Prédio centenário do Rio é restaurado e abrigará ‘Casa das Águas’
Em comemoração aos 450 anos do Rio, um edifício centenário na região da Cruz Vermelha, no Centro do Rio, está sendo restaurado para abrigar o futuro Centro Cultural Casa das Águas. O imóvel, onde já funcionou a sede da antiga Inspeção Geral de Obras Públicas da Capital, entre outros órgãos públicos, será o primeiro espaço dedicado a falar, exclusivamente, sobre a água no Brasil.
As obras estão na última fase de implantação, mas ainda não há data prevista para o início do funcionamento do centro cultural, apesar de o espaço ter sido inaugurado em dezembro de 2014. A fachada, que data do século passado, foi preservada e inteiramente restaurada, ao contrário da parte interna, que passou por um grande processo de modernização. O projeto também investiu em sustentabilidade e implementou um sistema de captação e aproveitamento de água da chuva.
Segundo o presidente da Cedae, Wagner Victer, em todo o prédio foi realizada uma recuperação estrutural, com implantação de novas instalações elétricas, hidráulicas, de esgoto e de ar condicionado, construção de novas escadas e instalação de elevadores para serem usados pelo público.
Após sua inauguração, a Casa das Águas vai exibir filmes, oferecer atividades educativas e jogos, além de investir em eventos para aumentar a consciência ecológica dos visitantes, principalmente em relação ao uso racional da água.
O espaço foi idealizado para convidar o visitante a aumentar seu conhecimento sobre a água: seu ciclo, seus estados e seus usos no Brasil e no mundo, através do tempo. Elementos cenográficos vão representar a história de como a água chega a nossas casas, como ela está distribuída em nosso planeta e quais são os problemas enfrentados pelo homem para que consiga preservar este bem.
Imóvel centenário
Construído no final do século 19, na Rua Mata Cavalo, hoje Riachuelo, o prédio foi adquirido em 1901 pelo Governo da República, por meio do Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas para servir de sede à Inspeção Geral de Obras Públicas da Capital Federal. Em 1930, o órgão e o imóvel passaram a pertencer ao Ministério da Educação e Saúde Pública.
Plantas de 1966 a 1968 mostram que o edifício foi cadastrado como Companhia Estadual de águas da Guanabara (Cedag), atual Cedae. O prédio recebeu o nome Engenheiro Ataulpho Coutinho em homenagem ao engenheiro sanitarista de mesmo nome nas décadas de 1950 e 1960.
Em 1992, com o decreto municipal que determinou o tombamento ou preservação das edificações da região da Cruz Vermelha e adjacências, o prédio principal passou a integrar o Corredor Cultural da Lapa.
Em 1995, o Arquivo Público do Estado foi transferido do prédio do Tribunal de Contas (TCE) para a Rua do Riachuelo, mas devido à falta de manutenção no local, o acervo foi retirado e desde então o imóvel vinha sofrendo a ação do tempo, até que em 2011 a restauração foi decidida para abrigar naquele espaço um centro cultural para contar a história da água.
Desde então, o imóvel vem sofrendo a ação do tempo e da falta de manutenção, até que, em 2011, surgiu a ideia de restaurá-lo e construir ali um Centro Cultural que contasse a história da água.
(G1)

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