coloca o condomínio na Barra. O mesmo vale para o Cidade Jardim, no site da construtora Carvalho Hosken.
Assessor da presidência da Carvalho Hosken, Henrique Caban avalia que denominar os condomínios como parte da Barra valoriza os imóveis, mas diz que se trata de uma convenção:
— Ninguém, por exemplo, diz que mora no Andaraí. Quem mora ali diz que é da Tijuca. É um comportamento comum da população.
Para Caban, muita desinformação cerca o projeto de lei que cria a Barra Olímpica:
— Não tem razão para polêmica, é só uma homenagem.
Caban avalia que a mudança de nome poderia valorizar imóveis. Mas, para ele, o que dita a alta nos preços são os investimentos do poder público na região, como as obras do BRT Transolímpica.
Entre os moradores do Rio 2, a piada é a Avenida Embaixador Abelardo Bueno, via que separa duas áreas administrativas.
— Se um crime acontecer em uma pista, vem o 18º BPM. Se acontecer na outra, tem que ligar para o 31º BPM — observa o morador do Rio 2 Paulo Bittencourt.
O presidente da Associação de Moradores do Rio 2, Luís Silva, conta que por muito tempo a Abelardo Bueno era seu endereço oficial:
— Meu endereço era Abelardo Bueno 2.400, apesar de morar longe. Nunca sabia a qual jurisdição eu pertencia, se à da Barra ou de Jacarepaguá. A situação só se resolveu quando minha rua ganhou um nome.
A rua em questão é a Escultor Sérgio de Camargo, que passa longe da Abelardo. Sua esquina é com a Rua Franz Weissman. Em que bairro as duas ficam, ele não tem certeza.
(O Globo)

26/12/2014 -> Prédios verdes já somam 10% do total do PIB de edificações no Brasil

Prédios verdes já somam 10% do total do PIB de edificações no Brasil
O valor das construções com projetos registrados para receber certificações de obra sustentável já atinge 10% do total do PIB de edificações – subdivisão do PIB da construção civil, que exclui obras de infraestrutura. Há quatro anos, os prédios verdes não ultrapassavam 3% do PIB setorial.
Os dados são de estudo realizado pela EY (antiga Ernst & Young) em levantamento que analisa a movimentação econômica da construção verde no Brasil, mostrando um aumento considerável de empreendimentos sustentáveis na composição do PIB de Edificações ao longo dos últimos três anos.
Saiba mais no blog Condomínios Verdes.

