Apesar da reciclagem e da coleta seletiva não serem completamente desconhecidas da população, elas ainda não estão presentes no dia a dia da maioria das pessoas. Porém, a separação dos resíduos de acordo com o seu tipo pode fazer uma grande diferença para o meio-ambiente. E o melhor: se feita corretamente, a coleta seletiva pode, até mesmo, gerar lucro para o condomínio.

Alguns prédios já tornaram a coleta seletiva um padrão, mas, para os que ainda buscam colocar em prática essa ideia, separamos algumas dicas de como fazê-lo. Confira!

Em primeiro lugar, é essencial lembrar que é necessário um espaço e condições adequadas para a implementação, além da conscientização entre moradores e funcionários. Estes, aliás, devem ser informados e treinados sobre quais materiais serão coletados e quais procedimentos devem ser feitos. A Associação Brasileira de Condomínios, a Abracond, aponta três questões que devem ser observadas antes de iniciar a coleta seletiva:

  • Verificar a quantidade de material gerado pelo condomínio e se existe um local de armazenamento compatível é indispensável. Nesta etapa, será preciso definir quantos e quais coletores serão colocados, realizar orçamentos para instalação ou realocar os coletores existentes, se for o caso. O ambiente deve sempre estar limpo e fechado, para evitar o mau cheio e a proliferação de bichos, como ratos e baratas.
  • Plásticos e papéis são materiais que devem receber atenção dobrada, já que são de alta combustão e podem causar incêndios.
  • A pessoa responsável por manipular os materiais deve receber treinamento, além de utilizar material adequado e receber o pagamento por insalubridade, entre outras medidas, para evitar ferimentos e ocorrências mais graves.

Após o cuidado com esses pontos e a definição de quem será o responsável e qual será a frequência da coleta, a implantação deve ser iniciada. É sempre válido lembrar que a Prefeitura contempla alguns bairros com a sua coleta seletiva. Caso o seu não esteja na lista, um opção é contratar uma empresa de coleta, ou buscar parcerias com cooperativas, para a retirada do material. Também existem os Pontos de Entrega Voluntária, os PEVs, onde o responsável pode levar o material recolhido.

Por fim, é válido lembrar que a reciclagem também pode ser muito lucrativa para o condomínio. Com o aumento do incentivo à sustentabilidade, a quantidade de empresas e cooperativas de reciclagem vem crescendo. Algumas delas costumam comprar os resíduos limpos e separados de fornecedores – e é aí que está a oportunidade de gerar lucro para o condomínio.

Para entrar no mercado da reciclagem, é importante orientar os moradores a separarem o lixo de forma adequada, além de manter um espaço para armazenar o material. Basta separar papel, plástico, metal e vidro em conteiners para cada material. Depois de tudo organizado, é só entrar em contato com a empresa que será responsável pela compra, para agendar as datas para a retirada do material.