Comercial x residencial: as diferenças e semelhanças na gestão de edifícios

 

 

O Censo de 2010 do IBGE apontou: existem no Estado do Rio de Janeiro 1,06 milhão de apartamentos distribuídos em cerca de 30 mil condomínios (média de 35 unidades por edifício). Desses, 90% são residenciais e o restante é classificado como comercial ou misto.

Independentemente do perfil da edificação, uma coisa é certa: administrar é sempre uma tarefa complexa. Segundo síndicos e especialistas entrevistados para esta reportagem, nos prédios comerciais lidar com as finanças é o grande desafio.

Já nos residenciais a questão são os relacionamentos interpessoais. Para ambos, existe um consenso: difícil cuidar de tudo sem o auxílio de uma empresa especializada.

De acordo com levantamento do Secovi Rio, grande parte dos condomínios está atenta, mas muita gente ainda prefere optar por outros modelos de gestão. Algo em torno de 54% não contam com a ajuda de uma administradora. Fernando Kalache¹, síndico do edifício comercial Linneo de Paula Machado, no Centro do Rio, é um deles.

Com 34 andares, 16 elevadores, duas escadas rolantes, 120 empregados (metade terceirizados) e circulação média de 4 mil pessoas por dia, o Linneo, um dos mais altos da região, precisa de cuidados permanentes no que diz respeito à segurança, manutenção e prevenção de incêndio.

E como se o dia a dia já não fosse suficientemente desafiador, o gestor, de 34 anos, planeja ampliar o “Centro de Controle” do prédio, onde se faz o monitoramento de segurança. A despesa anual para deixar tudo em ordem não foi revelada pelo síndico, mas é possível imaginar o custo pelo porte da edificação, umas das mais altas da cidade. Para incrementar a receita, o aluguel do terraço para antenas de telefonia foi uma das soluções.

Para Kalache, uma das diferenças de gestão diz respeito aos relacionamentos interpessoais. “Em um residencial o síndico precisa ter jogo de cintura e tem que tentar manter a imparcialidade pensando no bem-estar da coletividade. Além disso, tem que aprender a ouvir as críticas dos moradores sem se sentir diretamente atingido. É mais difícil lidar com os humores”, acredita o gestor, que já teve experiências como síndico em um apart hotel e num prédio residencial onde morou.

“Em um prédio comercial é preciso estar mais atento à infraestrutura e à manutenção. É importante também focar na transparência da gestão, já que estamos lidando com aluguéis e taxas condominiais vultosas”, completa.

Morando atualmente em uma casa no bairro carioca do Humaitá, Fernando conciliou durante um pequeno período no início de 2015 as atividades como gestor em um prédio comercial e em um e residencial. “Já tinha tido experiência como conselheiro, por isso não tive muita dificuldade”.

Confira a matéria na íntegra na versão digital da Revista Secovi Rio.

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