23/12/2014 -> Fim de ano é um bom momento para reformas

Fim de ano é um bom momento para reformas
Começar o ano de casa nova, aproveitar as férias escolares, investir o 13º salário, por vários motivos, o fim de ano é um período escolhido para fazer as tão desejadas reformas nos imóveis. Seja alugado ou próprio, é possível fazer adaptações na moradia, para que reflitam a personalidade do morador. A época também favorece as obras de fachadas em edifícios, já que é possível planejar as taxas para o ano seguinte, sem pesar no bolso do condômino.
Para evitar dor de cabeça, é importante saber as dicas de profissionais da área, como o presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU-RJ), Sydnei Menezes. Para ele, o primeiro passo para uma reforma é a contratação de um profissional, nesse caso mais especificamente, de uma arquiteto e urbanista. Toda reforma ou intervenção deve ser acompanhada pelo profissional por questão de segurança estrutural, e isso é fiscalizado pelo conselho.
“Um arquiteto e urbanista tem a qualificação e habilitação para intervir nos espaços. Ele é responsável técnico pela obra, garantindo que as mudanças ou intervenções sejam feitas com segurança. Cada obra em que o arquiteto esteja trabalhando deve ser comunicada ao CAU através do Registro de Responsabilidade Técnica (RRT), o que possibilita que o conselho tome conhecimento da intervenção e fiscalize o desenvolvimento do trabalho”, explica Sydnei Menezes.
O final do ano geralmente é época com grandes promoções no mercado da construção civil, nas lojas de material de obra e de acabamento, conforme explica a arquiteta Cinthia Dimas França. Além disso, há ainda a questão do aumento de mão de obra qualificada no setor, já que muitos profissionais que trabalham na construção civil aproveitam o recesso do período de festas ou até mesmo férias coletivas, como ocorre em várias empresas, para trabalhar em outros empreendimentos e aumentar a renda familiar.
“São vários fatores que influenciam o aumento nas reformas nesse período. Existem algumas pessoas que optam por investir em uma obra, aproveitando o pagamento do 13º salário. Há ainda, no fim de ano, as ofertas de materiais que podem trazer grande economia para o cliente. A mão de obra, hoje em dia, é mais difícil de encontrar. Existe também a questão de que, no período das férias e os recessos, as pessoas têm mais disponibilidade para acompanhar de perto a obra”, diz Cinthia.
O fim de ano também é um período escolhido por muitos síndicos para indicar intervenções em prédios e condomínios devido à possibilidade de promoções em material para obra, mas também para compor as taxas extras começando a cobrança no próximo ano.
Para as obras que tenham como fundamento apenas a estética do imóvel, ou para a implantação de equipamentos úteis, é necessário que seja convocada uma assembleia, com aprovação por voto da maioria dos condôminos. Já no caso da obra ser necessária e, claro, não envolver despesas excessivas, é possível que o síndico a contrate sem convocação dos moradores. Há ainda, no caso de imóveis que tenham gestão, a possibilidade de utilizar os valores arrecadados durante o ano para realizar intervenções nos imóveis.
Quem estiver pensando em reformar a casa precisa saber ainda quais as obrigações devem ser cumpridas antes de iniciar a obra. A colocação de placas informando o responsável técnico, assim como sua respectiva inscrição no CAU, são exemplos. Ambas são exigência do código de posturas dos municípios em determinadas intervenções. Além disso, existem leis municipais, como as normas gerais de direito de vizinhança, que devem ser respeitadas para que não haja problemas de embargos da obra.
Mesmo se o imóvel for alugado é possível fazer intervenções, sejam estéticas, como mudar as cores das paredes, ou alteração de cômodos, como a abertura de espaço para colocar um ar-condicionado. Entretanto, tais mudanças devem ser autorizadas pelo locador, já que o inquilino está condicionado ao contrato, em que consta o laudo de vistoria com as condições em que o imóvel foi recebido.
“Se a reforma for apenas de natureza voluptária, ou seja, refira-se apenas à estética do imóvel, o locador deve ser contatado para que autorize e tudo deverá ser registrado para que não haja problemas na entrega do imóvel. Os direitos e deveres do locador e do locatário estão descritos na Lei do Inquilinato. No caso de pinturas, caso queira mudar a cor de paredes e portas, ele ficará obrigado a devolver o imóvel com as cores originais. Da mesma forma, caso queira quebrar uma parede, modificando algum cômodo ou mesmo abrindo um buraco para instalação de ar-condicionado, terá sempre que retornar ao estado original”, explica Luiz Claudio Oliveira Moreira, diretor da Self Administradora.
Há casos em que a reforma é necessária para consertar algo que não esteja funcionando no imóvel alugado, e a responsabilidade é do proprietário, segundo Moreira. O locador deve permitir a obra e arcar com os custos. Se a intervenção durar mais de dez dias, pode-se solicitar o abatimento no valor do aluguel proporcional aos dias em que durar. Já se passar de 30 dias, pode-se requerer a rescisão do contrato sem pagar multa, sendo todos os termos regidos pela Lei.
(O Fluminense)

22/12/2014 -> Prédios verdes já somam 10% do total do PIB de edificações no Brasil

Prédios verdes já somam 10% do total do PIB de edificações no Brasil
O valor das construções com projetos registrados para receber certificações de obra sustentável já atinge 10% do total do PIB de edificações – subdivisão do PIB da construção civil, que exclui obras de infraestrutura. Há quatro anos, os prédios verdes não ultrapassavam 3% do PIB setorial.
Os dados são de estudo realizado pela EY (antiga Ernst & Young) em levantamento que analisa a movimentação econômica da construção verde no Brasil, mostrando um aumento considerável de empreendimentos sustentáveis na composição do PIB de Edificações ao longo dos últimos três anos.
Saiba mais no blog Condomínios Verdes.

19/12/2014 -> Horta comunitária é tendência em centros urbanos

Horta comunitária é tendência em centros urbanos
Verduras e legumes frescos à disposição para o almoço e jantar. Parece complicado? Aparentemente pode dar trabalho, pois a terra exige cuidados e a conservação dos alimentos deve ser feita com atenção. No entanto, a Quinta da Estância, maior fazenda de turismo rural e pedagógica do Brasil, aposta na ideia da horta comunitária para os grandes centros urbanos.
“Essa opção é muito utilizada no exterior e pode ser facilmente aplicada no Brasil. É preciso apenas que os vizinhos conversem e concordem em dividir um espaço saudável”, revela Sônia Goelzer, fundadora da Fazenda.
Locais como Reino Unido, Canadá e Estados Unidos permitem que esses espaços se tornem públicos e os utilizam, inclusive, para estreitar laços entre a vizinhança. “Reúna os vizinhos de um condomínio ou mesmo de um bairro e sugira a ideia. Um espaço protegido do sol e que comporte terra é o essencial. Sempre temos algum cantinho que ainda não foi utilizado”, explica.
A ideia deve ganhar força nos próximos anos, pois as pessoas se preocupam mais com a alimentação. “O consumo de orgânicos aumenta e a busca pela saúde tem se tornado prioridade nas famílias brasileiras”, conta.
Vale lembrar que algumas prefeituras disponibilizam sementes gratuitamente e já proporcionam instrutores para dar dicas à comunidade. “Se informe com a prefeitura da sua cidade e verifique quais são as possibilidades de ajuda”, sugere. Para a horta, Sônia aconselha que cada um tenha seu espaço e se torne responsável pelo cultivo do que escolheu plantar.
“As famílias devem ter liberdade de escolha e respeitar o espaço do outro. No entanto, compartilhar os alimentos é uma forma de tornar a horta realmente comunitária”, conclui.
(Quinta da Estância)

18/12/2014 -> Zona Portuária é palco de lançamentos

Zona Portuária é palco de lançamentos
Fora da Zona Oeste carioca, uma região do Rio que também tem atraído muitos projetos é a região portuária, graças ao Porto Maravilha,projeto de revitalização em curso naquela área. O presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto (Cdurp), Alberto Silva, diz que a reurbanização valoriza a região,traz mais qualidade de vida aos moradores e a quem trabalha na área.
“Pelo menos três quartos da área do Porto Maravilha correspondem à Área de Proteção do Ambiente Cultural Saúde, Gamboa e Santo Cristo (Apac Sagas), onde há muitos imóveis degradados e subutilizados. A expectativa é que os donos destes imóveis percebam a oportunidade,os recuperem e deem novos usos a eles”, disse.
O presidente da Cdurp lembra que o porto vem recebendo investimentos em mobilidade urbana, impulsionando a valorização dos imóveis. Por isso,na avaliação dele,o local está cada vez mais atraente.
“Temos novas vias, conforto em infraestrutura e a redescoberta da região portuária pela cidade. Nós investimos na cultura e na indústria criativa, o que fez com que moradores de outras áreas descobrissem o local e passassem a frequentá-lo. A integração é um dos ganhos da revitalização”,afirmou.
Os novos empreendimentos imobiliários são fundamentais no processo de revitalização do porto,de acordo com o presidente da Cdurp.Isso porque,a partir da aquisição de Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs), o setor imobiliário custeia a requalificação urbana da região.
Os Cepacs são títulos que garantem às companhias do setor imobiliário construir empreendimentos maiores que o definido no zoneamento da região,oferecendo desta forma um incentivo para atrair recursos. Os investimentos totais no processo de revitalização do porto estão estimados em R$ 8 bilhões.
Alberto Silva explica que as obras públicas inseridas no projeto Porto Maravilha começaram em 2010 e os investimentos logo começaram a ser anunciados. “Atualmente, há empreendimentos privados em construção. A Tishman Speyer,que também está à frente do Pátio da Marítima, inaugurou o Port Corporate. O prédio ao lado do Into (Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia) é emblemático para a mudança da cidade”, completa.
(Jornal do Commercio)

17/12/2014 -> Cresce procura por sistema de captação de água da chuva

Cresce procura por sistema de captação de água da chuva

 

RIO – Em Itu, uma das cidades do interior paulista que mais sofrem com a falta d’água, muitos moradores vêm improvisando formas para captar água da chuva e usar em toda a casa. Na capital, aliás, já existe até um movimento chamado “Cisterna já”, que prega justamente a construção e instalação de modelos simples, no melhor estilo “faça você mesmo”. Mas será que essas medidas, um tanto improvisadas, são realmente boas soluções?
Depende. Embora caia do céu, a água captada da chuva não é assim tão limpa e, muito menos, potável. Por isso, seu uso só é indicado para fins bem simples: lavagem de pisos, carros e roupas, irrigação de jardins e nas descargas de bacias sanitárias. Para qualquer outra finalidade, a questão é polêmica até mesmo entre quem atua no setor.

RETORNO FINANCEIRO EM 4 A 5 ANOS

Há quem defenda que o uso de cloro, como num tratamento parecido com o das piscinas, seria suficiente para matar os micro-organismos que possam estar presentes nessa água, tornando assim seu uso possível para tomar banho, cozinhar, beber. Mas, para a maioria, a prática está longe de ser recomendável. E só seria aceitável em situações realmente emergenciais, num momento de muita crise, como as secas do Nordeste, e a que vive Itu atualmente.

— Existe um nível de potabilidade exigido pelo Ministério da Saúde. E isso, um leigo não consegue controlar em casa. Até porque o tratamento deve ser permanente e esses níveis variam muito — diz o engenheiro sanitarista Eduardo Pacheco, do Portal Tratamento da Água.

Pacheco alerta ainda para os riscos de acidente durante a manipulação dos produtos químicos. Segundo ele, esse é um tipo de serviço que só deveria ser feito por profissionais treinados:

— Imagina se o porteiro de um prédio vai jogar cloro na água e esse cloro pinga em seu olho. Há risco de cegueira.
Por isso, antes de investir num sistema de captação da chuva, que custa, em média, R$ 9 mil para cisternas de até cinco mil litros, é preciso checar até que ponto o uso dessa água justificaria os gastos com a instalação.

Em geral, o retorno financeiro demora de quatro a cinco anos, de acordo com os gastos da família. Em média, o gasto diário de água de uma família de quatro pessoas é de 800 litros. E para que o sistema valha a pena, ele deve proporcionar uma economia de pelo menos um terço dessa quantidade.

— Armazenar água da chuva só para regar jardim pode não fazer sentido. Até porque, se está chovendo, ele não precisa ser regado. Mas há situações em que o sistema se torna interessante. Então, tem de verificar os índices pluviométricos, as capacidades de captação (tamanho do telhado) e armazenamento — ensina Luiz Henrique Ferreira, diretor da Inovatech Engenharia, uma consultoria de sustentabilidade.

O funcionamento do sistema em si é simples e pode ser dividido em duas partes. A captação é feita por uma calha no telhado, que pode ou não ter uma grade para barrar folhas e galhos. A água passa por um filtro que vai retirar a maior parte dos resíduos. Um “freio” — nada mais que uma curva na tubulação — diminui o ritmo de entrada da água na cisterna decantando detritos menores que se depositam no fundo.

A medida mantém a água limpa o suficiente para os usos não potáveis. Na segunda parte, que nem sempre é instalada, uma tubulação leva a água para um reservatório exclusivo. Daí ela pode seguir para bacias sanitárias, máquinas de lavar roupa e tanques.

 

Em alguns casos, geralmente em construções novas, conjugam-se dois sistemas: o que faz a captação da chuva com o que faz o reuso de águas cinzas, aquelas que saem de chuveiros, pias e lavagem de roupas. Indicadas para os mesmos usos não potáveis, essas águas podem ser levadas ao mesmo reservatório, mas esse sistema exige uma segunda tubulação. Há ainda um realimentador que aciona o hidrômetro geral quando a quantidade da água de reuso ou a da chuva não é suficiente.

Vale lembrar: não há qualquer ligação da tubulação que carrega essas águas com a da caixa potável.

PROCURA POR SISTEMAS CRESCEU 300%

Com a crise dos últimos meses, a procura por sistemas de captação da água da chuva e de reuso cresceu enormemente, especialmente em São Paulo. Só na Ecocasa, uma das empresas que fornece o sistema para residências, a procura aumentou 300%.

Boa parte dessa demanda é para construções já existentes. Mas, nesses casos, a instalação de sistemas completos, além de cara, é bastante trabalhosa já que exige uma obra extensa e complexa, justamente para separar as tubulações — afinal, as águas cinzas e da chuva não podem ser misturadas à potável, fornecida pela concessionária. O que vem acontecendo é que muita gente tem optado por instalar apenas a primeira parte, justamente para fugir da obra.

— Não faço projetos que não contem com sistemas assim. A gente tem que ter responsabilidade com os recursos naturais. Em casas ou prédios prontos, a obra é complexa, mas, ainda assim, válida — diz o arquiteto Antônio Goulart.

Segundo Goulart, com cerca de R$ 5 mil seria possível instalar um sistema mais simples com cisterna de até 3 mil litros, o suficiente para cerca de 15 dias. A defesa principal, nesse caso, é que não se pode mais usar água potável para lavar as áreas comuns de prédios ou irrigar jardins. E é também dessa ideia que nascem movimentos como o paulista “Cisterna já”, que vem realizando encontros para ensinar a construir uma cisterna artesanal, feita com bombonas.

— A gente precisa aliviar a demanda sobre os nossos reservatórios. Até ontem, a sociedade brasileira achava que estava nadando em água. A hora de começar uma transição é agora — defende Claudia Visoni, jornalista e ambientalista que participa do movimento “Cisterna já”.

Luiz Henrique Ferreira, da Inovatech, concorda. Para ele, o problema é o desperdício:

— Se a gente usasse água potável somente para beber, tomar banho e cozinhar, essa discussão estaria fora do contexto.

Para o engenheiro sanitarista Eduardo Pacheco, a questão é de planejamento governamental. Ainda que seja válida a instalação de sistemas caseiros, a solução para a atual crise hídrica é que esses sistemas sejam em larga escala:
— Tem que aproveitar água da chuva, tratar esgoto, fazer o reuso de efluentes domésticos em vez de jogá-los no mar. Isso já é feito em outros países e é a solução para qualquer metrópole. Desde que feito em larga escala, pelos governos.

Fonte: O Globo Online